Princess Undercover!
6 Como eu consigo complicar ainda mais minha vida
Notas iniciais
Por que ele não é um bom ursinho você me pergunta? Fácil, músculos não são confortáveis de se deitar em cima e é 99,8% do que compõe o Yin! Então lá estava eu abraçando uma pedra quentinha, útil no inverno, mas ainda assim uma pedra!
Até aí beleza, mas eu tinha que me mexer e encostar nas costas dele, é naquele ponto mesmo que ele arqueia todo e como eu descobri agora também faz um grunhido estranho.
É, eu não quero saber o que se passa na mente do pessoal da resistência nesse momento. Amanhã eu descubro!
Enquanto eu divagava sobre o dia seguinte um Yin muito possesso da vida me encarava... Ops, mau aew!
-É anh, você já considerou o novíssimo shake “engorde agora”? Deveria Yin, ta só pele e osso... pfuit! AIII, eita porra. – esse foi o Yin me dando uma travesseirada. – Ai, Ei, mai para! – E agora a resistência –morrendo de sono- por que eu não paro de fazer barulho, tomei dezenas de travesseiradas, mas nem isso vai me fazer desistir de encher o saco do Yin até eu capotar!
Depois disso decidi tentar dormir ainda que emburrada com Yin fazendo uma pseudo dança da vitória que me fez querer dar um tapa nele, e assim eu o fiz, e com aquele barulho seco e ardido de “alguém se ferrou” saca?
Acabou que depois dessa o Frances acendeu a luz com uma cara de “eu to puto pra caralho, quem vai encarar?” que me fez ter muito medo, foi aí que o Yin revirou os olhos, se levantou e apagou a luz e depois se tacou em cima de mim tampando a minha boca.
-e trate de ficar quieta ¬¬ — e assim eu fiz por... meia hora
-Yin? – recebi um grunhido de resposta – Eu não to com sono. – disse contendo um bocejo.
Yin deve ter levantado a sobrancelha milimetricamente e depois se virou pro outro lado da cama, não antes de me dar um tapinha na testa do tipo que você da no seu irmão pirralho pra ele parar de te encher sabe?
Tá, aquilo doeu, por isso dei mais um tapa nele.
-O que DIABOS vocês estão fazendo? – Jun falou com uma voz de sono imensurável... Tá, talvez eu devesse tentar dormir só.
-Matando pernilongos... – Yin disse na maior naturalidade, mesmo sendo escuro e nós estarmos na cama... OPA!
-PE-PE-PERNILON-GO-GOS?!?!?!?!?!- Frances falou em uma voz esganiçada... Ah meldels, eu preciso zuar isso!
-Sim, sim Frances, tem uma dezena deles aqui, estou sendo comido vivo aqui.- usei todo o meu talento de atriz amadora para parecer convincente, e em um instante, Frances pulou da cama acendendo a luz com uma cara de puro... medo! Isto é, até olhar para a minha cara e de Yin que eram o puro retrato da ironia.
Depois de receber uma travesseirada em cheio na cara, voltamos a dormir...Ou pelo menos a resistência voltou a dormir.
Eu já não tinha mais o que fazer, estava elétrica, fora alguns bocejos aqui e acolá.
-Yiiiiiiiiiiiiiiiiin. – é, voltei a cutucá-lo e ele respondeu com um grunhido. – Por quê ontem quando você quase me derrubou da cama você falou “ Ah.. é você”?
-Annz, eu sou um shinobi, é normal ser atacado a noite por inimigos ou companheiros tentando te zuar, dã! – isso era o que eu queria e esperava ouvir, mas nem sempre se tem o que se quer e na verdade ouvi isto:
-Ann, antes de ser seu shinobi eu tinha uma vida – uh, valeu aí, falou que agora não tem uma vida porque eu não deixo ele ter. – e era bastante normal quando eu dormia com meninas elas me atacarem a noite... – “se é que você me entende” foi a única coisa que faltou ele falar.
Eu imaginei um sorrisinho sacana e uma piscadela nessa ultima frase, porque sério, merece. Depois disso deu um nojinho dele que eu virei pro outro lado da cama , me descobri e fiquei deitada na pontinha. Tá, eu talvez tenha cantado mentalmente “Se você acha que o Yin é pizza, o Yin não é pizza não, pizza da pra 8, o Yin da pro quartei...” enfim, aí eu lembrei que um quarteirão não tem gente o suficiente pro Yin pegar... Afinal, o palácio sozinho ocupa uma dúzia de quarteirões...Ok, exagerei, mas meia dúzia ocupa sossegado!
Acordei no dia seguinte parecendo a atriz de crepúsculo, com aquela sobrancelha levantada sem motivo algum e cara de nojo constante, e foi assim até eu entrar na cafeteria, que mudei pra minha expressão de “eu sou — oh — tão gato, paguem pau!” e passei direto da comida para as sobremesas, peguei um parfait de frutas e uma tigelinha com sorvete de misky e fui até a minha mesa habitual até que Jae olhou para a minha bandeja e aproveitando que ela ainda não tinha pegado seu café da manhã, me pegou pelos ombros e me arrastou de volta a fila.
