Princípes Psicopatas
2 Capítulo 2 - Lembra de mim?
Notas iniciais
Nesse intervalo de tempo, ambos perderam certo tempo do intervalo, Spade foi fazer suas obrigações, antes que batesse novamente o sinal. Beatriz pegou seu lanche – uma barra de cereal – e foi sentar em um dos bancos perto no jardim e de lá ficou, com aquele vento traiçoeiro que insistia a bater contra seu rosto e cabelos. Ela termina de comer o seu lanche assim fica sentada, apenas observando. Logo sente alguma sensação de alguém estar observando, incomodada com isso, dá uma olhada para trás, ninguém, dos dois lados, ninguém também.
-Devo estar imaginando coisas... – Murmurou, enquanto soltava um leve suspiro.
-O que você está imaginando? – Veio uma voz falando no ouvido da garota, ela por consequência levou um susto e olhou rapidamente para aquele que se deu a liberdade de tal ato, ao ver, era Damon, o homem que conheceu ao pedir informação.
-O-Olá... Não é nada de mais... – Disse a menina dando-lhe uma risada sem graça. Damon por sua vez, lhe deu mais uma liberdade de sentar ao lado da Beatriz.
-Não me lembro de você ter se apresentado. Qual seria seu nome? Ou gosta que eu te chame de fofinha? Até que coelhinha seria fofo... – Dizia ele enquanto parava para pensar, por conhecer ela á pouco tempo, realmente havia em sua personalidade uma fácil comunicação.
Os apelidos que ele sugeriu fez Beatriz ficar com vergonha, pois mal o conhecia.
-Me chamo Beatriz... Acho que Bea está bom... – Falou querendo se livrar daqueles apelidos que causava vergonha, mas seu medo era se ele iria atender.
-Bea? Está bem, então – Disse ele dando um sorriso – Mas então, gostou da aula? – Perguntou encarando-a.
-Sim, as pessoas são bem simpáticas por aqui – Respondeu ela dando um sorriso leve, enquanto acarinhava uma flor que achará ao chão.
-Que bom, então! Mas sei que você irá gostar bastante do seu futuro nessa escola, é só você querer – Afirmou ele com um jeito sedutor, mas que nada entendeu Beatriz.
-Claro... Obrigada, Damon – Falou educadamente, até que baterá o sinal – A-Ah eu vou indo... Até – Despediu ela com um sorriso doce.
-Ok. Espero lhe ver novamente, fofinha! – Disse o Damon vendo a menina se levantar.
-E-Está bem... – Ela sorriu sem jeito, e assim deu as costas. Indo para a classe.
Em sua classe, ela estava assistindo a aula normalmente, mas como já era uma matéria que tinha estudado na outra escola, não estava prestando muita atenção. Encolheu-se para frente e usou o seu braço como apoio para a sua cabeça.
-“Estou ficando com sono...” – Pensou, enquanto olhava distraidamente para a lousa que o professor estava usando para explicar. Soltou um suspiro e assim olhou de relance para o lado, onde encontrou o Spade, não prestando na aula como ela. Começou a encarar profundamente o garoto de tapa-olho, assim apareceu uma pergunta na sua mente:
-“Por que o Spade usa um tapa-olho?” – Pensou, voltando a olhar para frente, e arrumando a sua postura – “Vou perguntar mais tarde...” – Decidindo, volta a prestar atenção na aula, bem, tentou, pelo menos. Mas nada adiantou, a garota começou a fazer rabiscos em seu caderno.
Acabando a aula, ela arrumou as suas coisas e foi até Spade, que estava guardando os seus materiais na sua mochila.
-Spade... – O chamou, assim deu uma pausa – Se não for incomodo, posso lhe fazer uma pergunta? – Fixou os seus olhos vermelhos no olho azul do rapaz, e o outro escondido.
-Oh, claro, fique á vontade – Sorriu, fixando o seu olho nos delas também.
Ela sorriu, assim foi à pergunta:
-Então Spade... Por que você usa tapa-olho? – Perguntou sorrindo, e logo percebeu que a reação do Spade foi mudando, e ele ficou um bom tempo a encarando, assustado. A Beatriz ficou sem jeito, e então quebrou o silêncio que estava – Não queria que te perguntasse... ?
-A-Ah... – Finalmente ele soltou algum som de sua boca – Na-Não, é que a pergunta foi tão repentina, eu não esperava que você fosse vir perguntar isso... – Disse num tom baixo, e então desviou o seu olhar – Desculpe... Mas eu não gosto de tocar muito sobre nesse assunto...
-Ah... – Ela sentiu-se envergonhada por ter se intrometido na vida dele, então abaixou a sua cabeça, se desculpando – Eu não pensei que você iria ficar desse jeito... Desculpa... A-Ah, eu... Tenho que ir! Desculpa mesmo Spade... Até mais! – Sorriu sem jeito, e então deu as costas. Ouvira ele se despedindo dela também, mas não se virou. E continuou a sua caminhada para a sua casa.
Quando ela estava em frente e do portão da escola, recebeu uma ligação da Jacqueline e do Bello dizendo que estariam ocupados, que não poderia ir embora juntos. Mas a pequena não se importou com isso, e disse que estaria tudo bem. Estava andando de volta para casa, e ainda se sentia observada, o que a deixava incomodada, era apenas impressão dela? Ou alguém estava te observando de verdade mesmo? Mas tentou não se importar com isso, apenas pensando que era a impressão dela. Virando a esquina se esbarrou com alguém que por consequência a fez cair no chão.
