Princesa Emily
37 Carla sua incoveniente!
Notas iniciais
Emily tentava calcular tudo aquilo em seu cérebro hiper desenvolvido. Eles não podiam simplesmente ter feito PUFF! Onde estariam aqueles dois?
Infelizmente um certo garotinho meio sanguinário não a deixava pensar direito porque não parava de enchê-la de perguntas.
– Não seria legal se os seguranças os arrastassem até as masmorras? – ele disse com um olhar um tanto diabólico de um ditador mirim totalmente maluco.
– Carter – Emily disse o olhando daquele jeito de mãe.
– Você vai ver, eu e o papai vamos pegar eles, ou eu não me chamo Carter Milhonnet George Davis – o garotinho disse.
– Menos Carter, menos – Emily disse séria, não estava com muita paciência no momento.
Ele saiu de sua poltrona e se sentou junto com Emily vendo que ela estava com cara de pensamento.
– Está bolando algo? Não está?
– Não, estou apenas pensando.
– Ah – ele pareceu decepcionado, queria que sua irmã estivesse explodindo de raiva, não calma daquele jeito.
Toda a ajuda para pegar os dois traidores era bem vinda.
– Porque não vai brincar um pouco?
Carter arregalou os olhos seriamente ofendido. Ele por acaso era uma pessoa que "brincava" de bonecos de ação e coisas do tipo?
– Quantos anos você acha que eu tenho? – ele perguntou com o cenho franzido.
– 11?
– E como se atreve a me mandar brincar?
Emily riu. Carter podia ter 11 anos, mas achava que tinha uns 17. E tecnicamente ele tinha, só no mental mesmo, mas tinha.
– Desculpa senhor adulto. Então porque não vai, sei lá, ler um livro de medicina?
Carter pensou.
– Ok, mas eu vou porque quero, não porque você disse.
Emily revirou os olhos sorrindo enquanto Carter saía marchando arrumando sua gravata preta.
Ela olhou para além do seu quarto e suspirou. Como aqueles dois embeices fugiram e ninguém viu isso?
Ela realmente estava mais indignada do que surpresa.
. . .
Emily usava uma camisola meio dourada, mas nada cintilante. Estava sentada de pernas cruzadas na cama enquanto lia mais um dos livros secretos da biblioteca.
Ela quase abriu a boca ao ver uma princesa do outro século, ela tinha a pele clara, olhos verdes e cabelos castanhos lisos, ela era bonita, muito bonita e o marido dela era mais bonito ainda, se possível.
Ao contrário da maioria das princesas de Gardênia, ela não havia casado com um plebeu, casou com um príncipe mesmo, da Alemanha... coincidência? Talvez.
Ela folheava e folheava aquele livro enorme contando toda a história de Gardênia sob comando daqueles dois.
O nome da menina era Kate Andrews Baker, e o povo simplesmente a idolatrava, e pelo jeito ela era uma ótima Rainha.
"Será que eu serei também?" ela se perguntou mordendo o lábio.
– Oi linda.
Emily pulou da cama e Charlie riu baixinho.
– Você gosta de me assustar, não é? – ela deu um tapa no peito dele.
– É divertindo – ele deu de ombros se sentando ao lado dela e fechando seu livro o colando de lado.
Emily revirou os olhos e Charlie segurou o rosto dela entre as mãos apertando suas bochechas de forma que ela acabou fazendo biquinho, ele riu e a beijou.
– Porque veio? – Emily perguntou curiosa.
– Quer que eu vá embora?
– Não! Nunca! – ela o abraçou com força e Charlie sorriu beijando o topo de sua cabeça e passando sem vergonha alguma a mão na perna dela não de um modo abusado, mas sim carinhoso e Emily gostava do carinho dele.
– Desculpa por interromper sua leitura.
– Interrompa quando quiser – ela disse com os olhinhos brilhando para ele.
– Já que insiste – ele sorriu de lado segurando a cintura dela.
Ela olhou para a camiseta manga longa dele, branca com as mangas e ombros azul escuro que como sempre estavam arregaçadas até os cotovelos.
– Então, veio só pra me ver, ou tinha outro motivo?