-Jae, eu to passando mal, o Yin socou meu estomago ontem... Bate nele!!! – fiz uma cara de “criança sofredora pós terremoto no Haiti” pra ela e quando senti a pressão no meu ombro se afrouxar, sai correndo para a mesa, tentando comer o meu sorvete sem ninguém me enchendo o saco.
Porém, alguém SEMPRE vem encher o saco.
-Oi, você é primo da princesa Anne, não é? – e um cara aleatório apareceu do nada, sem reparar o meu olhar assassino nele por ter interrompido o meu momento com o sorvete.
-O que você quer? – intensifiquei o meu olhar enquanto apertava a colher, acho que vou quebrá-la... CREC.. ops, quebrei.
E com a minha demonstração de força ao quebrar a colher de plástico o cara saiu correndo deixando um envelope branco no chão e eu, curiosa como sempre, peguei aquilo pensando sobre o que diabos seria.
Decidi guardar no bolso interno do blazer, já que estava endereçado a Anne e não a Arthur, seria mancada ler a correspondência “alheia” né?
-Seria mais mancada ainda se você lesse em voz alta.- disse Frances enquanto eu olhava para o envelope, antes de enfiar no bolso.
-Isso é um fato... – falei sem realmente prestar atenção em Frances, afinal o cabelo dele ainda me dava fome.
-Sobre o que é? –Jae falou enquanto brotava do nada com um pote extra de granola com leite e frutas. – Você vai comer isso e eu não quero saber como, ordens do Yin. – Traidora.
-É para a minha prima gost... É pra Anne. – Há, tomou na cara, não mandei me trair, loirinha! Frances me olhou com uma cara estranha. –Que? Mas ela é.
-Arthur, eu não vou falar assim da mulher com quem pretendo casar. – Frances falou, com um ar de “amante latino” emanando dele, blergh, alguém tem um balde aí?
-Frances Frances, você quer tanto assim entrar na realeza? – essa foi a vez de Jun perguntar, afinal depois de ter a irmã subordinada a ele pelo negocio de ela ter ido ao baile de inverno e ele não acabou deixando ele mais feliz.
-Agora, não é mais só entrar na realeza. – AMANTE LATINO, AMANTE LATINO! BLERGHHH ! — Depois de conhecer Anne, estou... apaixonado! E esse amor é tão grandeee~ – cantou errado Frances, a sua versão é a em espanhol.
Fiz uma cara de puro asco antes de conseguir voltar a comer, tá, tentei voltar a comer, porque eu ainda tinha muito o que perguntar.
-Ah eh, Jun, você também é um dos possíveis noivos, por que não foi ontem?
-Eu estava ocupado...
-... dormindo. – completou Jae enquanto ria.
-Nossa, acho que você deve ser o único aqui – fora eu – que não quer se casar com a princesa.
-Quem disse que não quero? – disse Jun com uma cara de “quem te disse isso?” com só a sobrancelha esquerda levantada enquanto todos olharam com uma cara de “WTF? Até ele ta na jogada????”
Acho que virei meio que uma loteria nessa escola de almofadinhas.
Depois disso eu – com uma cara de nojo E espanto, é, imagine isso – andei até a sala de aula em que teríamos aula (de biologia) para só me jogar na primeira cadeira que vi e puxar meu laptop para anotar tudo o que aparecia na tela, até as pseudo-piadas que todos os professores contam pra fazer com que você aprenda alguma coisa em suas aulas.
Assim que acabou a aula Jae brotou com um chá pra mim, ela não é prestativa? Quando olhei pra ela com uma cara de “Da onde você tirou isso MESMO?!” ela só levantou seu celular (prateado com um pingente de um cristal brilhante, eu não duvido que fosse realmente um diamante ali) e deu um sorriso confiante. Cara eu dei um beijo na bochecha dela só pelo chá, e que se fodam os quinze mil alunos que viram essa cena gay.
Saí de lá deixando os quinze mil alunos e a Jae de boca aberta enquanto eu tomava meu chá – maçã com canela, às vezes acho que eu só gosto dele porque é vermelho. — Agora como Jae descobriu que é o meu predileto é uma boa pergunta.
Continuei para a aula de história sem prestar muita atenção no que acontecia ao meu redor até que eu caí, derrubando o chá no chão enquanto eu – de quatro – olhava para o copo de isopor, que tinha espirrado um pouco em mim, nenhuma queimadura, mas poxa, meu chá, cara!
Olhei descrente pro ser que tinha colocado o pé no meu caminho com uma cara de “por que diabos eu to de quatro te olhando? Cadê meu chá?” pra o ver dar aquele sorrisinho de pedreiro quando ta xavecando uma mulher que ta passando pela rua.
