Princesa--Interativa
9 Encontros - Parte 2
Notas iniciais
POV. HENRY
Já eram cinco para as seis da tarde quando bati na porta do quarto de Amanda Hillary.
– Quem é? – uma criada abriu um pouco a porta, me encarando meio hesitante – Ah, Alteza... – e ela fechou a porta na minha cara – POR GREGORY ILLÉA! ANDEM LOGO COM ISSO!
Ri um p ouco antes que a porta fosse novamente aberta, revelando a selecionada na qual eu deveria levar para um encontro.
– Alteza... – ela fez um pequena reverência.
– Pode me chamar de Henry. – depositei um beijo em sua mão como meu pai mandara fazer há tanto tempo.
Só então eu lembrei que eu não fizera aquilo com nenhuma das outras selecionadas.
Que ótimo.
– Okay então. Me chame de Amanda mesmo. Não tenho muitos apelidos. – a selecionada sorriu – E então? Para onde vamos?
– Ahn... Bem... Eu...
– Você não faz ideia, faz? – Amanda abriu um sorriso ainda maior – Tudo bem. Somos muitas. Fico até surpresa que você lembre o nome de todas.
– E quem disse que lembro? – a selecionada soltou uma risada e eu acabei por acompanha-la.
– Você é engraçado, Henry. Só precisa se abrir um pouco. Acho que temos mais em comum do que parece. – mais um sorriso e nós ainda nem havíamos saído da porta de seu quarto – Que tal um passeio pelos jardins? Ou uma cavalgada?
– Não sei... Me diga, você tem alguma coisa contra arco-e-flecha?
***
– Droga! Você é bom nisso! – Amanda gargalhou enquanto se sentava em um banquinho – Meus dedos estão me matando... Como você consegue atirar tantas vezes?
Ri com o comentário da selecionada. Amanda se mostrara uma garota bastante simples, com momentos engraçados e algumas demonstrações de timidez.
Depois de terminarmos nosso pequeno “campeonato” de arco-e-flecha passamos o resto do tempo que tínhamos conversando sobre nossas origens. Amanda era de Carolina, como minha mãe, mas era uma Dois o que limitava bastante os lugares em comum que as duas frequentaram.
Eu não poderia negar que Amanda era bonita e eu tinha quase certeza que já vira seu rosto nas revistas de Angelina assim como o de algumas outras selecionadas, mas eu jamais imaginaria que ela fosse tão... doce.
Quando meu relógio mostrou sete e meia a levei para seu quarto para que ela pudesse se arrumar para o jantar e me despedi, já que provavelmente eu jantaria com a selecionada seguinte.
– Até mais, príncipe Henry.
– Até mais Amanda. – ela acenou levemente e eu fiz o mesmo antes que dobrasse a curva do corredor.
***
– Senhorita Wandergell? – bati na porta do quarto da selecionada e depois de alguns segundos sem resposta comecei a me perguntar o que poderia estrar acontecendo. Será que ela não estava no quarto? Eu deveria ir procurar no Salão das Mulheres?
Não.
Decidi poupar meus pés de mais uma caminhada e encostei meu ouvido na porta, ouvindo o barulho de passos apressados correndo pelo quarto.
– Senhorita Wandergell? – chamei novamente, mas a resposta veio rápido demais. A selecionada abriu a porta do quarto antes mesmo de eu conseguir me afastar, o que recusou na minha cara colada com o carpete.
– Príncipe! Meu Deus! Você está bem?? – a selecionada me ajudou a levantar. Notei que ela fazia certo esforço para segurar o riso – E o que... Você estava fazendo encostado na minha porta?
– Eu... Bem... – cocei a nuca, procurando as palavras certas – Você demorou para atender... Eu queria saber se fosse estava no quarto e...
– Tudo bem. Mas então... É a minha vez? – a selecionada abriu um sorriso enorme
– Bem, é.
– E então...?
– O que acha de um passeio até a cozinha?
– Cozinha? – ela ergueu uma sobrancelha enquanto dava um sorriso de canto
– Li na sua ficha que trabalhava como confeiteira e depois daquela conversa no jantar... Pensei que fosse gostar. – dei de ombros, tentando captar qualquer sinal de que ela não tivesse gostado de minha ideia.
– Gostar? Eu amei! Mal posso esperar para irmos! E... Me chame de Arya. Já ouvi “senhorita” o bastante.
***
Meu terno cinza já estava branco há um bom tempo e nem dava para falar do avental que Arya quase que me obrigara a usar. Ela era uma garota legal, me ensinando a cozinhar alguma coisa chamada “peiti gatao”
– É “petit gateu” , na verdade. Soa estranho quando você fala assim. – me corrigiu Arya enquanto ria.
– Atá... Realmente soa melhor quando você fala. É francês? – perguntei enquanto esbarrava meu cotovelo no saco de farinha pela quinta vez, sujando ainda mais meus sapatos.
– Ahan. Meio que depois das guerras mundiais muitas receitas foram perdidas, mas minha mãe conseguiu “achar” algumas, sabe? Essa é uma delas. – Arya sorriu e notei que ela estava derramando o leite para fora da tigela por pura falta de atenção.
– Arya, err... – apontei para o “pequeno desastre” que se formava e ela tomou um susto, colocando o leite de volta no balcão e correndo para pegar algo para limpar a sujeira.
– Que droga! Eu sou uma desastrada... Desculpa, okay?
– Não, tudo bem. Acho que eu já gastei uns bons quilos de farinha só para “colorir” meus sapatos também... – a selecionada riu e logo depois me pediu para ir misturar a massa já que estava muito ocupada tentando limpar tudo aquilo.
Uma hora depois nós já havíamos jantando (uma criada abençoada nos trouxe comida. Amém.) e Arya tirava os bolinhos do forno (eu havia decido chama-los assim já que não conseguia pronunciar o nome direito) e torci o nariz.
Aí tem coisa...
– Henry, ahan... Você mexeu a massa para um lado só, não foi? – Arya tentou abriu um sorrisinho.
– Para um lado só? – franzi as sobrancelhas – Precisa disso?
– Mas é claro que precisa. È uma das regras principais da culinária. Não é à toa que esses aqui solaram. – a selecionada riu, apontando para os bolinhos murchou na bandeja. Que droga – Sorte que eu fiz uma fornada extra.
–Fornada extra? – minha sobrancelhas franziram ainda mais.
–Sabe quando você saiu para falar com aquele guarda com uma mensagem do Rei?
– Ahan.
– Aproveitei esse tempo para fazer outra fornada. – Arya riu enquanto tirava do fundo do forno a outra bandeja, esta com bolinhos bonitos e cheios.
– Ah... Por isso você não me deixou colocar os bolinhos no forno.
– É. Senão você veria a minha fornada e bem...
– Você não confiava em mim.
– Nem um pouquinho. – riu Arya.
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