Notas iniciais
Oi oi gente! Hoje é Sexta feita meu povo! Ta parei. Bom, to meio com pressa pra variar então não vou enrolar aqui. Boa leitura!

Emily perdeu a conta de quanta gente cumprimentou, e principalmente de quanto ciúmes sentiu ao ver as mulheres abusadas cumprimentarem seu marido e o quão ingênuo Charlie parecia ao não notar esse assédio. Ela nunca pararia de ter ciúmes dele, isso era fato.

O salão estava decorado lindamente, pelo que sabia era tudo culpa de Rose. É, sua nora tinha bom gosto, muito bom gosto.

– Emily querida! – uma mulher se aproximou de Emily. Ela era da Nova Zelândia, tinha certeza disso, mas não fazia ideia de quem era, muito menos qual era seu nome.

– Oi! – ela abriu os braços e a mulher a abraçou.

– Como vai?

– Ótima, e você?

– Tudo ótimo também – ela sorriu – aquele é o Charlie?

Emily olhou para o marido que conversava sorridente com alguém que ela também não fazia ideia de quem era.

– Sim, é ele.

– Vou ali cumprimentá-lo, foi um prazer te rever!

– Igualmente – Emily sorriu simpática enquanto a mulher se aproximava de Charlie.

Viu seu pai cumprimentar os reis dos outros países e sorriu, ele parecia bem feliz, e isso sem dúvida era ótimo, um país feliz era fruto de um governante feliz e sábio.

Ou seja, exatamente Edwin Davis nos dias de hoje.

– Olá princesa.

Emily olhou na direção que a voz veio e viu um homem loiro muito bonito.

– Sou Marcus, um dos líderes do parlamento – ele disse e emily fez uma cara de "ah, claro".

– Muito prazer Marcus, pelo jeito não preciso me apresentar – ela apertou a mão do homem.

– Olá – Charlie apareceu de surpresa envolvendo a cintura da mulher.

– Olá – o homem não pareceu feliz com a presença de Charlie – bom, foi um prazer Emily, General – ele os reverenciou com uma inclinada de cabeça e saiu.

– Idiota – Charlie disse e Emily o olhou.

– Por quê?

– Ele estava te devorando com os olhos – Charlie a olhou.

– Ah, como se aquelas mulheres não estivessem te assediando – ela disse e ela a olhou com o cenho franzido – exatamente.

Charlie balançou a cabeça e suspirou.

– Vamos sentar?

– Acho que já cumprimentamos as pessoas mais importantes – ela disse olhando em volta para se certificar que não faltou ninguém.

Localizou Tyler em uma rodinha conversando com alguns garotos de sua idade, Alex parecia ser a estrela da conversa com as princesas dos outros países, e Joey estava no colo de uma menina de uns 18 anos sendo admirado por várias meninas.

– Vamos? – Charlie engrossou a voz dando o braço a ela.

Emily o olhou.

– Claro General – ela segurou o braço dele deixando que ele a conduzisse até seus lugares.

Estavam todos sentados conversando baixinho quando Carter entrou no salão cumprimentando a todos com um aceno geral e indo para a frente do altar. Procurou com os olhos alguém até achar Emily que sorriu assentindo para ele que sorriu de volta. Charlie olhou para Carter e depois para a mulher e sorriu.

– Perdi algo?

Emily olhou para o marido ainda sorrindo e sorriu também.

– Nada que vá mudar algo – ela disse, mas não parecia triste com isso.

– Mas isso é bom?

– Muito bom.

– Ok – ele entrelaçou sua mão na dela vendo Joey finalmente ir ocupar seu lugar ao lado de Charlie.

– Já vai começar papai? – ele perguntou e Charlie sorriu.

– Tecnicamente.

– Oque é tecnicamente?

– Bom – Charlie sorriu, ás vezes esquecia que ele só tinha sete anos – se a tia Rose não for atrasada como sua mãe, sim, já vai começar, caso o contrário, pode demorar um pouco.

