Primavera Adormecida

1 AQUELE NO QUAL HADES DESCOBRE SEU CORAÇÃO


Notas iniciais
oi, quem estiver lendo! como vai? como foi seu dia? ❤

pensei nessa história por um bom tempo, mas não sabia exatamente como ou o que escrever. ainda estou no processo de revisá-la e reescrevê-la, então, qualquer dúvidas, sugestões ou críticas, estou aberta a recebê-las!

hades e perséfone, há cinco anos, são meu casal preferido envolvendo a mitologia grega. queria escrever algo que envolvesse a mitologia original (e ainda pretendo!), mas estava precisando de clichês para desviar a cabeça da pressão do terceiro ano! haha

enfim! sem mais delongas, espero que gostem do capítulo e uma boa leitura para todos!

Hades não era extremamente convencional.

Em sua defesa, era tudo culpa de seus pais. Culpa do seus pais que decidiram ter três filhos e acabaram o tendo como a criança do meio. Quem quer ser a criança do meio? Ser a criança do meio era uma merda. Enquanto Poseidon aproveitava da liberdade de ser o filho mais velho e ficava até tarde em festas à beira da praia, Zeus aproveitava da criação de ser o filho mais novo, com seus videogames caros e sua voz mandona.

O que ele poderia fazer além de ficar no quarto escuro, ouvindo música e dedilhando a guitarra?

(Era discutível que poderia fazer muitas coisas, mas Hades também sempre foi considerado um pouco cabeça-dura.)

Não que odiasse seus irmãos (na maioria das vezes). Só gostaria de aproveitar as maravilhas de ser um filho único, como Hefesto, o futuro engenheiro da sua sala de matemática avançada.

(Na verdade, não. Ouvia as histórias sobre a mãe de Hefesto ter tentado jogá-lo da janela da casa e preferia ouvir Poseidon e Zeus discutindo por horas sobre com quais garotas da escola já haviam ficado.)

De qualquer forma, nada disso era o maior problema. O maior problema é que, no primeiro dia de aula, Hades já previu que o início daquele ano seria um dos mais problemáticos de sua vida, e o motivo estava sentado na carteira ao lado da sua.

Ok. Se fosse começar a se lamuriar por ser esquisito e já ter encontrado sua perdição em menos de 24 horas, deveria começar pelo início do tal dia.

O dia havia começado como a maioria dos dias em sua casa, o que lhe deu a menor esperança de que o ano escolar não seria tão caótico como os outros. Estudar na mesma sala que seus irmãos já deveria ser ruim, agora, escutar todos os dias sobre como Zeus era inteligente e por isso era o aluno prodígio e um ano à frente do resto dos alunos de sua idade era torturante. Hades podia falar com propriedade que sabia um pouco sobre tortura.

(Não, ele não era torturador, mesmo que quase se tornasse um quando Poseidon roubava seu violão preto e tocava as mesmas músicas de Elvis Presley a semana toda. Hades só era o adolescente estranho todo de preto no fundo da sala que lia livros sobre Serial Killers e deixava a sala um pouquinho preocupada toda vez que aparecia com um livro novo.)

Acordou com Poseidon abrindo a porta e gritando alguma coisa como:

— Levanta aí, My Chemical Romance! — O que deixaria Hades um pouco chateado ao se lembrar do término da banda, mas o sono só deixou que escutasse barulhos de golfinho saindo da boca do irmão mais velho.

— Hades, nós não vamos nos atrasar de novo só porque você foi dormir quatro horas da manhã! — A voz autoritária de Zeus soou pela porta, olhos azuis quase elétricos mirando a cama bagunçada. Poseidon estufou o peito por cima do irmão para lembrá-lo que era mais velho, só que a imagem lembrou o adolescente já sonolento de um tubarão branco. — Cinco minutos ou a gente entra!

Hades não queria ser arrastado da cama por um Zeus irritado e um Poseidon sem senso de realidade (a última vez ainda o fazia ter calafrios ao olhar a janela de seu quarto que dava direto para a piscina) e se levantou com um resmungo. Deveria ter sido um dia normal como os outros, então não se importou em vestir as mesmas roupas pretas que sempre vestia, os anéis que sempre usava e passar pelo espelho sem se ver. Ainda resmungando baixo, desceu as escadas e sentou na bancada ao lado dos irmãos.

