Princesa Emily 2
9 Imaginei muitas coisas, menos isso.
Notas iniciais
Tyler fechou a porta fechando as oito trancas rapidamente, mas antes que terminasse Isabelle o abraçou por trás. Ele sorriu terminando de fechar a última tranca e virou para Isa a beijando.
– Não acredito que é a última noite com você – ele acariciou os cabelos dela olhando bem em seus olhos.
– Nem me lembre isso – ela abaixou a cabeça.
– Mas você virá mais vezes – ele segurou o queixo dela o erguendo – ou então eu invado a Itália pra te ver.
Ela sorriu segurando a gravata dele.
– Não pare de me mandar cartas, viu?
– Se você me responder, mando uma por dia.
– Ok – ela sorriu.
Ele sorriu também puxando o corpo dela para mais perto.
– Vou sentir saudade de te olhar, de sentir seu cheiro e de você ficar arrumando minha roupa e meu cabelo – ele riu um pouco e ela revirou os olhos sorrindo.
– Besta – ela disse e ele olhou para ela em expectativa – também vou sentir sua falta – ela disse sincera com um sorriso.
– Owwwt que linda – ele riu a fazendo ficar vermelha.
– Eu vou dormir – ela saiu dos braços dele e foi se deitar meio chateada porque ele estava rindo dela.
– Hey, não – ele parou de rir – volta aqui.
Ela entrou no banheiro e Tyler suspirou com um sorriso.
– Vai colocar uma camisola pra mim?
– Pra dormir, não pra você – ela disse ainda meio bravinha.
– Mas quem vai dormir com você sou eu – ele disse baixinho – então quem vai aproveitar sou eu.
– Para de ser tarado!
– Só digo verdades, amor – ele disse – porque você sabe que é gostosa, eu também sei, então.
– Vou dormir aqui.
– Não... sai daí, vem dormir abraçada comigo.
– Ai droga... – ele a ouviu murmurar.
– Tudo bem?
– Eu trouxe a roupa de amanhã, mas esqueci a camisola – ela disse.
Ele não ia mentir que ficou um tanto feliz com esse "esquecimento".
– E não da pra dormir com esse vestido... – ele coçou a nuca.
– Não mesmo – ela abriu a porta do banheiro – eu vou voltar pro quarto, pegar a camisola e voltar, tudo bem?
– Não! – ele a segurou – quer dizer, não é uma boa ideia, a festa acabou e todos foram para os quartos, o corredor vai estar cheio de guardas, você só sai desse quarto de manhã agora.
Isabelle suspirou colocando as mãos na cabeça.
– E agora?
Ele engoliu seco.
– Dorme sem o vestido.
Isabelle pensou por alguns segundos até entender o que ele quis dizer.
– Não – ele ficou vermelha – nem pensar.
– Então você vai ter que dormir de vestido – ele disse quase a persuadindo.
– Mas eu não... – ela suspirou– não dá.
– Então dorme sem – ele deu de ombros – prometo que não reclamo.
Ela deu um tapa nele.
– Esse é o problema, você é muito tarado.
Ele chegou pertinho dela.
– Então eu não encosto em você – ele disse sério – se você se incomoda eu durmo longe.
– Não – ela segurou o rosto dele – não quero que durma longe, quero dormir em você.
– E então?
– Ta, mas estou de olho em você Tyler – ela disse antes de entrar no banheiro.
– Porque entrar no banheiro? Você só vai tirar o vestido.
– Mas não vou tirar na sua frente.
Tyler riu.
Ela saiu do banheiro e foi rapidamente para a cama, mas Tyler conseguiu ver o corpo dela perfeitamente. Ela se cobriu até o pescoço e olhou para Tyler.
– Não vai deitar?
– E-eu – ele gaguejou um pouco – se for pra passar vergonha, vamos passar os dois – ele tirou o palitó, afrouxou a gravata e abriu a camisa jogando tudo em cima do sofazinho.
Isabelle ficou apenas parada obsevando... ele tinha um tanquinho tão lindinho. O menino tirou os sapatos com o calcanhar e abriu a calça a abaixando, a jogou no sofá novamente e tirou as meias ficando só de cueca. Isabelle engoliu seco... ele era lindo.
– Se sente melhor? – ele perguntou indo até ela.
Ela assentiu por simplesmente não conseguir falar.
Ele se deitou se cobrindo até a cintura e olhou rapidamente para a parte que o sutiã não cobria dos seios dela e engoliu seco voltando a olhar para os olhos da menina.