– Eu não sou atrasada!

– Uma hora de atraso não é o suficiente?

Emily fez bico e Charlie sorriu para a mulher.

– Uma hora te aguardando vendo todas aquelas pessoas que não fazia ideia de quem eram me olhando esperando algum deslize ou algo do gênero.

– Desculpa, eu não... – ela olhou para Charlie – eu estava tentando ficar maravilhosa, ok?

Charlie sorriu olhando para frente arrumando a gravata enquanto Joey olhava para os lados esperando algo acontecer.

– Tentando? – ele perguntou e Emily sorriu dando um tapinha no braço dele.

Logo Charlie foi assumir seu posto como general deixando Emily e Joey sentados, Alex estava com suas amigas e Tyler com seus amigos.

E dito e feito todos esperaram quase uma hora e meia até Rose ser anunciada e a marcha nupcial começar a ser tocada e as portas se abrirem. O pai de Rose, Harry entrou com ela no salão. A demora havia sido bem recompensada, de alguma forma conseguiram deixá-la ainda mais bonita do que ela já era. Emily olhou rapidamente para o irmão e viu um grande sorriso em seu rosto, o mesmo brilho nos olhos que via em Charlie, ela via nele.

Quando Harry entregou a filha a Carter dando um beijo na bochecha da mulher, Carter imediatamente segurou as mãos dela dando um beijo em sua testa, e sorrindo como bobos entrelaçaram os braços e subiram no altar.

O padre falava calmamente, claramente estava sem pressa alguma para terminar com aquilo.

– Se algum presente tem algo a dizer para que esses dois não se casem, fale agora ao cale-se para sempre.

Ninguém de fato esperava que houvesse um protesto.

– Eu protesto! – um guarda gritou de trás de uma coluna e logo se revelou colocando a mão na arma em sua cintura.

Obviamente todos olharam para ele, o olhar de Carter era mais do que confuso e em parte bem zangado.

– Fim á monarquia!

Uma sequência de tiros começou a ser disparada e logo todos estavam jogados no chão e correndo para fora do local. Emily abraçou Joey o protegendo com o corpo.

– Tyler! Alex!

Se desesperou ao não achar seus outros dois filhos, nem seu marido.

– Joey, me ouça – Emily segurou o rosto do filho – não saia de perto de mim, entendeu?

– Mãe oque está... ?

– Só me obedeça.

Agarrou Joey o protegendo com o corpo procurando os outros dois filhos com os olhos. Tiros eram disparados de lado a outro, Carter nem Rose estavam no altar, mas sem dúvida ainda havia muitas pessoas no salão.

– Tyler! Alex!

Alex foi a primeira a aparecer agarrando a mãe.

– Mãe, oque é isso? – ela perguntou, o desespero estampado em seus olhos.

– Não sei, filha – ela a abraçou – fique em baixo da mesa com Joey, vou procurar Tyler.

Alex apenas assentiu e saiu correndo agachada com Joey.

– Mãe!

Emily se virou a tempo de ver um guarda com uma arma apontada para ela, um tiro foi disparado e a cabeça do homem explodiu o fazendo despencar no chão. Atrás dele estava Tyler com um revolver em mãos.

– Pegue a arma dele e vamos procurar os outros! – Tyler parecia desesperado, porém calmo, Emily pegou a arma do guarda morto e foi abaixada até a mesa.

– Leve seus irmãos para fora daqui, confio em você – ela beijou a testa do filho rapidamente.

– Mãe, e você?

– Vou atrás de seu pai.

– Mas mãe – Tyler a segurou pelo braço.

– Tenho certeza que faria o mesmo por Isabelle – Tyler a soltou – agora saiam e fiquem na passagem do meu quarto, eu encontro vocês logo.

– Mate qualquer um que tente encostar em vocês.

Tyler a olhou chocado por ter ouvido aquilo de sua mãe, e com Joey no colo saiu correndo com a arma em mão com Alex logo atrás que logo pegou uma arma de algum guarda estirado no chão.

