Primavera
1 A grande general
Notas iniciais
Uma leve brisa passeia pelos humildes telhados feitos de madeira, carregando consigo o vendo quente a primavera trazia com sigo. Era o clima perfeito para recomeçar e ajudar os outros a fazê-lo. Já não havia mais espaço para brigas ou desigualdades, quase como se o mundo inteiro tivesse reservado aquele pequeno intervalo de dias para conviver em harmonia.
A floresta ioniana se encontrava passiva e complacente, pelo menos, com o que já morava por ali. Animais pulavam de um lado para o outro dentre as densas árvores, enquanto pequenos lírios, cansados de se reservarem por tanto tempo, começam a enfim desabrochar e a contemplar a imensidão do mundo.
Porém, em questão de apenas alguns minutos, toda a calmaria é interrompida pelo som incessável de passos pesados surgindo do horizonte. Eram muitos, para não dizer dezenas ou até mesmo um cento de passos apressados e agitados. O com que produziam também era bastante alto, de ânimo e bastante gritaria.
O grande exército Navori, voltava de uma grande batalha conta todo um esquadrão de soldados de Noxus, sendo está uma das potências de olho vivo nas terras ionianas. Ao contar pelo número de viventes e sobreviventes, desta vez, a vitória havia sido de Ionia, e que por enquanto, estavam a salvo. Soldados gritavam e festejavam em alegria, talvez fosse para afastar os pesares da guerra. Embora nem tudo ainda estivesse acabado, era no mínimo incentivador comemorar esse tipo de feito do grande exército ioniano.
No entanto, em meio a toda agitação, se encontrava o grande epicentro da grande vitória. A general de guerra, Irelia de Navori, que embora fosse consideravelmente jovem em comparação a maioria dos seus subordinados, possuía uma capacidade exemplar de liderança e estratégia, sendo que essas só perdiam para sua extrema experiência em combate. A mesma sabia bem do grande carma que carregava, se igualando apenas a grande responsabilidade que tinha em suas mãos.
E lâminas, por assim dizer.
— Brindaremos em sua homenagem, ó grande capitã Irelia! – Exclamou um dos soldados próximos a alta mulher, seguido de seus homens visivelmente alegres e eufóricos.
Irelia apenas acenou com um singelo sorriso de canto. Apenas aquilo já era o suficiente para continuar a desencadear confiança entre os seus homens. A grande general, conhecida por ser uma pessoa um tanto reservada, já havia mencionado várias vezes, em sua maioria mesmo no campo de batalha, que não ligava muito para elogios e comemorações. Contanto que dessem seu sangue e espadas em campo de batalha contra os malfeitores e ladrões de terras, os noxianos, a general seria profundamente grata e faria o possível para evitar que qualquer morte tenha sido em vão.
A euforia continuava ao redor de Irelia, que em passos rápidos, porém delicados, buscava chegar logo em seu destino. Além do clima que a reprima um tanto demais, seus instintos a deixavam em alerta. Sentia que havia algo observando a ela e seus homens. Não era algo muito grande, pois seus soldados mais experientes teriam percebido junto de sua capitã. Também não aparentava ser um perigo de origem noxiana, visto que aquela rota estava muito escondida no meio da floresta e que seria necessário ser, muito provavelmente, um soldado de alto escalão assim como Irelia, para se atrever a espionar um exercício inteiro estando desacompanhado e tão longe de casa.
Não, com certeza era algo a mais. A questão era, será que Irelia tinha de se preocupar?
—--
A hora do entardecer já estava por acabar. Chegaram à uma pequena vila rodeada por alguns poucos campos de trigo a se desprender o rigoroso inverno. Humildade definiria bem aquele pequeno pedaço de terra. O povo acolhedor de todas as idade e classes sociais convidavam os soldados feridos e cansados para passar a noite em suas moradias feitas de madeira e adornadas com símbolos e amuletos de boa sorte.
