Princesa Errada
3 Capítulo 02
Não tinha conseguido dormir naquela noite.
Os guardas de Karin conseguiram improvisar uma cama, confortável para mim com os sofás.
Ficava me revirando e os olhos teimam em não fechar, a mente completamente longe.
Sigo para o banheiro e tenho a higiene matinal, assim que saí do banheiro, ouço batidas na porta seguida por uma fala:
— Senhoritas, já está na hora de se trocarem.
— Podem entrar! — Karin responde de volta e vejo que ela também já estava acordada.
Duas serventes abrem a porta e já vão para seus afazeres: vestir a princesa.
Enquanto uma escolhia seu vestido, a outra arrumava seus cabelos.
— Podemos lhe arrumar também, dama?
— Sim, por favor.
Respondo no automático, tinha me esquecido que agora sou a dama de companhia da princesa.
Para Karin, um vestido verde claro, com longa barra caíram lisos por seu corpo, nada bufante, os ombros um lindo e fino tecido branco cobria sua pele, e os cabelos formavam um arco com tranças e foram encaixadas em sua coroa.
Enquanto eu usava um vestido menos chamativo, azul escuro com detalhes nas barras em flores bordadas de azul claro, meu cabelo foi preso em um alto coque e alguns fios estavam livres.
Não deixava de ser bem elegante.
— Está linda, Sakura!
Coro em resposta, não era acostumada a ser elogiada por outras mulheres, já que eu era apenas para ser vista como a boneca dos Haruno, e minha mãe sempre queria que fossemos os holofotes, o que causa a intriga entre as outras mulheres.
— Obrigada, majestade — Me curvo segurando em meu vestido — Em que posso lhe servir hoje?
— Bem minha cara dama, vamos analisar os preparativos para o baile que terá em alguns dias, ele vai ser muito importante para novas alianças tanto de casamento, quanto de acordos.
Karin me explica que todo ano, um dos reinados faz bailes para promoverem a paz e aumentar suas influências sobre os outros reinados.
Este ano Minato estava encarregado de fazer este baile.
— Nossa, nem poderia imaginar que algo assim aconteceria.
— Para não ter muita comoção, os reis preferem fazer esses bailes mais reclusos, pois não se sabe se intrusos vão sabotar. Mas tio Minato já ajeitou as coisas para o povo, vão celebrar uma festa na cidade então assim todos podem participar.
O rei era mesmo muito prestativo, como eu nunca saí de suas terras não faço a menor ideia de como seja para os demais lugares.
Desde pequena ouvia-se falar das aventuras do rei e em como ele conseguiu conquistar cada pedacinho deste reinado, e o mantém em paz até os dias de hoje.
Karin ia na frente e eu a acompanhava uns passos atrás.
Uma dama só lhe dirige a palavra se assim chamada, então eu agora perante os olhares de curiosos tinham uma imagem a criar.
Chegamos num corredor e Karin se aproximou de alguém sentado num banco.
Ele usava uma capa alaranjada e parecia estar com sono ainda.
— Bom dia, princesa — O senhor de ontem Jiraya sorri ao nos cumprimentar — Espero que tenham dormido bem.
— Com certeza meu caro conselheiro, e hoje estou animada em ver como estão os preparativos.
— Se em “preparativos” você quer dizer quem vai ser convidado, não, eu não abrirei minha boca.
Como que pego em flagrante ela engasga, mas logo se recompõe e sussurra algo em seu ouvido.
O senhor logo parece que teve a energia carregada e passa um papel dobrado na mão dela.
— Em meus aposentos, por gentileza — Diz e disfarçando sai andando.
Karin sorri de uma forma malandra, e me guia até uma sala de chá real.
Quando já não tinha mais ninguém ela me diz:
— Aquele velho safado é facilmente persuadido — Arregalo meus olhos — Eu falei que vou pedir ao tio chamar uma duquesa que ele é amarradão.
Começo a gargalhar, mas logo me contenho. Minha risada era alta e parecia mais com uma hiena e no final vem o “ronco” como um porquinho.
