Primrose ▸ Edward Cullen
7 + 07
+ 14 à 15 anos.
Prim chegou em casa radiante de alegria, as bochechas coradas e o sorriso nos lábios não enganavam que a garota estava extremamente feliz.
— Me conta tudo! — Sua tia Alice cantarolou saltitando até Prim enquanto pegava suas mãos. — Como foi? Me diz! Sem suspense!
Prim suspirou apaixonadamente. — Foi mágico, tia Alice! Nunca esquecerei!
— Como foi?! — Sua mãe entrou pela porta carregando um sorriso enorme no rosto. — Ele foi atencioso? Respeitou seu tempo, me conta tudo Prim!
— Mamãe, foi incrível. Tudo , lindo e melhor do que eu imaginava. — Prim sorriu contente sentando-se sobre a cama. Logo Esme juntou-se às três esperando ansiosamente pelo relato da sobrinha. — Ele foi muito gentil e muito atencioso, eu estou encantada.
Um gritinho animado soou de Alice enquanto Rosalie ria contente. — Eu fico feliz que você gostou tanto da experiência.
— Do se trata isso Primrose Cullen? — a voz de Emmett trovejou ao entrar no quarto de braços cruzados da filha e Prim segurou o riso.
Ela definitivamente queria brigar com o pai por não dar a ela a privacidade combinada. "Finja que não viu e não ouviu" era o seu lema, mas conhecia bem seu pai. Isso nunca daria certo.
— Meu primeiro beijo!
— Graças a Deus! — Emmett soltou o ar indo até a cama e sentando-se ao lado das mulheres como se estivesse realmente cansado. — Por um momento eu pensei que...
Prim riu dando dois tapinhas no ombro do pai. — Ainda não papai.
— Ainda. — bufou Emmett parecendo não cansado, mas exausto. — sorte a minha que eu sou um vampiro, ou já estaria morto em suas mãos, pirralha.
— Não seja exagerado, ursão. — Rose repreendeu com ar de riso. — agora dá licença porque a conversa é de meninas.
— E não ouça conversas atrás da porta Emmett Cullen. — Ordenou Esme autoritariamente e Prim caiu da risada com a expressão incrédula de Emmett.
Seu pai saiu do quarto bufando e resmungando coisas sobre ser excluído do clube da Luluzinha.
— Detalhes! — Alice praticamente gritou e Prim fez uma careta cutucando o próprio ouvido.
Contou detalhadamente como Nicolas foi perguntar se Prim realmente se mudaria e quando ele declarou-se dizendo que ela era a garota mais bonita que ele já conheceu e que ele realmente gostava muito de Prim. O quanto gostaria de ter namorado com ela e quem sabe um dia o destino não os unisse outra vez.
— Então ele segurou a minha mão e me olhou tão bonitinho! — Prim se inclinou em direção às três mulheres fazendo suspense. — E então finalmente ele me beijou! E foi um beijo de cinema! — Prim suspirou apaixonada e as três vampiras imitaram seu gesto.
— Ah, o primeiro amor! — Esme cantarolou e as três caíram na risada. O que Prim mais amava em sua família eram esses momentos. Onde além de uma mãe, tia e avó, tinha três amigas maravilhosas com quem sempre poderia contar.
Naquele ano, a família Cullen estava mais uma vez planejando uma mudança, o que fazia com que Prim estivesse pouco contente e bastante desanimada, entendia no entanto as necessidades da sua família. Por isso estava determinada a ser madura e ajudar todos com o que fosse preciso. Sua mãe, entretanto aproveitaria a casa vazia e espaçosa para fazer sua festa de casamento, segundo ela, a décima festa de casamento.
O assunto era a diversão da sua tia Alice e a de Prim também. Apesar de triste com a mudança, Prim amou experimentar vestidos de dama de honra e ver sua mãe brilhar em vestidos de noiva. Além do mais, esse era o seu primeiro casamento da sua mãe e isso era tão divertido! Ela não via a hora de ver toda a decoração completa.
Tia Alice possuía um dom para tudo que envolvesse gastar dinheiro, era bom que a família Cullen fosse pra lá de bilionária, ou provavelmente Alice teria falido gerações.
Os convidados — obviamente a maioria vampiros — vinham chegando lentamente e Carlisle ia apresentando-a para todos. Duas vampiras das florestas do Brasil já haviam chegado e Prim amava suas companhias, eram tão inteligentes e poderosas. Ela gostaria de ser uma mulher tão segura de si assim quando fosse maior.
Além de Zafrina e Senna, o clã Denali chegariam naquela tarde. Prim estava especialmente ansiosa para conhecê-las, ouviu falar tanto da família que sentia um iceberg de curiosidade.