Levantei com meu olhar de descrença crescendo cada vez mais.
-Você tem 5 segundos pra me dar um novo chá de maçã com canela, corre. –o idiota não percebeu a noção do perigo e continuou lá, rindo.
Levantei uma sobrancelha e Jae apareceu, com um chá.
- Eu sabia que ia dar nisso, tó Arthur. – e me ofereceu mais um chá, mas aquilo era entre homens (o que eu faço lá?), era a minha honra em jogo, por isso virei um soco na cara do menino, parando a milímetros do nariz dele. Não por mim, e sim porque Yin aparecera segurando o meu pulso.
Olhei com nojinho (pô, eu acabei de descobrir que ele era o pegador mor antes de ser minha babá, da um descontinho... tipo 5% e já fico feliz, moço... opa!) e virei, pegando o rosto de Jae em minhas mãos, abaixando-o, dando um beijo na testa dela e tomando o chá de suas mãos, para virar e entrar na sala de aula.
Só ouvi o barulho de algo cair no chão, não sei bem o que foi, mas não me preocupei de ir olhar.
-Poxa, parece que você e o Yin brigaram feio, ele totalmente descontou no cara que te fez cair, eu não gostaria de ter levado aquele soco... Meu estomago doeu só de olhar! Ah, mais uma coisa, eu me manteria longe do Jun se fosse você ~ — esse foi Frances, que parecia saltitar como uma libélula naquela manhã.
Fiquei lá ouvindo a professora falar sobre alguma guerra aleatória que de modo algum vai me fazer falta em um futuro próximo e anotando em meu notebook enquanto estava na internet lendo sobre a queda de alguma bolsa aleatória e como aquilo afetava o mundo... Ou seja, no meio do bombardeio de coisas aleatórias...Eu tava no tédio.
-Nossa Arthur, hoje você esta empenhado em? – disse Jae de pé ao meu lado, olhei com um olhar de “WTF você faz em pé no meio da aula?” – Hahaha, bem como eu imaginava, olha só, a aula já acabou, é hora do almoço Arthur!
Pisquei apressadamente enquanto olhava a sala, desliguei o notebook, coloquei na mochila e fui com Jae até a cafeteria. Abri a porta daquele lugar bocejando, com uma aparência de bêbado e bagunçando o cabelo, e Jae envergonhada com os olhares. Putz, parece muito que a gente...
Antes que eu terminasse a frase Jun apareceu pronto pra quebrar a minha cara, eu só olhei perguntando o que diabos ele queria e fui arrastado pra fora do salão por ele. Tipo, por que diabos ele ta me arrastando aleatoriamente? Eu nem fiz nada, isso não é justo!
Quando reparei no que eu tinha me metido só pude exclamar “Maldito complexo de irmão mais velho!” na minha mente e tentar me soltar, inutilmente, das garras do irmão mais velho com orgulho ferido.
-Porra Jun, me solta eu nem fiz nada pra ta sendo arrastado, da pra pelo menos me dar esse privilégio antes?
Tá talvez não fosse a coisa mais inteligente de se falar naquela hora, porque fui tacada com tudo no chão, mas amorteci a queda com a minha CABEÇA. Levantei com dificuldade pra ver se eu tava com a cabeça sangrando, oh que surpresa, numa fanfic o personagem principal se machucar aleatoriamente e desmaiar!
Há, fique com o seu clichê pra você, caro leitor, porque eu me levantei pronta pra outra, mas meu laptop com certeza já era, nem pro Jun me deixar tirar a mochila antes de me tacar no chão...
-Velho, eu não vou brigar com você por não ter feito nada com Jae, alias, eu deveria ser congratulado por NÃO ter feito nada, sacou? – falei enquanto me controlava pra não socar aquele irmão pervertido maldito.
-Putz, vai ser babaca assim lá longe. Ai de você se a Anne reparar nisso, ela ta caçando defeito nos caras pra diminuir a lista e você ainda faz isso com o PRIMO dela. – disse uma voz salvadora lá longe. Yin? Não, é o Frances mesmo. Frances sério, isso é novo.
-Ei, sem querer quebrar o momento “Você vai se ferrar com a realeza”, mas eu to assim, perdendo sangue pela cabeça, saca? – falei descrente enquanto apontava pra minha cabeça e pro sangue sujando o meu cabelo.
-E se ele contar pra Anne? Putz, Jun, você ta ferrado! — ignorado...
- Não tá bom pra mim isso... Dá pra pelo menos indicar o caminho da enfermaria?!?
-Velho, eu não quero nem ver, e outra, e se ele contar que Eu não fiz nada pra impedir, cara eu to ferrado também, Jun, se eu perder o amor da minha vida por sua culpa eu vou..