— E o vampiro se levanta de seu túmulo! — Poseidon levantou o queixo em um sorriso brincalhão e rodou a lata de coca-cola.

— Essa coisa vai corromper todos os seus órgãos.

— Promete que você vai vendê-los?

— Vou alimentar Cerberus, que tal?

— Vai ser a melhor refeição da vida dele.

— Meninos! — Reia apareceu do outro lado da bancada da cozinha, o sorriso divertido de Poseidon estampado no rosto, mas os olhos repreendedores de Zeus brilhando. — Não é o melhor assunto para o café-da-manhã, não é?

Reía costumava aparecer como um raio de sol, totalmente imperceptível de sua posição como a melhor pessoa do mundo para os irmãos. Hades poderia acordar todos os dias se sentindo como um lixo das maiores profundezas do submundo e Reía o faria se sentir como um ser humano tolerável.

Aquele era um dos primeiros motivos de se sentir tão vazio por dentro: olhando para a beleza pura e gentil de sua mãe, via com perfeição os olhos azuis e cabelos claros que o irmão mais novo havia herdado, a pele bronzeada e sorriso travesso do irmão mais velho e… nada que conseguisse se reconhecer.

— Você tem minha elegância e amabilidade, Hades — Reía respondeu um dia, quando um Hades triste e depressivo de treze anos lhe perguntara sobre suas semelhanças. — Mas você está certo. É purinho seu pai.

Isso não o tranquilizou nem um pouco.

Zeus tomou seu café perfeito, como usual (“Ovos, bacon e café com leite, por favor”, “Para de ser um fresco do cacete, Zeus!”, “É minha culpa me alimentar da maneira certa, seu porco marinho?”, “Meninos! Sem palavrões!”); Poseidon tomou sua coca-cola e comeu uma barra de chocolate, como usual (“Você deveria ser estudado”, “Não fui eu quem bateu punheta até quatro horas da manhã, Green Day”, “MENINOS!”); e Hades tomou seu café preto, como usual (“Como você fica de pé o dia inteiro?”, “Força do ódio”).

E, também como um dia normal, entraram no Cronos preto de Poseidon e saíram para a escola.

(Sim! O, haha, o nome do carro era o mesmo nome de seus pais e Hades admirava a capacidade do irmão de ter o senso de humor de uma criança de sete anos.)

Poseidon colocou a mesma playlist de sempre.

— Se eu ouvir esse ukulele mais uma vez, vou pular do carro — Hades sentiu falta de seus fones de ouvido, acomodados com tanto carinho ao lado de sua cama. Poseidon riu alto e bateu os dedos no volante ao som de I can’t help falling in love with you.

— Melhor do que aquelas suas músicas de rituais satânicos, Edward Cullen.

— Eu nasci na família errada, por Deus — Zeus bateu a cabeça no vidro de trás e revirou os olhos.

O ambiente mudou no carro assim que Poseidon virou a última curva. A aura da escola sempre podia ser sentida por quilômetros e os três fingiram não sentir ter vontade de se matar.

Hades era... excêntrico (?), mas sua escola era um dos grandes motivos.

Aqui está o que você precisa saber sobre o Colégio Olimpo: era uma bagunça. Hades, Poseidon e Zeus estavam matriculados desde o segundo ensino fundamental, e as coisas haviam funcionado por algum tempo. Aí a diretora Gaia sofreu um acidente (ou, como o Twitter da escola havia levantado na hashtag, #AcidenteOCaralho! e #PrendeOFilhoDaDiretora. Ninguém podia provar que aquela conta estava realmente registrada no celular de Hades), entrou em um coma súbito e seu filho assumiu.

Quem mesmo era seu filho?

Cronos.

Quem eram os filhos de Cronos?

Poseidon, Hades e Zeus.

A medida perfeita para o inferno.

Ah, Hades amava se lembrar daquilo. Era como tomar um copo cheio de lava do rio Flagelonte.

O carro preto de Poseidon parou na vaga ainda vazia do diretor e saíram para a escola.

