Notas iniciais
Oi oi gente! Último cap meu povo! Bom, vamos deixar o textinho para as notas finais. Boa leitura!

Charlie voltou a se virar para ela e tirou seu capacete.

– Oque foi isso?

Ela suspirou não sabendo oque responder olhando naqueles olhos tão lindos. Com a falta de resposta, Charlie foi até ela e abriu a tela em frente aos olhos arregalando os próprios ao se deparar com suas mais temidas suspeitas desde que aqueles cinco guardas apareceram.

– Emily?

Emily suspirou tirando o capacete devagar deixando os cabelos loiros caírem por seus ombros.

– Eu só te pedi uma coisa, só uma coisa – Charlie a olhou – que não viesse pra cá para sua própria segurança. Já pensou no que poderia ter acontecido?

– Você me conhece a tempo e bem o suficiente para saber que eu sei me cuidar e que jamais deixaria você enfrentar isso sozinho.

– Eu também não preciso de ajuda – ele a segurou forte pelos braços.

– Vim pelo meu filho – ela se soltou dele – e se não quer minha ajuda, ótimo.

Ela se soltou dele pegando o capacete o recolocando e foi para o corredor esquerdo.

Charlie a puxou pressionando seu corpo na parede e abriu a tela do capacete dela para que pudesse olhar em seus olhos.

– Você não vai sair de perto de mim – ele disse no mesmo tom que usava para brigar com as crianças quando eram menores – me entendeu?

– Eu não preciso obedecer você.

– Por favor, pelo menos uma vez não seja tão teimosa – ele suspirou – não quero que se machuque.

– Eu sei me cuidar.

– Não, não sabe – ele suspirou – e eu sei que você sabe que não se vira sozinha, pelo menos não nessa situação, então vamos esquecer disso por agora e vamos logo achar o Joey e sair desse inferno, ok?

Ela não respondeu então ele tirou o capacete dela.

– Ok?

Ela o olhou por alguns segundos e assentiu.

– Ok.

Ambos recolocaram os capacetes e Charlie ajudou Emily a colocar aquela arma de forma correta nas mãos.

– Direto na cabeça, sempre – ele disse e Emily assentiu.

Andaram por cerca de cinco minutos sem encontrar ninguém até que Charlie recuou rapidamente assustando Emily. Ele a olhou e tirou a parte do maxilar e a olhou.

– Oito guardas guardando uma porta, ele está ali, com certeza ele está ali.

Na primeira ordem de Charlie eles já saíram atirando, mas dessa vez não foi tão fácil porque eles também usavam capacete e um colete.

Demorou para todos eles estarem no chão e Emily se acostumar com os tiros batendo em seu capacete sem acontecer nada.

Charlie foi correndo até a porta e com um tiro na tranca e um chute na porta, ela se abriu.

Ele entrou rapidamente e Emily que ainda estava parada, foi logo atrás.

O capacete de Charlie estava no chão e ele estava ajoelhado ao lado de uma cama. Emily tirou seu capacete e foi correndo até lá. Joey estava deitado em uma cama, amarrado pelos baços e desacordado. A mão de Charlie estava no coração dele.

Ele olhou para Emily e colocou a cabeça no peito do garoto sorrindo logo depois.

– Ele está bem – Charlie a olhou e Emily sorriu com a notícia.

– É claro que está bem.

Os dois olharam para a porta por conta da voz que veio do nada.

– Eu jamais machucaria uma criança.

Os olhos de Emily se arregalaram e ela olhou rapidamente para Charlie vendo que ele não parecia surpreso.

Tudo fez sentido, mais ou menos, na verdade.

– Tenho que admitir que estou um tanto surpreso – ele entrou fechando a porta trás de si a trancando – eu esperava um e vieram dois.

Emily continuava perplexa.

– Agora abaixem as armas porque eu não estou feliz e vocês não vão querer me irritar mais.

Os dois permaneceram parados.

– Armas no chão agora!

Eles soltaram as armas e o homem sorriu.

– Ótimo – ele olhou para Emily que permanecia indignada – não vai dizer nada como: Simon? Oque está fazendo?

– Seu doente.

Ele riu e puxou uma cadeira para se sentar.

