Pride and Prejudice
29 Capítulo 29
Notas iniciais
Saí do quarto frustrado, chateado, eu estava péssimo, eu a queria de volta, daquele jeito dela feliz, com os olhos brilhantes que ela tinha, que agora eu já não conseguia mais ver esse brilho em seus olhos. Estava sentado no sofá, ouvi passos na escada e vi que era ela, céus ela estava linda, perfeita.
–Onde você vai?
Perguntei quando vi ela se preparando para sair.
–Acho que isso não te diz respeito.
Falou ríspida.
–Como não me diz respeito? Eu sou seu marido, você carrega um filho meu!
Ela riu irônica.
–Me poupe Damon.
Elena foi andando até a porta e saiu sem a menos olhar para trás.
As horas se passavam, nada dela aparecer, fiquei vendo o tempo passar, eu estava com raiva, muita raiva. Como ela se atrevia a fazer isso comigo, será que ela estava com outro? Será que eu a perdi para sempre? Aquelas perguntas não tinham resposta, o dia estava no fim e nada de Elena aparecer.
Coloquei uma dose tripla de whisky no copo e continuei na sala esperando. 7 horas, 8 horas, 9 horas e nada dela. Ouvi a porta da frente se abrir e lá estava ela despreocupada.
–Onde você estava Elena?
Perguntei ríspido, não estava nem aí se estava sendo grosseiro, estava furioso.
–Não te interessa.
–Como não interessa? Onde. você. estava?
Falei entre dentes.
–Para de tentar fingir que se preocupa comigo Damon! Já falei que não combina com você.
Suspirei tentando me acalmar, mas foi em vão.
–Você só pode estar maluca Elena! é claro que me preocupo com você.
–Sim, com certeza, você se preocupa por que tem pena de mim não é mesmo.
Seus olhos estavam marejados, mas sua expressão era dura.
–Para de dizer isso!
Joguei o copo no chão, os vidros se espalharam e um acabou cortando meu pé.
O sangue vívido começou a sair fortemente, senti os braços de Elena me guiarem até o sofá.
–Sente, vou pegar algo para estancar o sangue.
Ela saiu da minha vista.
–-----------------------------------------------------------------------------------
Céus, como esse homem podia ser tão grosso e desastrado ao mesmo tempo?
Seu rosto ficou pálido na hora em que ele viu o sangue escorrer do seu pé, talvez ele tivesse nojo de sangue, quem sabe. Mas nada justificava sua grosseria, eu não iria responder onde eu estava, mesmo que eu tivesse ido ver alguns apartamentos na cidade, estava decidida a ir embora quando meu filho nascesse, eu não queria mais sofrer, era doloroso demais estar debaixo do mesmo teto que Damon sabendo que ele amava outra e que só me queria por perto pra ter alguém pra ele se deitar quando se sentisse sozinho, eu não queria fazer esse papel, mesmo o amando profundamente, eu tinha que me amar e amar meu filho em primeiro lugar, mesmo que significasse minha infelicidade. Fui até a cozinha e enchi um recipiente com água fria, peguei alguns algodões, gaze e esparadrapo, peguei também uma pomada para cicatrizar o ferimento. Voltei para a sala e me ajoelhei na sua frente, peguei seu pé e coloquei no meu colo, molhei o algodão na água e comecei a limpar o corte.
–Ai!
Damon fez uma cara feia.
–Fique parado, ou você quer que sangre mais?
Falei sem encara-lo. Continuei limpando o corte, por sorte não foi fundo.
–Foi um corte superficial, você vai sobreviver.
Ele bufou irônico. Coloquei a pomada e fiz um curativo por fim.
–Onde aprendeu a fazer tudo isso?
Ele perguntou me encarando.
–Eu tive duas irmãs mais novas, sempre ficava de olho nelas para ajudar minha mãe, quando elas se machucavam eu cuidava dos seus ferimentos.
Dei de ombros. Damon sorriu.
–Você será uma ótima mãe.
Senti seu olhar queimar minha face, e temi estar terrivelmente corada, apenas abaixei a cabeça e me levantei.
–Eu sei que serei, por que sou capaz de tudo pelo meu filho. E se você está tão curioso em saber onde eu estava hoje, vou dizer: eu tomei uma decisão Damon- Suspirei- Fui na cidade ver apartamentos, quando o meu filho nascer, eu vou embora.
Seu rosto empalideceu e eu poderia jurar que vi tristeza em seu olhar.
–Não Elena, você não pode fazer isso comigo! Não pode me fazer passar por um luto novamente, eu não suportaria.
Sua expressão era definitivamente triste.
