Pretérito Imperfeito

26 Capítulo XXVI - I'm Bringing SexyBack You Ready?


Notas iniciais
OKAY, antes de um capítulo novo, vamos relembrar um pouco quem é James, sei que alguém pode ter esquecido esqueceram, mas relaxem são tantos capítulos e aposto que vocês acompanham tantas fanfics que isso deve embolar um pouco na cabeça... . - JAMES DIMITRIUS FORBES, era um colega de escola de Stefan. Ele conheceu Giuliana em 1863 e se apaixonou por ela. Se tornou amigo, e até confidente. Ela confessou somente a ele que era apaixonada por seu primo Damon. Mas a paixão de James por Giuliana não era normal, era doentia. . - QUANDO GIULIANA MORREU, ele se tornou próximo de Katherine, quando ela se mudou para a cidade, mas ele não fazia ideia que a vampira havia assassinado sua amada. Katherine o transformou em vampiro só por perversidade, ela queria saber como seria um vampiro com traços psicóticos. . - JAMES ERA UM VAMPIRO DA TUMBA, mas logo que Damon e os outros abriram a porta ele não queria vingança do povo de Mystic Falls como os outros, então ele se mudou para a Califórnia na esperança de começar sua vida de novo, mas lá ele encontrou Juliana, e como ela era idêntica a Giuliana, ele entendeu como um sinal. Ela pertencia a ele. . - JAMES COMEÇOU A NAMORAR a doppelganger de sua amada, mas esta se mudou para Mystic Falls e terminou com ele poucos dias depois. (Juliana estava começando a se interessar por Damon). Isso o deixou furioso, pois ele sabia que estava sendo trocado por Damon novamente, mas ele não descansou. . - O QUE EU NÃO CONTEI é que tempos depois ele foi procurado por Kevin, um bruxo que do nada apareceu e se propôs a ajudá-lo a recuperar sua Giuliana e a se vingar dos Salvatore. Aí começa nossa jornada. . ESPERO QUE TENHAM GOSTADO DE RELEMBRAR E DESCOBRIR ALGUMAS CURIOSIDADES A MAIS SOBRE UM DOS NOSSOS VILÕES, AGORA VAMOS AO CAPÍTULO! :D . . **Esse capítulo contém links camuflados**

Depois de deixar Fernanda, Laiana e Bartholomeu no aeroporto, Juliana pensava que iria voltar para casa, ‘pensava’ porque as outras amigas não permitiriam isso. Elas arrastaram com o carro para o Grill.

Chegando lá, a Salvatore olhava para os lados revistando o lugar com uma expectativa exagerada. Não encontrando “D.” no ambiente ela sentiu dentro de si um paradoxo incrível, ela estava aliviada e decepcionada ao mesmo.

– Quem você está procurando? – Perguntou Caroline com seus olhos cerrados e desconfiados.

Juliana disfarçou.

– Matt, claro!... Até agora ninguém veio anotar nosso pedido...

– Hum... Sei... – Disse Caroline ainda desconfiada.

– Quem mais eu estaria procurando? – Juliana rebateu.

– Nos diga você! – A loira entrelaçou seus dedos sobre a madeira da mesa.

– Urgh! Você está imaginando coisas demais... – Disse a Salvatore-Gilbert recostando-se na cadeira e cruzando os braços de forma birrenta.

– Estou... Estou mesmo! – Caroline ironizou.

Juliana descruzou os braços e suspirou.

– Eu vou sentir falta das meninas... Queria que elas pudessem ficar mais, só consigo pressentir momentos difíceis... – Ela sibilou.

– Ah! Então quer dizer que nós não somos suficientes? – Caroline fechou a cara colérica.

– Não é isso que eu quero dizer, Caroline Ciumenta Forbes! – Juliana deitou-se sobre a mesa e deu um beliscãozinho na bochecha da loira fazendo a rir. – Eu só queria o máximo de amigas possível perto de mim agora...

As três amigas sorriram para Juliana tentando consolá-la, ela sorriu de volta apertando seus lábios.

