Pretérito Imperfeito
32 Capítulo XXXII - Well, This Means War
Notas iniciais
Hoje é sábado, acabei de acordar. Jenna e Alaric voltaram ontem da Lua de Mel, de três dias em Miami. Uma Lua de Mel tão curta é meio estranho e ainda principalmente para um casal tão fogoso como eles. Como sei disso? Bem, tenho tido sono leve desde que comecei a ter os sonhos/lembranças com aquele lugar estranho de dois sóis... Então, ontem de noite não pude evitar acordar com o barulho deles, é, eles são meio selvagens, eu acho rsrsrs... O pior de tudo é que o quarto deles é parede com parede ao meu, então não dá muito para evitar... Okay, a vida de recém-casados deles não nos interessa, mas parece que eles vão fazer uma Lua de Mel mais longa pelos países da America Latina nas férias... Eles só puderam folgar três dias, porque a Jenna ainda está na faculdade e o Alaric é um professor de lá do colégio...
Mas mudando de assunto, vamos ao mais irritante e freqüente ultimamente, Damon, aquele insuportável! Sabe diário, depois daquele circo que ele fez “tentando” me provocar, dançando voluptuosamente com a *Oferecida* Star no casamento da Jenna, ele aprontou outra, Dá para acreditar?!
Eu estava sozinha tentando estudar um pouco no Grill, a *Oferecida* Star estava com umas amigas, de meia idade como ela, em outra mesa. Aí Damon entrou no bar, e foi normalmente para o balcão fazer seu pedido, a Star e as amiguinhas, que estão na hora de tomar vergonha na cara, ficaram todas ‘animadinhas’ quando viram ele.
A baixaria só começou quando Ele me viu. Olhando para mim com a cara cínica dele, andou até elas, cumprimentou todas as v*dias e depois simplesmente se sentou ao lado da *Oferecida Mor* Star, se juntando a elas. E não parou por aí não! Ele ficava alisando as pontas do cabelo de espantalho dela e ficava de hora em hora me olhando. Eu mereço isso?Sei que não...
Urgh! Não entendo porque isso me afeta, eu não o amo mais, sei disso... Só pode ser a moral, é isso! Eu fico irritada porque ele fere a minha moral com a sua promiscuidade, só pode ser isso!
Agora chega de falar dele, já está tendo muito Ibope, não vou gastar meu tempo e minhas palavras falando mais desse idiota.
Vamos para um assunto que acho que nunca falei aqui antes (estou com preguiça de voltar as páginas e ler). Meu novo Professor de Filosofia. Ele me intriga bastante.
Eu o vi pela primeira vez no Mystic Grill. Ele me abordou e claramente tentou me seduzir, isso é obvio, seu nome é Jonathan, agora eu não sei porque ele escolheu logo a mim. Quando descobri que ele era meu professor, pensei que ele ia parar com esse negócio de dar em cima de mim. Meu total engano.
Cada vez mais ele me encurrala me pega de surpresa com suas insinuações. E suas investidas não são intimidadas pela presença de outros alunos. No começo eu até estava gostando, uma cara gato, sexy e ultra desejável querendo você é gratificante para qualquer garota, mesmo eu não o querendo por um motivo que eu nem sei direito qual é (acho que deve ser meu subconsciente fugindo de homens de olhos azuis, depois do relacionamento #FAIL que eu tive com o traste do Damon).
A verdade é que eu estou realmente começando a me assustar com o Professor Jonathan, sei lá... Morro de medo dele ser um maníaco que pretende fazer um casaco de pele comigo estilo Blody Face e os dizeres populares de que o demônio na verdade é muito bonito e atraente também não ajudam, já que ele transmite tanto pecado as alunas que até eu já tive uns sonhos muito pesados com ele.
Para ser sincera só foram dois sonhos, em um eu estava de lingerie dançando para ele, mas acabou se transformando em pesadelo quando eu fui parar em um cachão e a bendita da Giuliana pegou Damon e o Professor. E em outro sonho, eu estava na detenção e ele começou a fazer um strip tease para mim, mas eu acabei acordando com o barulho de Jenna e Alaric, é, foi ontem esse sonho rsrsrs...
Mas apesar desses sonhos que dizem o contrário, eu realmente temo esse cara, sei lá. Eu até gosto dele, exceto quando tenta me cantar. Sério, ele não é normal, deve ter problemas...
[...]
– Agora só vai sair com a patroa do lado, é? – Damon abordou Alaric e Jenna que estavam sentados em cadeiras no balcão do Mystic Grill. Ele bateu no ombro do amigo. – Como foram de Lua de Mel?