–Não posso ficar Damon, não aguento essa vida, eu não tenho o seu amor, também não quero seu desprezo. Você diz tanto que não posso te separar do meu filho, mas há um tempo atrás você nem o queria!
Senti as lágrimas ameaçarem sair dos meus olhos.
–Eu queria que fosse fácil assim, amar você...
Ele disse. Fechei meus olhos com força para não chorar, mas foi em vão.
–Eu sei que você não me quer e a mulher que você ama não sou eu, mas eu tenho direito de ter uma vida além de você, quem sabe eu encontre um homem que realmente me ame e...
Sua risada me interrompeu.
–Não vejo qual é a graça.
Disse irritada com o seu desdenho.
–Ah, por favor Elena! Você não pode estar com outro, por que ainda é casada comigo, você não ia gostar que eu tivesse outras mulheres.
–Ter só uma tudo bem né! A Katherine! Quer saber Damon? Eu não me importo mais, eu não sinto mais aquela admiração por você, se quiser sair com todas as mulheres desse mundo não me importa, faça o que quiser! Acabou Damon, eu cansei.
Subi as escadas tremendo de raiva, entrei no meu quarto e chorei, por que as coisas tinham que ser assim? Por que tudo tinha que ser tão difícil? Passei a mão em meu ventre, tentando me acalmar, eu sabia que fazia mal para o meu filho, tentei respirar fundo e parar de chorar, mas foi em vão, as lágrimas continuavam a cair. Entrei no banheiro, tirei minhas roupas devagar e entrei no chuveiro, fechei os olhos e deixei que a água me relaxasse, fiquei ali por um tempo aproveitando que minha cabeça estava vazia,mas meu coração pesava uma tonelada. Desliguei o chuveiro e coloquei meu roupão, escolhi uma camisola fresquinha e penteei meu cabelos. Fiquei na cama olhando para o teto, eu não tinha ideia de que horas eram, ouvi um barulho lá em baixo, como se algo tivesse caído, olhei do alto da escada e olhei Damon tropeçando em tudo, desci as escadas o mais rápido que pude.
–Damon!
Chamei sua atenção.
–Pare de gritar Elena.
Sua fala estava enrolada e seu cheiro de bebida deixava bem claro que estava muito bêbado.
–Céus, você bebeu!
Ele tentou falar algo, mas eu não entendi, me coloquei de apoio pra ele e o ajudei a subir as escadas. Eu o levei até o banheiro e tirei suas roupas e liguei o chuveiro na água fria.
–Ai, ta gelada!
–Vai acabar logo, coloque o pé com o corte apoiado na banheira.
Ele obedeceu, sua posição ficou tão engraçada que eu não pude evitar de rir.
–Do que você está rindo?
Sua expressão ficou séria.
–Nada.
Respondi. Lavei seu corpo todo, a vontade estar nos seu braços me matava por dentro, mas eu sabia que só eu sairia machucada. Terminei aquilo o mais rápido que pude. Peguei uma roupa limpa e dei pra ele. Damon vestiu uma calça de moletom e uma camiseta, céus, ele estava lindo.
–Ai!
Não consegui suprimir, senti uma pontada nas minhas costas, aquele colchão era realmente terrível, mas eu não daria o braço a torcer.
–O que foi?
Damon chegou mais perto de mim.
–Não foi nada. Eu vou para o meu quarto.
Fui saindo, mas senti sua mão me puxar.
–Sente-se, eu tenho algo pra falar.
Ele disse e eu me sentei na cama. Damon se ajoelhou na minha frente, acariciou meu ventre e deu um beijo.
–Elena, eu amo nosso filho, não posso ficar longe dele por que o amo, não suportaria.
Ele beijou minha barriga novamente e eu senti meus olhos marejados, eu sabia que el poderia estar falando aquilo por que estava bêbado, mas eu curti cada minuto daquilo. Quando eu vi estava acariciando seu cabelos.
–Filho ou filha, mexe pro papai.
Como se nosso filho entendesse, deu um grande chute. Os olhos de Damon se arregalaram.
–Isso foi ele?
Perguntou sorrindo, eu assenti.
–Ah meu amor, esse seu pai bobo nem tinha sentido você ainda.
Ele continuava falando com a minha barriga e dando beijos, nosso filho continuou chutando pra ele.
–É só ele ouvir sua voz que fica me chutando assim.
O olhar de Damon estava maravilhada, ele alternava seu olhar pra mim e para minha barriga, eu deixei minhas lágrimas escorrerem, eu esperei esse momento e foi melhor do que eu imaginei. Mesmo Damon não me amando, ele amava nosso bebê e isso pra mim bastava.
Fale com o autor