Charlie suspirou ficando um pouco sério.
– Um pouco dos dois.
Emily se sentou melhor do lado dele.
– Então fale seu motivo – ela acariciou o rosto dele.
Os olhos de Charlie se fixaram nos dela e ele suspirou.
– Eu vi você com o Simon – o nome do garoto não foi pronunciado de uma forma muito boa.
– E daí? – ela perguntou com o cenho franzido.
– Você gosta dele? – ele perguntou indo direto ao assunto.
– Gosto, ele é ótimo – ela disse novamente sem entender – por quê?
– Se fosse para escolher um dos 15, qual seria?
– O Simon – ela disse sem rodeios – porque tantas perguntas?
Charlie se levantou.
– Porque eu não gosto dele – ele disse olhando para a direção contrária a da menina.
Emily suspirou. Charlie ciumento? Só um pouco.
– Não me diga que está com ciúmes – ela se levantou também.
– É claro que eu estou! – Charlie agora se virou para ela tentando não se concentrar nas pernas expostas da garota – ele fica dando em cima de você, e eu vi vocês dois no jardim, ele estava muito perto de você e você segurou o rosto dele!
– Ele é meu amigo, Charlie! Por favor né!
– Por favor digo eu – ele disse – eu simplesmente não gosto de ver você com alguém que quer te roubar de mim.
– Eu amo você, e você sabe muito bem disso, então qual o problema?
– Ele, ele é o problema!
– Você pode parar de falar comigo desse jeito? – ela disse já meio chorosa, nunca gostou que ninguém falasse alto com ela.
Charlie abaixou a guarda vendo que Emily estava quase chorando.
– Ele está tentando te seduzir, não percebe isso?
– Todos os 15 estão, então porque essa implicância justo com ele?
– Porque ele tem chances!
Emily parou apenas olhando para Charlie.
– Eu tenho medo que você se apaixone por ele e me largue – Charlie sentou na cama novamente _ ele é todo engomadinho, educado e é um Príncipe... eu não posso te oferecer metade das coisas que ele pode.
Emily olhou por alguns segundos para Charlie e depois se sentou ao lado dele que olhava para o chão. Puxou o rosto dele lhe dando um selinho e depois acariciando seu cabelo.
– Se eu preferisse ele a você já teria te largado faz tempo – ela disse e ele olhou para ela – porque vamos encarar que as coisas seriam bem mais fáceis se eu o amasse, mas eu amo você.
– Eu tenho medo de te perder – ele disse baixo.
– No que depender de mim, isso nunca vai acontecer.
Eles se olharam e Emily novamente o beijou. Foram vários beijinhos rápidos até Charlie sorrir e Emily sorriu também.
– Desculpa, é que eu não...
– Não precisa falar, eu sei – Emily colou as testas dos dois.
– Você é perfeita – ele a segurou de novo a deitando em baixo de si.
Ele acariciou o rostinho tão delicado dela que se divertia contornando os músculos dos braços dele com as mãos, o corpo masculino era algo totalmente fascinante para ela, o desenho das costas, dos braços, do abdômen...
Ele apoiou as mãos uma de cada lado da cabeça dela e fez uma flexão para beija-la, deu apenas um selinho e fez uma flexão novamente e assim sucessivamente dando vários selinhos nela que a faziam sorrir.
– Você é forte, eu sei – ela disse segurando os braços dele.
– Tenho que ser para aguentar você – ele disse com um sorriso, debochando dela.
Porém, a brincadeira foi por água a baixo e ele levou um tapa na cabeça.
– Ah é?
– Aguentar no bom sentido – ele disse – porque você é muita areia para o meu caminhãozinho.
Se virou nos 30, mas se saiu bem.
– Uhum, acredito – ela disse o puxando novamente para si.
Ele passeou as mãos pelo corpo dela bem devagar e ela contornava as costas definidas dele.
Charlie desceu os beijos para o pescoço dela que suspirou com o contato dos lábios dele em sua pele.
Ele mordeu fraco lambendo depois e ela puxava o cabelo dele de leve o massageando e bagunçando ao mesmo tempo.