– Você tem certeza que quer saber a resposta? – Jenna falou antes de Alaric.
– Para falar a verdade é melhor não... Ainda pretendo jantar hoje. – Damon brincou com uma cara de nojo.
O casal ignorou a provocação.
– E aí? Fez algum progresso com a Juliana? – Alaric finalmente falou.
– Ah, quase nada... Estamos na fase de provocar ciúmes, eu já fiz isso mais de uma vez... Estou esperando ela se vingar, só não sei com quem ela vai fazer isso, a qualquer momento ela pode mandar para o meu celular um vídeo dela beijando o Matt Donovan ou qualquer outro humano figurante... – Damon disse se servindo da garrafa de Alaric e Jenna.
A oficialmente Sra. Saltzman riu do comentário do vampiro e opinou.
– Ela não faria isso... – Ela ainda ria.
– Ah, faria sim! Juliana é uma mulher assim como você, e vocês são bem capazes disso. – Damon disse.
– Nossa, que machismo, você nasceu no século passado?... Ah, é verdade... Foi no retrasado! — Jenna tirava sarro do vampiro.
– Muito engraçadinha... – Damon revirou os olhos. -... Não pense que só porque amarrou o meu amigo que vai se tornar um membro do Clube do Bolinha... E tem outra, Alaric é MEU as segundas, terças, quintas e sábados à noite. – Ele a alertava.
– Não mesmo! – Jenna destruía a rotina de bebidas no Grill de Damon.
– Claro que sim! Querida, meu relacionamento de altos e baixos com o Ric começou muito antes de você... Conte a ela, Ric, confesse que nossa história de amor teve início quando você me viu mordendo o pescoçinho da Isobel, conte! – Damon fazia cara de drama para Alaric que estava num sanduíche entre Damon e Jenna.
– Você é louco... – Ric riu bebendo um gole de sua bebida.
– Vai negar agora que ficou anos obcecado em encontrar meus belos olhos azuis depois daquela noite? – Damon bancava a amante disposta a partilhar.
– Segundas! – Jenna propôs.
– Segundas, terças e sábados! – Damon retrucou.
– Segundas e quartas! – Jenna cedeu um pouco mais.
– Segundas, quintas e sábados! – Damon insistia.
– Segundas e quintas OU nada... É a minha última proposta! – Jenna disse estendendo uma mão no balcão para Damon.
– Gente, eu estou aqui... Vocês não gostariam de saber a minha opinião? – Alaric disse olhando de um para o outro.
– NÃO! – Os dois berraram juntos, Ric se calou resignado e obediente.
– Eu aceito. – Damon disse segurando e balançando a mão de Jenna fechando o acordo. – Foi um prazer fazer negócios com a senhora, Sra. Saltzman.
– Queria poder dizer o mesmo, mas dividir meu marido não era minha meta de vida. – Jenna respondeu voltando para sua bebida.
– Eu teria sido um bom mediador... – Ric resmungou em tom de brincadeira.
– Cale-se, docinho! – Damon disse seriamente, o que fez Jenna dar o braço a torcer e cair em risadas.
– Vê o que eu tenho que aturar? – Alaric reclamou de Damon para Jenna.
– Cale-se, docinho! – Jenna disse seriamente igual ao vampiro.
Damon riu, e os dois bateram uma mão na mão do outro por cima do Ric frustrado.
– Talvez você tenha potencial para participar do Clube do Bolinha. – Damon ainda ria dando um braço a torcer também.
S.O.S. – Docinho escreveu com o dedo imaginariamente na madeira do balcão.
...
Juliana adentrou o Mystic Grill, acompanhada de Stefan e Elena. Os três tiveram que procurar uma mesa vazia, o que não deu para evitar ter de passar por uma mesa onde o Professor Jonathan sentado sozinho, analisava uns papéis.
A irmã de Elena escondeu-se o máximo que pôde atrás de Stefan e conseguiu não ser vista por seu novo professor. Se isso acontecesse, ela tinha plena certeza que seria perseguida ou encurralada pelo homem.
Depois que os três sentaram e quando Matt logo chegou para atendê-los, Juliana notou pela primeira vez, Damon, Alaric e Jenna num canto do balcão, mas claro que a única pessoa que ela enxergou momentaneamente fora o ex-namorado.
Por alguns minutos ela tentava não olhar naquela direção inocentemente, mas volta e meia se pegava olhando para lá. Mas em uma das vezes que sua visão pousou nos três, a raiva que estava adormecida no momento, despertou.