Minha mãe sempre me repreendia quando eu ria, então eu fazia o máximo para não sorrir.
— Ah que demais a sua risada! — Mas Karin riu ainda mais — Imagino que para a “etiqueta” isso seria feio, mas para mim é sua identidade. Então quando estivermos a sós fique a vontade.
Sorrio para ela novamente, não poderia me acostumar com tudo isso.
— Princesa, você poderia depois perguntar ao rei como meus pais estão?
— Você é mesmo gentil, sabia?
Iria lhe perguntar o motivo, mas ela continua a falar:
— Pode deixar eu pergunto sim, agora você vai ficar limitada a mim, mas não se preocupe. — Para mudar de assunto ela abre seu precioso papel.
Parece estar procurando uma certa pessoa e então seus olhos se iluminam e notei certa… paixão?
— Ele vem… — sussurra, mas acabou ouvindo então seus olhos me miram — T-tem um príncipe que sou apaixonada desde o primeiro baile que o vi.
— Que ótimo princesa! Então pode se aproximar mais dele no baile.
— Ele se chama Suigetsu, mas será que vai se lembrar de mim? — Ela se senta aflita. — conversamos a uns três anos atrás e o reino dele é longe, nem consegui visitá-lo.
— Só poderá saber se tentar não é? Que você seja a mais bela do baile para lhe chamar a atenção — A olho com ternura.
Isso parece acalmar seu coração.
Ela termina lendo a lista e sua sobrancelha ergue.
— Milagre, eles sempre estavam ocupados e agora vem…
— Quem?
— A casa Uchiha, vieram em apenas dois dos vários bailes feitos, são mais reclusos… Mas meu primo Naruto fez amizade com o príncipe, durante uma caçada — Ela se levanta e guarda o papel — Preciso devolver antes que…
A porta se abre de repente e dois rapazes nos olham surpresos.
Ambos eram altos e usavam roupas de caça, o da direita era loiro, seus cabelos eram um pouco cheios e os fios estavam em desordem, olhos azuis e estava sorrindo de canto. Ele está segurando uma espada e guardou a mesma em sua bainha.
Já o da esquerda, me deixou sem ar:
Era tão bonito que eu quase me esqueci que precisava respirar, ambos eram muito bonitos, mas esse da esquerda eu não conseguia tirar os olhos.
Cabelos pretos e lisos, uma franja lhe caía calmamente sob os olhos, que pareciam um céu estrelado. Seus olhos eram mais sérios e difíceis de decifrar.
Mas me encaravam de volta e estranhamente eu senti uma tensão, mas era boa e constrangedora ao mesmo tempo.
Ele está segurando um arco e flecha e aponta o arco em baixo de seu braço.
— Karin… O que faz aqui? — O loiro pergunta e olha para nós duas — Sabe que aqui é meu espaço, e está escondendo alguma coisa?
— Ah, primo que isso — Ela disfarça e pega a minha mão — Não se preocupe, Naruto eu já estou de saída.
Ela começou a me puxar para sairmos logo, mas chegando na porta Naruto segura em minha mão, nos fazendo parar.
Ele não aperta para machucar e logo me solta.
— Meio superficial essa sua resposta — Ele se aproxima, e quase sinto seu aflito em meu pescoço.
Se não fosse o seu amigo puxar a cabeça do loiro para trás e dizer:
— Sabe que isso é bem estranho, não é? Chega de fazer interrogatório.
Até sua voz era gostosa de se ouvir, era firme e calma.
— Ok, desculpe — O loiro se arruma e dá espaço para nós — Mas adoraria te conhecer, princesa.
Olho boquiaberta e ele pisca para mim, mas meus olhos foram guiados por seu amigo de novo e ele me encarava de volta.
O mesmo bufa e puxa Naruto com mais força para trás e ele reclama:
— Poxa, Sasuke qual a tua? Não precisa me agredir.
Então esse é nome dele? Meu coração deu outro pulo e Karin fechou a porta correndo logo em seguida comigo em seu encalço.
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