Primordiais
9 Confiança
Julius o cobrira com uma manta quente após limpar seu corpo de toda a sujeira e fuligem grudada em sua pele. Ele lhe cedera sua própria energia para que pudesse se estabilizar, mas Elôrem não acordara. Seu pulso estava fraco e sua respiração difícil. Ranael e Shayen adentraram a sala em seguida.
- Foi uma emboscada! Não havíamos previsto que isso aconteceria. Me perdoe, Shayen. Não pude cuidar bem dele. – Shayen observara a lamentação de Julius. Sentindo pena dele. Ranael media seu pulso, emanando energia de tom esverdeado para o centro de seu corpo.
- Está tudo bem, meu filho. Ele vai ficar bom. Apenas usou muito do corpo biológico ao cedê-lo para a energia primordial.
- Ele destruiu todos eles... Todos que estavam lá e quiseram nos ferir.
- Ele tem muito senso de justiça e equilíbrio. – Shayen respondera. Julius parecia atordoado. Esfregara o rosto com as duas mãos, respirando fundo, se recordando de algo que queria perguntar.
- Outro dia, Elôrem me contou que o alimentavam em boa parte da vida com pastilhas. – Julius comentara, não havia tirado aquela questão da cabeça.
- Ah, ele te contou isso? – Shayen sorrira. – Quando o espírito de Elôrem decidiu encarnar, ele era “grande” demais. Sua energia era demasiada forte pra aquele pequeno corpo. Ele teve alguns problemas depois e o jeito foi suprir tudo com vitaminas e suplementos. – Julius mirara a face plácida de Elôrem enquanto acariciava seus cabelos.
- Eu não passei por nada disso...
- Sim, com você tudo foi mais tranquilo, realmente. – Ranael dissera.
- Porquê? – Shayen o olhara com pesar.
- Não sei te explicar com precisão, filho. Talvez a energia de Elôrem seja naturalmente distinta e forte. Energias de polaridades femininas, carregam a flor da vida em seu núcleo. Não é fácil, ainda mais difícil para uma energia primordial. – Julius admirava as bochechas rosadas e os lábios vermelhos do rapaz.
- Espero que ele acorde logo.
- Assim que recuperar as energias, ele acordará. Não se preocupe. – Julius sorrira.
- Obrigado. – Agradecera. – E me perdoe.
- Não tem o que ser perdoado.
Elôrem olhara ao redor. Estava em um ambiente escuro e silencioso. Haviam tochas fracas de luz azulada ao longo de um corredor em pedra. Ele seguira cauteloso, sentindo dor em seus pés. Olhara para baixo, não usava nada e muito menos sapatos, notando o rastro de sangue que deixava ao caminhar.
- Onde eu estou? – Indagara por alto.
“Está onde deveria estar.”
Ele escutara a voz dentro de sua cabeça. Sabia que era sua energia primordial quem falava. Ele continuara caminhando até notar uma luz ao final daquele corredor. Elôrem correra, ignorando a dor em seus pés. Ele correra com toda a força até alcançar o fim, mas a decepção lhe fora abrupta. Ele estava de frente a um vidro que emitia luz. Aos poucos a superfície ganhara uma imagem; era a si mesmo refletido ali. Mas seus olhos estavam em estado de expansão, brilhantes como dois faróis.
“Não há para onde fugir.”
Ele escutava a voz lhe dizer, ao mesmo tempo que seu reflexo parecia falar consigo.
- Porque você matou todos aqueles seres? – O reflexo lhe sorrira.
“Eles não mereciam mais estar ali.”
- E qual sua autoridade para decidir isso?
“A de uma energia criadora e que também destrói. Elôrem, tudo precisa estar em equilíbrio. Se há mais do menos, ele precisa ser eliminado. Se o excesso predomina, o colapso é certo. Nosso papel é garantir que o equilíbrio permaneça.”