Aqui está outra coisa que você precisa saber: se não pelo mesmo sobrenome, Hades, Zeus e Poseidon seriam quase que irreconhecíveis como família. Ao passo que Poseidon parecia um surfista charmoso e Zeus um modelo tradicional, Hades parecia um fantasma. Sua cor de pele era tão pálida que era como se a tinta da impressora houvesse acabado antes de nascer e Reía pensasse “tudo bem! Eu recarrego depois!” e só tivesse percebido o erro ao notar que Hades talvez fosse confundido com um fantasma quando saísse de casa.

Naturalmente, então, quando entravam na escola, se dividiam para seus ambientes naturais. Zeus abraçava a namorada Hera e partia atrás do time de futebol, Poseidon encontrava Apolo e fingia não se importar com a muvuca formada pelas garotas de dezesseis anos que o seguia e Hades ia para a primeira aula antes mesmo do sinal.

Se fosse um dia normal, Hades teria colocado os fones de ouvido e abaixado a cabeça até que a aula começasse. Mas seus fones estavam no quarto e foi obrigado a ficar de cabeça levantada, assistindo todos os alunos se posicionarem.

Quando ela entrou na sala, Hades chegou a se sentir tonto.

Mais uma vez: Hades não era como seus irmãos. Não gostava de definir garotas pela aparência ou o que quer que fosse. Pelo amor de Deus, Hades ainda seria virgem se não fosse por aquela vez que ainda era nebulosa na sua mente (e que todos os santos o livrassem das bebidas batizadas das festas de Dioniso).

Porém, no momento que ela entrou na sala, Hades soube que aquela não era uma situação normal. Não era mais um dia normal. Que inferno, a garota tinha acabado de entrar na sala de estudos sociais e Hades sabia que não seria um ano normal.

Ela era linda. Linda de uma maneira que nunca tinha visto.

A primeira coisa que percebeu foi o vestido verde florido, solto, leve e até os joelhos, que contrastava com a pele escura. Hades pensou em como contrastaria com sua própria pele.

E então sua mente se perdeu de forma completa porque ela estava sentada ao seu lado e lhe direcionou o sorriso mais bonito do mundo. Pode jurar que todas as flores do planeta se curvaram a ela.

Merda.

Hades devia responder, mas ainda estava tentando encontrar seu orgulho que tinha ido embora junto com a baba que devia estar escorrendo pelo seu rosto.

— Você tá bem? — Perguntou a garota ao seu lado. Hades não sabia se deveria responder, já que era provável que a voz saísse como a de um garoto de doze anos.

— Sim — a voz saiu um pouco rouca e mais baixa que o normal. Hades se sentia um garotinho de novo.

— Eu sou nova aqui — a voz era cantada e a garota jogou o cabelo muito cacheado por trás do ombro. — Meu nome é Perséfone Koré.

— Hades. Koré como em Deméter Koré?

O rosto de Perséfone se iluminou e Hades xingou baixo. Que elas não sejam parentes, meu Deus.

— Ela é minha irmã mais velha. Você a conhece?

Algo algum dia daria certo para Hades? Lógico que não.

— Meus irmãos — se limitou a responder. Não seria bacana já introduzir como Zeus e Poseidon eram as pessoas mais babacas da escola. Perséfone descobriria sozinha, como todas as outras garotas descobriram.

O segundo sinal tocou e o garoto soltou um suspiro. Perséfone lhe sorriu de novo, dentes brancos refletindo. Seus irmãos adoravam dizer sobre como Hades não tinha coração e Perséfone pareceu enfiá-lo por dentro de sua boca.

— Você vai estar ocupado amanhã? — A garota falou de maneira apressada, assistindo a sala se enchendo de alunos.

— Hum? — Era a resposta padrão de Hades quando havia escutado, mas não tinha certeza da intenção da pessoa. Uma espécie de escutei que você está me chamando para sair, mas não acho que isso realmente possa acontecer. Pode repetir e acalmar minha ansiedade, por favor?

— Amanhã, depois da aula. Vai estar ocupado?

