Princesa Emily 2
3 Planos e mais planos.
Notas iniciais
Ela apontou para a cama e Tyler se sentou, Alex se sentou ao lado.
– O que era urgente?
– O tio meio que se entregou – ela disse – ele agiu estranho quando falei da mamãe.
– E...
– "E" que temos que fazer isso rápido.
– Certo, você meio que falou com o papai, creio eu, ele abriu o jogo?
– Claro – ela fez uma cara hilária – ninguém resiste ao meu rostinho bonito.
– Modéstia vem de família pelo jeito – ele disse sorrindo – bom, do lado do papai e... da mamãe também, tirando a mamãe.
– A mamãe se rebaixa muito, não sei porque... enfim, voltando ao foco do assunto – ela disse chacoalhando a cabeça – precisamos agir rápido.
– Então, você obviamente pensou em algo...
– Na verdade não.
Tyler suspirou com um sorriso.
– Ideias não caem do céu, sabia disso?
– Digo o mesmo.
Ambos suspiraram.
– Porque... não os encurralamos em um mesmo local para serem forçados a conversar?
– Pare de assistir tantos filmes, Tyler – Alex fez um gesto de desdém com a mão direita enquanto a esquerda apoiava o queixo.
– Sugira algo melhor – ele cruzou os braços erguendo as sobrancelhas.
– Bom... você poderia conversar com o tio.
– E do que falaria? Os orçamentos do palácio?
– Não, seu besta – ela revirou os olhos – você podia falar como ele é sortudo de ser o primeiro na linha de sucessão ao trono, de como você gostaria que a mamãe fosse a futura Rainha para poder assumir o lugar dela quando chegasse a hora... sei lá, inventa qualquer besteira convincente.
– Mas eu sou o segundo na linha, porque diria isso para ele? Pareceria que eu quero que ele morra pra ficar com seu lugar, diz você.
– Mas eu não tenho essa escolha, porque não sou a primogênita, mané, não faria sentido.
– Mas eu...
– Você é homem – ela o cortou – consegue ter uma conversa melhor com o tio do que eu.
– Na verdade não...
– Colabore Tyler.
– OH MEU DEUS ALEXANDRA! – ele se exaltou colocando as mãos na cabeça.
Alex suspirou.
– Converse com ele que eu farei o mesmo – ela concluiu – só não dê na cara.
– Não vou.
– Posso confiar?
– Não, vou entregar o jogo para ele.
Ela o olhou reprovadora.
– Brincadeira, Emily dois – ele disse e Alex sorriu lisonjeada.
– Ótimo e... obrigada – ela disse sorrindo.
Eles permaneceram em silencio por algum tempo até Tyler suspirar.
– O que? – ela perguntou.
– Sabe... você é menina...
– Não diga – ela ironizou.
– É sério – ele disse com um sorrisinho, mas voltou a ficar sério – sabe... talvez possa me ajudar.
– Pode falar – ela cruzou as pernas elegantemente esperando que ele prosseguisse.
Ele respirou fundo.
– É... – vacilou – esquece.
– Não, pode falar – ela segurou o pulso dele.
– Bem – vacilou novamente – é... normal, eu ter uns sonhos estranhos?
Alex franziu o cenho.
– Sonhos estranhos? Defina seu estranho – ela disse realmente querendo ajudar.
– Sabe... sonhos com... Isabelle.
Alex segurou o riso.
– Não me diga que sonha com vocês dois... – ela começou a rir.
– Não! Quer dizer, já sonhei, mas... para de rir! – ele ordenou e por incrível que pareça ela parou – me refiro a sonhos estranhos sobre o futuro.
– Sonha que terá um futuro com ela? Tipo casamento e filhos?
Tyler assentiu.
– O que isso quer dizer? – ele perguntou.
– Bom – Alex coçou o queixo – acho que você a ama, maninho.
Tyler olhou para o chão.
– E se ela não me amar do mesmo jeito?
Alex passou a mão no cabelo dele de leve.
– Porque... não fala com ela sobre isso?
– E imagina o mico se... ela não me amar também?
– Vocês estão juntos a quanto tempo?
– Hã... fará três meses, porque eles vieram para cá em maio no aniversário da mamãe, e bem... foi nessa data.
– Vocês se pegaram no aniversário da mamãe?
Tyler revirou os olhos.
– Sim Alex, eu fugi do salão e transamos no quintal – ele ironizou.
– Sério, agora você vai me contar como que aconteceu.
– Por favor né Alex.
– Fala, se me falar eu te ajudo com ela.
– Como?
– Eu sou mulher, entendendo minhas irmãs... e eu conheço a Isabelle.
