Primrose ▸ Edward Cullen
10 + 10
+ 15 anos
— Não! — Emmett bradou assim que Prim botou os pés no último degrau das escadas. Ela lançou um olhar irritado a Edward que nem mesmo teve a decência de parecer culpado de ler a sua mente e contar tudo para seu pai antes que ela pudesse se quer abrir a boca. Fofoqueiro. Pensou estreitando os olhos para ele e vendo-o dar um sorriso de lado que imediatamente a fez sorrir também.
— Pai! Por favorzinho! — Prim jogou-se no sofá ao lado do pai e Emmett afastou o olhar da filha, é provável que cedesse ao seu pedido fácil demais se ficasse olhando-a por muito tempo. — Papai.
— Primrose! — Emmett suspirou impaciente. — Sua mãe me disse que você não pode ir. Você quer que ela arranque meus braços? Você está de castigo!
— Pai! — Prim chamou sua atenção, ultrajada. — A tia Alice me deixou sair. Eu não fui escondido. A mamãe e você sabem disso!
Edward bufou, revirando os olhos e Prim lançou a ele um olhar de súplica. — Ed, você me leve e busca, sério. Por favor. A mãe do Seth vai me buscar na fronteira.
— É perigoso. — Edward disse seriamente se levantando e Prim sabia que seria uma luta praticamente perdida. Ela daria seu jeito de ir, Jake podia muito bem ir busca-la com Embry, que não tinha carteira mas dirigia muito bem. — Você não faça isso, Primrose. Vai ficar de castigo até o fim da vida.
— E quem é você pra me dar ordens, Edward? — Prim se levantou também cruzando os braços. — Não pode me impedir de sair com meus amigos.
— Eu com certeza posso e eu vou. — Ele rosnou as palavras. — Você não entende que La Push é perigosa?
— Você não entende que eu sei cuidar da minha vida?! — Prim gritou. — Eu não preciso de você sendo a minha babá. Eu já tenho idade suficiente e adivinha só? Eu tenho pai e mãe e ele está bem aqui!
— Você é uma criança. Mimamos você demais e agora você não vê um palmo na frente do rosto!
Prim grunhiu irritada. — E você um idiota! É o aniversário do Jake, eu tenho que estar lá!
— Há lobisomens em La Push! — Edward rosnou parecendo cansado.
— Jacob não é deles! E acredite, ninguém do meu grupo de amigos! Edward, por favor. Será que você pode ser menos controlador da minha vida e cuidar da sua própria?
Ele a olhou ofendido e Prim fechou os olhos sentindo que tinha dito a coisa errada.
— Não é minha intenção ser controlador, só quero cuidar de você. — ele disse finalmente dando as costas para Prim e saindo da casa em velocidade vampírica.
Prim grunhiu jogando os braços para cima e olhou para o pai que deu de ombros.
— Não me olhe assim!
— Eu disse algo tão horrível assim? — Prim se jogou ao lado do seu pai no sofá e Emmett passou os braços por seus ombros.
— Querida, entenda, é difícil para mim e para sua mãe ver você crescendo. Mas é ainda mais difícil para Edward.
— Mas pai, daqui um mês eu faço dezesseis anos. Ele precisa entender que...
— Que você tem opiniões e vontades, entendemos querida. — seu pai sorriu e duas covinhas apareceram em seu rosto, Prim suspirou aconchegando-se a ele. — mas acredite, meu amor, para Edward é como se você estivesse escapando entre as mãos dele.
— Isso é tão absurdo, pai. Edward é... — Prim para por um momento pensando em um adjetivo que fosse o suficiente e não encontrou nada que pudesse descrever. — Bem, ele é uma parte de mim. A mais importante, mas isso não significa que ele deva ser a única.
— Tenho orgulho de você garota. — Emmett se levantou e segundos depois voltou para a frente de Prim balançando as chaves do carro. — Vamos lá, ligue pra Sue Clearwater, vou levar você.
Os olhos de Prim brilharam e ela abriu um enorme sorriso. — Mesmo, papai?
Emmett observou-a seriamente. — Sim. Mas você nunca mais vai fugir para ir ver, Jacob. Isso é absurdo Primrose e se fizer de novo e nos desobedecer, eu corto essa amizade descabida sem mais e nem menos. Você nunca mais pisa em La Push ou fala com o índio de novo.
— Ok papai. — Prim assentiu encolhendo-se diante da bronca. Era difícil levar broncas de Emmett, ele era sempre brincalhão e divertido, sempre levava as travessuras de Prim com leveza e sem nunca dar importância demais. Diferente da sua mãe, Prim nunca viu o pai realmente furioso com ela. Até semanas atrás quando Prim conseguiu a façanha de driblar as visões da sua tia Alice dizendo e decidindo ir na casa de Jéssica, até que chegou lá e Seth a buscou na porta. É claro que a dedo-duro da Jéssica contou para seus pais que ela nunca chegou nem a por os sapatos na varanda dos Stanley, o que rendeu uma boa briga entre as garotas. E Prim acabou de castigo até seu aniversário.
Sem sair com as amigas, sem celular, internet ou qualquer outra coisa que a tirasse do tédio alucinante de Forks. Era a primeira vez em duas semanas que Prim conseguia permissão de saída.
— Vamos. — Emmett disse e Prim rapidamente digitou uma mensagem para Jake, pedindo a ele que fosse com Sue e Seth buscá-la. Como prometido, seu pai a deixou na fronteira e esperou pacientemente que Sue aparecesse em sua caminhonete, Prim esperava que os cabeças de vento não viessem sozinho, seu pai nunca a deixaria entrar em um carro com adolescentes sem carteira dirigindo — não que ele estivesse errado.