- Mas não foi ideia sua encarnar? Não era pra eu ser um simples garoto em uma experiência física? Porque você ainda toma à frente? Não somos mais onipotentes! Somos seres encarnados! Precisamos agir como tal! Você não entende? Eu sou depreciado por ser quem sou! Ninguém gosta de mim! – O reflexo sorrira mais uma vez.
“Não é de você que não gostam. Eles não gostam é da ideia que você emana; a da justiça e da ética. Quem precisa desenvolver, não consegue suportar o teu campo. Você reflete tudo aquilo em que eles ainda precisam melhorar. Todos são criadores de sua própria realidade. Todos possuem um pouco de nossa energia primordial, mas poucos compreendem o poder que têm.”
Elôrem sentira lágrimas em seu rosto.
- Por que estou aqui?
“Porque quero te dar um presente.”
O reflexo pousara a mão na superfície do espelho e Elôrem entendera. Hesitara de início, mas acabara por tocar o vidro frio, unindo sua mão com a de seu reflexo. Ele sentira uma energia quente o abraçar e quando dera por si, estava rodeado de sua própria luz branca azulada, sua visão se tornara clara e ele sabia que estava em estado expansivo, porém ainda mantinha a consciência.
“Eu estive tomando à frente para protegê-lo, agora você já pode dominar esta energia que é nós e sua por direito, sem que perca o contato com seu eu encarnado. Este é meu presente. Sempre que precisar, se concentre e me chame. Estaremos lutando lado a lado.”

Elôrem sentira suas entranhas revirarem, quando dera por si, abrira os olhos rapidamente. Havia muita luz em um local branco e mãos segurando seu corpo. Ele gritara em pânico, lembrando-se dos seres que lhe forçaram ao chão, porém ao entrar em foco, seu campo de visão identificara Shayen, Ranael e Julius, segurando seus braços e pernas com toda a força que conseguiam.
- Calma! Sou eu! – Julius soltara suas pernas, e fora até ele, acariciando seus cabelos. Elôrem focara Julius e entendera onde estava. Sua energia branca azulada ainda circundava seu corpo. – Você aprendeu a domar o estado expansivo. – Ele dissera sorrindo. Elôrem podia notar que sua visão estava mais limpa e nítida do que nunca. Essa era a diferença de um estado para o outro. Nunca estivera consciente nele. Era surreal.
- Você está bem? – Shayen lhe perguntara.
- Sim...
- É normal se sentir confuso. Você dormiu por três dias. – Ranael dissera. Elôrem sentara-se a cama.
- Eu não me lembro o que aconteceu depois da caverna...
- Você libertou todos e deu jeito nos Qikruns.
- Qikruns?
- É a espécie que habita aquele planeta. – Ranael adiantara-se. – Vocês caíram na armadilha deles. São conhecidos por extraírem energia em massa de civilizações.
- Não fazíamos ideia de que eles haviam colonizado K20, o planeta que visitamos. – Dissera Julius. – Elôrem baixara o rosto, sentindo-se atordoado. O estado expansivo estava passando.
- Vamos, Ranael. Ele precisa descansar. – Shayen puxara o amigo e Julius fizera menção de ir também, mas Elôrem o puxara pela manga do uniforme, mirando-o.
- Eu vou logo mais. – Dissera aos mais velhos, que entenderam e se foram, deixando os dois à sós. Ele sentara-se à cama. – Está tudo bem? – Elôrem meneara em negativo, e algumas lágrimas desceram por sua face. – O que houve? – Ele puxara Elôrem para si, abraçando-o, notando-o chorar ainda mais. Tudo doía, mas seu coração era o que mais pesava. A sensação de não pertencimento invadia seu ser de uma forma desconfortável.
- Eu quero ir embora... – Dizia, enquanto chorava, tendo o rosto de encontro ao peito do mais velho.
- Meu amor... Eu estou aqui. Se você for embora, o que vai ser de mim? – O mais velho dizia enquanto acariciava seus cabelos. Julius sabia que ele havia escutado aquilo na nave. Elôrem era sensível e ao mesmo tempo possuía mais força que ele próprio. – O que fizeram a você na caverna? Pode me contar? – Ele se afastara, mirando-o, enquanto enxugava as próprias lágrimas, engolindo em seco, tentando se acalmar.