Prosseguindo ao centro da cidade, Irelia suspirou fundo, observando seus homens seguindo para a recessão, visivelmente cansados. Parece que a energia que havia sobrado em seus corpos havia sido dissolvida em meio as comemorações no caminho que fizeram até chegar ao atual ponto da estrada, e que tudo o que mais queriam no momento era uma noite de descanso. Pela expressão pacata no rosto da general, não era a primeira vez que isso acontecia.
Sentou-se em um banco simples feito de pedra, na sombra da maior árvore da vila que ficava por sinal bem ao seu centro. Permitiu se deixar refletir sobre as coisas que estavam acontecendo. Sem batalhas naquele momento, sem mortes, sem vitórias e nem derrotas. Apenas ela e seus pensamentos. Irelia, ao que parece, entendia muito de si mesma para não entrar em conflito interno. Ou apenas não tinha tempo para tal coisa.
Se encontrava perdida em seus devaneios, algo que muitas vezes não se dava a luxúria de fazer. Nem ao menos percebeu um pequeno puxão em sua roupa na parte da perna. Seus olhos foram lentamente de encontro ao que havia lhe chamado a atenção.
— Mulher alta! Grande guerreira da armadura vermelha – Uma criança exclamava enquanto continuava puxando freneticamente o tecido colado aos membros inferiores de Irelia.
Irelia parou para analisar melhor a criança ao seu lado. Suas roupas simples e os símbolos desenhados em seu rosto entregavam facilmente que muito provavelmente era uma criança do vilarejo. Ao julgar pelo tamanho e modo de falar, não devia ter mais do que seus cinco anos. A grande guerreira não pode evitar um sorriso sincero e mais largo do que qualquer um que havia dado a bastante tempo, apenas por estar olhando para aquela pequena pessoa.
— Querido, não é assim que falamos com as pessoas que não conhecemos – Disse uma mulher de estrutura média, cujo as feições se pareciam muito com as da criança, se aproximando da dupla em questão – Peço desculpas pelo meu filho. Ele gosta de tudo o que é vermelho.
A grande general deu uma pequena risada e se levantou, agachando-se logo em seguida tentar ficar cara a cara com a pequena criança.
— Está tudo bem. Vermelho é a minha cor favorita, sabia? – Irelia falou em voz baixa, abrindo ainda mais o seu sorriso.
A mulher recém chegada recolheu seu filho em seus braços. Irelia logo também ficou de pé, ainda de bom humor com o que estava acontecendo.
— Capitã Irelia de Navori, peço por favor que me acompanhe a nossa casa de banho – Disse a mulher, abrindo um pequeno sorriso na intenção de deixar a maior mais à vontade — Esquentamos a água para você e esperamos que desfrute de nossa humildade hospitalidade.
— Agradeço muito a oferta, mas não será necessário. Estamos apenas de passagem pela vila, e prometo que não quero passar por alguém que abusaria da gentileza de vocês aldeões – Respondeu Irelia tranquilamente
— Por favor minha general, eu insisto. É um pedido de minha mãe. Ela está um tanto doente hoje e infelizmente não consegue se levantar de sua cama. Mas me pediu que preparasse um banho a aquele que liderou todos os soldados aqui hoje – Respondeu a moça, em um tom mais melancólico – Eu a suplico, ajudar em sua recuperação, mesmo que um apenas um pouco, seria da nossa mais profunda honra.
Irelia suspirou, dando então por vencida. Acenou com a cabeça, observando o sorriso alegre que a criança ao colo de sua mãe acabara de abrir, influenciando a general a fazer o mesmo. Seguiu então ambos ao local já citado.
—--
Sozinha e desnuda da cintura para baixo, apenas com uma toalha branca sobre o seu toso, Irelia se encontrava de frente com um pequeno e raso lago com o fundo feito de pedras claras. Era bastante visível que a intenção era imitar uma fonte termal, embora qualquer pessoa com uma noção mínima da geografia do local soubesse que o vulcão mais próximo estaria a dias de caminhada dali e que seus afluentes não eram condizentes.