Para seu alívio, Sue estacionou no acostamento e desceu sorrindo amavelmente para ela. Os cabelos negros estavam soltos como quase sempre e as roupas confortáveis sempre remetiam a Prim uma sensação de conforto. Foi assim desde a primeira vez que esteve em La Push. Ela brigou tanto com a mãe, pediu tanto a Edward e até apelou para seus avós, nenhum dos Cullens queriam permitir a amizade de um Black e uma Cullen. Jake não acreditava nas lendas da sua tribo, mas Prim sabia que era tudo verdade e que um dia, provavelmente, seu amigo seria um lobo também. Foi dessa forma, que Prim passou semanas a fio pendurada no telefone conversando com Jake. Contavam sobre tudo, a vida, Forks, La Push, garotos e garotas, a irmã de Seth que estava passando por problemas amorosos, o jovem Sam Uley com quem todos estavam preocupados pelo sumiço mas que sua mãe disse que provavelmente havia se transformado. Foram semanas conhecendo La Push e seus habitantes através dos olhos de Jake, então um dia, tomada de uma emoção que Prim não soube identificar sua tia Alice decidiu que daria a sobrinha uma tarde. Uma única tarde em La Push.
E foi assim que sem graça, Prim imitou aquela mesma rotina, Alice a levou até a fronteira e entregou para Sue — que mesmo a primeira vista a olhou com tanto amor que o coração de Prim se derreteu.
— Então você é a melhor amiga dos meus meninos? — ela disse abrindo os braços para receber de Prim um abraço e mesmo acanhada, ela achou que aquele era um dos melhores abraços que já recebeu.
— Cuide dela, por favor. — Emmett disse para Sue.
— Como se fosse a minha filha. Vá em paz. — ela acenou solene e Emmett assentiu.
— Tchau papai. — Prim incentivou sua partida porque ele a olhava como se tivesse deixando Prim com leões.
Emmett bufou. — Já entendi. — estendeu o celular para Prim. — Ligue se algo acontecer, está bem? Volto te buscar às cinco.
— Tá bom! — Prim assentiu ansiosamente indo até Sue e a abraçando rápido antes de entrar no passageiro do carro. — Eu tô tão animada! — cantarolou para a mais velha que riu. — Meu aniversário está chegando, Sue. Eu gostaria muito que fossem.
— Não sei, querida. — Prim observou Sue encarar a estrada pensativa. — Vou conversar com Billy e o conselho, tudo bem?
— É claro! — Prim assentiu.
Jacob não acreditava em nenhuma das lendas, por isso ficava especialmente bravo com seus pais por não a darem total liberdade de ir a reserva e por isso também ficava bravo com Billy quando este o proibia de ir a casa de Prim. Era situação difícil para ambos os lados, mas aparentemente, eles desistiram de impedir a amizade dos dois.
Quando chegaram a praia, Prim desceu do carro em um pulo correndo para Jacob. O garoto estava ficando fortinho e a pegou no meio do caminho em um abraço de urso que um dia fariam seus órgãos saltar para fora.
— Olá garoto de quinze anos! — Prim cantarolou apertando suas bochechas recendo um tapa nas mãos em troca. — Como se sente não sendo mais um bebezinho?
Jake fez uma careta e bufou. — não seja tonta. Eu já disse que sou homem.
Prim gargalhou. — você ainda é o bebezinho, Black. E eu sou mais velha, então me escute.
Jacob revirou os olhos, mas por fim sorriu passando os braços pelos ombros de Prim. Mesmo sendo um ano mais novo, o garoto era muito mais alto que ela. — Por enquanto temos a mesma idade, Prim.
Ela riu empinando o queixo. — Aproveite. Meu aniversário está chegando! Logo vou ter dezesseis. Precisamos convencer seu pai a deixá-lo ir.
— Você sabe que meu velho não vai deixar, por causa dessa besteira de frios.
Prim ficou séria e suspirou. — Se for preciso, fazemos a festa em Forks. Mas você vai.
Jacob a olhou surpreso e sorriu acenando. Não demorou para que o pequeno Seth se juntassem a eles, Seth tinha treze anos mas também era uma menino grande, logo Embry se juntou ao grupo e todos foram para a casa de Sue comer os deliciosos bolinhos que ela fazia. Prim perguntou de Leah e Sue disse que a filha havia ido pescar junto com o pai, já estava com problemas em seu namoro com Sam e precisava de um tempo.
— A Leah chora o tempo todo. — contou Seth e Prim sentir-se triste pela garota. Edward contou que na época que fizeram o tratado com o avô de Jake, Ed viu muitas coisas assustadoras na mente dos jovens lobos. Eles eram instáveis e não tinham controle da própria força. Motivo pelo qual Edward odiava que Prim viesse a La Push.
Só de pensar no ruivo seu coração acelerou e o estômago revirou-se com o bolinho recém engolido. Prim suspirou triste admirando seu bolinho. Pensar em Edward magoado com ela a fazia querer voltar pra casa imediatamente só para ficar em seus braços e fazer as pazes.
— Tudo bem? — Jacob questionou cutucando-a e Prim sorriu acenando para confortá-lo. Mas não estava realmente bem, de repente, não parecia mais tão divertido sair de casa se o preço fosse estar brigada com Edward.
Apesar de Jake ser seu melhor amigo por ter sua idade e terem afinidade em tudo, era diferente com Edward.
Por algum motivo, era sempre diferente com ele.
Fale com o autor