- Eles mexeram em mim para ver meus órgãos reprodutores. Eu sou diferente... – Julius sentira raiva, por um segundo Elôrem pode ver a luz dourada faiscar em seus olhos, mas ela se dissipara rapidamente. Ele respirara fundo.
- Eles e nem ninguém mais farão isso novamente. E você não é estranho por ser diferente. Pare de pensar isso. Você é perfeito...! – Ele puxara Elôrem para si, beijando seus cabelos e o apertando contra seu peito. Lamentava não estar lá para ajudar a pessoa mais importante em seu coração. Ele sentia tudo, sentia toda a dor que reverberava em sua alma.
Elôrem pegara no sono, e Julius estava ao seu lado, acariciando suas mãos, observando cada detalhe de seus dedos.
- Ele dormiu? – Shayen adentrara a sala.
- Sim. Vocês o examinaram minuciosamente? Ele falou que os Qikruns mexeram em seus órgãos reprodutores.
- Examinamos. Está tudo certo. Provavelmente foi quando a energia primordial o protegeu. Ela se manifesta ao notar perigo.
- Vou dormir ao lado dele esta noite. Tudo bem?
- É claro que sim. Eu lhe agradeço.
Elôrem acordara em dado momento e se deparara com Julius adormecido com a metade do corpo em sua maca. Ele levantara-se, observando o belo rosto do phisiano a sua frente. Os cabelos dourados lhe caiam a face, e ele delicadamente removera os fios, acariciando sua pele com a ponta dos dedos no processo. De leve ele contornara seus lábios rosados, sorrindo. Julius tinha uma beleza e uma força que o desconcertavam, e quando fizessem aquilo? Será que ele o acharia feio? Esquisito? E se sentisse nojo?
- Eu posso ouvir tudo que você está pensando..! – Julius dissera, abrindo levemente os olhos, a tempo de ver um Elôrem corando instantaneamente enquanto levava as duas mãos à boca em completa surpresa.
- Tudo? Tudo mesmo? – Ele meneara em positivo e Elôrem tapara todo seu rosto com as duas mãos. Julius achara graça, e puxara as mãos que o cobria, levemente destampando sua face. Ele se aproximara beijando seus lábios delicadamente.
- Onde já se viu, sentir nojo ou te achar feio? De onde você tirou essa ideia? – Elôrem sorrira constrangido.
- Você me acha muito infantil? – Julius entendera o ponto.
- Não, eu te acho espontâneo. E não ligue para o que o Goel disse.
- Eu não quero envergonhar você por ser tão mais jovem, tecnicamente. – Julius bagunçara seus cabelos.
- Isso jamais aconteceria. Eu tenho orgulho de você.
- Obrigado! Eu... – Ele analisara os lençóis brancos. Não queria voltar para casa. Não queria dormir em seu quarto sozinho. – Posso dormir na sua casa? – Julius erguera uma sobrancelha.
- Não penso que Shayen vá gostar disso.
- Tudo bem, por mim. – Shayen respondera adentrando a sala, a tempo de escutar a conversa. – Os dois o olharam rapidamente. – Vim ver como estava. Parece que bem melhor! – Elôrem corara uma vez mais.
A casa de Julius estava exatamente como da última vez que estivera ali.
- Deixe suas coisas aqui. – Julius adiantara-se, apanhando sua bolsa e pertences. Elôrem não sabia explicar mas se sentia bem em estar na residência. O cheiro amadeirado da casa, a sensação de morno e aconchego. Ele fechara os olhos aspirando o aroma. – Venha, você precisa se deitar.
- Mas eu acabei de chegar!
- Sim, mas Ranael e Shayen foram bem claros quanto a não fazer esforço e acho até que foi uma indireta. – Elôrem gargalhara entendendo a referência.