– Mereço um beijo de boa noite? – ele quase gaguejou. Tente entender, ela estava seminua na frente dele, e bem, ele era um homem...
Ela sorriu e colocou a mão no ombro descoberto dele o beijando. Tyler colocou a mão na cintura dela a puxando mais para ele arrepiando ao sentir o tecido da calçinha dela. Ele se descontrolou passando a mão para as costas dela a abraçando com apenas um braço o que a fez ficar ainda mais perto dele.
– Te amo – ele suspirou beijando o pescoço dela sentindo seu peito encostar no sutiã dela.
– Eu também te amo – a respiração dela estava pesada e suas bochechas extremamente vermelhas.
E naquele momento ele perdeu totalmente o controle e passou o corpo por cima do dela a beijando como se não se vissem há séculos. Isabelle também não conseguiu se segurar e colocou as mãos nas costas dele arranhando mais forte conforme o beijo se intensificava.
Tyler mordiscou o lábio bem vermelho dela e recuou olhando para sua italianazinha que parecia ainda mais linda do que antes.
– Desculpa – ele disse sem ar.
Ela o olhou por dois segundos e o puxou pela nuca retomando o beijo aonde havia parado.
– Não faz isso – ele gemeu – eu não...
– Desculpa – ela acariciou o cabelo dele.
– Eu quero muito você pra mim, Isa – ele suspirou – mas eu quero pelo menos uma vez na vida fazer algo certo.
Ela o olhou bem tentando decifrar o que ele queria dizer.
– Eu quero casar com você primeiro, quero acordar tranquilo com você ao meu lado sem ter que sair correndo com você para te levar para o seu quarto... porque no que depender de mim, seu quarto vai ser nosso quarto.
Os olhos dela marejaram e ele acariciou o cabelo dela de leve.
– Tyler... – ela sorriu deixando uma lágrima escapar.
– Não precisa falar nada – ele acariciou o rosto dela – eu falo isso novamente daqui a dois anos, mas vai ter um anel e seus pais vão estar junto – ele sorriu.
– Promete?
– Prometo, meu amor.
. . .
– Mais calma agora? – Charlie acariciou as costas de Emily enquanto ela tomava água.
Eram três horas da manhã, a festa havia acabado oficialmente, e misturando a preocupação com Carter e a dor de cabeça, Emily não estava exatamente... bem.
– Um pouco – ela disse colocando o copo vazio no criado – tomou o remédio também?
E bem, Charlie também estava com dor de cabeça. As melhores festas sempre levavam sequelas.
– Sim – ele passou a mão no cabelo – parece que a noite não vai tomar o rumo que eu esperava.
– Recompensamos amanhã, tudo bem? – ela o abraçou.
– Mas ai não terá esse vestido pra eu tirar.
Emily riu.
– Eu coloco – ela riu de novo.
– Humm aí sim.
Ela riu novamente passando o corpo por cima do marido.
– Mas hoje posso te encher de beijos.
– Eu aceito.
Ambos sorriram e ela rapidamente abriu a camisa dele a retirando. Beijou o peito e barriga dele e quando finalmente chegou aos seus lábios bateram na porta.
Emily soltou Charlie que voltou a abotoar a camisa enquanto ela ia atender a porta.
– Ele está enjoado – Alex disse com a mão no ombro de Joey que pela cara não parecia nada bem.
– Minha barriga – ele disse abraçando a própria barriga com cara de dor.
Aquela cara vinda de qualquer um dos três a destruía totalmente.
– Vem querido – Emily se agachou pegando o filho no colo que a abraçou como um bebê – mamãe vai cuidar de você, ta bom?
O menininho assentiu.
– E com você tudo bem? – Emily olhou para Alex.
– Só um pouco de dor de cabeça, mas quem não está com dor de cabeça, né?
Emily sorriu assentiu, puxou a filha com o braço que não segurava Joey e beijou sua testa.
– Boa noite – ela disse.
– Boa noite mãe – ela olhou para dentro do quarto e sorriu ao ver seu pai sentado na beirada da cama apenas obsevando a cena – boa noite pra você também pai.
– Boa noite Princesa – ele disse e ela sorriu saindo.
Emily fechou a porta com Carter abraçado nela, meu deus, ele estava crescendo e ficando pesado.
– O que você comeu na festa, querido? – ela o colocou na cama ao lado do travesseiro e se ajoelhando na frente do filho, Charlie havia entrado no banheiro.
– Doce.
– Não comeu nada salgado?
