Notas iniciais
Bem vindos ao meu projeto de fic, bem, desculpem pela fuga radical do infantil e tal, mas eu prefiro mais adrenalina ^-^
Espero que gostem!!!!!

Naquela noite a Lua Cheia brilhava junto com as estrelas no céu escuro, era outono e, por isso, o vento estava frio, as folhas sacudiam e valsavam em meio á paisagem agitada, todos pareciam ocupados demais em seus próprios mundos, andavam apressados e com as faces focadas em seus celulares. Em uma das grandes árvores de um parque próximo, uma moça cochilava inquieta, remexia-se para um lado e para outro, ressonava despreocupada, ninguém parecia notá-la para repreendê-la. Não mais que de repente uma fina garoa teve início, a moça acordou sobressaltada e xingando, pegou uma pequena bolsa gorda e desatou a correr, não gostava de chuva...

Ela desviava de todos como se sua vida dependesse disso, era como se ela soubesse o que tinha que fazer antes de ver o obstáculo, parecia uma dança, uma coreografia ensaiada exaustivamente, mais uma vez ninguém sequer a ouvia, ela era um fantasma para eles, inclusive para os carros, a moça apertava os olhos de raiva, odiava a chuva com todas as suas forças, finalmente chegou à um estacionamento coberto, com um sorriso ela parou de correr, pulou o portão como se esse tivesse a altura de um centímetro quando na verdade era colossal e forrado de cerca elétrica e arame farpado, era sua natureza saber escapar.

Aterrissou suavemente e sem emitir nenhum ruído, mas mesmo assim um cachorro grande e preto notou sua presença e avançou, ela abriu ainda mais o sorriso e tirou um pedaço de carne crua da bolsa, tacando este para o cachorro que abocanhou-o ainda no ar, ela continuou andando e falou para o cachorro ás suas costas:

-Eu achei no lixo do açougue semana passada- O cachorro olhou a carne que antes estava mastigando, mas logo seus olhos brilharam e ele pouco deu importância ao comentário.

Ela chegou em um canto do estacionamento onde uma moto ficava estacionada, pendurou a bolsa no guidão e sacudiu a cabeça como um animal, os cabelos castanho escuros estavam levemente úmidos pela garoa, o que deixava-os brilhantes, no topo da cabeça estava um par de orelhas felpudas cinza com linhas pretas, orelhas de... Algum bicho estranho certamente, a pele em um tom indeciso entre o branco e o moreno tinha pontos brilhantes por conta do suor da corrida e da água da garoa. A moça estava com uma blusa preta colada ao corpo por um corset também preto, a blusa proporcionava um decote realmente notável, uma calça preta também justa estava esfolada no joelho esquerdo, por fim ela usava um coturno preto. Os cabelos castanhos caíam desordenadamente até os ombros, ela bocejou e foi para uma espécie de casinha onde havia o painel de controle, agitou as mãos como se fossem patas, ela usava luvas pretas sem dedos.

Um homem cochilava em uma poltrona em frente á um TV onde se viam todos os locais vigiados pelas câmeras, ela sorriu, iria ser fácil demais... Rapidamente a moça abriu o painel de controle das luzes e a tampa dos interruptores, trocou alguns fios, destruiu outros, finalmente tampou tudo e terminou, seria maravilhoso ver o resultado, pena que ela provavelmente não estaria ali e... Espere um pouco... Aquilo foi uma buzina???? Oh Deuses! Uma buzina! O homem acordou sobressaltado e apertou o interruptor para ligar a luz, mas esta não ligou, em vez disso as imagens da TV começaram a dançar, o homem arregalou os olhos e tentou mexer no controle remoto para consertar, de repente a luz começou a piscar como em uma balada. Nessa altura a moça rolava de rir, tanto que a chave da moto que pretendia roubar caiu de seu bolso em um estardalhaço, o homem encarou as chaves e estreitou os olhos:

-Stígur- A moça sorriu e bateu palmas, mas parou ao ver o homem gargalhando de sua própria conclusão- Stígur não existe, é só uma historiazinha boba...

-EU EXISTO SIM!!!!!!!!- A moça gritou, mas o homem não ouviu e passou por ela como se fosse um fantasma- Eu estou aqui...- Ela soluçou e uma lágrima solitária escorreu pelo rosto alvo, ninguém a via, ninguém acreditava nela.

Ah sim caro leitor, creio que nem mesmo você a conheça, pois bem, esta moça esquecida, essa lenda urbana de pouca popularidade é Prig Stígur a causa dos roubos, trapaças e vandalismos em todo o mundo. A moça secou as lágrimas e agitou os dedos nervosos, em cada um havia um símbolo estranho, cada um significava algo relacionado á sua habilidade em roubos. Ela saiu e viu que a chuva havia parado, pegou a bolsa do guidão da moto e saiu andando, pulou o portão e rumou o parque onde havia cochilado mais cedo, agora o movimento da rua já havia acabado, só era visível linhas finas de uma areia dourada, essas linhas flutuavam, cada uma ia para uma casa, a moça sorriu e sussurrou:

-Sandman, sempre na hora certa...

Ela tomou impulso e pulou para o telhado, começou a passar a mão por uma das trilhas de areia, a quantidade de areia que saia formava lindos desenhos, fadas, pôneis, castelos... Típicos sonhos de crianças... Crianças, essas criaturinhas maravilhosas que mantém uma crença firme na cabeça, mas não a crença de Prig, ninguém mais a conhecia, de vez em quando ouvia alguém falar brincando "foi a Prig hein?", mas isso era só uma expressão, logo, ninguém acreditava nela, ela era como um fantasma, decerto era bom na maioria das vezes, mas de vez em quando a solidão batia...

Uma gota gelada caiu na ponta de seu nariz levemente arrebitado, ela suspirou e logo uma fina garoa começou, ela se pendurou no telhado com uma mão e com a outra puxou um grampo de seu bolso, torceu-o na fechadura da janela, destrancou, abriu e entrou, havia uma criança lá, com cabelos castanhos, um cachorro ressonava aos seus pés, um galgo. Ela sorriu ao ver que a criança sonhava com a Fada do Dente, provavelmente um dente dele havia caído, ela se acomodou no armário próximo a cama e ficou ali sentada, só observando o garoto ressonar tranquilo...

Notas finais
É realmente pequenino o capítulo, mas é só um piloto de teste para a fic, só uma familiarização para com a personagem. Gostaram??? Nem que tenha ficado uma porcaria, comentem, se quiserem podem me xingar ou só dizer oi... Só comentem para eu saber que alguém leu ^-^
Obrigada por tudo e talvez até a próxima...