Tá, depois disso eu fiquei com uma cara de “velho, o amor da sua vida ta sangrando pela cabeça e você não ta fazendo nadaaaa, hellow?” e decidi andar até aonde eu lembrava que era a enfermaria, passei no banheiro que estava no caminho e peguei um pouco de papel higiênico pra estancar o sangramento. Saí de lá andando como se nada houvesse acontecido até...
Squirch...Squirch... Esta é a onomatopeia de algum liquido sendo jogado em algo, e este algo sou eu! Já o treco gelado sendo tacado na minha cabeça já é outra pergunta.
Virei com uma cara de “isto é a sério mesmo?” para ver... Ahaaaaa, o velhinho do primeiro capítulo
-Múmia Ruiva!!!! – uhuw, agora além de tudo tenho mais de dois mil anos, olhei com tédio a cara de espanto dele. — Por que a água benta não ta fazendo efeito???? – Deus, dai-me paciência!
-Eu não sou uma múmia! – perdi a calma agora! — Sou um demônio, me leve a enfermaria agora ou eu... levarei você e todos seus descendentes para o infeeeernooooo — acrescentei um tom dramático no inferno pra ter certeza de que ele me levaria ao lugar certo. – E me traga um chá de maçã com canela, sim?- ele fez uma cara de quem tava tramando algo. – Olha lá em, se você zuar meu chá, sua família toda, já sabe né? – pff não se fazem mais serviçais com medo do inferno como antigamente.
Entrei na enfermaria cantando “I Will Survive” e parando ao lado da enfermeira com um olhar sedutor... Que? Eu bati a cabeça E tomei um banho de água benta!
-Oi, eu bati a cabeça, — cara da enfermeira: o.o — onde eu jogo isso? – e mostrei o papel cheio de sangue. Cara da enfermeira O.O
Foi assim que a mulher desmaiou, e eu fiquei lá, com aquela cara de “eu tenho que tomar conta de você é? Quem é paga pra cuidar de meninos arrebentados EM?”. Decidi que iria me divertir, por isso estou cutucando a testa da enfermeira até que ela acorde.
-Annz, já deu né?
-Yin, na sua ausência eu caí de quatro, me sujei de chá, nerdiei a sério em uma aula, paguei de gay em alto estilo, quase apanho porque o Jun acha que eu a Jae fizemos coisas que eu jamais faria com ela, Jae sumiu enquanto eu era arrastado e quase apanhava, minha cabeça está sangrando por causa do irmão dela, Frances me ignorou quando eu falei que estava sangrando, fui batizada pela segunda vez desde que vim pra essa escola e a enfermeira acabou de desmaiar ao ver que eu tenho sangue saindo da minha cabeça!
-Tava falando que já deu você andar aleatoriamente por aí com a cabeça sangrando né, senta na cadeira da enfermeira que eu cuido do resto. – e, cumprindo seu papel de babá real, Yin tacou álcool na minha cabeça. Pulei no teto de dor enquanto olhava feio pra ele.
-Annz, desinfetar a sua cabeça era necessário, volta pra cadeira que eu to ligando pro palácio, você vai ter que ir ao hospital pra ver isso.
-ARTHUR!- e uma Jae descabelada abriu a porta com tudo, ai minha cabeça. – Fiquei sabendo sobre o meu irmão, desculpa!
-Onde você estava na hora mesmo? – que? Eu precisava saber, aquele era o irmão dele batendo em mim enquanto ela tava sumida.
-Você se machucou??? – ela se esquivou da pergunta... Ah! Tem caroço nesse angu!
Apontei pra minha cabeça com uma cara de “dã, lógico que sim” enquanto Yin ligava para o palácio e passava pela burocracia de “aham, sei que você ta com a princesa, aham... Como é seu nome mesmo? Aham, sei, claro que eu acredito em você” até ele começar a gritar no telefone que era irmão do chefe de segurança e o pobre atendente do telefone o estava estressando.
Claro que Jae, que não sabia de nada disso, ficou olhando com uma cara de “WTF??” enquanto eu estava com uma cara de “isto está demorando demais” e analisava minhas unhas, felizmente ontem passaram só uma base, então eu tava só com uma cara de metrossexual por não ter passado acetona naquele dia.
-Então Jaezinha, onde você estava enquanto o seu irmão bancava o irmão?
-Eu? Por que você esta se importando comigo Arthur? Ah, você estava preocupado? – coala mode back on.
Lógico que aquilo só irritou ainda mais Yin que descobriu que seu irmão estava na Suécia e não podia atender o telefone. Foi aí que ele tacou a Jae longe e me pegou no colo e saiu da enfermaria.
-Yin, eu sei andar
-Mas você não vai andar.
-Dá pra me carregar de um jeito menos gay então? – Yin levantou uma sobrancelha como se dissesse “mas você é uma menina” e me pôs no chão, e já indicou que era pra eu pular nas costas dele.
