Notas iniciais
Mais um! * E com surpresinhas :D * . . ** Contém link de música camuflado **

– O QUE? – Berrou Caroline surpresa. – Um antepassado meu, um Forbes? Tem certeza?

– Absoluta!... Esse filho da mãe... – Damon era quem caminhava de um lado para o outro da sala agora.

– O James, mas logo o James!... Ele tinha sido meu amigo... Mas o que ele quer com a Juliana? Ele era apaixonado pela Giuliana... – Stefan falava.

– Você não vê a ligação? Ele é louco, lendo as páginas do Diário de Juliana eu percebi isso, mas ela com sua inocência não! – Damon continuava andando.

– Era isso o que você estava fazendo lá em cima? Lendo o diário dela! – Bonnie ficou irritada.

– Sem drama agora, okay? – Disse Damon parando e encarando a bruxa.

– Dá para alguém pelo menos tentar nos explicar o que está acontecendo? Quem é esse James que sequestrou Juliana? – Jenna tentou aplicar um rumo à situação. Tyler, Elena, Matt, Jeremy e Alaric estavam presentes e em igual confusão.

Damon estava expelindo fumaça pelos ouvidos de tanta ira por James, então cedeu à oportunidade de explicar a Stefan.

– Ele... Era meu colega de escola, em 1864, éramos um tanto amigos, competíamos em ser o número um da turma, mas era uma competição saudável,... Depois de um baile onde ele conheceu Giuliana, passou a frequentar mais minha casa, pensava que era nossa amizade crescendo, mas todos da cidade só descobriram que a verdade era que ele estava apaixonado por ela quando Giuliana faleceu e ele se tornou extremamente recluso... Do tipo que nem saía mais do quarto... Certo dia eu contei a Katherine, que começou a viver com nossa família, que sentia pena dele, ela disse que tinha ficado muito intrigada com ele e queria conhecê-lo... Pouco tempo depois ela o transformou em vampiro, o que provocou muito ciúme meu e de Damon, mas Katherine nos tapeou, convencendo-nos que estava fazendo uma boa ação para livrá-lo da dor... Passando-se mais tempo, ela confessou que fez isso só porque estava entediada, nas visitas que fazia a ele, ela percebeu que ele era psicótico e obsessivo por Giuliana, ou seja, Katherine tinha a curiosidade de saber como seria um vampiro com transtornos mentais... James foi mais um dos brinquedinhos dela. E quando ela armou a história da tumba junto com George Lockwood, ele foi um dos vampiros deixados para apodrecer lá... – Stefan contou cada detalhe que conseguia se lembrar e deduzir. -... O que explica James ter falado que ficou preso por muitos anos imaginando como torturaria Damon.

Todos escutavam vidrados a ele.

– E quem foi o idiota que insistiu em abrir aquela porcaria de tumba?! – Damon falava de si mesmo. Bonnie em um momento quase onírico sentiu uma pitada de pena dele.

– Então tudo se trata de vingança? – Alaric deduziu.

– E o que Damon fez a ele? – Jeremy indagou quase ao mesmo tempo que Ric.

Stefan tentou responder as duas perguntas.

– Sim, acredito que vingança é grande parte do motivo... James odiou e odeia Damon porque Giuliana o amava e não a ele... E Juliana entra nessa história como doppelganger, ele deve acreditar que ela é a reencarnação de Giuliana ou coisa assim... Não são todas as pessoas que sabem o que é uma duplicata, nós sabemos porque conhecemos a Elena, Ele é um vampiro que passou mais de cem anos trancado numa tumba sem conhecimento nenhum, nem deve entender o que é ser um vampiro direito... Ainda soma-se a tudo isso o fato dele não possuir sanidade... – Stefan continuou explicando.

– Minha irmã deve estar passando por coisas terríveis. – Elena começou a chorar abraçada a Caroline. -... Ela não merece isso.

– Meu amor, não temos que pensar por esse lado... Devemos acreditar que por ele ter tido essa obsessão por Giuliana, deve estar tratando-a bem... – Stefan tirou Elena dos braços da loira e a envolveu nos dele.

– Pensar que ela está sendo tratada bem... Sério Stefan?!... Ela está na posse de um louco demente que me odeia e sabe que a única maneira capaz de me atingir é a ferindo... É com certeza ela está sendo bem tratada. – Damon ironizou na última frase.

Elena que tinha parado de chorar graças às palavras de Stefan, voltou a derramar lágrimas depois do que Damon disse. Stefan que estava tentando acalmá-la olhou para o irmão mais velho com reprovação.