Pegou outra caixa de mudança que continha seus livros e suspirou anotando seu nome na lateral. Era sempre triste quando Prim tinha que se mudar, diferente do restante da sua família, Prim se apegava muito aos amigos, aos lugares e aos costumes. Para ela era sempre um laço sendo rompido.
O destino da mudança dessa vez seria Forks, uma cidadezinha no Condado de Clallan, próxima a Seattle, pelo que Prim pôde pesquisar. Forks tinha uma população escassa de poucos mil habitantes, o que era perfeito para a sua família, mas era a menor cidade que Prim já morou em sua vida.
Isso seria definitivamente uma experiência e tanto.
Agora ela seria a irmã mais nova de Rosalie e Jasper. Primrose Hale. O nome combinava e soou bem aos ouvidos de Prim. Estava empacotando as últimas caixas e levando para o jipe do seu pai quando ouviu o assobio vindo da floresta.
Seus olhos rapidamente encontrando o dono do som e o queixo de Prim caiu ao observar o homem charmoso que caminhava até ela. Olhos vermelhos assustadores — e não menos charmosos — a pele branca característica dos vampiros e o sorriso malicioso nos lábios.
— O que faz aqui humana? — Ele questionou inclinando a cabeça, fazendo com os cabelos negros caíssem suavemente por sua testa.
Prim empinou o nariz e sorriu. — Considerando que está é a minha casa. — Prim entortou os lábios. — O que você faz aqui, vampiro?
Observou a surpresa se revelar em seu rosto e ele sorriu. — Vim para um casamento. Espero que não o seu. — ele piscou galanteador e Prim não pôde evitar corar.
— É dado a pedofilia? — ela arqueou a sobrancelha e o viu jogar a cabeça em um riso fácil que Prim considerou bastante envolvente.
— Posso esperar alguns anos, se assim te agrada. — ele fez uma reverência e mais uma vez ela não pode evitar o sorriso.
— Prim Cullen, filha da noiva. — Se apresentou Prim estendendo a mão para o vampiro.
Ele sorriu satisfeito pegando a mão de Prim enquanto depositava um beijo suave em sua palma. — Garrett, ao seu dispor e completa submissão, senhorita Cullen. — Prim deu uma risada e Garrett ajeitou a própria postura. — O que acha de me entregar esta caixa pesada, criança?
— Não me chame de criança, Garrett. — Prim ordenou passando a caixa para ele enquanto pegava outra ao seus pés e colocava sobre a que estava aos seus braços. — Eu posso te surpreender.
Garrett riu com gosto piscando para Prim. Levaram todas as caixas para dentro da garagem da casa e Prim colocou a mão na cintura admirando a sala vazia.
— Mudar é um privilégio, criança. — Garrett tocou seu rabo de cavalo e Prim sorriu entre um suspiro. — Vai se acostumar quando for uma de nós.
— Ainda é cedo para pensar nisso.
Ele a olhou seriamente em concordância solene. — É claro.
Edward atravessou a porta da sala de estar tão rápido que Prim só pode sentir a brisa passando por ela, ele analisou seu corpo com preocupação e lançou a Garrett um olhar atravessado. — Onde estão os outros Prim? Você está bem?
Prim sorriu abertamente. — Perfeitamente. Garrett é uma companhia excelente! — ela colocou as mãos na cintura. — Já terminamos tudo aqui, pode mandar tia Alice trazer as coisas.
— Você vem comigo.
Edward puxou Prim fazendo-a andar na sua frente e lançou um último olhar a Garrett.
O vampiro riu irônico acenando para Prim com uma das mãos. — Acho que não sou eu o pedófilo. — Comentou com sarcasmo lançando um olhar malicioso para Edward.
— Como ousa insinuar algo assim... — Edward deu dois passos em direção a Garrett mas foi impedido por Primrose segurando seu pulso.
Ela lançou um olhar condescendente a Garrett. — Ora, por favor. Tenha modos, Garrett e fique à vontade, mamãe logo chegará. — ele sorriu cordialmente assentindo com a cabeça e Prim o viu caminhar até os únicos sofás da sala e sentar-se com modos requintados demais para o nômade. — E vamos, Ed, rápido! — Ela deu outro puxão em seu braço, chamando sua atenção e Edward rosnou mais uma vez antes de virar-se e jogar Prim em suas costas.
Ela deu um gritinho surpresa e riu quando Edward tomou velocidade indo floresta a dentro levando-a em direção ao chalé onde estava sua mãe e sua tia.
— Prim! — Edward parou subitamente colocando-a no chão, em sua frente. — O que eu disse sobre ficar sozinha com estranhos? Ficar sozinha com vampiros estranhos?