Emily de longe viu um guarda mirar nela, mas no desespero atirou nele antes eu ele agisse.

– Charlie!

Ela rodou o salão com os olhos vendo um guarda tentar atirar em um líder da Suécia, atirou nele antes. Procurou Charlie mais uma vez olhando para os vários mortos no chão rezando para que Charlie não fosse um deles. Foi puxada para baixo e instintivamente apontou a arma para quem quer que fosse.

– Você está bem?

Os ombros dela relaxaram ao ver que era o seu moreno de olhos verdes, o abraçou com força.

– E as crianças? – ele perguntou.

– Estão no nosso quarto agora, na passagem.

– Ótimo, pegue isso e vá para lá com eles – ele tirou uma arma maior de um suporte e deu a ela junto com um cinto de munição.

– Você vem comigo.

– Não posso, sou o general, esqueceu? – ele suspirou – agora ande logo.

Emily mordeu o lábio e Charlie a segurou pelo rosto.

– Eu te amo, meu amor – ele disse tirando uma arma da cintura e se levantando já atirando em alguém e saiu correndo.

Logo um guarda do "bem" vendo socorrê-la e dar cobertura até a saída do salão.

– Meus pais, Carter? – ela perguntou apressada.

– Escondidos.

Ela assentiu.

– Estamos atrás de seus filhos agora.

– Eles estão no meu quarto – ela disse.

– Certo, pode ir para lá.

Ela assentiu e saiu correndo escada acima vendo rastros de destruição e tiroteio por todo canto, e piro que isso, pessoas mortas.

Entrou em seu quarto ofegante abrindo a passagem onde encontrou seus três filhos lá. Joey chorava, Alex tentava consolá-lo e Tyler parecia desesperado.

– Mãe!

Os três voaram na mãe a abraçando.

– E o papai? – Alex já perguntou chorando esperando o melhor.

– Ele ficou lá – ela começou a chorar – mas ele via voltar, ok? Ela já vai chegar.

Alex a abraçou com força chorando em seu ombro.

– Vai ficar tudo bem, vai ficar tudo bem – ela segurou o choro pelos filhos e acariciou os cabelos da filha.

Infelizmente aquilo não era algo que nem ela mesma conseguia se convencer.

* * *

– Com licença, o castelo já está seguro, podem sair – um guarda abriu a passagem.

As crianças saíram apressada daquele lugar depois de ficarem ali dentro 3 horas.

– E o General? – Emily perguntou.

– Não sei nada, Princesa – o guarda disse.

Emily agradeceu saindo daquele esconderijo. Desceu as escadas mais apressada impossível quase tropeçando nas escadas. Perguntava para cada pessoa que via se alguém sabia algo de Charlie, mas ninguém sabia de nada.

– Filha – ela foi abraçada com força por sua mãe – está tudo bem com você? E meus netos?

– Estão todos bem, e você? – ela olhou bem para mãe.

– Bem, Carter, Rose e seu pai também.

– Ótimo – ela sorriu fraco – você viu o Charlie?

Anne fechou a expressão e o coração de Emily saltou.

– Não querida, acabei de sair do esconderijo, estava procurando vocês.

Emily assentiu.

– Vou voltar a procurar.

– Querida – Emily se virou para ela a olhando – eu não quero ser pessimista nem nada... mas já olhou a ala hospitalar?

O coração de Emily novamente voltou a dar um salto, no momento o que havia acontecido, o estado do palácio, nada lhe importava, ela só queria ver todos bem, e como sabia que todos estavam bem e só faltava Charlie... ela precisava vê-lo.

Foi correndo até a ala hospitalar encontrando tantos feridos que seus olhos quase doeram com tal cena.

– Por favor, o General Martin está aqui? – ela perguntou trêmula a um enfermeiro.

– Não Princesa.

Ela saiu aflita, onde aquele homem havia se metido?

Notas finais
Cap tenso... Comentem por favor meu lindhos e lindhas!!! Até o próximo, bjs!