As mãos grandes percorriam sua pele, apertando-a, tocando-a e queimando por onde passavam. Ela sentia a necessidade de se aproximar mais e sentir a pele fria sobre a sua quente, o hálito fresco contra seu pescoço e o perfume dele misturando-se ao dela. Os lábios dele tocaram seu pescoço, descendo lentamente por seu colo até chegar chegar a barreira da fina camisola, o tecido escorreu por seus ombros com suavidade e os lábios dele acompanharam a pele exposta alcançando o vale dos seios e fazendo com que ela se tornasse como chamas. O corpo tornando-se êxtase e ansiedade.

Ela o queria. Sem importar-se com mais nada, ela o queria. Dentro dela, preenchendo-a, tomando-a por completo.

Ela ofegou quando ele puxou-a para mais perto, envolvendo-a de forma que ela o pudesse sentir exatamente onde queria e gemeu quando os lábios dele tomaram os dela com paixão e desejo, tomando dela qualquer chance de rendição e finalmente desfazendo dela a única peça que os separavam.

— Eu quero você, Edward.

Ofegante e suada, Prim abriu os olhos vendo com alívio o teto branco do seu próprio quarto. Tocou o próprio peito sentindo o coração acelerado e o pulsar entre as pernas. Nunca antes havia tido um sonho erótico, quanto mais um com Edward.

Gemeu envergonhada, virando-se e enfiando o rosto no travesseiro, podia sentir suas bochechas quentes ainda que ninguém tivesse presenciado a cena ou seus pensamentos. Ah! Que sorte a sua que Edward não mais dormia com ela.

Prim poderia agarrá-lo durante o sono ou pior, ele poderia ver esse momento em sua mente e então ela simplesmente não saberia onde enfiaria a própria vergonha.

Suspirou, jogando as cobertas para o lado e considerando seriamente um banho gelado, ainda que chovesse e fizesse tanto frio do lado de fora do seu quarto. Prim estava quente, tão quente como nunca esteve, como ela poderia ter um sonho tão real? Podia se lembrar da sensação do toque e do beijo e estremeceu mais uma vez deixando o corpo cair novamente sobre o colchão.

Ela estava enlouquecendo com os próprios hormônios, era a única explicação.

Talvez Prim realmente pudesse considerar finalmente perder a virgindade e ter uma noite de sexo quente com Raghe. Ela se sentia atraída por ele e talvez por isso estivesse tão confusa sobre os próprios sentimentos, tão confusa que havia tido um sonho erótico com Edward.

O toque do despertador chamou sua atenção e Prim não precisou pensar duas vezes antes de pular da cama e correr para o chuveiro. Precisava de um banho para tirar da sua mente a sensação do sonho.

Quando desceu para o café da manhã, Prim estava sozinha em casa com seus pais. Edward havia saído para buscar Bella, Alice e Jasper partiram mais cedo, Carlisle para o hospital e Esme estava com um novo projeto para a casa de Aspen, por isso fazia pequenas viagens de um dia em busca da perfeição.

— Tudo bem, querida? — Perguntou Rosalie colocando em sua frente um copo de leite e Prim assentiu silenciosa. — Você está tão quieta hoje.

— Não dormi muito bem, mamãe.

— Ouvi você gemer um pouco durante à noite, estava com dor? — Prim engasgou com o leite e Rosalie se assustou tentando ajudá-la. — Prim! Tudo bem?

Prim tossiu sentindo as bochechas vermelhas. — Eu só... Engasguei. Hum, eu... Estava com um pouco de cólica, mãe.

— Porque não me pediu um remédio? — Rosalie questionou desconfiada e Prim amaldiçoou a si mesma por ter deixado a porta entreaberta.

— Não achei que estivesse tão ruim, acho que estava meio dormindo.

Rosalie assentiu, parecendo desinteressada e Prim respirou aliviada deixando o rosto cair nas mãos. Terminou o próprio café da manhã e seguiu com Rosalie para fora da casa onde seu pai já esperava no jipe, saudando-a com a mesma animação de todo dia que fez com que Prim se distraísse um pouco.

Mas não o suficiente, pois quando chegou ao estacionamento do colégio, Edward estava lá abraçado de Bella e a mente de Prim foi tomada pelas imagens do sonho. Sentiu seu rosto queimar de vergonha e despertando a covarde dentro de si, correu de Edward e Bella como fumaça.

Encontrou Lauren fumando um cigarro nos fundos da escola, a loira parecia quase deprimida e Prim sentou-se ao seu lado, longe do chuvisco que tomava Forks naquele dia.

— E ai? — Questionou a loira empurrando-lhe o cigarro, Prim balançou a cabeça negativamente deixando o corpo encostar na parede e suspirou.

— Vou te contar algo e você não vai rir, não vai fazer piada e nunca mais vai falar disso depois que sairmos daqui.

