Princesa Errada
17 Capítulo 16
Narrador
Juugo sempre foi o tipo de pessoa que se entediava facilmente, mas sabia que poderia existir algumas coisas interessantes.
Ele quando criança tinha sido vendido a um barão e trabalhava como servo dele.
Não sentia raiva ou qualquer remorso por sua família, pois os mais pobres não conseguiam sobreviver, e talvez essa foi a maneira que lhe deram uma chance de viver.
O barão era um senhor gentil, tratava Juugo bem, mas o garoto se divertia com a vida alheia.
Um verdadeiro intrometido e curioso.
Mas isso acabou dando a ele um outro tipo de trabalho: quando viu a filha do seu patrão sendo enganada por um ladrão, Juugo deu uma surra no garoto e o mesmo não voltou a pegar coisas de outras pessoas.
O barão tinha recompensado ele com dinheiro e roupas e conforme crescia Juugo ficava afiado, até que poderia “desaparecer” dos lugares.
Sabia de todas as pessoas, mas o próprio não existia.
Ele aflorou um lado um tanto quanto estranho, pois gostava de quando provocava as pessoas e as mesmas o enfrentavam de volta.
Foi assim que conheceu Karin Uzumaki, a princesa que dava escapas do castelo para ter algum tipo de adrenalina, foi quando Juugo queria se aproveitar e ver seu drama de perto.
Ele a provoca sabendo de sua verdadeira identidade e se ela lhe pagaria para guardar segredo.
— Ugh, você é minha mãe seriam melhores amigos — Ela respondeu com raiva e lhe deu dinheiro.
Mal sabia a garota que tinha acabado de dar munição para ele.
Antes de tentar uma aproximação da rainha Uzumaki, ele primeiro fez suas pesquisas e estudos.
Ela era muito bonita e orgulhosa, tomando até a frente do próprio marido em questões reais, o que lhe deu crédito com as pessoas. O marido coitado, se desde que era príncipe sempre foi mimado e detestava resolver as questões políticas, então ele apenas aceitou que a esposa o fizesse.
Juugo não entendia, mas ele se amavam. À primeira vista as pessoas pensam que foi apenas um acordo de família, mas não, eles de fato eram um casal e entraram no bom senso dela para pegar a frente.
O que ocasionou a mesma abusar de certos assuntos, como querer tudo ao seu controle: inclusive a filha.
Hana desejava,que Karin entrasse na família Uchiha, não só por terem muitas riquezas, mas por serem considerados abençoados por uma beleza angelical.
Ele se aproveitou disso para se aproximar dela, no aniversário da sua filha de dezessete anos um baile foi feito.
Juugo percebeu que a garota estava de olho em um príncipe, mas que não era ao qual sua mãe desejava.
Conseguiu se aproximar de Karin a tirando uma dança e logo foi dizendo o que descobriu:
— Posso fazer você ficar com o Suigetsu — Ele sorri ao notar a expressão dela de surpresa — Você é fácil de ler, princesa.
Juugo conseguiu de forma fácil como falar com a mãe dela, ele ajudava, mas queria coisas em troca.
Então ele prometeu ajudar a deixar que ela conversasse mais com o príncipe que os demais, sem querer que sua mãe desconfiasse.
E nisso Karin os colocou na mesma sala, perto o suficiente para ela ouvir Juugo.
Ele não sabia como iniciar conversas e tão foi direto ao ponto:
— Sei que é a Senhora quem manda nas coisas, gostaria de oferecer meus serviços — Ela ouviu, mas não o respondeu — Sei que quer juntar sua filha com o Uchiha, mas ele não vai aceitar.
Hana olha disfarçadamente para ele, ainda sem dizer nada, mas espera que ele prossiga.
— O Uchiha tem propostas mais interessantes que as suas, além do mais ele não vê a princesa como uma pretendente, afinal cresceram juntos praticamente.
— Deseja ouros e jóias? Me parece que sabe até demais — Ela resmunga, claramente incomodada — Sabe que podem conspirar contra você?
