Principio da Incerteza

16 Presente de grego II


Notas iniciais
Yooo minna *--* , aqui esta a segunda parte do capitulo, eu demorei um poquinho pq estava com preguiça de digitar e.e... e agora eu posso demorar mais para postar os caps... pq ne.. começo o inferno e.e.. escola D=' , apesas que eu passo boa parte das aulas dormindo '-' ..
Nhaa ganhei mais uma recomendação *--* que lindo, obrigada Chokko sz ,obrigada Lady pela colagem *-* ficou muito fofa sz, e estou muito feliz mesmo com os comentarios
Boa leitura
kissus =*

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- Nós já desistimos do Ronan-kun por causa daquela ruiva barraqueira, mas acabar com o que está atrapalhando nosso Lass-kun vai ser mais fácil...


-Desista do Lass-kun e não iremos fazer nada de mal com você... E acho que, também, você não ia sair perdendo, você já tem aquele outro cara dos olhos verdes... Apesar de que ele também é muita coisa para você.


Arme manteve-se calada ouvindo todas as bobagens que aquelas três garotas estavam dizendo, ela não devia satisfação de sua vida amorosa por elas. Aquela conversa irritante estava deixando a garota com raiva. Mesmo não tendo passado por uma situação dessas antes, era claro que aquela conversa não levaria a lugar nenhum e, antes que acontecesse alguma coisa pior, era melhor sair dali. Pegou a mochila, levantou-se, mas quando foi andar sentiu alguém a segurando pela gola de sua blusa e a puxando para trás com força, fazendo-a se desequilibrar e em questão de segundos cair no chão, por sorte não bateu nas carteiras.


- Aaaaiii... – O choque contra o chão não tinha doido tanto, mais Arme tinha sido pega de surpresa.


-Isso é para você aprender a não deixar os outros falando sozinhos.


- Escuta aqui, por que você não vai cuidar da sua vida? – Aquela situação tinha deixado Arme com raiva, e ela não estava nos seus melhores dias. Levantou-se do chão e ficou encarando a menina que parecia ser a líder do grupo. – Me desculpe, mas se ele me escolheu, é porque nenhuma de vocês prestava para ele.


- Ele só deve estar com você para passar o tempo, querida.

— Ei, o que é isso? – Uma das garotas chegava mais perto de Arme, vendo o colar prateado com o pingente de coração, que tinha saído de dentro da blusa dela quando foi puxada. – O Lass-kun que te deu isso?


- Você não merece nada vindo dele...


- Parece que eu cheguei em boa hora... – Assim que as garotas se viraram, depararam-se com um rapaz parado na porta da sala.


- Nós já estávamos de saída... – As três garotas saíram rapidamente da sala, nervosas, e provavelmente com mais raiva ainda de Arme.


- Você está bem, Arme-sama? – Perguntava o rapaz recolhendo as coisas de Arme que tinham caído no chão.


- Sim. – A expressão no rosto da garota não tinha mudado, ainda continuava séria, ou até estava pior, talvez aquelas garotas fossem melhores companhias do que ele. – O que você está fazendo aqui, Sieghart ?


- Vim ver a pequena Arme-sama, estava com saudades. – Falava o rapaz com um tom de voz irônico.


-x-

Fora da escola, as três garotas reclamavam frustradas por não terem conseguido ter feito nada com Arme, nem ao menos deixá-la com medo e fazê-la se afastar de Lass.

- Que droga, aquela maldita deu muita sorte...


- Verdade, mas o que nós iríamos fazer com ela?


- Qualquer coisa para afastá-la do nosso Lass-kun


- Pelo jeito o planinho de você não deu certo, não e mesmo? – Uma garota de cabelos rosa, com o uniforme de outra escola se aproximava do grupo.


- Você não tem nada haver com isso, patricinha idiota...


- O que você quer aqui ainda? O Lass-kun já não te dispensou?