Fiz o que ele mandou, dessa vez e ele caminhou até a saída da escola e depois até o palácio, onde entramos com muita suspeita quando coloquei minha digital no scanner. Afinal era muito claro que eu não parecia muito com a princesa, ainda mais com o cabelo num estilo emo (sim emo, eu tive meu cabelo regado com água benta e alcool, não há pomada que sobreviva a isso, então meu cabelo estava grudado na minha cara e tampando o meu olho direito).
Assim que entramos na mansão fomos direto para o meu quarto, onde sentada esperei pelo médico chegar, afinal se eu fosse para um hospital sairia na manchete do dia seguinte “princesa bate a cabeça e vai ao hospital x para se consultar” e seria muito estranho Arthur E Anne baterem a cabeça no mesmo dia e só Anne ir ao hospital.
-Yin, você vai cuidar de mim mesmo se eu tiver um dano cerebral?
-Só por você estar falando isso eu acho que você teve um dano cerebral.
Depois dessa conversa super animada a porta do meu quarto se escancarou com um estrondo e algo pulou no meu pescoço.
-Minha Annezinha, o que aconteceu? Oh, meu deus, SANGUE?? – agora é a hora em que ela dá um olhar matador pro Yin. – E você onde estava quando isto ocorreu?
-Eu estava saindo da aula de matemática e indo em direção ao refeitório. – mas o horário dele não era igual ao meu?
-Hunf, Lee! – Lee também é o guarda costas da mamãe nas horas vagas, desde que o antigo dela surtou e socou um repórter que não parava de segui-los. É, foi um incidente estranho.É, ele não estava em outro pais, o cara só falou aquilo pra não perder o próprio emprego... Há há, ele acha mesmo que não vai perder?
Lee apareceu mais acabado que nunca de joelhos em frente da minha mãe, acho que ele tem trabalhado demais, afinal ela sempre decide ir a feira mesmo sendo a rainha.
-Lee, quero que fique com Anne até que seu irmão tenha aprendido a ser um guarda costas apropriado para guardá-la. – e com isso saiu, deixando-me para ser examinada por um velhinho que tinha o cabelo que REALMENTE tinha o formato de algodão doce e era branco! Ah, eu juro que vou morder isso se ele chegar mais perto.
-Yin, pegue um algodão doce pra Anne. – disse Lee enquanto colocava uma touca de banho no médico. –Você já causou problemas demais por hoje Annezinha, não tente comer o cabelo do pobre moço. – ele foi legal e cochichou essa parte, assim o médico só achou que o Lee era estranho, não que ele teria o cabelo devorado por uma menina ruiva viciada em algodão doce. Achei isso meio fofo da parte dele, foi ai que decidi que saindo dali convenceria minha mãe que Yin era um guarda costas bom o suficiente para me manter viva na escola.
Foi aí que meu celular tocou (o toque era “are you gonna go my way” do Kato com Ian Dawn, só pro caso de sua curiosidade ter chegado a ESSE ponto... stalker =P). Atendi sem nem olhar quem ligava.
-Alo? – falei sem pensar muito.
-Alo? Anne?
-Ela mesma, quem é?
-É o Jun, desculpa te ligar no meio da tarde – anh, pera JUN? C-a-n-a-l-h-a!!!
-É, eu to no meio da minha aula de tênis, mas pode falar – tá eu ia pelo menos tentar ser simpática.
-Você não teria o telefone do Arthur por um acaso né?- ótimo, de princesa e premio de loteria passei pra lista telefônica.
-Tenho sim, é o mesmo numero que o meu quase, mas os últimos dois números mudam, ao invés de 13 é 07. – é eu adoro fazer esse joguinho com números, incluindo minhas senhas são geralmente uma brincadeira do tipo “sorte, má sorte, sorte” (caso você não entendeu , isso daria 071307), e lógico que meu celular também não seria diferente...Agora, como ele conseguiu o meu celular é um mistério.
-Ah, brigado Anne, você salvou a minha vida.- nossa, me sinto orgulhosa de mim mesma agora. — Quer aproveitar que continuarei vivo e fazer alguma coisa comigo no sábado? –Ah, lógico, que tal te tacar de cabeça no meio fio mais próximo??? Não seria româââântico??
Antes que pudesse responder um solo de guitarra começou a soar agudo no quarto, meu outro celular.
-Nossa, que barulho é esse? – Sua irmã psicótica tentando falar comigo, lógico.
- É o celular de Arthur, olha só ele ali, nossa. ARTHURRR?!?!?! –deixei o celular cair no chão e fechei o flip. – AI!! Quem é? – atendi com minha voz de Arthur.
-ARTHUR! Ainda bem! Aqui é a Jae!!! -... E o FRANCES! – gritou uma voz ao fundo.
-Argh, fala. O que é agora, você descobriu que seu irmão além de tudo contratou alguem pra acabar comigo de um jeito pelo menos indolor? – Lee me olhou com uma cara feia enquanto o médico me achou totalmente lunática.