Por quê? Ela viu Andie Star se aproximar deles. A oferecida cumprimentou o casal e depois foi alisar as costas de Damon enquanto se dirigiu a ele. O vampiro não deu trela para a repórter porque ele não tinha ciência que Juliana estava presente, então em poucos segundos ela foi embora.
E mais um dos planos que Juliana considerava malignos e vingativos, surgiu em sua mente. Ela olhou para Jonathan, depois para Damon, e um sorriso perverso fez-se no rosto dela.
– Eu vou ali ao balcão pedir um pouco de azeitonas, já volto. – Juliana se levantou ainda sorrindo e sem nem olhar para o casal que a acompanhava.
A garota se meteu no balcão entre Damon e Alaric.
– Ric... Jenna... – Ela os cumprimentou e virou a cara para o vampiro. – Todd, você pode pedir para alguém levar azeitonas na mesa 11, eu não achei o Matt... – Juliana dirigiu-se ao barman que enxugava alguns copos.
Damon instantaneamente olhou para o ambiente e avistou Matt atendendo duas mesas atrás da mesa 11, onde Juliana estava com Stefan e Elena.
– Claro. – Disse Todd.
– Obrigada. – Juliana disse e saiu quase que desfilando, sabia que Damon a seguiria com os olhos a partir daquele momento.
E foi exatamente o que o vampiro fez, mas a verdade era que ele estava intrigado, Juliana não teria feito aquilo sem propósito, naquele mato só podia ter cachorro.
A garota desfilou até uma mesa, mas não era a 11.
– Oi, Jonathan. – Juliana disse se sentando desinibidamente ao lado do Professor.
– Olá, Juliana. – Ele disse com sua voz sensual, tirando olhos do papel e notando a aluna.
– Eu posso ser bem sincera com você? – Ela disse atrevidamente pousando uma mão no ombro dele.
– Claro. – Jonathan lançou seu sorriso destruidor enquanto olhou para a mão em seu ombro e tentava analisar aquele comportamento dela.
– Olha, eu adorei ficar sozinha com você aquele dia... Quer dizer... Eu adorei ter colaborado com sua pesquisa... – Juliana disse tirando a mão do ombro dele e começando a enrolar uma mecha de seu próprio cabelo. Ela tinha plena certeza que Damon estava escutando a conversa deles.
E o pior era que era verdade. O vampiro não só estava escutando com suas habilidades sobrenaturais, como também recostado no balcão, com a cabeça em uma inclinação de quase 360°, assistia a cena.
–... E eu ficaria muito contente se pudesse te ajudar em qualquer outra coisa. – Ela completou enquanto alisava um antebraço do professor. Naquele momento Juliana não pensava nas consequências, não imaginava se estava fazendo um papel feio se oferecendo para um cara que poderia muito bem ser um serial killer. Ela só ligava para uma coisa naquele instante, provocar Damon assim como ele a provocara.
Juliana olhava apenas para Jonathan, então não pode ver que Damon agora estava rindo e começava a cutucar Alaric.
– Ric, Ric! Eu sabia que ela ia tentar me provocar ciúmes também... Olhe com quem Juliana está tentando fazer isso! – O vampiro apontou para a mesa onde os dois estavam.
Apesar de ensinar no Mystic Falls High School, nos dias que Jonathan esteve ensinando, Alaric não encontrou com ele nos corredores do colégio por causa dos preparativos de seu casamento.
– Não acredito que você ME pediu o número do telefone DELE para isso... – Alaric olhava com reprovação Juliana forçando a barra para tentar seduzi-lo.
– Acredite... – Damon ainda ria cinicamente. – Hora do GAME OVER... – O vampiro se levantou e caminhou sem pressa até chegar a mesa onde Juliana praticamente se jogava nos braços de Jonathan.
– Acabou a brincadeira, Pâmela. – Damon disse se postando ao lado da garota.
Juliana irritada virou o rosto para poder encarar o ex-namorado.
– Ótimo! Agora vai fingir que não se lembra do meu nome. – Ela balançava a cabeça em reprovação.
A ‘máscara’ de Jonathan caiu.
– Queridinha, ele está falando comigo. – Respondeu o professor que não tinha mais uma voz sensual.
– O QUE? – Juliana olhava de um para o outro sem entender nada.
– Conta você ou conto eu, bofe graviola? – Pâmela indagou com Damon em seu campo de visão.
– Primeiro as damas... – O vampiro cedeu à vez.