Hades passou seu horário em sua cabeça. Acordar, ir para a aula, voltar, fazer os deveres de casa, tocar guitarra com a porta fechada fingindo não escutar Poseidon no quarto ao lado, jogar videogame com Zeus e aguentar o queixo em postura de superioridade quando ganhasse de novo, tocar mais guitarra, escutar música e se masturbar até dormir.

— Não.

— Estava procurando alguém pra me mostrar a escola. Se você puder, claro. Minha irmã pode ser — Perséfone apoiou a cabeça nas mãos, batucando as unhas curtas e verdes pensando de forma quase cômica — exagerada, às vezes.

— Tudo bem — rodou o anel na mão em um gesto que parecia quase nervoso. Hades não era bem inseguro, só que o sorriso ainda maior de Perséfone quase explodiu sua cabeça.

O QUE ESTAVA ACONTECENDO COM ELE?

O professor de matemática entrou na sala e, com um gesto, toda a sala ficou em silêncio, o que era preocupante, já que talvez a classe inteira conseguisse ouvir como engoliu em seco ao ver os olhos brilhantes de Perséfone com sua visão periférica.

Hades era agradecido por ter seus pensamentos privados. Assim nem mesmo seus irmãos saberiam como não conseguiu parar de encarar por um segundo a garota nova.

— Você está esquisito.

— O que? — Hades levantou os olhos da bandeja de comida da escola e encarou Héstia, mordiscando uma batata-frita murcha. Humm, gosto de morte.

— Você. Esquisito. — A voz de Héstia era baixa, combinando com sua personalidade quieta. O cabelo castanho cobria os olhos calorosos e Héstia já havia parado de se incomodar em tirá-los do rosto no oitavo ano.

Hades negou com a cabeça e abaixou os olhos para o anel preto.

— Concordo — Hefesto brincava com uma engrenagem na mão que iria virar um relógio ou um dragão de bronze mágico que cuspiria ácido e desfiguraria metade da escola.

— Não estou.

— Ele só é meio emo assim mesmo, gente — Artémis se apoiou por cima de Héstia, tirando uma mecha de cabelo da garota. Os fios ruivos de Artémis se misturaram com o cabelo escuro da amiga. — O que tá acontecendo?

— Hades não para de encarar a novata — Héstia indicou com a cabeça Perséfone, que se sentava ao lado de Deméter, Atena, Afrodite e Hera.

— Ela é linda mesmo — a ruiva deu de ombros e se sentou na mesa, e Hades soltou um suspiro. Sua vida era triste e sofrida.

— Por que não está na mesma mesa que elas? — Hefesto resmungou, ainda rodando a engrenagem na mão, que já tomava formas diferentes. Hades se perguntou se deveria ter medo. Artémis fez uma careta de desgosto.

— Afrodite não é minha pessoa preferida.

— Elas vão fazer a cabeça dela contra mim — lamentou Hades, abaixando a cabeça na mão. — Tenho certeza que Perséfone nunca mais vai falar comigo depois de falar com Hera, Atena e Deméter.

— Hera e Atena não tem nada contra você, só contra seus irmãos, o que, como você deve saber, sou completamente a favor. — Artémis voltou a olhar para a mesa e encarou as irmãs Koré. Deméter e Perséfone, ao contrário de Hades e seus irmãos, eram tão parecidas que negar seu parentesco seria loucura. De longe, a única diferença era que, enquanto os cabelos de Deméter caiam lisos e claros em seus ombros, os cachos de Perséfone se enrolavam em seus braços. — Agora, sobre Deméter, não esperaria nada de bom.

— Não estava esperando.

— Nunca entendi porque a doida da Deméter odeia você — Artémis revirou os olhos para Hefesto ao ouvir o termo doida, mas Hefesto nem ao menos a olhou. — Não foram seus irmãos que mexeram com ela, algo assim?

— Ela me acha muito “passivo em situações de conflito” e tem quase certeza que eu sou satanista.

— Nenhuma afirmação errada, até então.

— Eu não sou satanista — Hades retrucou, mas entenderia caso alguém assumisse que era. Com as olheiras fundas, olhos e cabelos muito escuros e pele muito branca, também assumiria que fosse um satanista que está perdendo a alma para o Inferno.