-Ah, Arthur me desculpa!!!! – a voz dela tava embargada, ela tava chorando com certeza. – Eu nem sei o que falar!!! Você tem que me perdoar, eu não sabia que ele ia surtar... Ele nunca fez uma coisa dessas, eu nem sabia que ele tinha força pra levantar algo mais pesado que um laptop!!
-Já foi agora Jae. – eu me senti meio mal por ter falado daquele jeito com ela, não é culpa dela que o irmão dela é louco... É?
-Onde você está? Eu tenho que me redimir com você!
-Eu to no palácio... ANNE já falei pra não pular em cima de mim!! – comecei a me imitar pseudo chorando e deixei o telefone cair, dessa vez pra Yin pegar.
-Ah, oi Jae. O Arthur ta meio ocupado agora, como você pôde ouvir. ANNE, SOLTA ELE! Anh, é, claro que ele vai retornar a sua ligação! Tenho que socorrê-lo agora. Até! – e desligou o celular, tacando no meu colo. — Ela quer sair com você no final de semana.
-WTF?? E o irmão psicótico dela quer sair comigo também no final de semana (/) Maravilha...Bem que poderia ter uma excursão escolar nesse final de semana né? – mamãe entrou no quarto para ouvir esta ultima frase apenas.
-Hummm, isso pode ser arranjado! Isso é uma boa idéia! Uma ótima idéia! – e assim ela sacou o celular e começou a ligar para o irmão dela, vulgo o diretor da escola.
-MÃE! – gritei pra que ela parasse para me escutar por dois segundos. – Sendo assim acho melhor Lee ficar no palácio né? Acho que só isso o Yin da conta =D
-Boa tentativa Anne, mas Lee está precisando de umas férias, por isso ele irá como monitor na viagem!
-Mãe, sem querer estragar pra você mas Lee não sabe esquiar XD
-Oh! Verdade! – e sacou o celular- Alo?!? Gerard?? Tenho um aluno para você, curso intenso, quero que ele seja profissional em... 3 dias! Se ele tem físico necessário? Creio eu que sim, é o meu segurança. Sim Sim, cuidado, obrigada, xaaaau querido!
Mamãe... Sempre solucionando as coisas que você não quer que ela solucione.
Decidi ignorar e roncar um pouco enquanto alguns equipamentos brotavam no meu quarto para descobrir se eu estava com algum tipo de trauma pela pancada.
Resumo da ópera, nada de ruim havia acontecido até onde meu caro algodão doce falante sabia dizer (falando nisso, cadê o algodão doce que Yin deveria ter me trazido?!?), mas por via das duvidas eu teria que tomar umas.. seis injeções.. durante três dias.. no traseiro... é, no TRASEIRO!
Decidi ignorar isso e cai na minha cama e capotei pra valer. Acordei no dia seguinte com Yin me olhando com uma cara de cansaço extremo.
-Cara, você foi atropelado ou algo assim?- ele virou a cara e levantou com a expressão controlada de sempre. Levantei em um pulo pra cair na cama com uma tontura súbita. –Fuck! – levantei devagar dessa vez e agarrei a barra da camiseta de Yin, para levantá-la sem pensar duas vezes.
Roxos, cobrindo quase toda a extensão do tórax dele, cortes fundos nas costas, até pegaram leve com ele... relativamente... já teve a vez em que ele apareceu com uma fratura exposta na costela flutuante. Foi a vez em que quebrei meu braço enquanto corria dele para fugir.
Fechei minha cara, dei um tapa no rosto dele. Estalei os dedos duas vezes.
-Eu lhe ordeno que descanse em minha cama enquanto Yume fica responsável pela minha segurança.
Yin não poderia contestar uma ordem minha, e eu odiava dá-las, mas ainda assim ele se jogou na cama enquanto eu trocava de roupa, sentindo uma presença as minhas costas.
-Yume, por hoje será minha guarda costas. – odeio Yume, ela e Yin tiveram um caso ano retrasado, Yin sumiu por uma semana quando descobriram. Yume é filha de um dos generais shinobi do país, e extremamente ciumento com a filha. É tipo um Jun da vida, só que com músculos e mil e uma técnicas de tortura.
Seu olhar inexpressivo me dissecou enquanto eu peguei algumas roupas no armário. Levantei uma sobrancelha e ela saiu do quarto e eu a imitei assim que terminei de me trocar, não antes de cobrir Yin e bagunçar seus cabelos um pouco, e descobrir algumas falhas nele. Alguem andara puxando-o literalmente pelos cabelos. Coitada desta pessoa quando eu descobrisse quem ela era.
Saí do quarto sem me preocupar que Yume sentiria o cheiro de Yin na minha roupa, ela merecia sofrer mentalmente depois do que ela tinha feito ele sofrer fisicamente. É, nada de torturas horripilantes para a filha do general shinobi que já tinha tido um caso com 80% do exército do palácio.