– Mas onde é que o Matt, se enfiou? – Resmungou Bonnie.

– Deve estar nos fundos do bar se agarrando com a nova garçonete... – Comentou uma Caroline novamente colérica.

– Você não tem direito de ter ciúmes, sabia? – Elena falou olhando para a loira.

– Não é ciúme! — A loira se defendia. – Só acho que depois de mim, ele deveria pelo menos procurar alguém no mínimo do meu nível, para namorar...

– Bem, ficar se agarrando nos fundos de um bar, não é tecnicamente namorar. – Bonnie inferiu.

– Ótima observação... – A loira fuzilou a bruxa com os olhos.

– Okay! Eu mesma vou procurá-lo, afinal essa mesa está na área de atendimento dele... – Juliana se levantou e partiu para o balcão.

Ao atravessar seu percurso, Juliana notou que todos no Grill a fitavam como se ela fosse uma celebridade ou coisa do tipo. Ela ficou constrangida e envergonha de início, mas resolveu ignorar no momento. Chegando ao seu destino, inocentemente escorou no balcão de bebidas ao lado de um homem que ela nem deu atenção.

– Oi Todd... – Disse ela sorrindo gentilmente para o garçom-balconista.

– Oi Juliana! Deseja alguma coisa?... Alguma marguerita? – Disse o cara simpático que preparava drinques.

– Você sabe que eu sou menor e não posso tomar bebida alcoólica... – Ela disse mostrando sua personalidade politicamente correta.

– Isso não te impediu de ‘tomar todas’ na festa das Senhoritas de Mystic Falls... – Todd cantarolou começando a enxugar alguns copos.

– Foi? – Juliana perguntou. – Foi! – Ela se lembrou de Giuliana no corpo dela. – Todos têm o direito de pirar às vezes... – Ela se defendia.

– Claro! – Todd piscou para Juliana — Mas você não pirou, você foi a atração principal!

A menina corou.

– Sim, em que posso te ajudar? – O balconista começava a limpar a madeira do balcão agora.

– Onde está o Matt, estamos na zona dele, e ainda não foi nos atender, e nem vi sinal... – Juliana pegou uma cereja do pote de aperitivos.

– Ah! Ele ligou mais cedo, amanheceu meio constipado... A garota nova está se desdobrando na área dele e na dela, daqui a pouco a mando atender vocês... Em que mesa estão mesmo? – Todd servia agora um pouco de tequila para o homem que estava ao lado de Juliana.

– Na oito. – Ela o informou.

– Pode deixar! – Todd disse e se dirigiu para atender duas meninas que estavam do outro lado do balcão.

Juliana estava prontíssima para voltar a sua mesa, mas foi abordada pelo homem ao seu lado que falava encarando sua bebida, sem se entortar para virar para ela o olhar.

– Você está sofrendo no campo amoroso e está lutando para disfarçar. – Disse a voz masculina um tanto sensual.

– Perdão? – Juliana que já tinha dado um passo a frente, regrediu para escutar aquele estranho.

Ele tomou mais um gole de sua tequila, e só depois de saborear lentamente a bebida entortou-se na cadeira para poder olhar diretamente o rosto de Juliana.

– Deixe-me adivinhar... Hum... Você foi traída. – Disse a voz sensual, que a garota pode ver agora, que condizia com a beleza de seu portador.

– E você está deduzindo isso com base em quê? O tom da minha voz? – Disse a menina em tom de arrogância.

– Ora, ora... Insolência. Isso pode ser bastante atraente na hora adequada... – O homem analisou Juliana dos pés a cabeça.

A garota ficou desconfortável e ruborizou.

– Não vai responder a minha pergunta? O que te faz pensar essas coisas a meu respeito? – Ela tentava manter a arrogância, mas ela falhou por algum motivo.

– Adoraria dizer que eu tenho super poderes, com certeza isso chamaria a sua atenção, mas encontrei outros métodos para observação... – A voz era ludibriante. Ele apontou para frente para o vidro do armário de bebidas.