- Ele nem é ciumento!
- Nem um pouco! – Ambos olharam um para o outro, gargalhando da situação.
A cama era grande, só havia um único quarto ali.
- Você não se importa de dormir na mesma cama que eu, certo? – Elôrem o olhara, sorrindo de lado.
- Obviamente que não.
- “Obviamente”?
- Eu não vim aqui só pra dormir. Você sabe bem.
- Eu sei? – Julius se surpreendera. Estava mesmo entendendo o que estava entendendo? Elôrem rira de sua expressão. Ele alcançara o zíper do próprio uniforme, que vinha desde a gola alta até o final de seu tronco, e o puxara para baixo, removendo-o rapidamente. Julius estava de olhos bem arregalados. – Elôrem... seu pai foi bem específico quando disse que não podia fazer esforço.
- Meu pai mentiu. Eu estou ótimo. – Ele disse, sentando-se na cama. Julius mirara a cena. Elôrem tinha um corpo masculino, mas que era delicado em muitos pontos. Ele se aproximara a passos lentos, então baixara-se em direção ao mais novo, encaixando as pernas nas laterais do corpo menor, sua empolgação o impedia de ir com calma naquele momento. Elôrem gelara. Julius o empurrara de encontro às almofadas, o beijando com intensidade, adentrando a boca doce e quente do outro com muita sede. As mãos rápidas do mais velho o tocaram lá embaixo, e rapidamente ele sentira um prazer que nunca em sua vida havia sentido. O mais velho sorrira no beijo, tendo suas mãos molhadas pelo outro.
- O que foi isso? – Elôrem lhe indagara.
- Você sentiu alguma coisa?
- Sim!
- Você ejaculou. E há prazer quando isso ocorre. – Elôrem não tinha necessariamente vergonha. Tudo era natural e novo. Ele olhara o zíper do outro ainda intacto, e o puxara. Julius sorrira, tirando todo o uniforme. Elôrem o mirou por inteiro. Era maior e mais forte que si, isso era muito óbvio. Julius era masculino em todos os sentidos, e isso fizera seu coração disparar. Ele voltara a montar em Elôrem, desta vez beijando seu pescoço, seus mamilos rosados, e seu ventre, onde deteve-se, mirando-o em seguida, beijando seus lábios uma vez mais. Elôrem o sentia tocar de forma inesperada em seu sexo feminino, que ficava quase escondido por de trás do masculino. O mais jovem engolira em seco. Aquilo estava correto, não é?
- Sim, está correto. – Julius respondera sua indagação mental com a voz risonha. Seus pensamentos eram hilariantes. Elôrem jamais havia tocado assim em seu próprio corpo. E cada toque, cada gesto, era uma novidade para si. Ele sentia cada poro seu em chamas, como se uma urgência em sentir mais, o consumisse. Julius percebia tudo isso. Ele também nunca havia feito aquilo, mas ironicamente sabia exatamente o que fazer. Ele acariciava Elôrem em ambos os sexos, até notar que era o momento, agindo de forma vagarosa, prestando atenção em cada reação sua. Elôrem o olhara atentamente, não havia nada em sua mente que pudesse ser lido por Julius. A verdade era que pensamentos haviam perdido completamente a função. Ele só queria sentir, apreciar aquela sensação nova, uma parte de Julius que adentrava seu corpo; um alguém que amaria pelo resto de seus dias, e além daquela vida, muito além daquela encarnação, e em tantas outras que vivesse dali para frente. Era fato que Julius seria inesquecível, ele era parte de si, e mesmo que sua mente em outro corpo não lembrasse, sua alma estaria ali para lembrá-lo e para buscá-lo em muitas e muitas vidas, consciências e existências. Ele enroscara os braços em seu pescoço, trazendo-o para perto, beijando seus lábios com urgência enquanto o sentia por inteiro. Julius o beijara com total entrega, sentindo-se o ser mais completo do universo. Elôrem observava a luz dourada circunda-lo totalmente e o outro tinha a mesma visão, a luz branca azulada se manifestara, e as duas energias se encontravam e se entrelaçavam, fundindo-se uma na outra, em uma completa unidade. Ambos uniram-se as testas, sorrindo de olhos fechados. Elôrem sentia o mais velho se mover lentamente em si, e isso durara um tempo, ambos conhecendo seus ritmos, se admirando, apreciando os cheiros, os toques, a energia que reverberava dentro deles, se adaptando, se fundindo e se amando. Até seus corpos darem sinais de que o prazer maior se aproximava. Não demorara muito para que ambos alcançassem o estado pleno, sentindo uma conexão e sensação de unidade jamais sentida naquele estado físico. A nostalgia os alcançara, a lembrança latente de que já haviam vivenciado aquilo antes, que já haviam se sentido completos e em êxtase como naqueles exatos segundos, que mais pareceram horas, em que o tempo e o espaço perdera total sentido e significado. Aquela era a plenitude que não se alcançava com qualquer um, ou em qualquer momento. Era preciso entrega, conexão e alinhamento. Não era algo solto, disperso e banal. Era sagrado, único e com propósito.