Achei Lee no corredor, carregando alguns equipamentos de esquiador, ele não tinha muito tempo, mas fulminou a menina que me seguia obedientemente com os olhos e me lançou um sorriso de “é, eu sei” e desapareceu com uma cara de ainda mais cansado.
Desci as escadas sem reparar exatamente onde eu estava indo e cheguei na sala em que o café da manha estava sendo servido e enquanto eu pensava sobre o que eu deveria comer a porta se abriu, mostrando duas pessoas sorridentes que ao me verem correram e pularam em cima de mim. É, eram Frances e Jae.
Tá, eu menti, eles pretenderam realmente pular em cima de mim, mas Yume decidiu que não, aquilo não ia acontecer enquanto ela estava lá, então os dois caíram de cara no chão sendo imobilizados por ela.
Levantei da minha cadeira e a empurrei com toda a minha força para longe deles, e ela caiu de bunda no chão, fazendo Frances rir enquanto eu levantava os dois.
Por incrível que pareça isso causou um silencio constrangedor que foi quebrado por Jun (a parte incrível é além de o Jun estar lá, ele quebrar o silêncio).
-Cade a princesa Anne?- “é ela mesma benhê 8D” pensei em falar, mas achei melhor não causar esse choque nele.
-Na Escandinávia... um dos príncipes pegou um resfriado e ela decidiu ir até lá cuidar dele o-0 – tá, foi a única desculpa em que até eu acreditaria, isto é, se eu não os conhecesse bem o suficiente pra saber que eles jamais ficariam resfriados.
Foi aí que Jae pegou um pacotinho com cuidado do sobretudo que usava e me entregou.
-Anh, isso é das.. tias da cantina? O-0
-Ah, amores platônicos. –sorri de leve enquanto abria o pacotinho pra encontrar bolachinhas de blueberry em formato de coração e um cartãozinho desejando que eu melhorasse rápido. Uns amores não? –Alguém ta servido?
Ou eu estava delirando demais com as bolachinhas ou todos fizeram uma cara de pseudo nojo e balançaram a cabeça negativamente e forma sincronizada. Decidi que tinham drogas nos biscoitos e guardei pra depois o resto.
-Anh... Cade o Yin? — perguntou Jun.
-Voltou pra casa dele depois que eu dormi – falei enquanto Yume me olhava com uma cara de “WTF??” versão shinobi.
- E a maníaca psicopática ali é???? – perguntou Frances sem se importar que a maníaca psicótica estava prestes a cortar a cabeça dele fora.
-Ordens superiores, sabe como é, derrubar todo mundo que parece que vai tentar ME derrubar. – Jun revirou os olhos e mostrou a língua... Uh oh..
Ok, Yume era psicótica o suficiente pra considerar uma ofensa moral como sendo palpável e então ela decidiu neutralizar o inimigo, eu só vi o brilho da espada que ela sacava e falei a única coisa que passou na minha cabeça.
-Yume, senta Ò.ó – é, todos menos eu acharam isso estranho, mas funcionou, a muchacha caiu de bunda com o susto e lá ficou. Pergunto-me se eu tivesse falado “finge de morta” ela teria cometido suicídio ou algo assim... Tipo Harakiri ao vivo e a cores... Afinal a espada ela já tinha xD – Anh... quem quer fazer corrida de carrinhos de golfes??
Passamos a tarde fazendo coisas estúpidas desse gênero até que os três tiveram que voltar pra escola e eu corri de volta pro meu quarto e achei Yin ainda dormindo, dispensei a menina que estava morrendo de tédio e pedi pra não ser perturbada por ninguém até o dia seguinte.
Assim que saí do meu banho me joguei na cama e comecei a dormir quando me lembrei de uma coisa.... Que era para eu ter levado uma injeção naquele dia...
Senti uma picada no meu traseiro enquanto pensava sobre isso... É, acho que não preciso mais me preocupar com aquela parte... A única parte ruim é que Yume havia sido encarregada disso hoje (já que Yin estava capotado do meu lado), então aquilo tava mais pra uma estocada do que picada de agulha...
Olhei pra ela como quem diz “vá para um canto e se mate... Agora ¬¬” e depois disso ela sumiu, com um sorriso diabólico, ela que me espere... Bitch!
Acordei no dia seguinte sendo tacada pra fora da cama, ou seja, eu acordei no chão, com Yin com uma cara de “o que você acha que estava fazendo?”
-Anh, por que eu to no chão? – aí reparei que essa cara não era pra mim e sim para Yume. Levantei em um pulo dando um mega abraço no Yin — Bom dia benhê, dormiu bem? ;D – e foi ai que a shinobi sumiu de vez do quarto. – Foi ela quem me tacou no chão?
-Não, fui eu, ela tava com uma injeção... mas ainda não deu o tempo certo pra você receber, achei suspeito e foi aí que te taquei no chão.
Olhei para a minha cama pra ver um furo no lençol, com a seringa ainda lá. Tirei aquele treco de lá para descobrir que meu colchão era de água... Opa...
