Princesa Emily 2
4 É tão importante que é feriado!
Notas iniciais
Emily e Alex estavam no quarto de Emily planejando como seria a festa de Alex.
O aniversário de Alex coincidentemente caía em um feriado nacional em Gardênia, o que o tornava... mais importante? Sim, na visão dela sim.
– Certo, precisamos das cores, do modo da decoração, depois você vai provar os pratos... – Emily parecia bem afoita enquanto anotava coisas em sua prancheta.
Sempre odiou organizar seus aniversários, mas os dos filhos ela adorava e fazia questão de participar em tudo que podia.
A porta abriu e Charlie entrou despreocupado com a vida e levou um grande susto ao ver Emily e Alex sentadas na cama.
– Hã... oi – ele disse e Emily sorriu enquanto Alex segurava o riso pelo "sustinho" de seu pai – o que estão fazendo?
– Assunto de meninas – Emily disse sorrindo.
– Sendo assim, estou fora – ele fez uma reverência debochada e se retirou.
– Voltando ao assunto... – Emily mexeu a cabeça.
– O papai parece tão... tranquilo – Alex disse.
– Como? – Emily franziu o cenho.
– quero dizer, ele parece que é tão sossegado – ela olhou para a mãe – ele sempre foi assim?
Emily a olhou e começou a rir, mas não uma risadinha, ela literalmente gargalhou.
– Seu pai sossegado? – ela voltou a rir.
– E não é? – Alex riu junto.
– Nenhum pouco – Emily a olhou – você tinha que ver como ele era com vocês quando eram bebês.
– Como ele era?
– Bom, pra começo de conversa ele não me deixou te pegar no colo quando nasceu.
– Por quê?
– Porque eu tinha tomado uns remédios para me fazer sentir menos dor e bem, eu ainda estava meio aérea e ai ele ficou com medo de eu... derrubá-la.
Alex riu.
– Sério?
– Sério – Emily sorriu – seu pai era tão preocupado com vocês que chegava a ser adorável.
Alex sorriu.
– Eu fui planejada? – ela perguntou com medo da resposta, porém Emily sorriu tocando a mão da filha.
– Completamente planejada – Emily disse – só o Tyler que chegou de surpresa.
Alex sorriu.
– Ele ficou tão elétrico quando você nasceu. Como Tyler era a cara dele, queríamos uma menina e Charlie queria muito que fosse loira.
– Por sua causa?
– Sim, ai quando você nasceu ele meio que me esqueceu um pouco.
– Impossível! O papai é um grude em você!
Emily riu acariciando a mão na filha.
– Agora vamos terminar isso aqui.
– Posso te perguntar uma coisa antes?
– Claro.
– Eu sei a visão geral, a do papai, e agora quero saber a sua.
Emily assentiu ligeiramente curiosa.
– Como foi sua história com o papai?
– E o que seu pai te falou?
– Que todos os guardas do palácio eram apaixonados por você e tal...
Emily riu.
– Sempre muito exagerado.
– Mas quero saber como foi pra você.
Emily pensou.
– Você quer dizer... detalhes?
– É.
– Certo – Emily se ajeitou na cama – bom ele deve ter falado que eu estava chorando e...
– Sim.
– Certo, depois daquilo eu fiquei totalmente encantada com seu pai, ele foi tão gentil comigo... e naquela situação que eu estava uma ajuda era bem vinda, e foi o que ele fez. Mas o contexto para eu ficar com seu pai era bem mais complicado do que deveria e por isso acabamos brigando algumas vezes, porque pelos céus, nunca vi homem mais teimoso!
Alex riu.
– E ai?
– E ai que me estressei tanto com seu pai que explodi, quase casei com outro, mas fiquei com seu pai porque... desde aquele dia no jardim quando ele me ajudou, não conseguia imaginar minha vida com mais ninguém.
Opa, fato novo.
– Quase se casou com outro?
– Uhum, mas isso é história pra outra ocasião outro dia.
– Ahhhhhhh.
– Temos uma festa para planejar, esqueceu?
. . .
– Buh!
Tyler pulou levemente na cadeira e Alex riu.
– O que você quer, pirralha?
– Opa, se eu fosse você seria mais legal com a aniversariante aqui.
– E porque eu faria isso?
– Porque eu tenho isso – ela se abanou com uma carta.
– O que é? – agora ele estava curioso e interessado.
– Quer ver?
– Me dá logo Alex – ele exigiu.
– Como se diz?
Tyler revirou os olhos entediado.
– Por favor.
Alex sorriu e deu a ele o envelope se sentando ao lado dele.
– Vamos, leia.
Tyler abriu o envelope o lendo rapidamente.
– Eu sou uma ótima, excelente, extraordinária irmã, sei disso.
– Você a convidou?
– Que tipo de irmã eu seria se não convidasse a namoradinha italiana do meu irmão?
Ele sorriu soltando o convite abraçando a irmã com força. Alex levou um susto, não pensou que ele chegaria a tanto, até porque Tyler não era de abraçar.