– Ta – ele suspirou – depois da festa, quando ela estava indo para o quarto... eu meio que a puxei para meu quarto, discretamente, e...
Ele parou ao ver o sorriso de Alex.
– Não transamos! SÓ NOS BEIJAMOS.
– Ok, finjo que acredito.
– Se eu quisesse ter transado com ela aquele dia, eu poderia
– ele deu de ombros – porque como você sabe, eu sou uma delícia, porém não gosto das coisas assim.
– Que bom – ela suspirou – imagina se o papai e a mamãe descobrem?
– Não teria problema – ele deu de ombros.
– Você só tem 16 seu desmiolado.
– E a mamãe tinha 18 e o papai 19, e daí?
Alex fez cara de pensativa.
– Será que eles transaram antes de se casarem? – ela pensou em voz alta.
Tyler riu.
– Mas é óbvio! E pelo jeito foi bom porque eu nasci rápido...
– Nossa, isso é tão estranho...
– Eu já estou acostumado – ele fez um gesto de desdém com a mão – sempre quando eu vou levar o Joey para o quarto deles a mamãe demora para atender.
– E daí?
– E daí que eu acho que o Joey está atrapalhando a vida sexual deles.
Alex ficou em choque alguns segundos depois começou a rir.
– Será?
– Com certeza.
Os dois se olharam e começaram a rir.
. . .
– Calma Emy, respira – Charlie a abraçou.
– Meu irmão pode ser um adulto, mas está agindo como criança de novo!
– Ele está meio nervoso, é isso.
– Eu passei por ele, tentei falar alguma coisa e ele simplesmente me ignorou como seu eu fosse uma das colunas do palácio!
– Tenho certeza que as colunas não tem suas curvas – ele tentou fazê-la sorrir.
– Para com isso – ela sorriu afundando a cabeça em seu peito.
Charlie sorriu acariciando os cabelos dela que por estar de salto, quase chegava ao seu tamanho.
– Eu sempre briguei com as minhas irmãs, isso é normal.
– Mas... eu não sei o que fazer. Ele não quer conversar comigo, como posso resolver as coisas se ele não quer conversar?
– Bom... você pode me beijar.
Emily levantou os olhos para ele.
– E no que isso ajuda?
– Te tranquiliza – ele sussurrou pra ela.
– Convencido – ela riu.
– Eu me garanto – ele deu de ombros.
Segurou com calma o queixo dela tocando seus lábios nos dela, apenas um selinho demorado onde os lábios se encaixam.
– Não ajudou – ela sorriu.
– Então a potência tem que ser maior.
Ele a abraçou pela cintura forte e a beijou de verdade, e quando a intensidade estava aumentando e os beijos estavam descendo pela bochecha...
– Papai? Mamãe?
Eles se separaram de súbito olhando para Joey e os encarava confuso.
– O que vocês estão fazendo?
Eles se olharam e engoliram seco.
– Eu... a sua mãe bateu a bochecha e eu estava dando um beijo.
– Igual quando eu me machuco?
– Exato – Emily concordou sorrindo.
– Sabe, eu também machuquei a bochecha...
Emily e Charlie se olharam e sorriram e Charlie se apressou em pegar o menino no colo o deixando de lado, Emily ficou ao lado de Joey. Os dois trocaram olhares e ao mesmo tempo beijaram a bochecha de Joey, um de cada lado fazendo o menino fazer um bico.
– Owwww meu bochechudo! – Emily o pegou no colo o abraçando com força.
Ao contrário da maioria das crianças de sete anos, Joey gostava de contato físico, abraços, beijos...
Charlie sorriu bagunçando os cabelos do filho.
– Diga pra mamãe o que eu te ensinei – disse Charlie.
Emily sentiu um pouco de medo repentinamente. Joey olhou para a mãe e sorriu.
– Mãe, eu sou lindão.
Emily riu beijando a bochecha do filho novamente o abraçando.
– O mais lindo e fofo – ela o chacoalhou fazendo o menino rir.
– Ensinou nosso filho a ser convencido, hein? – Emily olhou para Charlie enquanto ainda abraçava Joey.
Charlie deu de ombros.
– A verdade tem que ser dita.
Emily puxou Joey para olhá-lo.
– Eu mereço seu pai? – ela disse.
– Merece – ele disse e Charlie riu abraçando os dois ao mesmo tempo.
– Sou eu que não te mereço – ele beijou a testa de Emily pegando Joey do colo dela – Vamos jogar golfe! – ele foi correndo com Joey no colo até o campo.
Emily apenas riu negando com a cabeça procurando por Alex, seu aniversário era em uma semana e coisas precisavam ser acertadas sobre ele.
Basicamente tudo.
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