Princesa Emily 2

1 Problemas, problemas, problemas


Notas iniciais
Oi gente linda do meu core! Essa temporada não era pra existir, mesmo, mas muita gente estava pedindo uma continuação, então decidi ser legal e fazer, mas essa será a última kkkk
Então espero que gostem, a história vai ser diferente da primeira temporada.
Boa leitura!

16 anos depois...

Emily acordou durante a madrugada com uma forte, não, estrondosa dor de barriga. Não era uma dor de quem havia comido algo que não faz bem, era uma dor de pontadas muito insuportável.

Permaneceu deitada em sua confortável cama por pura e simples preguiça de se levantar. Olhou para o lado onde seu marido, Charlie dormia sossegadamente, como sempre, e quando uma pontada mais atingiu sua barriga que ela foi se levantar indo até seu criado o abrindo procurando um de seus remédios eficientes.

– Tudo bem, amor?

A loira se virou em direção a voz grossa, rouca e incrivelmente sexy de seu marido e sorriu forçado. Ele estava sentado na cama, o cobertor estava em sua cintura deixando seu peitoral e abdômen definidos bem expostos e seu cabelo estava uma zona.

– Tudo – ela voltou a mexer na gaveta – só estou com um pouquinho de dor.

Ela ouviu a cama se mexer e logo depois Charlie a abraçava por trás dando beijos em seu ombro descoberto. Ela estava só de lingerie e não havia se dado ao trabalho de colocar o roupão para procurar um remédio, Charlie também não parecia incomodado por estar apenas com sua cueca boxer preta.

– Tomou remédio? – ele perguntou entre selinhos no pescoço dela.

– Estou procurando um.

Ele bocejou a girando delicadamente deixando seus rostos frente a frente, considerando que ela era mais baixa que ele, bem mais baixa.

– Pode deitar, eu pego pra você.

Ela sorriu, seu marido era muito perfeito para ser real. Passou a mão na barba por fazer e beijou rapidamente os lábios quentinhos dele.

– Não precisa meu amor, pode dormir, eu já deito com você.

– Ok, não demora – ele a soltou voltando para a cama.

Três batidinhas na porta, Emily e Charlie se olharam e ela pegou seu roupão enquanto Charlie ia colocar sua roupa.

Abriu uma parte da porta vendo o caçula, Joseph, ou Joey ali paradinho olhando para sua mãe. O maio velho, Tyler estava ali também de pijama com um roupão azul escuro com suas iniciais por cima.

– Pois não? – Emily sorriu já sabendo exatamente o que queriam.

– O pirralho ficou com medo e quer a mamãe – Tyler disse cruzando os braços.

– Eu não sou pirralho – Joey disse, só tinha sete anos, tadinho.

– Ouviu? Ele não é pirralho – Emily olhou para Tyler que revirou os olhos, logo depois se abaixo a altura de Joey – o que falamos sobre você dormir aqui?

– Que eu já sou grandinho – ele disse – mas eu tive um pesadelo, por favor, mamãe.

Emily olhou os corredores do castelo, vazios com exceção de dois guardas ali em seus postos.

– Só hoje e nada mais, tudo bem?

Joey sorriu, os olhos verdes clarinhos contrastando com seus cabelos loiros cor de areia.

Emily abriu passagem para ele que entrou correndo pulando na cama assustando Charlie por um milésimo de segundo.

– E o senhor, também quer dormir aqui? – Emily cruzou os braços sorrindo olhando para Tyler.

– Até parece – ele riu virando as costas.

– Boa noite pra você também filho.

Ele não respondeu e seguiu para seu quarto.

Emily fechou a porta a trancando e ao olhar para cama sorriu vendo Charlie dormindo novamente com Joey abraçado a ele. Foi até os dois e se deitou ao lado de Joey beijando a testa de dois dos seus três homens e engolindo o remédio que havia pegado anteriormente fechou os olhos para dormir.

. . .

Bateu três vezes na porta do escritório da Rainha e entrou. Uma "Lei" decretada pela linda Rainha Anne há alguns anos atrás permitiu que as mulheres não precisassem mais usar vestidos no palácio, o que Emily sempre achou uma bobeira e ficou muito feliz ao poder andar como bem entendesse no palácio, os vestidos agora eram só para cerimônias ou qualquer evento importante fora do palácio.