– Ao invés de ficar tentando acalmar a SUA namorada com historinhas carameladas, deveria estar me ajudando a bolar um plano para descobrir o paradeiro de Juliana! Porque até agora ninguém sugeriu nada, o que me dá ao direito de tentar fazer as coisas a minha maneira. – Um Damon áspero disse e saiu pela porta novamente.

Ele iria sair pela cidade, vasculharia cada canto de Mystic Falls para encontrá-la e iria fazer o que fazia de melhor, hipnotizar pessoas. Damon iria usar seu poder para conseguir informações, e para criar um exército de espiões que vigiasse cada canto da cidade e o contatasse sobre qualquer movimento suspeito; era sua estratégia.

...

James tinha desamarrado a garota para que ela dormisse confortavelmente, mas quando Juliana acordou, ele começou a amarrá-la novamente.

–... Tenho que fazer isso porque tenho que dar uma saidinha e o Kevin vai ficar te vigiando sozinho. – Ele disse dando o último nó nos pulsos da garota e depois despejou um beijo na testa da garota.

Juliana tinha repulsa por dentro, mas o medo a fazia atuar.

– Tudo bem. – Ela forçou um sorriso.

– Como estão os pombinhos? – Kevin disse saindo de seu quarto e adentrando o deles segurando uma mala, eram apenas suas coisas de bruxaria, grimórios, papiros e outras coisas.

– Felizes! – Respondeu James contente. – Já volto, coração. Sinta minha falta... – O vampiro adentrou o quarto de Kevin e trancou a porta. O banheiro que não possuía janelas ficava no quarto dele e de Juliana, que também não possuía janelas, e a porta de saída ficava no quarto de Kevin, que possuía janelas.

Quando James já havia partido e estava bem longe, Kevin ainda em pé comentou:

– Eu não vou sentir falta dele, aposto que você também não.

– Não mesmo! – Juliana se sentiu aliviada com a saída do vampiro, que pensava há um dia atrás, apenas ser seu ex-namorado humano.

Kevin deu uma piscadinha para Juliana e ia sentar-se à mesa com sua mala, mas parou novamente quando foi surpreendido por algo que ela falou.

– Porque está ajudando James? Você não parece ser tão mau quanto ele... – Ela disse ainda inconformada com a situação que estava envolvida.

– O que faz você pensar isso? – Ele disse parando de andar.

– Você trouxe roupas limpas para mim ontem, me trouxe água e comida, curativos para a ferida no pescoço... Insistiu para que o James me deixasse tomar banho... São atitudes um tanto decentes... – Juliana concluía.

Kevin riu zombeteiramente da ingenuidade dela e depois parou para se explicar.

– Primeiro: Eu não estou o ajudando, estou ME ajudando. Segundo: Prezo a higiene, ver alguém sujo de sangue e fedendo a suor não é minha expectativa de um sequestro bem sucedido. E Terceiro: O James que não é tão mau quanto eu. É mais fácil você enxergar bondade nele do que em mim. – Kevin disse, foi até a mesa e sentou-se pondo a mala cheia de coisas no chão.

Juliana escutou as coisas, mas não se espantou, pois quase nada em sua vida ultimamente era o que parecia ser.

– Onde James foi?... Se é que posso saber graças a essa história de sequestrada... – Juliana perguntou apenas para não ficar em silêncio.

– Ele foi a Mystic Falls... – Disse Kevin abrindo a sua mala e puxando um grimório deixou algumas coisas caírem no chão. Juliana olhou curiosa pode identificar alguns papéis, ervas, amuletos, e umas bonecas esquisitas de pano. BONECAS ESQUISITAS DE PANO?

Ela se espantou quando percebeu o que ele tinha falado, esquecendo as bonecas.

– Mystic Falls? Nós não estamos em Mystic Falls? – Juliana indagou surpresa.

– Claro que não! E muito menos na redondeza, estamos pelo menos a uns 200 quilômetros de distância de lá, ou você acha que eu iria ser besta ao ponto de permitir que seus Salvadores Salvatores nos encontrassem e estragassem meus planos? – Ele deu outra piscadinha para ela.

– Vocês bem que poderiam ser burros. – Juliana comentou por alto acostumando-se com sua situação de cativa.

– Isso facilitaria bastante a sua vida, não é? – Kevin deduziu sorrindo para ela.

– Porque você me odeia tanto? – Juliana fez uma pergunta com uma pitada de dedução.

– Como? – Kevin ficou surpreso e um tanto confuso.

