Pride And Prejudice

1 Capítulo 1: Pride and Prejudice


Notas iniciais
Algumas das minhas cenas preferidas do filme Orgulho e Preconceito com personagens diferentes. O finalzinho, para quem já leu o livro e/ou assistiu o filme, sabe que não acontece de verdade. O final é meu.
Para não ficar muito longo, há algumas falas que eu cortei. Mas não faz muita falta.
Boa Leitura:

Pride and Prejudice

Ele havia acabado de entrar no salão. Não queria ir a um baile de plebeus, mas seu Blásio insistira. Todos pararam e os encararam. Os três. Draco Malfoy, Blásio Zabini e Pansy Zabini. Os dois últimos eram irmãos. Pansy tinha uma expressão azeda. Não queria estar ali. Era uma dama e não devia se misturar com a plebe.

Blásio tinha um grande sorriso. Os três se dirigiram para um canto e todos voltaram a dançar e conversar animadamente. O assunto era óbvio. O que o incrivelmente rico do Sr Malfoy fazia em uma festa em um pequeno vilarejo que era Hogsmead?

Um tempo depois, uma senhora gordinha se aproximou com um grande sorriso. Se apresentou como Molly Bennet. Apresentou também as suas filhas: Luna, a mais velha, Hermione, Padma, Parvati e Gina. O Sr Malfoy continuava a não demonstrar expressão.

Padma e Parvati eram inseparáveis e, assim como a mãe, só pensavam em arrumar marido. Gina preferia passar seus dias tocando piano e não pensava em romances. Luna e Hermione eram irmãs mais velhas e melhores amigas. Molly tinha muito apresso por sua filha mais velha, loira e de belos olhos azuis, era a moça mais bonita de Hogsmead. Pretendia arranjar casamentos vantajosos para suas filhas.

Hermione não pensava tanto em romance. Gostava de ler e tinha suas opiniões próprias. Preferia encontrar um marido que a entendesse, e não um homem muito rico que não se importasse. Mas estava feliz por sua irmã. O Sr Zabini parecia muito interessado em Luna e já dançara com ela várias vezes.

Molly não podia estar mais feliz. Hermione apenas estava intrigada com o amigo do Sr Zabini. Sr Malfoy. Ele era muito rico, e alvo de conversas, mas não parecia disposto a demonstrar uma expressão de tédio, no mínimo, como fazia Pansy.

Encontrou sua amiga, Lilá, a garota já passara da idade de se casar e algumas pessoas já falavam mal dela, mas Hermione não se importava. Era reconfortante conversar com ela.

-Eu não dançaria com ele, nem por toda Hogwarts. – Disse Hermione ao ouvir o Sr Malfoy dizer ao Sr Zabini que a sua companhia era apenas... Tolerável. Ambas riram após o comentário da garota.

-A sua amiga, Srta Brown é muito divertida. – Disse o Sr Zabini em uma conversa em que Molly já estava bêbada.

-Ah, eu a adoro! – Exclamou Hermione.

-Pena que ela não seja mais tão bonita como antes.

-Mamãe. – Protestou Hermione.

-Mas Luna jamais admitiria, é claro. Quando tinha quinze anos, houve um rapaz tão apaixonado por ela que eu pensei que faria o pedido. Mas ele apenas escreveu alguns versos...

-E esse foi o fim! – Interrompeu Hermione – Quem diria que a poesia podia afugentar o amor?

-Pensei que a poesia fosse o alimento do amor. – Disse o Sr Malfoy.

-De um amor que seja verdadeiro. – Concluiu Hermione – Mas se é apenas uma vaga inclinação, estou convencida de que um péssimo soneto acaba com tudo.

-Então, o que recomenda para encorajar a afeição? – Perguntou Draco.

-A dança. –Disse Hermione – Mesmo que o parceiro em questão seja apenas tolerável.

A música recomeçou. Hermione se curvou para o Sr Malfoy e saiu com um sorriso. Tinha dado a resposta que pretendia, ao que o mesmo havia dito sobre ela.