– Sabe, não é a única surpresa, Princesa – ele disse – eu realmente não esperava que você viesse, pensei que o grandão ai não fosse deixar.

– Eu não deixei – Charlie rosnou.

– Você não precisa deixar nada – ela olhou brava para Charlie – e oque você quer? – ela voltou a olhar para Simon.

– Acha que está no comando, não é? – ele sorriu – pensa que sabe tudo? – ele sorriu mais irônico ainda e Emily franziu o cenho – então deixe-me contar algo que não sabe, querida.

Emily olhou para Charlie que engoliu seco.

– Ou você realmente achou que eu ficaria tranquilo por você me trocar por um guardinha plebeu?

– Conversamos e você disse que tudo bem.

– É claro que não estava tudo bem – Simon bufou – eu nasci sendo criado para casar com você, no inicio era pela coroa, mas com o tempo eu realmente me afeiçoei a você. Te ajudei quando ficou triste e fui a única pessoa de todos os trinta que te deu a atenção que você merecia, e como você me recompensou? Me largando no altar!

Emily suspirou.

– E então, desde aquele dia o senhor Martin começou a receber umas certas ameaças – Simon sorriu – mas como ele não acreditou em nenhuma delas, eu decidi dar uma pausa e fazer algo mais elaborado. Então eu reuni um exército para lutar contra a monarquia, com o argumento de que a Princesa abandonou seu povo por um homem, e nossa, como existem pessoas facilmente influenciáveis neste país hein – ele brincou com a arma nas mãos – meu objetivo sempre foi causar uma catástrofe no país para depois matar Charlie como vingança e depois me reaproximar de você e conseguir seu frágil e magoado coração – ele olhou para Charlie – depois eu mataria todos os potenciais herdeiros em um acidente até sobrarem apenas eu e a Princesa – girou a arma em mãos – e assim eu conseguiria a coroa e minha vingança.

– Então você...

– Sim, eu causei todas as quebradas no país, sendo elas literais ou não. E por sinal, o orfanato que você tanto lutou para construir está sendo destruído agora mesmo – ele sorriu diabolicamente – mas como agora você já sabe de tudo, terei que seguir o plano B – ele os olhou rapidamente – matar a todos e acabar com a monarquia de Gardênia.

– Eu vou propor um acordo – Charlie disse – não desconte em todos a raiva que você tem de mim, é impulsivo – Charlie piscou algumas vezes – eu permito que me mate sem que eu revide se deixar minha família em paz, te daremos apoio para que você fuja ou faça oque quiser depois disso.

– Acordo tentador, mas me matariam depois – Simon revirou os olhos.

– Você enlouqueceu Charlie? – Emily olhou para Charlie que piscou duas vezes para ela.

Ele tinha um plano, mas ela não sabia se era uma boa ideia confiar nele.

– Vamos todos morrer de qualquer jeito – ele disse – eu não farei falta.

– Não mesmo – Simon sorriu – então tornemos isso mais interessante – ele sorriu ainda mais diabólico – eu aceito o acordo, mas se Emily por acaso disser que fui eu, eu mato todos os seus filhos antes que você possa piscar – ele disse para Emily.

Ela olhou para Charlie que assentiu, ele definitivamente tinha um plano e ela não tinha um também para poder negar o plano dele.

— Confie em mim, dará tudo certo, meu amor – ele segurou a mão dela que o olhou.

– É – Simon sorriu – se tudo acontecer conforme dito você e seus filhos ficarão bem.

– Eu... posso me despedir? – Charlie olhou para Emily.

– Trinta segundos.

Emily levantou bem rápido e abraçou forte o marido.

– Eu vou reagir e tudo vai dar certo, eu sou maior e mais forte que ele, ok? – ele disse – mas seja convincente.

– Como vai reagir se ele está armado?

Charlie beijou a testa dela.

– Não confia mais em mim?

– Pronto, o tempo acabou – Simon disse sem paciência.

– Certo, mas se me permite, eu prefiro morrer apanhando do que com um tiro – Charlie disse – e não seria nada digno de sua parte atirar em um homem desarmado.

– Você vai reagir, pensa que não o conheço?

– Pode amarar minhas mãos, não irei reagir, é minha família em jogo.

– Concordo que será ainda melhor poder espancar você, ainda mais amarrado – ele sorriu – mas a loirinha fica trancada no banheiro.