– Obrigada delícia... – Pâmela ainda olhava para Damon e depois voltou seus olhos a Juliana. -... É o seguinte, mona, seu ex-bofe me contratou para me aproximar de você e descobrir se a pulada de cerca dele fez você odiá-lo ao ponto de nunca mais perdoá-lo... Para falar a verdade, meu nome nem é Jonathan, é Joshua, mas eu prefiro ser chamada de Pâmela, principalmente quando eu me produzo de Drag pra night...
– Suponho que nem seja um professor de verdade. – Juliana disse pasma, ainda sem acreditar naquela situação.
– Na verdade, eu me formei em Filosofia na Universidade da Virgínia, mas eu não exerço a profissão... O que é melhor? Ficar numa sala de aula onde as adolescentes taradas ficam desejando meu pobre corpinho nu e arquitetam planos para me trazer para a heterossexualidade? Ou ser um alfaiate de alta costura que cria moda e ainda por cima fica apalpando o tempo todo bofes fruta como o seu? – Joshua deu uma risada extravagante para sua última indagação.
– Qual é o seu diagnóstico então? – Juliana ainda parecia anestesiada.
– Como? – Pâmela disse quando foi trazida de volta de seus devaneios com músculos dos bofes fruta revestidos em tecidos finos.
– O diagnóstico da sua missão até agora. – Juliana esclareceu.
– Ah, sim!... Querida, confie em mim! Agarre seu homem, mas garanta que a cerca nova seja elétrica e que ainda tenha cacos de vidro em cima do muro... Não é qualquer bofe que faz isso para tentar reconquistar uma garota não, isso foi uma prova de amor, estranha, mas prova de amor. Está bem claro que você gosta ainda dele, só não deixe para perceber isso quando uma bitch qualquer ou até eu mesma roube ele de você. – Disse Joshua.
– Obrigada, pelo conselho Jonathan, Pâmela, Joshua ou qual que seja o seu nome, mas eu dispenso... – Juliana se levantou da cadeira. E quando ia saindo se esbarrou propositalmente em Damon. – Você é um idiota. – Ela disse irritada.
A garota não voltou para sua mesa, ela resolveu sair do Grill, e sua cabeça estava tão azoada que nem avisou ou se despediu de Elena e Stefan.
– Você fez sua parte muito bem... – Damon agradecia meio tristonho.
– Pelo menos não vou ter que encarar mais aquelas alunas assanhadas... – Joshua levantava aliviado e antes de sair bateu no ombro do vampiro. – Boa sorte com a sua monstrinha, graviola...
– Obrigada. – O Salvatore disse sentando-se à mesa, ele não queria voltar para Alaric e escutar provocações ou reclamações sobre um plano que agora estava meio arrependido de ter reproduzido.
...
Quando Joshua passou pela porta do Mystic Grill, acidentalmente esbarrou em um bofe também gatíssimo de cabelos negros.
– Wow... Machucou perfeição? – Pâmela perguntou.
– Você é que vai se machucar se não sumir da minha frente. – Disse o cara desconhecido.
– Ui, estressadinho... – Joshua disse seguindo seu caminho.
O homem misterioso caminhou destinado a uma mesa específica. Não desviou nem o olhar até se sentar frente a Damon.
– Olá, Salvatore. – Disse o rapaz que se esbarrou em Pâmela.
O vampiro ergueu sua cabeça para olhar quem o importunava, achou o rosto um pouco familiar.
– Eu te conheço? – Damon disse sem reconhecê-lo.

– O bastardo nem se lembra de mim... – James falou consigo mesmo.
– Perdão? – Damon disse sem compreender nada.
– Você não se lembra de mim, mas eu me lembro muito bem de você... Eu passei mais de 70 anos trancafiado pensando em quantas maneiras diferentes eu poderia te torturar e sabe? EU descobri a perfeita... EU vou roubar de você, roubar não! Vou pegar de volta o que me pertence, o que VOCÊ roubou de mim!... É tudo culpa SUA! E quando sua coisa mais preciosa que na verdade nem é sua, estiver sob os meus domínios, enfiarei bem lentamente uma estaca no seu coração... E a última imagem que você vai ver antes de finalmente morrer, vai ser o meu rosto cuspindo em você... – James disse e se levantou.
– O QUE? – Damon disse com uma cara de paisagem confusa, ele não estava entendendo porcaria de nada.
– Assista a sua queda. – James disse e saiu indo em direção a porta.
O Salvatore seguiu o forasteiro até a porta do Grill, mas quando chegou do lado de fora, não viu nem sinal do cara que o abordara. De uma coisa Damon tinha certeza, aquele cara era perturbado e só podia ser um vampiro.
E esse foi o primeiro contato/confronto dos nossos Titãs de olhos azuis.
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