De qualquer forma, a tentativa simplória de tentar tornar o lugar o mais agradável e familiar possível era o que o tornava de fato especial. Irelia se encontrava feliz. Calma como sempre, mas agora, de fato feliz. Esboçava um sorriso sincero para si mesma, sozinha, sem precisar depender das esperanças de ninguém, enquanto se atrevia a mergulhar seus pés sobre a água morna.
Deu-se então por vencida e retirou sua toalha, ficando totalmente submersa do pescoço para baixo. Lavou seus longos cabelos, procurando parar de pensar consigo mesma um pouco. Afinal de contas, como havia dito anteriormente, não estava ali para abusar da hospitalidade daquelas gentis pessoas. Sentia que seria um desperdício não desfrutar de um presente tão agradável, mas ao mesmo tempo não se sentia inteiramente confortável estando ali com aquilo que chamava de luxo.
Era um luxo bastante humilde, a general gostou de o apelidar desse jeito.
Mas além do sentimento de culpa, sentia a estranha sensação de estar sendo observada mais uma vez, assim como havia sentido no caminho para o vilarejo. Tentava se convencer de que era coisa da sua cabeça, afinal de contar, a vila era tão pequena que não havia sido cartografada nem mesmo em mapas ionianos, quanto mais de outras regiões. Além disso, havia pelo menos uma centena de soldados no local, somado ao fato de que ninguém sabia que Irelia estaria tomando banho ali e naquela hora.
Decidiu espantar esses pensamentos, pelo menos por hora. Merecia esse banho, ou ao menos tentava se convencer disso.
Dentre mais algumas passadas e esfregadas de mão por seu curvilíneo corpo, percebeu as cicatrizes que o marcavam, algumas recentes e outras mais antigas. Percebeu que se encontrava dolorida em algumas regiões, sendo isso consequência das batalhas a poucos dias travadas. A água estava morna estava ajudando a amenizar a sensibilidade, de fato. Mas os hematomas teriam de ser tratados logo depois.
Mais uma vez tentou não pensar nisso.
— Francamente, senhorita capitã – Utilizou da ironia consigo mesma, dando uma quase inaudível risada enquanto continuava com o banho – Você já está até começando a imaginar coisas.
Após algum tempo os ágeis movimentos de fricção cessaram, finalizando o momento com um balde de água morna que Irelia tomou a liberdade de lançar sobre si mesma para o enxágue final. Se viu então livre daquele “desconfortável momento de descanso”.
Ou talvez não
Estava tão distraída com seus pensamentos que só agora haviam encontrado uma brecha para florescerem, após as sangrentas batalhas por território, que nem ao menos havia percebido uma pequena caixa de madeira logo ao lado do balde que havia utilizado para se molhar. Se aproximou então do objeto, era simples, mas bem cuidado. Provavelmente não deveria ter sido utilizada muitas vezes. A general tomou liberdade para se aproximar mais.
— Uma caixa de bandagens – Pensou consigo mesma, tendo sua confirmação ao abrir delicadamente o recipiente. Concluiu consigo mesma que os moradores da tão pacífica aldeia não deveriam fazer tanto uso do equipamento para com finalidades naturais – Faz sentido estar tão bem conservado.
Sentou-se ao chão de pedra e colocou o objeto sobre o seu colo. Era um kite bastante simples, já tinha suas suspeitas a respeito disso. Apenas se questionava se mais ninguém do seu exército precisaria de tais cuidados. Por um momento, até pensou em sair daquela casa de banho e ir ao dormitório mais próximo verificar se não havia nenhum companheiro mais necessitado. Estava sendo piedosa até demais consigo mesma.
