Princesa Emily
24 Probleminhas.
Notas iniciais
– Carter! – Emily gritou correndo atrás de seu irmãozinho – me devolve, agora – ela exigiu.
– Porque isso é tão interessante... – ele disse rodando o sutiã da irmã na mão.
– Carter seu anão pervertido, me devolve agora!
Carter riu e jogou o sutiã roxo para a irmã que imediatamente o levou para o closet.
– Você perdeu o juízo, garoto? – ela disse quando voltou fazendo Carter gargalhar.
– É engraçado você com raiva – ele disse ainda gargalhando um pouco – ainda mais por causa de algo tão fútil como um sutiã.
Emily riu, um menino da idade de Carter provavelmente estaria com o sutiã correndo para lá e para cá, enquanto Carter só queria deixar sua irmã zangadinha porque era engraçado. Definitivamente era uma criança diferente.
– Então quando tiver uma namorada vai ficar pegando o sutiã dela para deixá-la com raiva?
Carter avermelhou, que bonitinho.
– Não me diga que vai morrer solteiro?
– E-eu não disse isso, mas... ah! – ele cruzou os braços fazendo biquinho e Emily riu o abraçando – porque ainda está de pijama? – ele perguntou olhando para a camisola cor salmão.
– Porque são seis horas da manhã e o senhor me acordou – ela disse.
– Oh, desculpa, pensei que já estava acordada – ele disse meio constrangido.
– Tudo bem – ela fez um gesto de desdém com a mão.
Carter sorriu olhando para Emily, poucas vezes ele a viu sem um belo vestido, e agora ela estava tão simples apenas de camisola, os cabelos soltos sem qualquer penteado... ele achou que ela ficou mais bonita do que já era daquele jeito.
– Você ta bonita – ele disse.
Emily o olhou com o cenho franzido.
– Hã?
– Você fica bonita de pijama – Carter sorriu dando de ombros.
– Ah, obrigada fofinho, você fica lindinho de qualquer jeito.
Carter sorriu de lado arrumando a gravata.
– É, eu sei – ele disse falsamente metido fazendo Emily rir.
– Que menininho mais modesto, né? – Emily sorriu irônica.
– Sempre, modéstia é essencial – Carter sorriu e Emily riu negando com a cabeça.
Carla de repente abriu a porta devagar e quase teve um treco ao ver os dois ali conversando, esperava ver Emily enrolada em meio aos cobertores, não acordada e conversando com Carter.
– Oi Carter – ela disse sorrindo.
– Oi Carla – ele retribuiu.
– Emily, o que faz acordada?
– Essa peste me acordou – ela olhou para Carter que sorriu com os olhos fechados como se dissesse "eu sou fofo, está vendo? Eu não fiz nada".
Carla sorriu com aquela carinha.
– Ok, agora você precisa se trocar.
– E essa é minha deixa para dar o fora – Carter saiu de pressa e Carla sorriu junto com Emily.
– Eu quero essa coisa fofa pra mim – Carla disse.
– Sai fora, ele é meu!
. . .
Dylan se espreguiçou morrendo de sono. Ele não aguentava mais aquelas aulas idiotas para poder se tornar rei, ele tinha um talento nato, não precisava de aulas.
Olhou para frente vendo seu quarto. Não era nada extremamente chique como ele estava acostumado, mas estava razoável.
Fez a pior das suas caretas. Odiava aquele quarto, odiava aquele lugar, odiava aquele castelo, não gostava da princesa e definitivamente odiava Gardênia.
A cabeça dele doeu só pensar naquela droga de aula com aquela droga de professor acompanhado de 14 drogas de garotos. E o pior é que na frente da Princesa tinha que agir como se gostasse deles... ah, era muita tortura para ele sair sem nada daquilo tudo. A Princesa era dele... quer dizer, a coroa era dele.
Suspirou exausto
Se levantou com seu pijama de flanela azul com suas iniciais bordadas em dourado no bolsinho do peito direito em letras cursivas e bonitas. D.R.
Tomou um banho bem demorado. O café era as 8h00min, mas Dylan sendo Dylan acordava 6h30min para se arrumar.
Saiu do chuveiro com a toalha vermelha vinho felpudinha enrolada em volta da cintura. Passou a mãos nos cabelos loiros molhados e tirou a toalha enxugando todo seu corpo.
Pegou uma cueca qualquer a vestido depois começou a olhar seus ternos achando o que iria querer usar.
Pegou um cinza claro, uma camisa branca e uma gravata da mesma cor do terno.
Deixou o palito pendurado porque não estava afim de colocá-lo. Vestiu a calça, a camisa e o colete, arrumou o cinto, a gravata e os sapatos perfeitamente engraxados. Dobrou as mangas até os cotovelos e suspirou cansado.
Se olhou no espelho penteando seu cabelo loiro dourado que molhado ficou todo perfeitinho, mas quando secasse ficaria sexy e levemente despojado, exatamente como ele gostava.
Arrumou o colete vendo que ficou lindo e sorriu piscando para si mesmo saindo do quarto indo até o salão do café.
Alguns garotos já estavam ali e ele andando daquele modo charmoso que deixava todas as meninas loucas foi até uma cadeira se sentando esperando o resto dos paspalhões chegar para que ele pudesse comer.
Olhou para aquele lugar, era até que legalzinho, mas ele preferia o de Portugal. Para ser sincero ele estava morrendo de saudade de Portugal, aonde ia em várias festas "reais" e pegava todo tipo de garota bonita com o sangue azul, Duquesas, Princesas, Baronesas...
Gostava dessa liberdade, mas acima da liberdade ele gostava do poder, poder que só a coroa podia lhe dar, ou seja, tinha que casar com a Princesa.
