Notas iniciais
Boa leitura !

Capitulo dois.

“Vocês não sabem o que estava se passando no resto da minha vida. Em casa. Nem mesmo na escola. Não sabem o que se passa na vida de ninguém, a não ser na de vocês. E quando estragam alguma parte da vida de uma pessoa, não estão estragando apenas aquela parte. Infelizmente, não dá para ser tão preciso ou seletivo. Quando você estraga uma parte da vida de alguém, você estraga a vida inteira da pessoa. Tudo... é afetado”. – Hannah Baker (Os 13 Porquês).

~♥~♥~♥~

– De o que?

Ele olhou em volta no corredor para ver se alguém tinha escutado meu grito.

– Posso entrar? É desagradável falar disso em um corredor.

Assenti e abri passagem para ele. Fechei a porta e o pedi para que se sentasse no sofá.

– Senhorita Ino, porque não toma um banho enquanto eu converso com sua amiga? – Ele falou calmamente, olhando nos olhos de Ino.

Ino me apertou mais no abraço e negou com a cabeça.

– Não precisa ter medo, está na casa de sua amiga, ela está aqui e eu não vou deixar ninguém entrar para te machucar, tudo bem? – Ele continuou calmamente.

Ino assentiu e tirou a coberta do corpo.

– Ino, — Falei horrorizada – o que fizeram com você?

Seu corpo estava cheio de cortes e sua roupa encharcada de sangue.

– Eu explico, pode ir. – O delegado falou e pegou a coberta das mãos dela.

Ino foi para o quarto e eu olhei para o ruivo.

– Quem foi o filho da puta que fez isso com minha amiga? – Perguntei irritada. Eu vou matar esse canalha.

– Acredite, sei como se sente. Sou completamente contra violência a mulheres. – Ele suspirou.

– Me conte. – Pedi.

Ele se sentou.

– Eu estava indo para casa e parei em um semáforo. Ouvi um grito de socorro e fui ajudar. Infelizmente, o estuprador era um sádico, a encontrei toda machucada e ele estava rasgando a roupa dela, eu o prendi e pedir reforços. Mas ela estava tão em choque, que não queria me soltar. Ficou agarrada em mim ate mesmo na delegacia e quando pedimos um nome, ela disse o seu, então eu a trouxe para cá. Mas ela está assustada, com certeza ficará traumatizada e precisará de acompanhamento psicológico.

Fiquei alguns minutos em silencio enquanto absorvia as palavras, depois, suspirei.

– Graças a deus o senhor estava passando por lá. Não quero nem pensar no que teria acontecido.

Ino apareceu vestida em um dos meus pijamas.

– Sakura, meus machucados estão doendo.

Sorri amavelmente para ela.

– Já vou cuidar deles.

O delegado se levantou.

– Bom, eu já vou indo, boa noite senhoritas.

O acompanhei até a porta e quando voltei para o sofá, Ino sorriu levemente.

– Ele é super gato, né?

Eu ri baixinho.

– Ino, você não muda mesmo.

~♥~♥~♥~

06h00min.

Eu parecia um zumbi comendo cérebro, enquanto tomava café, aquele seriado, The Walking Dead poderia muito bem me contratar.

Fiquei a noite toda acordada com Ino, já que sempre que ela cochilava, tinha um pesadelo e acordava gritando por mim ou pelo delegado.

Ele se tornou o herói dela.

Cheguei à Petrolífera as 06h50min e Sasuke ainda não tinha chegado. Fiquei arrumando umas coisas e logo Sasuke aparece, com enormes olheiras roxas, e com um perfume maravilhoso.

– Bom dia! – Cumprimentei.

Ele nem me olhou.

– Hn. – Resmungou e entrou na sala.

Hn? O que diabos é Hn?

Deixa para lá, vou trabalhar que ganho mais.

~♥~♥~♥~

10h17min.

O elevador abriu e por ele saiu um senhor de cabelos negros um pouco grisalhos e olhos negros.

– Bom dia, posso ajuda-lo?

Ele me olhou com nojo.