***

Um baile foi realizado pelo Sr Zabini, em Hogsmead. Era particular e as Bennet haviam sido convidadas. Hermione estava um pouco nervosa. Um primo delas que era pastor, Ronald Weasley, havia chegado a pouco na cidade. Ele havia herdado a casa onde sua família morava e parecia estar interessado nela. Pretendia arranjar uma noiva, mas ela não desejava isso. Na verdade, repudiá-va tal possibilidade.

O Sr Weasley tinha uma benfeitora, que era tia do Sr Malfoy. E parecia falar sobre isso em toda a oportunidade que recebia. Hermione já estava entediada das conversas do primo, então saiu para andar pelo salão, junto com Lilá após uma dança com este. Elas riam da expressão que o Sr Weasley havia feito quando Hermione o deixara no meio do salão de dança. Ele havia dito que “Era de sua intenção e de sua audácia permanecer junto a ela durante o baile”. Pararam quando encontraram o Sr Malfoy.

-Concede-me a próxima dança, Srta Hermione?

-Sim. – Ela respondeu.

Ele fez uma leve mesura e se dirigiu ao salão de dança. Hermione tinha os olhos arregalados. Puxou Lilá para uma área escura, onde não havia ninguém e perguntou:

-Eu acabei de concordar em dançar com o Sr Malfoy?

-Posso dizer que vai achá-lo muito agradável. – Afirmou Lilá.

-Mas vai ser uma inconveniência já que eu jurei detestá-lo por toda a eternidade!

Lilá sorriu e Hermione a acompanhou. Correram para o salão de dança, pois a próxima música já iria começar.

-Adoro esta dança. – Disse Hermione.

-É de fato, muito revigorante.

O Sr Malfoy parecia não saber o que dizer. Parecia não saber como manter uma conversa, pois não se dignou a prosseguir.

-Sua vez de falar algo, Sr Malfoy. Eu falei sobre a dança, agora o Sr deveria comentar algo sobre o tamanho do salão, ou o número de casais.

-Ficarei feliz em agradá-la por favor, diga-me o que gostaria de ouvir.

-A resposta serve, por ora. – Disse ela. – Talvez depois eu observe que os bailes particulares são mais agradáveis do que os públicos. Mas por ora fiquemos em silêncio.

-É costume seu, falar em quanto dança? – Perguntou ele.

-Não. – Hermione disse depois de se permitir um sorriso – Eu prefiro ser insociável e taciturna.

Quando terminaram a dança, Hermione parecia um pouco perdida. Durante a conversa não percebera a quantidade de pessoas que estavam presentes. Saiu dali rapidamente após aplaudir os músicos e fazer uma mesura para o Sr Malfoy.

***

Luna recebera uma carta de Pansy, irmã do Sr Zabini que dizia que eles partiriam dali e encontrariam com Annelise, irmão do Sr Malfoy e que ela também já considerava uma irmã. Não podia ser mais clara para dizer que seu irmão se casaria com ela.

Tempos se passaram. Lilá se casou com o Sr Weasley, salvando Hermione após ter recusado o pedido de casamento. Fora visitar sua amiga e eles foram convidados para um jantar na casa da Sra Black. A benfeitora do Sr Weasley. Lá encontraram com o Sr Malfoy.

Hermione estava desolada. Fora ele que separara o Sr Zabini de Luna, sua irmã. Estava na chuva, chorando após a descoberta quando o Sr Malfoy se aproximou dela.

-Srta Hermione – Ele falou tudo de uma vez – venho lutando em vão e não mais posso suportar. Esses meses passados tem sido um tormento. Vim a Rosings com o objetivo de vê-la. Tinha que vê-la. Luto contra o meu bom-senso de expectativas de minha família e inferioridade de seu nascimento, minha posição e estas coisas. Mas estou disposto a colocá-las de lado e pedir que dê um fim em minha agonia...

-Eu não compreendo...

-Eu a amo. – Hermione ficou sem fala – Ardentemente. Dê-me a honra de aceitar minha mão.

-Ah... Eu... Eu aprecio a dor que tenho lhe causado e sinto muito pela dor que lhe causei. Acredite, foi algo inconsciente.