- Mas eu ainda não desisti dele... – Falava a garota arrumando os cabelos como se quisesse mostrar que era superior que elas. – Vamos, Jin.. Tenho que ir ao salão ainda hoje ...


-x-


- Parece que a convivência com a minha irmã afeta as pessoas. — Arme pegava a bolsa das mãos de Sieghart e começava a andar em direção a porta, com o rapaz seguindo-a.


Sieghart era outro guarda-costas da família Glenstid, primo de Zero e que também treinava na mansão quando era criança, apenas não foi destinado a Arme, porque seus pais tinham notado que a filha tinha uma maior afinidade com Zero quando morava na mansão, e seria melhor para ela ficar ao lado de quem gostava. O rapaz tinha 25 anos, cabelos negros curtos que sempre estavam bagunçados, olhos prateados e era atualmente o guarda-costas de Mari.


- Sua irmã me mandou entregar o seu presente de aniversário. – O rapaz acompanhava Arme até fora da escola.


- E por que ela mesma não veio?


- Você sabe que ela é muito ocupada.


-Sempre foi. E por que esse ano ela resolveu tentar socializar comigo? – Os dois já estavam no portão da escola. – E ainda manda você.


- Ela estava preocupada com você por estar morando sozinha, e queria que eu visse como andam as coisas.


- Ela podia ter ligado, ao podia ler o relatório que o Zero manda todo mês para os meus pais... Não precisava mandar você.


- Não fale isso. Assim, vou achar que você não gosta de mim. – O rapaz ria do próprio comentário. – Olha quem está vindo: Meu querido primo.


- Arme-chan. – Zero gritava enquanto vinha correndo alegremente na direção de Arme.


- Você está atrasado, Zero. — Arme falava séria, não ligava nem um pouco para alegria do rapaz em vê-la.

— Me desculpe, é que eu tive que mandar alguns formulários que os seus pais me pediram... – Zero recuperava o fôlego e logo olhou para o lado, vendo Sieghart o encarar. – Mas o Sieghart não estava neles...


- Gostou da surpresa, Zero?


- Ninguém gostou. – Arme falava antes que Zero pudesse responder a pergunta. Não queria passar mais tempo conversando com Sieghart. – Você já viu que eu estou bem, que o Zero está fazendo o trabalho dele, mesmo chegando atrasado, me dê logo o que a Onee-san mandou e volte para ela.


- Calma, o seu presente não está aqui, eu deixei no apartamento do Zero... E Você vai ter bastante tempo para ficar comigo, vou passar alguns dias aqui, com vocês.

— Espera, como você entrou no meu apartamento?

— Aprendi a abrir portas com um grampo de cabelo.


Os três ficaram em silencio o caminho todo. Zero podia ver na expressão séria de Arme que qualquer coisa que eles fossem fazer naquele dia estava cancelada e que os próximos dias não seriam dos melhores. A garota estava desconfiada da visita de Sieghart. Sua irmã nunca ligou para ela, nem quando eram pequenas, e era difícil isso mudar a essa altura, ainda mais com ela sempre tão ocupada quanto seus pais. E, se Mari estivesse realmente preocupada com ela, não mandaria um guarda-costas ver como “andam as coisas”.

Ao chegarem ao prédio, cada um foi para o seu apartamento, enquanto estivesse lá, Sieghart ficaria no apartamento com Zero.


Arme jogou a mochila em cima do sofá, foi até a cozinha procurar algo para comer, achou o resto da janta em uma panela, colocou em um prato e deixou esquentando no micro-ondas. Enquanto a comida não ficava pronta, foi até o banheiro e olhou-se no espelho. A marca vermelha em seu pescoço estava quase aparecendo novamente, e ficar com aquilo para todos verem, ainda mais Sieghart, não seria nada bom para ela. Limpou o que tinha sobrado da maquiagem e colocou um pequeno curativo no lugar, voltou para a cozinha e comeu o resto do jantar, deixou o prato na pia, pegou a carteira no quarto e saiu do apartamento.
Na mesma hora em que ela estava saindo, Sieghart saia do apartamento de Zero.