— Eu sei, Edward! — Resmungou rolando os olhos. — Mas ele chegou e você queria que eu saísse correndo?
— Me chamasse, Primrose. — Edward puxou-a para um abraço e Prim rodeou sua cintura com os braços. — É perigoso, entende? Nem todos são como nós.
— Eu sei, Garrett não é.
O peito de Edward estremeceu em um rosnado e Prim suspirou, levando a cabeça e tocando suas bochechas com as duas mãos.
— Eu estou bem, sério. Ele não fez ou disse nada demais. — O olhar de Edward caiu para seu rosto e Prim pode ver que ele finalmente se acalmava. Os olhos dourados pareciam ouro derretido e ela sorriu vendo finalmente um sorriso torto surgir em seu rosto. — Mais calmo?
— Com você? Sempre. — ele sorriu puxando-a para seu peito novamente e Prim se agarrou a ele. — Ouça, Prim. Tem alguém que quero te apresentar. — Edward comentou parecendo impaciente. Seus olhos estavam focados em algo além das árvores que Prim não pôde enxergar com os olhos humanos, mas não demorou para que ela finalmente enxergasse.
Loira, alta e estonteante. Uma mulher tão bonita quanto uma vampira poderia ser caminhava até eles em passos confiantes, ela carregava um sorriso malicioso nos lábios. Sua amiga Annabeth a classificaria como uma 'comedora de homens'. Edward a deu um cutucão e Prim revirou os olhos sabendo que ele podia ouvir sua mente claramente neste momento.
Cantarolou uma cancão em sua mente enquanto seus olhos ainda analisavam a vampira que se colocava à sua frente.
— Olá, Edward. — Ela praticamente ronronou e Prim quis vomitar, de preferência em cima dela.
— Seja bem vinda, Tanya. — Edward esticou a mão para ela com um sorriso torto de quem estava adorando a atenção e Prim arregalou os olhos quando com atrevimento a tal Tanya se inclinou dando um beijo em seu rosto.
— Obrigada. — Ela finalmente direcionou um olhar a Primrose. — Essa é a sua sobrinha então? — Arqueou a sobrancelha perfeita e um breve sorriso estampou seu rosto. Certo, ela estava sendo simpática e parecia realmente doce. Mas Prim não gostou dela e isso era um fato imutável, quando não gostava de alguém era praticamente definitivo.
— Eu sou Primrose Cullen. — Prim estendeu a mão formalmente, soando grosseira até aos seus próprios ouvidos. Edward lançou a ela um olhar confuso e estranho, Prim sabia que era por causa de seu nome, odiava o próprio nome e sempre se apresentava como Prim Kahil. Ou Prim Cullen. — É um prazer senhorita...
— Denali. — Tanya sorria abertamente e olhou para Edward parecendo encantada. — Ela é uma graça! Tão linda! — Cantarolou e Prim odiou a forma como ela agia. Como se fosse uma adulta e Prim uma criança de cinco anos. — Edward, será que podemos ter um momento? — Questionou pousando a mão no peito de Edward e os dedos finos brincando com os botões da camisa dele.
Prim quis arrancar os dedos compridos de Tanya e Edward lançou a ela outro olhar confuso. Revirou os olhos quando Edward assentiu para Tanya pedindo um momento para levar Prim para dentro. Como se ela fosse uma criança! Bufou irritada lançando um olhar ultrajado para Edward. — Com licença. — Resmungou dando às costas para eles e entrando no chalé. — Que absurdo. — Resmungou consigo mesma. — Ela é uma graça. — Imitou a voz de Tanya soando fina e nada bonita como a da vampira. — Lambisgoia oferecida. Argh! Deixe-me levar Primrose para dentro. — Imitou Edward com irritação fazendo uma careta enquanto retirava os tênis dos pés sem ao menos se abaixar e jogava cada um em uma direção. — Homens. São tão ridículos. — Puxou o gorro da cabeça com violência. — Petético. Argh, que nojo! — Prim fez um som de asco.
— Você quer conversar? — Prim deu um grito ao ouvir a voz de Jasper vindo da poltrona ao canto da sala.
— Tio Jasper! Credo, quer me matar do coração? — Prim levou a mão ao peito só para sentir o coração batendo furiosamente. As bochechas coraram de vergonha e ela se sentou na poltrona em frente a lareira e quase de frente para Jasper. Seu tio abaixou o livro que tinha em mãos, olhando-a curiosamente. Prim engoliu em seco e abriu a boca em choque
— Porque eu sinto altos níveis de ciúmes vindo de você. — Ele continuou sucintamente como se Prim se quer tivesse se manifestado. — E então? Uma conversa? — Questionou mais uma vez e Prim engoliu em seco.
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