Parou para analisar direito: algodões, uma quantidade considerável de gaze e um pequeno recipiente para o iodo. Conhecia bem esses itens, já haviam até virado seus melhores amigos no período pós-batalha. Junto deles tinha um pote contendo uma espécie de limo esverdeado. Muito provavelmente seria algo proveniente de algum tipo de erva medicinal.
Separou os itens logo a sua frente. Agora começava a parte chata.
E dolorida.
“Vamos logo com isso”
A porta atrás de si se abriu bruscamente. A general cobriu de imediato suas vergonhas a fim de quem havia chegado não a visse em um momento constrangedor, colocando sua toalha logo depois. Ficou de pé, se colocando em guarda logo em seguida. Sua respiração estava acelerada e sua mente atordoada.
Começou a reparar melhor na figura que havia chegado: uma vastaya de nove caudas, muito provavelmente de raposa. Era baixa em comparação a Irelia, porém de beleza estonteante. Ao contrário da general, a menor não se encontrava assustada ou com medo, pelo contrário, parecia um tanto aliviada, como se tivesse chegado a tempo de evitar uma tragédia.
Entrou de vez no cômodo em questão, atiçando ainda mais Irelia que reforçou sua guarda. Por instinto os olhos de canídeo da raposa também se mostraram mais alerta, junto de suas orelhas que mudaram em direção a Irelia.
“É ela” Pensou consigo mesma a general “Ou era isso, que estava me observando todo esse tempo”.
A raposa se aproximou um pouco mais, entre passos calmos, mas firmes.
— Está envenenado – Disse a vastaya, se acalmando um pouco mais, na esperança de incentivar a general a fazer o mesmo.
Sua voz era doce e frágil, se fosse palpável seria macia feito algodão. Irelia, mesmo que inconscientemente se entregava aos poucos aquela súplica, ainda que muito assustada.
— Consigo sentir o odor desta planta de longe – Continuou procurando se acalmar ainda mais e não hesitando em seus passos em direção a maior.
— Não se aproxime – Alertou a general, visivelmente irritada. Aparentemente não gostava de ser pega de surpresa – Ou irei cortar fora essas suas nove caudas...
— Urtiga – Proferiu em baixo tom e se aproximando mais da maior, que ficava cada vez mais espantada – Normalmente fariam bem ao ferimento e o inchaço. Porém, essas não foram cultivadas aqui nessa região, e poderão ter o efeito contrário se aplicadas sem o devido cuidado.
A raposa, então, com delicadeza para não produzir movimentos bruscos afim de assustar ainda mais a maior, recolheu uma pequena sacola de couro que guardava atrás de seu vestido simples e esbranquiçado. Era visível como fazia tudo com tranquilidade, como se não tivesse medo nenhum da general, e que, se quisesse, já teria travado uma batalha contra a mesma a tempos. Era duvidoso se a vastaya queria de fato lhe fazer mau, Irelia pensava consigo mesma.
— Não! Você não sabe do que está falando. Pode ter escutado de alguns guardas enquanto conversavam – Irelia acusou, se afastando um pouco mais e procurando brechas para atacar, caso necessário.
— Esqueci de lhe avisar, mas não te farei mal algum – Disse a raposa, se abaixando e abrindo sua guarda para qualquer tipo de ataque. De fato, não estava assustada com a presença de Irelia.
Posicionou sua pequena bolsa no chão, sendo que ao se levantar fez um pequeno gesto de reverência, provavelmente a general que ainda se encontrava assustada. A vastaya abriu então um pequeno sorriso, procurando acalmar a maior.
— Posso cuidar disso para você — A vastaya continuou, se aproximando ainda mais da general que até o momento continuava estática — Na verdade eu faço até questão disso – Completou a raposa, que embora a primeiro momento estivesse falando sobre os hematomas, a lascividade em sua voz dava a qualquer um ter a liberdade de interpretar de outra forma.