Ela estava de calça jeans escura, bota preta de salto que ia até os joelhos e uma camisa branca de botões cuja as mangas estavam elegantemente dobradas até os cotovelos.

– Oi filha – a Rainha sorriu.

– Oi mãe – ela se sentou em frente a ela.

– Então, o que deseja?

Emily mordeu o lábio.

– O Carter... está se virando? – ela perguntou.

Anne a olhou por cima dos óculos.

– Se com "se virando" você quis dizer "enfartando", sim, ele está se virando bem, muito bem.

Emily engoliu seco.

– Ele vem me evitando há dias... – ela se apoiou na mesa claramente cansada – acha que ele está bravo, sabe, pela minha decisão?

– Talvez – ela disse – mas bem, não posso culpá-lo.

– Mãe!

– O que? Quer que eu minta?

– Não, mas é que... – Emily suspirou – eu pensei que ele quisesse tanto.

– Bom, ele queria... quando tinha 10 anos, agora com 26 as coisas mudaram – Anne disse – mas pense bem no lado dele, querida. Ele nasceu e cresceu sabendo que a irmã assumiria o trono do país, não ele, e de repente você renuncia seu direito ao trono e joga tudo nas costas dele, sim, ele ficou feliz na hora, mas quando assumiu idade o suficiente para entender no que havia se metido... bem, acho que ele entendeu que nem tudo eram flores como ele imaginava.

– E o que eu faço? – ela perguntou suplicando o sábio conselho de mãe.

– Converse com ele – Anne deu de ombros tirando os óculos – sei que ele sempre será uma criança pra você pela diferença de idade, mas agora Carter é um adulto, assim como você, e vocês tem mentalidade mais do que suficiente para resolver seus problemas com uma boa conversa.

Emily suspirou.

– Mas...

– Carter sempre te idolatrou, Emily – Anne sorriu levemente – ele só está meio chateado, não significa que não a ame mais.

Emily mordeu o lábio.

– Ou melhor que isso – ela sorriu – eu poderia ajudá-lo a se preparar melhor, afinal, eu aprendi na marra minha vida toda como governar um país.

– Sim, você obviamente não só pode como deve ajudá-lo – Anne disse – mas conversem, e explique certinho todos seus motivos para ter feito o que fez.

Emily assentiu.

– Agora vamos, está na hora do café.

Emily mal entrou no salão das refeições quando viu Alexandra e Tyler discutindo por algo inútil, como sempre. Charlie não estava ali para manter a ordem.

Enquanto os dois discutiam, Joey brincava com algum bonequinho em cima da mesa. Emily e Anne se olharam e a Rainha apenas sorriu como se dissesse "eu já passei por isso, agora é sua vez".

– Bom dia – Emily disse suficientemente alto para todos ali a ouvirem.

– Oi mamãe! – Joey disse, porém os mais velhos continuaram.

– BOM DIA – ela disse novamente e dessa vez Alexandra olhou para ela.

Se Tyler era a cara de Charlie, Alexandra era muito parecida com Emily. Os cabelos eram loiros dourados levemente ondulados, porém seus olhos eram inteiramente verdes, verdes bem escuros, e quando ela estava irritada ou com medo eles quase chegavam a ficar pretos.

No caso eles estavam pretos.

– Mãe, porque você deu a luz a um ser tão... incompetente quanto esse? – ela olhou brevemente para Tyler.

– E porque vocês a mimam tanto?

Emily apenas olhou para eles daquele jeito amedrontador feminino e imediatamente eles se calaram.

– Primeiro: eu não tenho nenhum filho incompetente e nem mimado – ela se sentou na cabeceira da mesa.

– Mas mãe...

– Shiu, eu não terminei – ela disse depois suspirou – então, vão encerrar a discussão por aqui ou eu terei que encerrar?

Os dois se calaram e Emily entendeu aquilo como um sim.

– Ótimo – ela sorriu.

As portas se abriram revelando o Rei e Charlie. Charlie estava um pouco mais relaxado do que costumava a ficar depois de uma manhã de trabalho com o Rei, por isso Emily sorriu.

– Bom dia família – o Rei disse e todos responderam um "bom dia" coletivo – como vai Tyler? – ele perguntou.

Tyler ergueu os olhos para o Rei.

– Bem.

– Alexandra?