– Tudo bem – Charlie assentiu.

Emily foi completamente contra a vontade até o banheiro onde foi trancada.

Simon o fez tirar toda a armadura e ficar apenas com a calça e sapatos, o botou de joelhos no chão e amarrou suas mãos atrás do corpo. Charlie fechou os olhos ao sentir o primeiro chute em seu peito, não ia derramar uma lágrima pela dor, não ia. Discretamente ele foi desamarrando suas mãos tentando não se concentrar nos tapas na cara, chutes e socos que Simon dava nele, até a hora que o mesmo apelou e deu um chute nos países baixos de Charlie.

– Seu babaca! – Charlie reclamou segurando as lágrimas nos olhos, estava quase terminando de desamarrar, e quando conseguisse, ia encher aquele idiota de roxos.

Depois de uns cinco minutos apanhando sem parar, com sangue saindo de todos os cantos de seu corpo, Charlie finalmente estava com as mãos livres, esperava a deixa perfeita para derrubá-lo quando a porta do lugar foi arrombada.

Charlie piscou vendo sua visão ainda meio turva pelo soco no olho e ouviu um tiro vendo Simon despencar no chão.

– Caramba Charlie – ele reconheceu a voz.

Olhou para a porta e o homem tirou o capacete.

– Cadê minha irmã? – Carter perguntou ajudando Charlie a se levantar.

– No banheiro – a voz de Charlie nem saia.

Carter arrombou a porta e entrou no banheiro. Charlie sorriu ao ouvir a voz da mulher dizer um confuso "Carter?" e logo depois duas mãos delicadas e geladas tocando o rosto dele.

– Confie em mim, não é? – ela estava meio brava, mas beijou a testa dele.

– Joey está bem? – Carter perguntou cortando as cordas das mãos de Joey.

– Sim, só desacordado – Emily disse.

– Eu me oferecia para carregá-lo, mas acho que irei derrubá-lo já que não estou sentindo meus baços – Charlie sorriu.

– Eu levo – Carter pegou Joey no colo que ainda adormecido abraçou o pescoço do tio.

– Porque veio? – Charlie olhou para Carter.

– Está reclamando? – Carter sorriu.

– Não – Charlie deu um tapinha em seu ombro – obrigado, muito obrigado.

– Por nada, agora vamos que os guardas já estão no carro.

E assim Carter foi carregando Joey e Emily praticamente carregando Charlie até a saída.

– Seu maluco.

Charlie sorriu meio sem forças.

– Eu sei que você ama.

5 anos depois:

– Alex.

Alex virou a cabeça para olhar para a porta e sorriu.

– Oi maninho.

Tyler sorriu e abraçou a irmã por trás.

– Não quero te apressar, mas Connor já está te esperando.

– Que espere – ela riu se soltando dele – porque ele não subiu?

– Está conversando com o papai – ele sorriu.

– E Isabelle?

– Deve estar comendo alguma coisa – ele sorriu – estou realmente ficando preocupado, ela não para de comer!

– Se lembre que ela tem que comer por dois – Alex deu um cutucão em sua barriga – e porque não está lá com ela?

– Pediram pra ver se você ainda está viva.

– Viva e pronta – Alex piscou algumas vezes em frente ao espelho.

Alex enganchou seu braço no de Tyler para se equilibrar melhor naquele salto enorme, e ele ao perceber isso, sorriu.

Na entrada principal tinha tanta gente que Alex até piscou algumas vezes direcionando seu olhar diretamente para Connor.

Foi até ele olhando a gravata e ergueu as sobrancelhas.

– Escolheu sozinho?

– Claro... que não – ela sorriu dando um selinho nele o abraçando logo depois.

Tyler procurou Isabelle, mas a única coisa que achou foi sua mãe arrumando a gravata de seu irmão mais novo que aparentemente reclamava.

– E como estão as estrelas da noite?

Emily ergueu os olhos para olhar o filho e sorriu.

– Creio que um pouco nervosos – ela beijou a bochecha do filho.

– E você baixinho? – ele bagunçou os cabelos do irmão que fez careta.

– Sai fora – ele reclamou saindo.

Tyler olhou para Emily que suspirou.