— Sei dos riscos, e por isso sou como um fantasma — ele sorri. — Sei me defender.
— E o que deseja com tudo isso?
Ele apenas dá de ombros:
— Quero acompanhar as histórias de perto.
Hana não estava nada convencida, então deu um teste a ele.
Que acompanhasse um devedor, este lhe deu mais tempo, pois o mesmo havia dito que a sua mercadoria havia sido roubada, então ele teria de reunir todo o dinheiro novamente com seu trabalho.
Juugo então o seguiu, o outro era bom em se esconder, mas ele também e logo conseguiu acompanhá-lo até sua casa.
Descobriu que o devedor não mentiu sobre a mercadoria roubada de seu trabalho, pois ele próprio era o ladrão.
E com isso foi apenas repassado aos guardas da rainha e ela o prendeu.
Hana ainda não confiava em Jugo, mas reconheceu que seus serviços eram bons.
E aos poucos Jugo foi sendo reconhecido: até ela mandar ele ir atrás dos Haruno.
— Quero que acabe com a reputação deles, aquele duque esbanja mais que o normal — Ela estava extremamente irritada com isso — Todos estão sendo enganados por eles, e Minato está metido nisso… mal sabe ele que se ajudar essa garota, só vai sujar nosso sobrenome.
Juugo não compreendia a raiva dela, então foi pesquisar.
Esse trabalho foi mais difícil, pois ele precisou achar a família dos Haruno, não havia mais ninguém com este sobrenome pelas redondezas e pela primeira vez ele se sentiu frustrado.
Ele detestava depender de outras pessoas, mas com o dinheiro que tinha subornou algumas pessoas para conseguir informações, sempre se mantendo no anonimato para não ser pego.
E foi aí que descobriu que os pais eram orgulhosos de nascença, e tiveram uma filha Sakura.
Um antigo servo lhe deu documentos, onde tinham vários pedidos de empréstimos e ele mandou ofertas de casamentos a sua filha.
Na esperança de alguém rico se casar com ela e ela terem mais e mais.
E foi o que os levou até ali, Sakura teve de tomar outra identidade se não seria linchada pelo povo e até em sua própria casa.
Ele queria saber até onde iriam, então também subornou os pais da garota.
E eles a procurarem sem pestanejar, e a entregar.
Não se importaram em usar a própria filha como culpada.
Até a garotinha que Juugo enviou para enganar Sakura, sentiu pena da garota.
— Os dois estão se apaixonando — Disse a criança — Ver a cara dela quando eu disse que me casaria com ele foi engraçado, mas confesso que ele vai protegê-la.
Agora ele via isso, com o príncipe olhando friamente a para ele, pronto para acertar sua cabeça.
Isso o empolgou mais que qualquer coisa, Juugo adoraria lutar com Sasuke Uchiha.
Mas poderia ficar para depois.
— Gostei desse cara! — Fala animado — Mas não se preocupe meu amigo, estava apenas levando ela para se ajeitar. — Aponta para a bacia dentro da cela — Foram os queridos pais que fizeram isso.
Sasuke olha de canto e nota os pais de Sakura presos, ambos o olham com súplicas.
— Majestade fomos enganados!
— Se falarem eu mato vocês.
Ambos se calaram na hora, o garoto estava mesmo querendo matar alguém.
— Ela vem comigo — Disse, se voltando a Juugo ainda com a arma pronta — Estamos numa casamento e duvido muito que Hana gostaria que seu show se abrisse ao público.
— Tem razão, mas ela ainda vai reclamar para mim — Ele apenas deu de ombros e deu espaço para Sakura passar — Ainda desejo que possamos nos falar.
— Com toda a certeza vamos.
Juugo apenas observa eles saindo juntos e quando somem de sua vista ele encara os pais dela:
— Terão de esperar mais um pouquinho, seu julgamento será marcado.
Sorrindo ele sai, e aquele local fica abandonado com as súplicas e lamentos.
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