– Eu te amo, eu te amo, eu te amo!
– Nossa, quando amor!
Tyler riu beijando a bochecha da irmã que corou.
– Nunca te amei tanto!
– Interesseiro do caramba – ela murmurou.
Ele riu novamente e saiu correndo quase saltitando.
– Maluco – ela riu negando com a cabeça.
. . .
– Tente de novo, Joey – Charlie sorriu jogando uma bolinha de olfe na frente do menino.
– Mas eu não acerto o buraco, papai!
– Vamos, tente de novo, filho.
Ambos garotos usavam bermuda, sapatenis e camisa Polo.
Charlie usava óculos escuros, mas Joey se recusava então estava com uma boina xadrez azul escuro.
Esse era o programa pai e filho deles, jogar golfe nas tardes ensolaradas.
– Estou com sede – Joey disse.
Charlie olhou para um dos funcionários que estava ali perto.
– Pode pegar um pouco de água, por favor?
– Sim, senhor.
Em questão de segundos ele entregou uma garrafa de água para Charlie que agradeceu. Ele abriu a garrafa tomando um pouco e depois entregando-a a Joey.
– Obrigado – ele agradeceu e Charlie arrumou a boina na cabeça do filho.
Depois de uma meia hora, Joey suspirou.
– Estou cansado, papai – ele disse apenas e Charlie sorriu.
– Então encerramos por hoje, ok?
Joey sorriu e os dois voltaram para o castelo falando sobre jogos que Joey gostava.
– Vovó! – o garotinho gritou pulando nos braços de Anne que passava ela porta no momento.
– Olá Anne – Charlie sorriu pendurando os óculos escuros na gola da camisa.
– Oi Charlie, estava mesmo te procurando.
– Algo errado?
– Não, mas Emily precisa da sua ajuda.
– Pra que?
– Assinar os convites – ela fez cara de tédio – depois será minha vez.
– Ah, claro – ele sorriu passando a mão no cabelo.
– E Joey, seus amiguinhos estão na sala de jogos...
O garoto nem esperou ela terminar de falar.
– Vou assinar contratos – ela disse se despedindo.
– E eu, convites.
Charlie subiu até se quarto, abriu a porta colocando apenas a cabeça para dentro.
– Solicitaram a ajuda do príncipe Charlie?
Emily riu, estava sentada na cama coberta até a cintura com uma mesinha em cima do colo com duas pilhas de convites.
– Oi, pode vir assinar os convites da sua filha, papai – ela disse.
Charlie foi até ela tirando os tênis e o óculos da gola da camisa e se sentou ao lado dela também se cobrindo até a cintura, colocou a comprida mesinha de café da manhã no colo. Ela o olhou e lhe passou uma caneta.
– Essa pilha foram os que eu já assinei e essa é os que eu não assinei – ela disse e ele assentiu – ou seja, assine os da pilha que eu já assinei que eu vou te passando conforme eu assine.
– Você manda, chefe.
Ela riu voltando a assinar os convites.
– E como está indo a organização da festa?
– Muito bem, Alex tem muito mais paciência do que eu com essas coisas.
– Qualquer um tem mais paciência do que você, amor.
Um tapa na cabeça.
– Desculpa – ele riu – mas é verdade.
Ela o olhou e quando ele ergueu as sobrancelhas sorrindo ela riu.
– Idiota – ela disse assinando outro convite.
– Idiota? Ah! Que ultraje!
Emily riu de novo e deitou a cabeça no ombro de Charlie.
– E o golfe com o Joey?
– Legal, mas ele não leva o menor jeito pra coisa.
Emily riu.
– Não faço a menor ideia a quem ele puxou – ela disse.
– Olha, eu também não sou lá essas coisas...
– Não minta, você é ótimo jogador.
– Em que?
– Em tudo! – ela disse.
– Ah é?
– Sim, eu já te vi treinando com os guardas quando você ainda era um.
– Que saudade... espera, como assim me viu treinando?
Emily corou, droga, droga, droga.
– Os treinos eram restritos... até pra você, princesa.
– Bom... talvez eu não estivesse de certa forma... assistindo.
– O que?
– Eu estava escondida, ok?
Charlie riu quase errando sua assinatura em um dos convites.
– Estava espionando meu treino?
– Eu estava te procurando aquele dia e... sim, eu fiquei espionando seu treino um pouco.
Ele riu novamente beijando a cabeça dela.
– Sinto falta de ser guarda, as vezes – ele suspirou – meus amigos já se aposentaram porque o palácio está sempre renovando com guardas novos, atléticos e dispostos... eu me divertia bastante e me sentia útil em algo.
Emily o abraçou.
– Você é útil.
– Era mais antes.
– Gostaria de voltar a ser guarda?
– Não guarda exatamente... mas gostaria de estar envolvido naquela área.
Emily sorriu minimamente, é, ela podia tentar ajudá-lo nisso.
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