– Só Alex, vô – a menina sorriu – e vou bem, obrigada.

– Soube que invadiu os aposentos de seus pais Joseph – ele olhou para o neto mais novo que sorriu.

– Eu tive um pesadelo vô.

O Rei Edwin sorriu, era o avô mais babão possível.

– Oi amor – Charlie sussurrou no ouvido de Emily antes de se sentar ao seu lado o que a fez sorrir.

Ele estava de calça jeans, sapatenis e uma camisa cinza escura, e por mais que não fosse mais obrigado Edwin ainda insistia em usar terno todos os dias.

Charlie entrelaçou a mão na da mulher por baixo da mesa a acariciando com o polegar.

– Parece preocupada – Charlie disse.

– Carter.

O homem assentiu.

– Precisa da minha ajuda, ou quer fazer isso sozinha?

– Não é que eu queira fazer sozinha, eu preciso – ela disse.

Ela suspirou.

– Pai, onde está Carter? – ela perguntou.

– Preferiu comer no quarto, estava cansado.

– Eu tenho essa escolha? – Tyler perguntou e Emily o olhou reprovadora.

– Quer direitos iguais? – Charlie sorriu e Tyler assentiu sorrindo também – pois bem, quer ir trabalhar com orçamentos e tudo sobre Gardênia a manhã toda em troca de comer no quarto?

O sorriso de Tyler sumiu e Alex sorriu de lado com um evidente "vai trouxa" estampado em seus olhos.

– Eu quero – Joey disse e todos soltaram uma risadinha baixa.

– Você nem sabe o que são orçamentos – Tyler disse impaciente.

– Parece divertido – Joey respondeu.

. . .

Bom, o que dizer sobre Alex? Era uma menina de 14 (praticamente 15) anos muito bonita, revoltada por ser um ano mais nova que seu irmão Tyler que era o terror da sua vida, mas se amavam de qualquer modo. Sua aparência antes já descrita aqui não chegava a ser tão delicada como a da mãe que realmente parecia uma boneca, Alex já tinha um rosto mais perigoso e sexy. Sua personalidade? Ela era uma grande mistura dos pais, o seu lado delicado era totalmente de Emily, lado esse que ficava bem oculto nela, era teimosa, muito teimosa, basicamente duas versões da teimosia de Charlie em um só ser, tinha uma opinião muito forte que raramente conseguia ser mudada, o espírito de liderança reinava em si e mesmo que não admitisse, era muito romântica, mas esse não era um lado que gostava de exibir.

Ao contrário da maioria das meninas nessa idade, gostava muito de ficar com sua mãe e a sequestrava a todo segundo de seu pai, exatamente como estava tentando fazer agora... mas primeiro precisava achá-la.

Entrou na biblioteca e lá estava ela, mas não estava sozinha, Charlie estava junto.

Alex se escondeu atrás da prateleira e espirou entre dois livros. Sua mãe estava com a cabeça apoiada no ombro de seu pai que acariciava seus cabelos levemente. A idade não fez nada mal a eles, e podia soar estranho, mas ela dizia com todas as palavras que sua mãe era linda, e seu pai... era um gato.

Todos sabiam a história deles, de como Charlie era um guarda e que eles se apaixonaram, e pra completar Emily desistiu do trono por ele. parecia um conto de fadas, mas Alex nunca acreditou que algo assim um dia poderia acontecer com ela, porque bem, ela não era sua mãe e não existia alguém como seu pai.

Os olhos inacreditavelmente estranhos de sua mãe pareciam preocupados, e seu pai parecia tentar acalmá-la do seu jeitinho que realmente dava certo. Alex conseguia ver nitidamente o amor que seus pais compartilhavam, era algo mais do que perceptível. O jeito que eles se olhavam, como sorriam um para o outro e como os olhos pareciam apagados quando estavam longe um do outro.

E quando Charlie puxou gentilmente o queixo de Emily em sua direção fazendo seus lábios se tocarem... Alex não pôde evitar um sorriso. No fundo queria algo como o deles.

– Espionando os coroas namorarem?

Ela se virou dando de cara com Tyler que carregava um livro nas mãos, bem grande por sinal, ele até podia ser um rebelde sem causa, mas era um baita Nerd, e adorava ler, Alex até que gostava, mas não lia tanto quanto o irmão.

