P.O.V. Caius.

Ela quer nos assustar.

—Não quero te assustar. Se você está assustado, então... meus parabéns, você tem o mínimo de inteligencia.

—Sua...

—Quer ver como eu sou mesmo capaz de unir as facções? Vocês adoram demonstrações de poder, então vou fazer uma pra vocês.

Ela abriu as portas da sala do Trono e um homem entrou.

—Eu descobri esse poder á um tempo.

—Trouxe um lobisomem pra dentro do nosso Castelo?!

—Cala a boca e olha! Você ta pronto? Tem certeza que é isso o que quer?

—Vamos fazer.

Ela pegou uma agulha e colheu o próprio sangue. Depois, ela injetou o sangue no lobisomem e quebrou-lhe o pescoço.

—Meu Deus!

—Ah, não me olhem com esses olhinhos julgadores. Derek sabia no que estava se metendo. Ele se voluntariou.

—Pra você matá-lo?

—Derek é um lobisomem que morreu com o meu sangue no sistema dele.

—E dai?

—Meu Deus! Como vocês são ignorantes. Quando a minha mãe ainda tava grávida, uma bruxa tinha premonições sobre mim e como o meu sangue poderia ser usado para criar híbridos.

—Híbridos?

—Você vai ver.

O homem morto, respirou. Voltou da morte.

—Calma. Calma. Lembra que eu disse que ia doer?

—Lembro.

—Ainda falta uma parte. Você ainda está em transição, tem que se alimentar de mim se quiser sobreviver.

—Como assim?

Ela tirou uma faca da bota, fez um corte no próprio pescoço. Afastou o cabelo e disse:

—Bebe.

O homem se alimentou do sangue dela e então, seus ossos começaram a quebrar.

—Calma, já vai passar.

—O que é isso?!

—Ele tá se transformando, seu loiro burro! Calma.

Então, os ossos pararam de quebrar.

—Você está bem?

—Oh, eu estou melhor do que bem.

Os olhos dele eram azuis, um azul sobrenatural e saiam veias de sua esclera.

—Olhos azuis. Nunca nenhum dos meus híbridos jamais teve olhos azuis. Mas, acho que isso é um avanço. Eu soube que a sua linhagem é uma espécie mais evoluída de lobisomem.

Eu tentei atacar a garota, mas o lobisomem se colocou no meu caminho.

—Se afasta dela.

—O que você se importa?

—Eu mandei se afastar.

—Eu obedeceria Caius. Uma mordida e você ter uma morte horrível.

P.O.V. Aro.

Ela deu um sorrisinho sacana para Caius e ele tentou avançar sob ela novamente, mas o híbrido o agarrou no ar e meteu os dentes em seu pescoço. Caius soltou um grito horrível.

—Isso não é só por mim. É pela minha tia que você matou! E por todos os inocentes cujas vidas você tirou! Agora vai pagar. Seu sádico filho da puta. Considere esse o meu presente para todos vocês. Aproveitem quando as alucinações e a demência começarem.

—Alucinações?

—Como eu disse, ser mordido por um lobisomem ou um híbrido metade lobisomem quando se é vampiro... é uma morte horrível. E considerando que você não sua, talvez a febre te cozinhe vivo. Você não vai sobreviver o resto do dia. Vamos Derek. Não temos mais nada o que fazer aqui.

P.O.V. Renesmee.

Eu adoraria ficar para ver o Caius se contorcer até a morte, mas não dá. Eu fiz chá de verbena e dei para o Derek beber, assim os poderes de Alec e Jane não surtiriam efeito mesmo se ele não estivesse na minha presença.

A verbena não afeta os híbridos, não é veneno pra eles porque o lado lobisomem é dominante. Eu catei as minhas coisas e nós fomos para um hotel enquanto os manés de olhos vermelhos estavam distraídos imagino que tentando salvar a vida do imbecil do Caius.

P.O.V. Aro.

Logo, como ela disse que aconteceria, meu irmão começou a ter alucinações e a queimar de febre. E com as alucinações veio um comportamento violento.

Ele estava sendo atormentado pelas próprias memórias.

—Tragam aquela híbrida e mandem ela curar o meu irmão!

Quando Alec voltou, voltou de mãos vazias.

—Ela sumiu.

—Como assim sumiu?! Como ela passou pelos guardas sem ninguém ver?!

—Ela pode controlar mentes!

Caius atacou Alec, chamando-o por outro nome, um nome que eu não ouvia a muitos séculos.

—Você não pode contar Mary! Esse filho não é meu!

Alec usou sua névoa para pará-lo, mas as alucinações estavam dentro da cabeça de Caius.

—Encontre-a!

P.O.V. Renesmee.

Eu estava num hotel. Compeli o gerente a liberar uma ala inteira para mim.

Comecei a ensinar o meu mais novo á controlar suas habilidades, a acessar todo o seu poder. Porque eu sabia que uma hora, um dos Volturis me encontraria.

—Obrigado. Por me transformar.

—Era o que queria. Você não foi forçado e eu tirei a sua dor. Disponha.

—Quando você descobriu que podia fazer isso, porque não reuniu um exército logo?

—Porque os Volturi agem rápido, mas eu ajo com mais esperteza. Não era conveniente pra mim montar um exército naquela época, eu ainda era jovem, inexperiente e não sabia me controlar direito, controlar os meus dons. Primeiro eu aprendi a me controlar para depois aprender a controlar outros. Além do mais, eu tinha que esperar a poeira baixar. Precisava esperar os Volturi baixarem a guarda. Se eu atacasse naquela época perderia minha família e provavelmente a minha vida. A vingança é um prato que se come frio. Com o Caius, foi vingança, eu admito, mas o que eu quero mesmo é justiça. Assim como você.

—Se eu morder alguém, esse alguém vira híbrido?

—Eu não sei. Nunca tive um híbrido como você. Mas, geralmente não. Porque não vamos nadar?