Era meio do ano, junho com a corda no pescoço. Estávamos numa tarde cheia de nuvens no céu, o vento brincando com meus cabelos e os raios de sol tilintando no vaivém das ondas. Eu estava sentado no quebra-mar com a barra da calça levantada até os joelhos, balançando meus pés na água morna do mar. Nós sorriamos.

- Ei, Gerard. — Eu te chamei.

- Sim, Frank? – Você se virou, ainda sorrindo, para mim.

- É possível que nossas fãs sejam um pouco pervertidas?

Você grudou seu olhar no meu, forçando as sobrancelhas enquanto digeria o que eu tinha falado. Quando finalmente minhas palavras foram claras, você riu, como uma criança que ri de uma piada. Um arrepio bom percorreu meu corpo e eu desejei fazer isso mais vezes, quando eu não estivesse falando sério.

- Não... Quer dizer, não sei, talvez algumas. Por quê? – Você tentou encaixar as palavras, mesmo parecendo um pouco confuso.

- Porque, vez ou outra, eu percebo que elas parecem imaginar que há algo entre você e eu. Um romance, não algo tão sério.

Você murmurou um ‘ah’, como se estivesse pensando um pouco sobre isso. Mas quando tudo que eu disse finalmente te atingiu, você foi rápido, respondendo:

- Bom, então eu acho que elas não são pervertidas. Talvez elas sejam realistas. – E, então, você se aproximou de mim.

Nossos olhos fechavam juntos e seus lábios se juntaram aos meus. Sua língua pedia passagem e eu cedi. Ela percorreu cada espaço da minha boca, ávida e rápida, enquanto suas mãos percorriam meus cabelos, acariciando. Aquele beijo era o que eu mais queria e não sabia, e isso se confirmava a cada segundo. Murmurando, entre beijos, eu tive tempo de responder:

- Talvez...

Notas finais
Bom, é isso. Foi curta, até para mim, mas espero que vocês tenham gostado, de verdade. Não deixem de comentar, certo? Um beijo, se cuidem e até a próxima :3 (se tiver próxima ._.)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!