Charlie beijava, mordia e lambia aquela região sentindo o cheirinho maravilhoso que sua garota tinha. Misturava o cheiro dela com o cheiro do cabelo, e dava naquilo.
– Linda – ele disse.
Ele fazia muita questão de deixar claro que a achava linda, porque pelo o que ele via Emily tinha uma autoestima não muito alta, mas ela era linda de todas as formas e tinha que reconhecer isso.
Charlie segurou a barra da camisola dela para levanta-la, mas um estalo na porta os fizeram se separar no mesmo segundo.
– Opa, opa, opa – Carla disse com um sorriso surpreso, mas feliz no rosto.
Se Emily virou um tomate? Obviamente sim. E Charlie? Bom, Charlie não tinha vergonha na cara, nunca teve então estava normal, aliviado por ser apenas Carla e por estar vestido (ainda), mas bem.
Ele sorriu de lado sentindo Emily se encolher um pouco na cama.
– Emily, Charlie – ela cumprimentou fazendo uma reverência só pra zoar ainda mais.
– Carla – Charlie deu um aceno de cabeça com um sorriso nos lábios.
– Vocês são muito corajosos de fazer "isso" com a porta aberta – ela disse apontando para a porta ainda com um sorriso no rosto.
Emily a olhou com uma cara de Serial Killer envergonhada e Carla piscou em resposta.
– A culpa é minha que vim sem avisar, me desculpe Carla – Charlie disse e Carla piscou pra ele.
– Ok – ela disse deixando alguma coisa em cima da mesa – eu ia botar essa mocinha na cama, mas acho que você pode fazer isso pra mim, não é mesmo?
– Será um prazer – Charlie sorriu daquele modo encantador olhando para Emily que só faltava entrar em baixo dos cobertores.
– Então ta – ela disse indo até a porta – se comportem crianças, durmam bem.
Charlie agradeceu com um olhar e ela sorriu para ele, menino simpático aquele, não?
– E ah, não façam muito barulho, não quebrem a cama e usem camisinha pelo amor de deus – ela disse.
Pronto, agora Emily explodiu.
– Carla sua inconveniente! – ela quase gritou e Carla gargalhou lançando um beijinho no ar para a Princesa e depois saindo ainda rindo um pouco.
Emily deitou colocando o travesseiro no rosto.
– Desculpa por isso – Emily disse com a voz abafada pelo travesseiro.
– Não tem problema, envergonhadinha – ele tirou o travesseiro do rosto dela vendo as bochechas mais vermelhas que pimentas – e você fica linda corada, mais do que o normal, claro.
Pimenta x3.
Ela se levantou andando rapidinho até a porta e a trancando.
– Pronto, não teremos mais visitas indesejáveis – ela disse indo até ele e bocejou no meio do caminho.
– Com sono, minha Princesa?
– Uhum – ela murmurou deitando nele.
– Então dorme.
– Vai ficar hoje, né?
– Claro – ele disse – mas se não se importa, eu não consigo dormir de jeans.
– Fique avontade.
Ele se sentou tirando a calça jeans e depois a camiseta jogando tudo no chão.
– Isso não te incomoda? – ele segurou na camisola dela.
Emily demorou uns segundos para entender (tão ingênua) que ele queria que ela tirasse a camisola.
– Um pouco, acho que vou tirar.
Ele segurou a barra da camisola a erguendo.
– Sabe, eu ainda sei tirar minha roupa.
– Eu sei, mas eu faço isso melhor – ele sussurrou no ouvido dela passando a mão em sua barriga e ela arrepiou passando de leve a mão em seu peito.
– Concordo – ela disse antes de se deitar.
Ele se deitou ao lado de Emily e ela se virou de costas e Charlie mais do que imediatamente se encaixou nela abraçando sua barriga. Emily sorriu se sentindo uma bonequinha. Charlie a apertou com força espremendo sua cintura contra ela, e como sempre o contato da pele de ambos se tocando era maravilhoso e ele gostou muito da conchinha gostosa.
– Boa noite – ele beijou a têmpora dela.
– Boa noite – ela sorriu abraçando os braços dele que cercavam sua barriga.
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