Se olharam com carinho. Ainda unidos, a troca de olhares dispensava palavras, pensamentos. As energias ainda entrelaçadas, dançavam no quarto, expandindo-se e iluminando ao redor. As respirações se acalmando aos poucos. Julius removera alguns fios de cabelo presos pelo suor no rosto de Elôrem; encantado com seu olhar tranquilo e cheio de mil significados, os olhos azuis claríssimos, que lhe lembravam a luz que sempre o circundava. Beijara os lábios vermelhos e levemente inchados, com delicadeza num selinho, enquanto ele próprio se retirava do outro lentamente. Elôrem respirara fundo, ainda observando atentamente seu parceiro. Sua energia ainda estava em si e permaneceria assim por um tempo. Ele puxara o ar devagar, o soltando lentamente. E então mil coisas invadiram sua mente.
- Então isso seria a cópula? – Julius estava preparado para ouvir mais uma pérola.
- Imaginou algo mais emocionante?
- Na verdade não imaginei nada... achei isso tudo a coisa mais incrível que já vivi! Podemos fazer de novo? – E ele gargalhara.
- Não, Elôrem... Hoje não, se Shayen descobrir ele vai me trucidar! – Elôrem rira alto.
- E você acha que ele não sabe o que vim fazer aqui? – Julius deitara ao seu lado na cama, mirando-o.
- Ele sabe? Ah, mas é claro que ele sabe. Estamos falando do Shayen, afinal de contas! – O mais jovem gargalhara. Sabia o quanto seu guardião era atento e cuidadoso consigo.
- Sim! Obviamente que sabe! Então não importa quantas vezes façamos e eu nem me esforcei! Você fez todo o trabalho! – O mais velho apertara seu nariz. – Ei!
- Desculpe, meu amor. Mas eu quero que você descanse, está bem? Faremos quantas vezes você quiser mais pra frente. Ok? – Elôrem se dera por vencido, permanecendo jogado na cama por um tempo, olhando o teto e sentindo mil e uma sensações dançarem em seu corpo. A energia de Julius era forte e acolhedora ao mesmo tempo. Ele se levantara, mas algo escorrera por suas pernas, e sem pensar muito se assustara. Esquecendo-se por um segundo que ele próprio também expelira aquela substância mais cedo, embora ela não fosse ativa como seus órgãos reprodutores femininos. – Me desculpe! Eu te ajudo! – Julius se adiantara.
- Acha que posso engravidar? – Julius não pensara nisso. Elôrem tinha ambos os sexos, porém era uma quimera, e internamente somente o aparato feminino era completo.
- Eu não sei. Mas se você não quiser isso...
- Eu quero. Se acontecer... – Julius sorrira o apanhando em seu colo com o intuito de banhá-lo. Aquela conversa iria longe no que dependesse de Elôrem.
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