— Não foi você que no oitavo ano discutiu com a professora de ensino religioso porque “a religião é uma maneira de fazer lavagem cerebral e nós não entendemos o conceito de Deus”? — Héstia sorriu com carinho, como se lembrando da vez que deram as mãos no parquinho da escola e falaram que se casariam.

(Não que já tivesse acontecido — pelo menos, não que Hades se lembrasse. Héstia, no entanto, poderia ter colagens no seu caderno com suas fotos do parquinho. Ela estava sim bem, muito obrigada.)

— Isso não é ser satanista, é ser sensato.

— Tá bom, Hades. Tanto faz — Artémis franziu a sobrancelha para algo atrás do amigo e pegou uma última batata-frita antes de se levantar. — Nossa, o QI do ambiente acabou de despencar. Vou sair daqui antes que se espalhe.

Hades não precisava ouvir a risada expansiva do irmão mais velho para saber que Poseidon estava atrás da mesa.

— Não vou corromper sua castidade só de ficar no mesmo ambiente que você, Artémis.

— Mas vai corromper minha capacidade intelectual. Sua estupidez é tão forte que se espalha por todo o ambiente.

Artémis foi até a mesa das amigas e se sentou. Logo, as seis meninas voltaram os olhares para Poseidon (Perséfone com curiosidade, as outras cinco com ódio assassino, o que era uma reação já esperada. Poseidon atraía olhares femininos, fosse por desejo ou por analisarem todos seus pontos vulneráveis para matá-lo enquanto dorme).

— Fala aí, The Walking Dead — Poseidon deu um peteleco em Hades e acenou com dedos para Héstia e Hefesto. Héstia sorriu de volta e Hefesto continuou rodando a engrenagem na mão. — Preciso de um favor seu.

— Não vou te passar o dever de sociologia de novo, Poseidon.

— Tinha dever de sociologia? — Os olhos do irmão se arregalaram e Hades se perguntou porque ainda tentava se comunicar. — Me passa aí o caderno.

— O que você queria?

Poseidon abriu o sorriso brincalhão que disparava todos os alertas de Hades.

— Qual é o nome da garota nova?

Ah, não.

— Por que você não pergunta pra ela? — Hades esperou que seu tom não tivesse sido mais agressivo que o tom usual de Poseidon-está-me-enchendo-o-saco-de-novo-sobre-alguma-aluna-nova.

— Porque eu sei que vocês conversaram, mané. Escutei Deméter reclamando com Afrodite na segunda aula.

— A garota acabou de chegar, Poseidon — o tom de Héstia era amigável, mas Hades conhecia a amiga há tempo suficiente para entender a repreensão em sua voz. — É hora de a recebermos, não de assustá-la.

— Qual melhor jeito de receber a novata do que me apresentando?

— Abaixando seu ego pra ser proporcional ao tamanho do seu pinto, que tal? — Resmungou Hades e o irmão riu de novo. Uma das coisas que mais irritava o adolescente sobre o irmão era o quanto era difícil atingir Poseidon.

— É tão bom ver você aprendendo com os melhores, Hades. Obrigado pela dica, Héstiazinha — Poseidon acenou debochado para Héstia e bagunçou o cabelo de Hades de novo, que desejava ser algum tipo de deus para pulverizá-lo em algas marinhas ali no chão mesmo.

— Desculpa, Hades. Eu tentei.

— Eu sei — abaixou a cabeça e só pode encarar enquanto Poseidon se dirigia até a mesa feminina.

E então, Hades transcendeu.

Quer dizer, foi o que pareceu. Por que, naquele momento, percebeu que os olhos amendoados de Perséfone procuravam o seus.

Quando se encontraram, foi como se todo o inferno se cobrisse de flores.

Notas finais
poseidon já se interessou pela novata, mas hades já acha que está apaixonado. enquanto isso, deméter vai continuar tentando fazer a cabeça da irmã mais nova de qualquer maneira.

o que acharam? gostaram? caso a resposta seja sim, um review é muito bem apreciado! caso a resposta seja não, um review também é muito bem apreciado! haha! muito obrigada por lerem e até a próxima! ❤
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.