– Não os chame de "coroas", são seus pais seu imbecil.

– Grande coisa, continua sendo nojento.

– Nojento? Qual seu problema Tyler?

O menino deu de ombros.

– Não sei, pergunte para minha psicóloga.

Alex revirou os olhos.

– Se eles não se amassem e tivessem enfrentado uma tradição, um país para ficarem juntos, não estaríamos aqui, devia ter um pouco mais de consideração e respeito com eles.

– Tenho consideração com eles – Tyler disse dando de ombros – só não os idolatro como você.

– Não os idolatro.

– Ah, idolatra sim – ele sorriu – e certo, a história de amor dele pode ser muito bonitinha e fofa, porque nosso pai era um cavalheiro e nossa mãe uma princesa amigável...

– E por isso mantenho minha suposição de que você é adotado – ela espiou novamente em meio aos livros.

– Isso é inveja porque nasci antes, sou o primogênito... e o vovô gosta mais de mim.

Ela sorriu sarcástica.

– Pode ter nascido antes, mas minha idade mental está anos luz a sua frente e... se toca, ninguém gosta de você, muito menos o vovô.

– Ah, como se você fosse a favorita.

– Pelo menos eu não fico fazendo besteiras castelo a fora e namorando escondido com a Duquesa italiana.

– Cale a boca – ele tampou a boca dela – você jurou segredo sobre isso, jurou.

Alex mordeu a mão dele que recuou.

– Não falei para ninguém, só relembrei o fato agora – ela disse – fique tranquilo, não será preciso contar porque uma hora ela vai te dar o fora porque vamos encarar que ela consegue algo melhor do que você.

– Ah Alex, ninguém daria o fora em mim, eu sou uma delícia.

Ela riu baixinho. Realmente, se fosse olhar para Tyler com um olhar de mulher não de irmã teria que admitir que ele era bonito, muito bonito. A cara do pai, mas com os olhos azuis e graças aos exercícios que costumava a praticar havia conquistado um corpo atlético, mas nada disso encobria o fato de ser extremamente irritante.

– Novamente repito que é inveja porque eu tenho uma pessoa e você é encalhada.

– Como se eu precisasse de uma pessoa. Se toca, Tyler.

Tyler revirou os olhos suspirando olhando no buraco entre dois livros onde seus pais conversavam.

– Ela parece preocupada – ele disse pela primeira vez parando de ser egocêntrico e se preocupando com sua mãe.

– Não diga, gênio, eu não tinha percebido algo tão óbvio – foi a vez de Alex revirar os olhos.

– Pode parar de me insultar um minuto? – ele perguntou, ela não respondeu e ele considerou o silencio como um sim – acha que pode ser pelo tio Carter?

– Óbvio – ela ergueu as sobrancelhas – ele tem evitado muito a mamãe... eles eram tão próximos.

– Será que ele... não quer seu Rei?

Alex deu de ombros.

– Talvez esteja sentindo o mesmo peso que a mamãe sentiu, mas ele não pode desistir.

– Poder pode.

– É, ai o trono ia para quem? – ela olhou para Tyler que engoliu seco.

– Pra mim.

– Exato, ou seja, você mais Rei igual a catástrofe completa e Gardênia no chão.

– Com isso tenho que concordar.

– Ótimo.

– Acha que podemos... sei lá, ajudar?

– Se soubéssemos exatamente o que está acontecendo... talvez sim, mas sem informações fica difícil e a mamãe nunca vai falar nada do tipo para nós.

– E o papai?

– Ele não é louco de fazer algo que a mamãe não queira.

Tyler assentiu, realmente era verdade, mas depois pensou.

– Amenos que a linda filha pergunte e dê uma de boa moça.

– Você acha?

– Claro.

– Topa fazer algo? – ela estendeu a mão ao irmão.

– Por tanto que eu me divirta com isso – ele apertou a mão da irmã sorrindo.

– Sem gracinhas e pegadinhas?

– Fechado.

Notas finais
ENTÃO O QUE ACHARAM?
Por favor, essa fic exclusivamente pra mim é muito importante saber o que vcs acharam, então comentem pelo amor de deus.
Vou postar todo Domingo e pra quem se interessar além da primeira temporada dessa fic eu tenho outra em andamento que é atualizada toda semana também, então dê uma conferida lá, ok?
Bjs até Domingo que vem!