— Beleza.

— Se o fizer vou contar pra todos que transou com Nice Hanson.

Lauren a olhou ofendida e bufou. — Não jogue sujo, ruiva. Ninguém precisa saber sobre o Hanson, eu estava bêbada e deprimida.

Prim sorriu, porque era mesmo um pouco humilhante. O nerd Nice Hanson tinha muitas espinhas, corisa e Prim realmente achava que ele ia tanto ao banheiro para se masturbar com fotos que tirava das meninas durante a ginástica. Não sabia onde Lauren estava com a cabeça.

— Beleza. — Concordou respirando fundo. — Eu tive um sonho com Edward.

— Erótico? — Lauren guinchou jogando o cigarro de lado e virando-se para Prim completamente interessada. — Não acredito! Me conta. Foi quente?

— Tão quente que eu tive que tomar um banho frio hoje de manhã. — Prim suspirou enfiando o rosto nas mãos. — Foi muito quente.

Lauren gargalhou, cutucando-a. — Sua safada!

Prim sorriu balaçando a cabeça. — Não sei o que eu devo fazer, Lau. Claramente tenho um problema.

— Ah sim! Você tem amiga. — Lauren balançou a cabeça soando consoladora. — E sabe onde está a solução?

Prim esperou, olhando-a pacientemente e Lauren sorriu safada.

— Nas calças do Edward. — Piscou e Prim gargalhou empurrando a loira com os braços. — É sério! Porque não me leva a sério? Se você transar com ele, pode ser que isso passe!

— E se não passar?

— Então você realmente vai estar apaixonada.

Prim suspirou pensativa. — Talvez eu devesse ficar com o Raghe, você sabe, ele é quente e experiente, pode ser bom.

— Deve ser bom. — Lauren ponderou. — E você não estaria perdendo nada além da sua virgindade, é claro.

— A virgindade é superestimada. — Prim comentou olhando as próprias unhas. — É isso, eu acho que vou transar com o Raghe, se é sexo que eu quero, não há porquê passar vontade.

Lauren a olhou com um sorriso divertido. — Onde esteve a vadia dentro de você?

Prim riu dando de ombros. — Eu só não vejo porque não.

— É isso garota, você é a minha ídola! — Lauren jogou os braços para cima — Viva a Primrose-safada-Cullen! — gritou fazendo com que Prim se jogasse sobre ela e tampasse sua boca enquanto riam exatamente como adolescentes.

Mais tarde, naquele dia, Edward avisou a todos da família que levariam Bella para uma visita formal no dia seguinte e todos já sabiam que teriam que se comportar o mais humanamente possível para não assustar a sua humana.

Prim realmente achou isso uma perda de tempo, porque se Edward queria que Bella fizesse parte da família, ele deveria mostrar para ela a realidade, certo? Ainda que ela fosse relativamente assustadora.

O dia continuava chuvoso do lado de fora e Prim estava com uma pilha de deveres para fazer. Sozinha em casa durante todo o dia, colocou uma das camisas velhas de Edward sobre o corpo e um par de meias, sentando-se sobre o tapete felpudo para fazer todos os exercícios de trigonometria no qual era péssima.

O aquecedor estava ligado ao máximo, por isso Prim sentiu-se confortável com os shorts curtos e os ombros que ficavam expostos pela gola larga da camisa.

No meio dos exercícios sua mente foi traída e Prim mais uma vez lembrou-se do sonho. Das mãos de Edward tocando-a, da boca dele descendo por seu corpo e deixando um rastro de fogo que seguia diretamente para seu baixo ventre. Prim nunca havia experimentado nada do tipo e muito menos com Edward, nunca pensou que um dia fosse vê-lo assim, mas desde que acordara nada parecia tão absurdo para ela. É como se algo tivesse despertado dentro de si.

Ela não era mais uma garotinha, não queria ser. Prim queria experimentar aquela sensação mas definitivamente Edward não era uma opção, então ela o teria com O Raghe. O vampiro sensual e atraente.

Prim despertou do seu devaneio quando um barulho soou aos seus ouvidos, levantou-se assustada rumando para fora do quarto e dando de cara com Edward parado a sua frente, estático. Fez uma careta sentindo as bochechas corarem e engoliu em seco, sem saber o que dizer.

Os olhos de Edward percorreram-na por completo pelo que pareceu uma eternidade, parando no decote que se formava entre os botões da blusa e seguindo diretamente para as suas pernas nuas, ele deu um passo em sua direção e o seu olhar parecia queimar sobre ela, Prim engoliu em seco, sentindo as pernas perderam a força e o coração acelerado.

— Edward... Eu...

Prim suspirou e antes que pudesse completar qualquer frase o vampiro lhe deu às costas, voando pelas escapas tão rápido que os olhos humanos de Prim não puderam acompanhar.