– Diga ao Sasuke que Fugaku está aqui.

Frio como gelo. Se não me engano, esse é o pai de Sasuke.

Assenti e peguei o telefone da linha direta.

– Hn? – Atendeu Sasuke.

– O senhor Fugaku está aqui e deseja vê-lo.

Completo silêncio.

– O que disse? – Sasuke perguntou meio chocado.

– O senhor Fugaku está aqui e deseja vê-lo. – Repeti. Ele ficou surdo agora?

Mais um pouco de silêncio.

– Sakura, fique quieta e escute, faça tudo o que eu mandar. – Ele disse meio... Desesperado? – Peça para que ele aguarde um momento e venha para minha sala, ao entrar, tranque a porta imediatamente, entendeu?

Que ordens estranhas.

– Sim senhor. – Falei confusa.

Desliguei o telefone e olhei para o Uchiha mais velho, me levantando.

– Só um minuto, por favor.

Ele assentiu e eu entrei no escritório, trancando a porta assim como Sasuke mandou. Quase imediatamente, senti meu pulso sendo puxado e eu fiquei longe da porta. Olhei confusa para Sasuke e ele parecia aterrorizado.

– Tem certeza que era Uchiha Fugaku?

Uma batida na porta não me deixou responder.

– Sasukezinho, abre a porta para o papai. – A voz de Fugaku soou assustadora do outro lado da porta.

Sasuke suspirou e depois foi até a mesa, pegou um pedaço de papel e anotou alguma coisa.

– Sakura, eu vou ir falar com ele, se eu não voltar em 15 minutos, voce liga para esse numero e conta o que aconteceu, entendeu? – Assenti. – 15 minutos. E não saia daqui de dentro em hipótese alguma. Vou estar na cafeteria aqui do lado.

Ele me entregou o papel e destrancou a porta. Respirou fundo e saiu da sala, fechando a porta logo em seguida.

– Olha só, você cresceu bastante, hein Sasukezinho? – Fugaku disse irônico. – Faz quanto tempo que não nos vemos? Ah é, 12 anos.

– Vamos conversar lá fora, Fugaku. – Sasuke disse friamente.

Ouvi passos e depois mais nada.

~♥~♥~♥~

Quando deu exatos 15 minutos, disquei o numero que Sasuke me entregou.

– Alo? – Uma voz grossa atendeu.

– Com quem eu falo? – Perguntei.

– Uchiha Itachi.

Suspirei.

– Senhor Uchiha, o senhor Sasuke que me deu seu numero, ele precisa de ajuda. – Eu começava a me desesperar, aquele assunto parecia sério.

– O que houve? – Itachi pareceu preocupado.

– O senhor Fugaku apareceu aqui na Petrolífera e...

– O QUE? FUGAKU ESTÁ AI? – Gritou.

É, o assunto é mesmo sério.

– Não, Sasuke saiu para ir falar com ele em uma cafeteria aqui do lado e me pediu para ligar para você se ele não voltasse em 15 minutos.

– Porra, aquele desgraçado do Fugaku... Moça, vá para onde o Sasuke está, eu chego em 3 minutos. Vai rápido.

Desligou o telefone.

Me lembrei da ordem de Sasuke de não sair, mas não importa. Sai correndo do escritório e entrei no elevador.

Quando ele abriu, disparei para fora da Petrolífera, corri pela calçada esbarrando em algumas pessoas e entrei na cafeteria.

Passei os olhos pelo local, o procurando. Nada.

Droga, ele não estava mais ali. Comecei a voltar para a empresa, mas quando passei por uma viela em que jogavam o lixo, ouvi um gemido de dor.

Olhei para lá e não pude conter o grito:

– Senhor Uchiha!

Continua...

Notas finais
Tá muito pequeno, mas preciso deixar mistério para o próximo (que já está pronto).. kkkk Porque será que falaram assim do Fugaku ? O que será que aconteceu com o Sasuke ? D: Bom, descobrirão depois de amanhã! kkkk Até logo.. :* P.S.: Obrigada pelos lindos comentários... ♥