– Você criou uma poção mágica para que essa Giuliana se apoderasse do meu corpo, está me deixando sobre o poder desse psicopata do James, sendo você um bruxo bem poderoso — pude notar graças a seus grimórios e toda essa mala infestada de artefatos sobrenaturais — e sendo que deixou bem claro que o Plano do Sequestro é SEU, o que torna James apenas um pião igual à Katherine... Para estar fazendo o que faz, James pensa que me ama... A única explicação para você seria o contrário de amor. – Juliana expôs a análise que pode fazer sobre o bruxo com a conversa que teve ontem e a de hoje. A garota poderia ser ingênua às vezes, mas não era tão boba ao ponto de perceber essas coisas.

Kevin desfez sua cara de surpresa à medida que escutava a opinião de Juliana e depois deu um sorrisinho perverso antes de falar.

– Congratulações! Você desvendou certa parte do mistério... Sim! Eu te odeio e muito... – Ele confessou.

– Por quê? – Juliana questionou e Kevin deu uma risada pela ignorância dela. Ele sabia muito mais coisas sobre ela do que ela mesma, mas não revelaria tudo agora, ele iria saborear cada minuto como em um de seus joguinhos de tortura.

– De nós TRÊS você foi a única que teve tudo, sempre!... E quanto a mim e a pobre Kaila? Uma vida desprezível e infeliz... Você, Juliana, é MUITO mais do que pensa que é... – Kevin a olhava com desprezo.

– Do que você está falando? Quem é Kaila? O que eu sou e não sei? – Juliana questionava tendo a ilusão de que teria as respostas.

Kevin escondeu seu desprezo novamente e voltou a sorrir.

– Em breve terá as respostas para todas as suas perguntas. – O bruxo piscou para ela novamente. Juliana já estava irritando-se com essas piscadas. Ela queria insistir mais até ele abrir a boca, mas ele deixou bem claro que ELE era o sequestrador de verdade e que era perigoso.

A garota ficou observando-o por mais alguns instantes, lendo e relendo páginas. Ele parecia estar decorando feitiços, por um momento os olhos de Juliana se depararam novamente com as bonecas esquisitas de pano penduradas na abertura da mala, quase caindo no chão.

– Não acha que está meio grandinho para brincar de bonecas... – Ela zombou, esquecendo-se do perigo de irritar seu sequestrador, mas Juliana teve sorte, ele não se ofendeu.

– Na verdade, não. – Kevin riu.

– O QUE? Você brinca MESMO de bonecas? – Juliana quase pulou da cama.

– Claro que não... – Kevin revirou os olhos. – Não são simples bonecas, são um de meus hobbies que adquiri numa viagem à África com o meu pai, quando ele era vivo, bem antes dos Salvatores preparem uma armadilha com meu tio Elijah para matá-lo... É isso mesmo que você está pensando, sou filho do Klaus... Mas eu não vou falar dele... O que interessa, é que nessa viagem eu fiz amizade com umas bruxas que praticavam uma magia bem peculiar, e elas me ensinaram. São bonecas de Vodu... – Ele falava pegando duas das bonecas com orgulho. -... Quer saber como funciona?

Juliana deu de ombros, estava interessada na história, mesmo que com um pouco de pavor, uma hora ele confessava que a odiava e na outra se oferecia para explicar como funcionavam suas bonecas vodu. Ele começou a explicar.

– Você precisa de mechas de cabelo do ser que você quer dominar, ou pode ser apenas um fio de cabelo, só que a quantidade do material vai influenciar na potência e a duração da dominação; tem que costurar o cabelo dentro da boneca... Costurado e bem com a boneca vedada, se lança o feitiço desejado e pronto!... O ponto negativo é que é uma coisa passageira e se influencia apenas uma vez, ou seja, é uma coisa única, não se pode fazer isso outras vezes com o mesmo ser, por mais que você arranje quilos de cabelo dele... – Kevin divertia-se segurando as duas bonecas e analisando sua criação.

Juliana engoliu a seco, aquilo era muito bizarro e lhe causava arrepios.

– Quais seres são esses?... Humanos?... Ou você pode fazer com seres sobrenaturais também? — Ela indagou pausadamente.

– Ah, qualquer um que eu quiser, humano ou sobrenatural... Para falar a verdade, eu só fiz isso duas vezes em toda a minha vida e foi com essas duas bonecas, guardo de recordação, e ambos são vampiros... – Kevin disse levantando uma de suas sobrancelhas.

– Katherine e James? – Juliana deduziu.

O bruxo sorriu novamente, um sorriso zombeteiro.

– Só conto se você prometer me responder a uma pergunta depois que eu te contar... – Ele negociava.

Juliana deu de ombros. “O que era uma simples resposta?”

– Dou minha palavra que responderei! – Ela disse com firmeza demonstrando sua honra.