Irelia engoliu em seco. Deveria atacar. Não. Deveria era fugir daquele alucinante ser, cujo a voz e aparência eram as coisas mais lindas e tentadoras que já teve o prazer de agraciar. Não fazia ideia dos perigos que a raposa escondia consigo, mas de uma coisa tinha total certeza: A tentação, essa com certeza, era a sua maior arma.
Tentou dar alguns passos para trás, não percebendo a parede de madeira do estabelecimento. Deslizou com suas costas, ficando sentada, sem conseguir tirar os olhos da figura que se aproximava cada vez. Fechou os seus olhos ao finalmente sentir as mãos delicadas tocarem o seu corpo desnudo, tirando pela toalha. Gemeu de aflição ao sentir as vermelhidões de sua pele sendo tocadas pela estranha.
Estava totalmente assustada, mas era estranho. Irelia sempre estava um passo à frente na dança com seus inimigos. Mas dessa vez era diferente. A maior não queria resistir. Não queria revidar.
Ela sempre revidava...
— Pronto – Disse a voz calma da raposa, aparentemente de bom humor, como se tivesse finalizado com algo que a incomodava.
Irelia abriu seus olhos lentamente, se deparando com o rosto angelical da vastaya que sorria como uma criança alegre. Por algum motivo estranho, Irelia se sentiu mais confortável com aquele sorriso.
O que aconteceu...
Se levantou quase de imediato, levantando seus braços para observa-los. Os ferimentos haviam sido curados, todos em enfaixados e as vermelhidões bem tratadas com as essências que a raposa aparentemente havia trazido consigo. Já não doía tanto quanto antes, na verdade, mesmo com toda a sua experiência em combates e períodos após os ocorridos, Irelia não poderia dizer que faria melhor.
De fato, algo havia acontecido. Era essa a recompensa de ter lutado por sua terra? Será que a dona do lavabo havia incluído isso em seu banho?
Tentou deixar de lado tais pensamentos confusos. Já havia pensado demais, e ela não era muito disso quando não estava planejando algum tipo de estratégia. Respirou fundo e suspirou, o que aparentemente deixou a raposa com uma expressão curiosa em seu rosto.
— Obrigado – Disse a general, sincera em suas palavras, e um tanto envergonhada pela situação.
Um grande sorriso se formou no rosto da vastaya, mostrando os seus dentes canídeos. Quem diria que uma selvageria dessas entendesse de como tratar alguém.
— Mas eu não entendo, por que você... — Tentava achar as palavras certas para questionar o porquê da raposa não a ter atacado, mas ao mesmo tempo não soar rude – Por que eu não...
— Não me atacou? — A menor interrompeu Irelia, soltando uma pequena risada logo em seguida — Não se martirize, você não é a única que já me olhou daquela forma
Os olhos de Irelia se arregalaram. Então era isso, um feitiço. De fato, seria um eufemismo dizer que a raposa era uma beldade. Mas mesmo assim, apenas um ser mágico conseguiria hipnotizar alguém daquela forma. Culpou a si mesma por alguns segundos por não ter esperado isso de uma vastaya, mas logo em seguida riu com a própria falha.
— Eu já disse, pare de ficar se culpando – Disse a raposa, entrando no jogo da general e rindo junto dela – A propósito, poderíamos ter continuado, se a general assim preferisse – Terminou a menor, voltando a embebedar suas palavras em malícia, seguida de sua expressão sugestiva em seu rosto.
Irelia nada respondeu, apenas tentando virar o rosto, visivelmente corada, o que a fez a raposa rir mais uma vez. Logo a maior se recompôs, parecendo um pouco mais centrada.
— Enfim — Começou Irelia — Me diga o seu nome, nove caudas.
A vastaya voltou a sua expressão feliz.
— Muito prazer, capitã Irelia – Respondeu se curvando — O meu nome é Ahri.
What do you want to do ?
New mailCopy
Fale com o autor