-Aí! – Soltou um pequeno grito, e assim ergueu a cabeça para ver em quem ela se esbarrou. Era um rapaz de cabelos brancos de olhos vermelhos, que parecia ser familiar, mas não conseguia lembrar.
-Esta tudo bem? – Uma voz suave e grossa saiu dele, assim estendeu a sua mão para ajudá-la – Se machucou?
-O-Oh... Obrigada... – Aceitara a ajuda dele, e então segurou a mão grande dele, e se levantou – E não, não me machuquei não... — Ela sorriu docilmente para o rapaz.
- Ah... – Deu uma pausa, soltando um sorriso fraco – N-Não se lembra de mim... ? Beatriz... – Perguntou, ainda sorrindo. A garota inclinou a cabeça para o lado, confusa.
-Hmm... Você me parece ser familiar... – Comentou pensativa, porém ainda não conseguiu lembrar-se do rapaz.
-Eu sou o Hope... Não lembra? Amigo de infância, nos se separamos... Porque você teve que mudar de cidade... Lembrou? Né? – Perguntou um pouco nervoso, com medo de que realmente ela não se lembrasse dele.
-Hope... Amigo de infância... ? – Ela levou a sua mão para o seu queixo, pensativa, logo vinha umas lembras-se de quando a pequena era criança. E finalmente lembrou. O Hope era o seu amigo de infância. Rapidamente ergueu o seu rosto e olhou surpresa para o rapaz – H-Hope?! É você mesmo?
-Sim... – Ele suspirou aliviado – Ainda bem que lembrou se mim, se não tivesse lembrado eu... Eu... – Murmurou assustado, mas logo soltou um sorriso em seu rosto – Mas você lembrou... Isso é bom... Ah, e eu não esperava encontrar você por aqui...
-Eu também não... –Assentiu a sua cabeça – Você mudou bastante, antes era tão baixinho, agora está alto... – Falou ela enquanto soltava leves risos – Que nostalgia, eu lembro que nos brincávamos quase todos os dias...
-Sim... Eu me lembro de tudo, do dia que eu te conheci, até dia que você foi embora... – Disse ele sorrindo, e então fez um ato que fez a garota se assustar, abraçou a – Senti saudades de você, Beatriz – Sussurrou em seu ouvido, docilmente. Enquanto acarinhava os cabelos lisos e macios dela.
-A-Ah... T-Também senti saudades de você Hope... – Respondeu de volta, corada. Mas ao mesmo tempo a acalmava, era um abraço quente, e gostoso. Logo ficou um clima pesado entre os dois, então o Hope a soltou, envergonhado.
-Desculpa... É que... Ah, c-como vai a sua família? Eles estão bem? – Perguntou rapidamente, querendo esquecer-se do que o albino acabou de fazer.
-M-Minha família? E-Eles estão bem... – Respondeu, com um sorriso forçado em seus lábios.
O Hope iria dizer alguma coisa, mas o celular da Beatriz tocou, levando um pequeno susto. Ela o pegou e viu a mensagem que havia recebido á poucos segundos, era o Bello, perguntando onde ela estava, e dizendo que já tinha chegado a casa fazia tempo.
-Quem é? – Perguntou, jogando o seu olhar para o celular – Amigo?
-Não... É o Bello... – Disse enquanto guardava o celular no bolso – Era para eu ter chegado antes de ele, e a Jac chegar, mas... A gente acabou se encontrando, então eles chegaram antes de mim... – Soltou um sorriso, e continuou – Eu tenho que ir...
-Ah... O Bello... – Ele murmurou, e então desviou o seu olhar para o lado – Eu tinha esquecido ele... – Disse em um tom baixo, cerrando os punhos. Mas logo voltou encarar a, com um sorriso – Bem... Não podemos deixar o seu irmão preocupado né... E também, eu tenho que ir resolver algumas coisas...
-Oh. Entendo, então... Até, Hope. Foi bom te encontrar aqui – Sorriu-se, dando uma leve acenada, e então deu as costas. Indo á sua casa.
Chegando a casa, retirou os seus sapatos e foi direto á sofá que encontrava na sala. Jogou-se com tudo, soltando um logo suspiro. Hoje aconteceram várias coisas... Ela pensou, enquanto fitava o teto, mas logo ouviu passos lentos, e já sabia quem era que estava vindo.
-Bea – Era o Bello – Você demorou... Onde estava? – Perguntou, com os braços cruzados, a pequena ergueu a sua cabeça e o encarou cansada.
-Eu encontrei uma pessoa... O Hope... – Disse, enquanto coçava a nuca.
O Bello olhou com espanto para a garota, algo tão simples encontrar uma pessoa, para ele era algo assustador, e muito. Soltou um suspiro tremido, desviando o seu olhar para o lado.
-Hope... Ele está nessa cidade... – Murmurou, levando a sua mão para a nuca – Não imaginava que vocês dois iriam se encontrar novamente...
-Nem eu, mas fiquei feliz quando o encontrei. Não consegui reconhecer ele na primeira vez que encontrei, mudou bastante... – Soltou um sorriso dócil. Logo ela se espreguiçou e levantou-se, indo para os degraus – Eu vou para o meu quarto... – Disse, assim subiu e foi para o seu quarto, em seguida fechando a porta de seu quarto.
-A-Ah... – Ele iria chama-la, mas já tinha ido. Suspirou-se, pensativo – Ele voltou de verdade... Mas... Como que soube que nós estávamos nessa cidade... Não vai me dizer que... Não, não pode ser... Deve ser impressão minha... Espero...
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