Estava cansado da língua inglesa, sabia falar perfeitamente, claro, mas tinha saudade de falar português, aquele delicioso português de Portugal... mas parece que o inglês estava dominando a terra e encaremos que as meninas adoravam um sotaque português sexy como o daquele garoto.
Sorriu ao lembrar de Samantha, sem dúvida a única coisa boa naquilo tudo. Um ruiva, gostosa pra caramba, sexy, safadinha com um olhar perigoso, e ainda era boa de cama, uma garota exatamente como ele gostava. Se fosse com ela que ele teria que se casar, estaria feliz porque pelo menos gostaria de sua mulher.
Agora Emily? Ah, ela era bonita, era gostosa e as vezes ele queria ter visão de raio X para ver por baixo de sua roupa, mas era muito dócil, muito meiga, muito... boazinha. E ele não suportava pessoas assim, sempre querendo fazer o bem... ah, ele não tinha tempo pra isso não. Gostava de mulheres que brigassem com ele quando preciso, que o pegassem de jeito, gostava de damas quando necessário e safadas o resto do tempo.
Quando percebeu estava com os cotovelos em cima da mesa, as mãos entrelaçadas e um sorriso maléfico enquanto mordia o lábio inferior.
Estaria gostando MESMO de Samantha?
– O café será servido – disse o homem e só ai Dylan foi se tocar que todos os garotos já estavam ali conversando.
O café foi servido e Dylan foi no de sempre. Panquecas!
Pegou duas panquecas e começou a montar seu café da manhã. Creme de avelã, moraguinhos picados, cereja em calda e chantilly. Fechou a panqueca e colocou apenas queijo branco e chedar na outra. Era basicamente uma salgada e uma doce. Sorriu cortando o primeiro pedaço da salgada e colocando suavemente na boca.
Como ele não engordava com um café da manhã daquele? Bem, acho que às duas horas por dia na academia fora os esportes que sempre praticava era uma boa resposta, porque sendo bem sincera, o garoto era um gostoso.
. . .
Dylan estava a cabeça apoiada na mão, quase dormindo no meio da aula... de alguma coisa que ele não ligava a mínima.
Alguns Nerds como o idiota do Aidan e Sander prestavam atenção na aula, mas Dylan nunca ligou para isso e não era agora que iria ligar.
Olhou singelamente para frente vendo Simon, ele andava felizinho de mais ultimamente, e Dylan não gostava nada disso.
– Posso fazer uma pergunta? – Sander levantou a mão e Dylan revirou os olhos.
– Posso me matar? – ele murmurou baixinho para si mesmo tentando imitar a voz de Sander.
Dylan definitivamente estava quase explodindo. Aquela gente o irritava, tudo ali o irritava.
Do nada ele se levantou saindo.
– Aonde vai senhor Rink? – perguntou o professor.
– Tomar água, se me permite – ele disse com um sorriso mais fácil impossível.
– Certo, pode ir.
Pode ir? Sério mesmo? Quem aquele funcionariozinho de meia tigela achava que era para permitir algo para Dylan? Há, esse povo de gardênia não se coloca em seu lugar, meu deus.
Foi direto ao bebedouro, pegou um corpo e o encheu de água bem gelada para ver se tomando rápido seu cérebro congelava e alguém o levava para a enfermaria para não ter que ficar mais 2 HORAS naquela sala ouvindo aquele homem falar e falar e falar sem parar.
. . .
Eles estavam saindo para o almoço, todos conversavam animadamente sobre algo que Dylan pouco se importava em saber.
– Mas eu estou ficando mais próximo dela – ele ouviu Simon dizer e aguçou os ouvidos.
– Emily é uma garota legal, mas não é meu tipo, torço pra que fique com você – disse Javier dando um tapinha no ombro dele.
– Ela é tão linda, sensível... – Simon sorriu bobo.
Dylan parou por um minuto, ele estava falando da Emily?
– Ela vai ser minha – ele concluiu sorrindo.
Dylan se descontrolou. ELE SERIA O REI, NÃO AQUELE BABACA!
Dylan deu a volta o segurando pela gola da camisa social.
– A Emily é minha, seu idiota – ele disse bem perto de Simon – não ouse chegar perto dela.
Simon franziu o cenho.
– Ela não tem dono, e pelo que eu sei quanto mais você tenta se aproximar dela, mais ela foge de você. Porque será? – Simon lançou um sorrisinho irônico.
Dylan o apertou mais, sorte que todo mundo já havia saído e só os dois estavam ali.
– Olha aqui, Duquezinho austríaco, eu não tenho muita paciência e você esta me deixando pior, então só suma porque a Emily já é minha.
– Olha aqui você metidinho – Simon o empurrou – o povo pode gostar de você, mas não passa disso. Emily não é qualquer uma, tem que conquistar e você se achando o tal nunca vai fazer isso, então baixa sua bola porque ela não tem dono nenhum e já bem grandinha para tomar as próprias decisões.
O sangue de Dylan ferveu.
– Isso é um aviso, babaca, se eu te ver falando com ela tenha certeza que não vai ter mais língua para falar mais nada depois disso.
Simon revirou os olhos.
– Porque você não se preocupa em como você pode conquistá-la e me deixa em paz, se ela não gosta de você a culpa não é minha.
– Você quer morrer?
– Me poupe das suas ameaças Dylan.
Ele se descontrolou e seu um soco no rosto de Simon, no nariz na verdade o fazendo sangrar. Simon colocou a mão no nariz e riu.
– Você é tão tapado, que eu não vou revidar – Simon saiu com o nariz sangrando.
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