Ele negou.
– É por isso que está assim – ela suspirou vendo Charlie sair do banheiro já de pijama.
– Pesadelo? – ele perguntou.
– Não – Emily o olhou – ele não comeu nada que preste a noite toda.
Charlie foi até o filho e se ajoelhou ao lado de Emily colocando a mão no ombro dele.
– Calma garotão, já passa – ele disse.
– Pode pegar algo descente para ele comer? – Emily pediu.
– Claro – Charlie colocou o roupão e saiu passando a mão no cabelo.
– Posso dormir aqui? – ele fez biquinho.
– Ok, mas só porque você está doente.
Ele se deitou e Emily ficou acariciando os cabelinhos dele até Charlie voltar.
. . .
O café aquele dia foi mais tarde por conta da festa de Alex. Eliot, o filho mais velho de Nick e Sarah, 3 anos, dormia no colo de Nick enquanto todos comiam e conversavam e Alicia estava no carrinho dormindo super tranquila ao lado de Sarah.
Joey ficou na cama por ainda estar doente e todos estavam com aquela ótima cara de sono.
Tyler olhou para todos os presentes naquela sala e suspirou, se sentia tão covarde naquele momento. Olhou para Charlie, ele com certeza não estaria tão nervoso quanto ele estava.
Desviou os olhos para Alex que estava ciente de todo seu plano, ela sempre estava né. Quando ela o olhou de volta ele praticamente pediu socorro com o olhar, Alex apenas sorriu assentindo "vai logo" ela mexeu os lábios "não consigo" ele respondeu e ela revirou os olhos "vai!".
Tyler olhou para sua taça que continha suco de uva e tomou um grande gole limpando a boca com o guardanapo e se levantou subitamente. Obviamente todos o olharam por ser uma atitude tão repentina e rápida.
"E agora eu dou uma de menininha e desmaio".
– Filho? – Charlie franziu o cenho.
– E-eu gostaria de falar algo.
O rei Edwin olhou bem para o neto e pediu com a mão que prosseguisse.
– Eu... eu já devia ter feito isso há um bom tempo, muito tempo, mas eu não tinha coragem – ele suspirou olhando para o Duque e a Duquesa italiana – senhor e senhora Belluti, eu sou completamente apaixonado por sua filha, e gostaria muito que me dessem permissão para tentar fazê-la feliz.
Emily soltou o garfo em sua mão a levando a boca com cara de susto. Isabelle avermelhou ao ponto de parecer uma pimenta olhando fixamente para Tyler, simplesmente não acreditava que ele havia feito aquilo.
– Esse é meu garoto! – Charlie disse e Emily o cutucou vendo que Tyler estava meio aflito e Charlie obviamente não sabia melhorar a situação.
Tyler desviou os olhos de Isabelle e olhou para seu pai, Luca que limpava a boca deixando o guardanapo de lado.
– Devo admitir que isso não é uma surpresa – ele disse e a garota o olhou com o cenho franzido.
– O que?
– Encaremos que era um tanto óbvio – ele disse – e então? – ele olhou para sua esposa e depois para Charlie e Emily, a loira continuava pasma – acho que a decisão também cabe a vocês.
Charlie olhou para Emily que sorriu feito uma grande boba.
– É óbvio que eu autorizo! – ela olhou para Tyler com orgulho sorrindo igual a uma mãe bem coruja, o que ela era.
– Por mim... – Charlie sorriu piscando para o filho.
– Como não autorizar? – a mãe de Isabelle também sorriu.
– É uma ótima pergunta – Luca sorriu olhando para Tyler, depois olhou para sua filha e fez um sinal com a cabeça que ela imediatamente captou e se levantou correndo até Tyler quase o derrubando quando o abraçou.
– Não acredito que fez mesmo isso – ela sussurrou para Tyler enquanto todos aplaudiam, Tyler ouviu Anne gritar um "lindos!" em meio aos aplausos.
– Acredite em mim, nem eu – ele disse rindo um pouco a abraçando com força.
– Se beijem logo! – Sarah gritou e todos riram enquanto Nick apenas negava com a cabeça pensando "me casei mesmo com ela?".
Tyler riu vendo as bochechas vermelhas de Isabelle e acariciou sua bochecha sorrindo passando sua franja para trás e então a beijou, dessa ver os aplausos foram mais altos.
– Eu disse que daria um jeito – ele sussurrou ao se afastarem.
– Admito que pensei em muitas coisas, menos isso.
Ele sorriu e a beijou novamente.
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