-Essa é a sua resposta?

-Sim, senhor.

-Está... Está rindo de mim?

-Não.

-Está me rejeitando. – O Sr Malfoy parecia quase descrente.

-Eu sei que os sentimentos, que como me disse, prejudicaram o seu bom-senso vão ajudá-lo a superar.

-Posso perguntar porque, com tão pouco esforço assim, me repele?

-E posso igualmente indagar que com tão evidente intenção de me insultar, escolheu dizer que gosta de mim apesar de seu bom-senso? Se sou inadequada então essa é uma desculpa, mas eu tenho outras razões. O Sr sabe que eu tenho! – Ela aumentou o tom de voz.

-Que razões?

-O Sr acha mesmo que eu poderia aceitar um home que arruinou, talvez para sempre, a felicidade de uma irmã muito amada? – Ele ficou sem fala – O Sr nega, Sr Malfoy? Que o Sr separou um jovem casal que se amava, expondo seu amigo a censura de seu mundo de capricho e a minha irmã esperanças desfeitas?

-Eu não nego.

-Como o Sr pode?

-Eu acreditava que a sua irmã era indiferente.

-Indiferente?

-Eu os observava e compreendi que a ligação dele era mais profunda que a dela.

-Mas isso porque ela é tímida! – Hermione ergueu o tom de voz novamente.

-Zabini é muito modesto e se convenceu de que ela não sentia o mesmo por ele!

-Porque o senhor sugeriu!

-Fiz apenas pelo bem dele! – Ele também aumentou o tom de voz.

-Minha irmã mal demonstra os seus verdadeiros sentimentos para mim! – Hermione gritou.

***

Depois da Sra. Black a casa dos Bennet, Hermione correu para o seu quarto e chorou. O Sr Malfoy tinha uma noiva prometida a ele quando criança e agora sua tia vinha reclamar dos direitos da filha. Não conseguiu dormir. Então saiu da cama que dividia com Luna e permaneceu acordada, pensando.

Quando o sol estava nascendo, foi andar. Caminhou até a campina. Ao longe viu a silhueta de um homem. O Sr Malfoy vinha na direção dela.

-Não pude dormir. – Ela disse quando ele parou, próximo a ela.

-Nem eu. – Disse ele. – Minha tia...

-Sim. Ela esteve aqui.

-Como posso me desculpar por tal atitude?

-Depois do que o senhor fez por Padma, e suspeito que por Luna também, não tem razão porque se desculpar.

-Deve saber e por certo sabe que fiz por você. É muito generosa para troçar de mim. Acredito que falou com a minha tia na noite passada e isso restaurou em mim uma esperança a qual nunca me permiti antes. Se seus sentimento ainda são os mesmos diga-me de uma vez. Minha afeição e desejo não mudaram. Mas uma palavra sua me silenciará para sempre.

Ele se aproximou e continuou:

-Se, contudo, os seus sentimentos mudaram, eu devo dizer que você enfeitiçou o meu corpo, minha alma e eu a amo. Eu a amo. Eu a amo. Anseio para que não fiquemos separados a partir de agora.

Ela suspirou. Se aproximou e disse:

-Pois então – tocou seus lábios na mão do Sr Malfoy – Que mãos frias.

Ele assentiu e aproximou o rosto da Hermione do dele. Selando-lhe com um doce e calmo beijo. Ela havia aceitado. Com certeza ela não era indiferente a ele. Essa seria a desculpa que Arthur, seu pai, usaria para não permitir o casamento. Mas ao perceber do engano, aceitaria. Eles seriam felizes. Como os livros de romance que Hermione lia.

Para Sempre.

Notas finais
Para quem nunca leu e/ou assistiu. a partir do beijo até o final, é uma parte criada por mim. Como eu ainda não li o livro, a narração não está parecida com a da incrível Jane Austen.
Para os fãs de Dramione, vocês já devem saber que há belas histórias trouxas que se encaixam com nossos shippers mágicos. Como nesse caso. Espero que tenham gostado.
Bjos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!