– Ele está passando pela aborrêcencia um pouco cedo, não acha?

– Todo o trabalho que ele não deu antes, está compensando agora – Emily deu de ombros e Tyler sorriu abraçando a mãe.

– Você viu Isabelle?

– Ela estava atrás de suco de goiaba.

– Goiaba? – Emily riu e deu de ombros.

Os presentes e futuros rei e rainha se atrasaram, mas chegaram. Carter e Edwin usavam a mesma roupa cerimonial vermelha que ambos usaram em seus casamentos e em todos os eventos importantes até o momento. E se Carter e Edwin estavam iguais, Rose e Anne estavam absolutamente diferentes, Anne usava um vestido branco e Rose usava um dourado, outra tradição por sinal, que simbolizava passar o "brilho e delicadeza" para a nova rainha.

– Oque estão fazendo ai parados? Para os carros, já! – Edwin e sua costumeira delicadeza.

Estavam todos bem animados com o evento, até porque, se muitas tradições estavam sendo mantidas ali, uma delas estava sendo quebrada, a coroação não seria feita no salão nobre do castelo, seria feita em praça pública para que o povo pudesse participar.

O local estava cercado de guardas fazendo também uma área restrita bem grande que era onde a coroação aconteceria.

Charlie, com seu uniforme oficial de general repleto de medalhas, estendeu a mão a Emily a ajudando a sair do carro em meio a tantos gritos do povo.

Olhou para Joey que estava logo atrás da mulher e apenas mexeu a boca dizendo "sorria garoto" e Joey deu seu sorriso mais falso que se transformou em um sorriso um pouco menos falso após Charlie dar um tapinha em seu ombro aparentemente amigável, mas que foi um pouco forte, e o garoto finalmente se tocou.

Isabelle andava devagar apoiada em Tyler, Alex estava grudada em Connor que sorria a cercando pela cintura. A aliança de noivado no dedo deles brilhava pelo sol que estranhamente estava presente naquele dia tão especial.

O povo gritava insanamente, e como eles não podiam enrolar ali, atenderam ao povo apenas com sorrisos e acenos.

– Nunca pensei que sentiria calor no meu próprio país – Charlie discretamente desabotoou o último botão de seu casaco e Emily sorriu.

– Imagine só como a manta está quente – Emily disse e Charlie fez uma careta.

– Coitado de Carter.

O primeiro ministro, com um microfone, fez as apresentações da cerimônia. Carter e Edwin já estavam sentados nos dois tronos com suas esposas a sua esquerda. Anne sorria abertamente, estava feliz por passar o bastão para Carter e rose, e ainda mais feliz de se aposentar finalmente, já Edwin que nunca foi de sorrir muito, permanecia sério, mas por dentro estava feliz também, pelos mesmos motivos de Anne, porque como todo trabalho, aquele cansava, mais do que deveria porque nele não existiam turnos, era qualquer e a todo momento.

Isabelle acabava com uma garrafinha de água, estava acostumada com o calor, claro, mas o fato de estar grávida deixava tudo mais intenso, Tyler acariciava o braço dela beijando sua bochecha hora ou outra.

O discurso do ministro não demorou muito, ainda bem, e logo ele e a mulher tiraram as coroas das cabeças de Anne e Edwin e passaram para Carter e Rose juntamente com o cetro e a manta do rei.

– Senhoras e senhores, povo de Gardênia – o primeiro ministro fez uma pausa pra sorrir – Carter Milhonnet George Davis e Rosalinda Valentine Davis, Rei e Rainha de Gardênia.

Notas finais
Foi um imenso pazer escrever essa fic, s duas temporadas dela, e posso estar meio cansada, mas sentirei falta de escrever sobre esse assunto e espero de coração que você não tenham perdido o tempo de vocês aqui kkkkk Amanhã sai o primeiro cap da Mr. Martin, então fiquem de lho porque o cap ta pronto e eu estou gostando bastante de escrever aquela fic. Então muito obrigada, de coração a todos que leram, e como sempre eu gostaria que vocês comentasse pelo menos um "Li sua fic, ok?", vai ser muito bem ver todos ou a maioria de vcs se manifestando. Então vejo vocês amanhã (Eu Espero) e bjs no coração. Tchau Tchau P.M
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!