Sorri amarelo enquanto abria minha passagem secreta usual, lógico que Yin ficou com a seringa e em menos de vinte minutos eu saí correndo com Yin para a escola desta vez com calças pretas cheias de bolsos e ziperes aleatórios, sempre com minha carteira presa por uma corrente, e uma camiseta vinho de manga comprida com algumas partes transparente com mais fivelas aleatórias.
Só esqueci que a Jae era meio fangirl... fui tão agarrada que me senti abusado(sim, em dois gêneros).Não tive tempo de me trocar, então fui assim mesmo pra aula, para ter uma surpresa agradável.
Sim, era Lee falando sobre esquiarmos neste final de semana, não o havia reconhecido em um primeiro momento com a calça social e a camisa, sem contar os sapatos de couro. Sim, são seus impostos do ano ali, há há, brincadeirinha! Todos sabem que neste país ninguém paga impostos (/). (propaganda)
Parei a porta da classe com cara de mãe orgulhosa enquanto Yin olhava com uma cara de “cara, você ta ridículo assim, sabia?”. Porem fui vista pela professora, e ela gamou em mim cara, ou pelo Yin, que estava de camisa pólo e calça jeans (eu insisti, entenda... a camisa era vermelha...), nah, impossível, ela gamou em mim.
-Yin meu querido, por favor entre, mas cuidado com o rapaz ao seu lado, ele parece ter más intenções!! – pera... WTF???? O menino nerd com cara de mafioso você aceita numa boa, mais um RUIVO você diz isso?!? Mulher, você tem sérios problemas.Se Jae estivesse aqui ela te faria entender o senso comum e te faria apreciá-lo também! Hunf! Baranga!
Senti-me sendo puxada para dentro da classe por Yin enquanto Lee tentava conter uma risada, sentei na primeira carteira, emburrada, enquanto Lee voltava a falar sobre a necessidade de exercício (algo do tipo “se vocês querem a princesa, por favor, malhem mais do que ela.”) e depois pediu para os interessados assinarem uma lista, fui a primeira a assinar e fiquei do lado de Lee conversando sobre banalidades, tipo como fora a semana dele, mas ele parecia recuperado, acho que devo ter pena do treinador dele.
Saí de la depois renovada, ainda mais por que Lee deu uns tapinhas nas costas de yin quando foi lhe cumprimentar, eu ri demais da expressão de dor dele, juro, era muito engraçada. Tanto que Lee nem pediu desculpas pelos tapas, tá, ele tentou, mas ao tinha espaço para falar isso no meio de tantas risadas.
Depois que eu assinei a maldita folha demonstrando interesse na viagem o resto da semana passou em um flash e já era sexta a noite quando eu olhara no calendário do meu celular (e eu mal podia imaginar o que aconteceria naquela viagem).
Elétrica, eu também passara boa parte da madrugada arrumando minhas malas, ou seja durante a manhã eu estava um bagaço, quase coloquei um sutiã com bojo ao invés das faixas de compressão (seria até engraçado “Arthur, por que você tem... peitos?”) e quase fui carregada pelo Yin depois de tropeçar umas 15 vezes no meu próprio pé.... é, sou descoordenada quando tenho sono... Ri mais um pouco e juro que você só sentira o Yin atrás de você com mais armas do que você consegue contar.
Eis que quando cheguei reparei que nossos ônibus não eram como os de vocês... reles mortais, com cadeiras para se sentar e sempre com chicletes e o cinto quebrado, isso se a cadeira não estiver torta e quebrada, como geralmente acontece em ônibus que você pega para sair da cidade (é, eu já consegui me disfarçar e sair um pouco... grife um pouco... da cidade) (voltei mais cedo do que você imagina). Mas a historia que estou contando não é sobre isso!
Na parte de baixo (ônibus de dois andares, a diferença já começa aqui) alem do básico insufilm, telas de LCD planas mostrando os mais novos hits do momento,ar condicionado, poltronas de couro com apoio para os pés, cafeteira, frigobar e wi-fi. Já na parte de cima, colchões foram espalhados pelo chão (colchões novos, antes que você imagine coisas estranhas) e foi para la que fui.
Taquei-me com tudo no colchão fofinho e usei Jae de apoio, por que não Yin? você pergunta, simples, gente bombada é durinha demais pra ser confortável.
E eu ainda nem imaginava o que aconteceria naquela viagem...
Notas finais
desculpem a demora, mas minha vida tá tão complicada, eu só me exercito e estudo... D=
vou terminar o ano g-a-t-í-s-s-i-m-a (dando um pau na Anne? maybe../not)
bom, me desejem boa sorte e até o próximo capítulo! (que demora pra vir porque como eu me senti mal, eu peguei tudo o que tinha escrito no pc e passei pra cá, com direito a finalzinho a lá "sessão da tarde" )(por isso que ficou um lixo...) até a próxima =**
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