– James não precisa de vodu nenhum, é só prometer você a ele, que ele topa qualquer coisa... Bem... Está boneca. – Ele chacoalhou uma delas no ar. – Está recheada com o cabelo de Katherine, eu exigi minhas condições em troca de não a perseguir mais, e ela me deu de livre e espontânea vontade; era só para garantir que ela não hesitaria e faria o trabalhinho sujo para mim sem se arrepender ou fugir... – Kevin olhou para Juliana e começou a rir, ela não entendeu. – Katherine tinha duas missões para fazer lá...

– Me fazer tomar as poções... E qual era a outra? – Juliana ousou perguntar, embora fosse exatamente isso o que ele queria.

– Ela tinha que pegar um pouco do cabelo para o meu segundo boneco, para ser mais específico, o cabelo do Salvatore que VOCÊ estivesse enamorada... Katherine até me contou como o fez... Ela dançou de lingerie em cima da cama dele PARA ele [Juliana se lembrou do incidente, Damon contou para a namorada que ela dançara Don’t Cha tentando seduzi-lo], e disfarçadamente pegou um fio de cabelo do travesseiro dele. E esse foi o erro da imprestável, pegou apenas um fio e bem pequeno, eu não poderia fazer quase nada com ele... Então guardei por um bom tempo o fio, e quase um mês depois das três poções ativarem a metade do seu feitiço, tive a grande ideia, que na verdade veio do nada... Só por diversão, eu costurei o fio dentro dessa boneca... – Kevin sacudiu a segunda boneca. -... E lancei um feitiço para que ele fizesse uma coisa, não sei qual coisa, mas QUALQUER coisa que te magoasse, ou a Giuliana, PROFUNDAMENTE... Eu preciso saber o que foi, me dê esse prazer, cumpra a sua palavra e diga o que foi que ele fez a você? – Kevin olhava vidrado e cheio de expectativa para Juliana.

Agora tudo fez sentido. A menina parou de olhar para ele e encarou o chão, ela estava tão chocada que suas mãos amarradas tremiam, Juliana não queria dar esse gostinho a ele, mas se ela não cumprisse a sua palavra, sabe Deus o que aquele louco ia fazer a ela.

– Ele fez uma das minhas melhores amigas dormir com ele. – A menina disse secamente ainda encarando o chão.

Kevin soltou uma gargalhada prazerosa graças ao sofrimento que deve ter sido causado graças a sua maldade.

Enquanto Juliana colocou suas duas mãos na boca. Ela jogou seu corpo para trás deitando-se na cama, tentou fixar seus olhos no teto, mas eles se moviam quase que incontroláveis tentando evitar que qualquer lágrima fosse derramada.

Oh Meu Deus! Ela havia sido tão injusta. Damon era inocente, mesmo tendo feito aquilo, ele só estava sendo influenciado por Kevin. Maldito Kevin!... Oh Meu Deus! Nada era realmente o que parecia. Damon não a traíra de verdade, mas como ela poderia ter adivinhado? COMO? Juliana odiava Kevin, odiava James, odiava Katherine, odiava Giuliana, mas não por um motivo pessoal, odiava ela porque por ser a sua doppelganger tudo isso estava acontecendo em sua vida. Juliana odiava a SI MESMA por ter tratado Damon mal, si odiava por ter tentado transformar seu lindo amor com Damon em um sentimento cheio de rancor e raiva. Ele era inocente, Damon não tinha culpa de NADA.

Juliana tinha agora mais uma motivação para sair viva dali, ela tinha que contar tudo a Damon, porque sabia que ele também se torturava por tê-la traído, ela iria sobreviver e iria pedir perdão a ele.

Ela não chorou, mas se lembrou de uma frase dita por Joshua/Pamela/Jonathan numa de suas aulas de filosofia, “Tudo é relativo, nenhuma verdade é absoluta, turma... Tudo depende do ponto de vista!”, Juliana não fazia ideia do quanto que essa frase iria ter destaque em sua vida.

Notas finais
- "A grandeza morre, desconhecida e perdida, invisível para a história Espiões embutidos fazendo lavagem cerebral em nossas crianças para serem más . Você não tem muito tempo Estou disponível pra você . O tempo, ele veio para destruir Sua supremacia" ♪ (Supremacy - Muse) . . Eu jurooooooooo que eu queria fazer vocês sentirem raiva de Damon quando eu inventei a traição dele para depois revelar isso, mas não deu certo da primeira vez, ninguém nem fez um xingamento sequer, mas dessa vez que repostei a história a Vic fez isso por todas as outras que não fizeram husauhsahusauhsa... Vic, você me orgulha! Dedico esses e os próximos(e últimos) capítulos dessa temporada a você *--* . Um Feliz Natal a todos! :D