- Nossa... Será que o desisto nos quer juntos? – Falava Sieghart vendo a garota sair do apartamento ao lado. Arme não respondeu nada, apenas deu as costas e começou a andar até as escadas. – Ei, espera... – O rapaz ia atrás de Arme. – O que e isso no seu pescoço? – Ele apontava para o curativo.


- Um curativo. – A garota respondia séria e o mais friamente que conseguia.


- Eu sei disso. Quero saber o que está por baixo.


- Um machucado.

Os dois desceram as escadas juntos e cada um foi para um lado diferente após saírem do prédio. Seria melhor assim, pois o clima não estava nada agradável entre eles.

Enquanto caminhava, Arme tentava pensar no que sua irmã estava tramando, era a primeira vez que ela demonstrava algum interesse por ela, até mesmo quando eram crianças, ela nunca demonstrou ter algum afeto pela irmã mais nova, nunca lhe falou uma palavra de carinho, ou passou algum tempo brincando com ela, e a desculpa de ser ocupada igual aos pais não servia mais para Arme. Mas, até por nunca ter feito nada com ela, não fazia muito sentido Mari querer atrapalhar a sua vida.

Arme entrou em uma farmácia e foi até os cosméticos, parando em frente a uma estante com algumas maquiagens.


-Eu deveria ter visto qual era a maquiagem que a Lire usava, agora não sei escolher isso. — A garota reclamava enquanto tentava achar alguma maquiagem que pudesse cobrir a marca vermelha.


- Eu acho que essa aqui seria a sua cor. – Uma mão passou por cima do pescoço de Arme até a prateleira, pegando um potinho de pó compacto. A garota virava-se e via Lass.


- O que você está fazendo aqui? Não devia estar trabalhando?

— Eu estava indo para o trabalho agora. – Lass entregava o potinho a Arme, vendo o curativo no pescoço da garota – Está tentando esconder o meu presente, é?

- Eu não posso sair andando com essa marca para todos verem...


- Ficou nervosa só por uma marquinha vermelha?


- Não foi por isso... — A garota suspirava e abaixava o rosto, encarando o chão. — É que o meu dia não está sendo dos melhores...

— Então deixa eu tentar melhorar ele... – Lass se aproximava de Arme abraçando-a pela cintura e levantou seu rosto com uma das mãos, logo a beijando. Mas o beijo não durou muito, a garota empurrou Lass assim que sentiu seus lábios sendo pressionados pelos dele.


- Não faça isso aqui, alguém pode nos ver...

— O quê que tem? Nós não somos namorados?

— Mesmo assim... É melhor não fazer mais isso em público... Eu tenho que ir, até amanhã. – Arme ia embora, deixando Lass para trás sem entender a reação da garota.


- x -


- Com licença, Mari-sama. – Sieghart entrava no quarto, fechando a porta atrás de si e indo até a mesa onde Mari estava.


- Como está a minha irmãzinha? – Perguntava Mari, levando uma xícara de chá à boca.


Mari, a irmã mais velha de Arme, tinha 19 anos, cabelos azuis um pouco maiores que o da irmã e cada olho de uma cor, um azul e, o outro, vermelho. Desde pequena sempre foi muito séria e fria com as pessoas, até com a própria irmã.


- Está bem, e parece que arrumou algumas rivais no amor.

— Amor? Zero nunca mencionou ninguém além das amigas dela em seus relatórios...


- Mas me parece que ela está namorando... Até estava usando um colocar com a metade de um coração, e estava tentando esconder alguma marca que provavelmente o namorado fez em seu pescoço...


- Tente descobrir quem e ele... Quero saber quem tem feito minha irmãzinha feliz...