Notas iniciais
Eu pedi uma palavra ao meu amigo pra basear essa fanfic e ele (queridíssimo) me deu a mais difícil de todas. Traição.
Fiz o que pude, eu queria escrever sobre minha OTP. (Sim, amo eles e não quero saber de ship cannon, beijos)
É MEU SHIPP MAIS ANGST E ADORÁVEL DO MUNDO.
Obrigada pela ajudinha, main Vladimir uwu
Espero que goste do meu Vlad (??)
E boa leitura a vocês que se interessaram por isso aqui ♥
EU não betei, mas farei isso depois.


Os raios de sol tentavam aparecer naquele início da manhã nas Planícies da Tempestade, onde o templo antigo que estava em estado deplorável se localizava. As pedras pareciam capazes de ruir a qualquer momento, mas aquilo não parecia ser um empecilho para o Hemomago. Os olhos brancos de Vladimir apenas observavam o ambiente, sem realmente focar em algo. Ele se localizava sentado na calçada de pedra olhando a grande escada que se estendia por sua frente, em meio a enorme colina.


As nuvens escurecidas anunciavam que possivelmente viria uma tempestade por ali, mas também não era o suficiente para que fizesse com que Vladimir temesse e entrasse dentro do templo vazio. Sua casa. Estranhamente solitária desde que a estranha e curiosa moça de cabelos dourados parou de aparecer por ali.


Não que ele realmente se importasse. Ou era o que Vladimir tentava se convencer. A presença de Lux não era importante ali, certo? Mesmo assim, a maga parecia estar em todo aquele lugar mesmo que ele se recusasse a aceitar aquilo.


Crispou seus lábios em desgosto quando uma ventania começou a mexer seus cabelos esbranquiçados que quase batiam em seus ombros. Talvez fosse hora de cortá-los. Ou não, porque a moça que insistia para que ele os mantesse em um nível apresentável já não se encontrava mais ali.


Vladimir fitou suas garras metálicas que enfeitavam suas mãos e se questionou se conseguiria fazê-las servir a algo que não fosse a si mesmo. Depois de décadas fazendo o que ele gostaria, não seria daquela vez e muito menos por uma mulher que trairía Noxus. Ele tinha tudo o que queria. Podia fazer o que quisesse, Swain não ligaria e muito menos LeBlanc.


Mas Luxanna Crownguard ligava.


A jovem demaciana que não gostava de seu estado e fazia visitas secretas à Noxus desde que encontrou o templo que ela pensava estar vazio e virou seu local de estudo; longe de sua mãe que não aprovava sua magia e seu irmão controlador que trabalhava para o exército.


Lux não era patriota. Jamais poderia ousar ser chamada daquilo. Porém, gostava do que era certo. Odiava ver sangue de inocentes derramados por motivos egoístas, e Vladimir jamais poderia concordar com aquela visão da jovem. Talvez ela fosse nova demais e jamais entenderia; era aquilo que o Hemomago tentava se convencer.


Mas ela era inteligente o suficiente para criar seus próprios ideais, e era aquilo que fazia com que Vladimir se enfurecesse. Ele conheceu muitas mulheres em todos os seus longos anos de vida — afinal, ele já havia vivido tanto que poderia ser considerado um demônio — mas Luxanna era a única mulher que realmente o deixava aborrecido. De verdade.


De tantas mulheres, por que fora se interessar justamente por uma demaciana com sede de justiça?


Como se o fato das duas nações serem inimigas já não fosse o suficiente.


Vladimir cerrou os olhos quando sentiu uma movimentação estranha por trás de si, tentando focar e identificar o que aquilo seria, mas sabia que jamais seria a garota de olhos azulados. Já estava acostumado demais com a presença dela, e teria que fazer aquele hábito morrer aos poucos.


Lembrou-se da noite em que encontrou a garota debruçada sobre livros no meio de um dos cômodos do templo vazio, iluminando-o com seu bastão. Aquilo normalmente o incomodaria, mas a presença de Lux se tornou trivial ao longo do tempo. Ele se lembrava bem de quando a garota se virou para ele no mesmo momento em que bateu suas botas no piso de madeira que rangeu com força. Sequer teve tempo para pensar. Luxanna já havia se colocado em pé e o manteve preso até que conseguissem dialogar.


Mas ela ainda era uma presa fácil.


Vladimir apenas não quis se dar o trabalho de matá-la.


Talvez seu maior erro tenha sido esse.


Ao invés de matá-la, resolveu acolhê-la como sua estudante de magia. Se Vladimir fosse sincero consigo mesmo, ele sabia muito bem que a reação da jovem lhe impressionou o suficiente para mantê-la viva. Afinal, quem não o temia? Lux com certeza não.


Embora as magias que dominassem fossem bem diferentes, o princípio geral era o mesmo e Vladimir poderia ajudá-la a aperfeiçoar seu controle. Coisa que não demorou muito para a jovem Demaciana conseguir fazer. Luxanna Crownguard era inteligente.


Se lembrava bem do dia em que a moça lhe ofereceu um raio de luz e a sensação quente que tocou sua pele parecia permanecer em suas mãos por todo aquele tempo. Definitivamente, era uma pena que seus ideais fossem tão diferentes. Vladimir era inteligente, mas sua ambição parecia lhe corroer por dentro. Era seu traço mais forte e talvez o mais prejudicial.


Ele tinha que matar. Esse era seu propósito. E desde que Lux descobriu isso, se recusou a olhar na cara do Hemomago. A moça demaciana sabia que ele já tinha matado muitas pessoas em seus anos mais jovens de vida, contudo, realmente estava convicta de que Vladimir havia parado.


E ele de fato tinha. Mas sua sede de sangue permanecia adormecida. Não estava morta. Isso queria dizer que ele sabia que a qualquer momento ela acordaria e ele não conseguiria conter aquilo. Mesmo que ele passasse a maior parte de sua vida em silêncio no templo que servia de sua casa, apreciando a solidão, ele obviamente precisava de sangue para se manter vivo.


E para ajudar Noxus, querendo ou não. Foi a promessa que fez a seu mestre que fundiu seu sangue com ele. Queria servir à Noxus. Mordeu seus lábios com força por alguns segundos ao perceber que talvez não fosse nada mais que apenas um mero servo sem personalidade própria à aquela maldita nação.


Mas o que ele poderia fazer?


Lux tinha deixado a situação bem clara: Ele deveria trair Noxus e seus princípios para que eles finalmente pudessem ficar juntos.


Aquilo não era algo que Vladimir realmente tinha o poder de escolher, afinal. Ele poderia ser a pior pessoa existente, e as vezes ele se convencia de que realmente era, já que conseguia matar pessoas sem sentir remorso, mas trair Noxus não estava em seu alcance.


Querendo ou não, neste caso, seu livre arbítrio deveria ser deixado para depois.


Se levantou de onde estava sentado, batendo suas mãos em sua capa na tentativa de limpá-la quando uma chuva grossa começou a cair dos céus e as árvores balançavam com o vento forte. Suas orbes esbranquiçadas fitaram as nuvens mais uma vez, mas assim como não existia mais Lux por ali, a luz do sol também parecia ter lhe deixado.

Notas finais
Escrever sobre o Vladimir é difícil, cara. AAAAA
Espero que tenham gostado ♥
Não consigo escrever uma fanfic na qual eles ficam juntos, mesmo sendo minha OTP. É triste. :(
Acho que eles são destinados a ser um casal angst e triste.
Comentários me deixariam bem feliz ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!