Juliana forçou um pouco a vista e pode notar que, de certo ângulo, era possível ver a mesa dela e das meninas.

– Suas amigas pareciam querer consolar você, que por sua vez tentava erguer seu corpo numa tentativa tola de demonstrar impessoalidade através de sorrisos amarelos. – Nossa! Como era prazeroso escutar o som daquelas cordas vocais.

– Então você estava me observando. – A menina cerrou os olhos.

Ele riu de uma forma fascinante.

– Estou aqui bebendo sozinho; digamos que não tenho muitas opções para distração... – O homem voltou a olhá-la de cima a baixo.

– Olhar a vida alheia, ótima opção! – Juliana ironizou.

– Não a vida alheia. A vida de uma bela mulher. – Ele retrucou.

A garota corou involuntariamente.

– Mas voltando ao assunto; eu acertei, não acertei? – Ele soltou um sorriso matador enquanto flutuava em expectativa.

– Não responderei a essa pergunta. – Juliana mantinha-se firme. – Você pode muito bem ser um serial killer sedutor que pretende se aproximar de mim para depois me fazer sua vítima...

– Então você me acha “sedutor”? – Ele levantou uma de suas sobrancelhas.

– Não!... Sim... Não! Não foi isso o que eu quis dizer! – A garota se atrapalhava entre as palavras.

Ele tombou a cabeça para traz e gargalhou um pouco. De alguma forma ele sabia o poder que a beleza dele tinha.

– Bem... Uma coisa você acertou, a do “serial killer”. – Ele voltou os olhos para a menina, que arregalou seus olhos, apavorada. – Foi uma piada... – O rapaz precisou esclarecer para tranquilizá-la.

Juliana suspirou aliviada e depois riu na companhia da risada dele.

– Se eu estiver mesmo correto, tenha plena certeza que o homem que te magoou vai se arrepender amargamente, até conseguir se redimir... – Ele voltou a tocar no assunto.

– Não acredito em redenções tão milagrosas. – Juliana já estava se sentindo descontraída perto dele.

– Insolente e cética, hein?!... Você ficaria surpresa com as coisas incríveis que o amor e a paixão conseguem fazer... – Ele olhou intensamente nos olhos da garota. -... Ainda é jovem demais para entender certas coisas... Juliana, não é?

A garota estava pronta para protestar e perguntar como ele sabia o nome dela, mas lembrou quase que instantaneamente que estava conversando com Todd e ele falou o nome dela.

– Você não parece ser tão mais velho que eu assim... E estou em desvantagem, não sei seu nome ainda. – Ela sibilou.

– As duas coisas são verdade, mas você também se surpreenderia com o quanto que as experiências de vida podem nos envelhecer... E quanto ao meu nome, Jo... Jonathan, pode me chamar de Jonathan. – Ele pegou a mão de Juliana e a beijou sem tirar seus olhos dos dela.

– Pois bem, Jonathan. Agora devo deixar sua ilustre companhia e retornar para as minhas admiráveis damas de companhia. – Juliana zombava do jeito dele e de suas boas maneiras impecáveis.

Jonathan riu e entrando no jogo se reverenciou para a saída dela, mas antes que ela pudesse escapar ele fez outro comentário.

– Deveria usar seu cabelo preso às vezes... – Ele falou dando as costas a menina e voltando a sua bebida.

– Como? – A menina que tinha dado um passo a frente regrediu novamente.

– Você tem uma face linda, seu cabelo também é, mas deixá-lo solto sempre pode impedir que as pessoas vejam o contorno das maçãs de seu rosto... – Ele explicou olhando para o copo e não para ela.

– Não, mas obrigada. – Ela recusou a dica.

– É só uma dica para você parecer mais madura e intensa... – Ele disse e voltou a olhá-la com seu olhar sensual.

– Você está tentando flertar comigo? – Juliana não resistiu e perguntou.

– Depende do ponto de vista. – Jonathan disse e sorriu. – Por quê? Você aceitaria um flerte inocente meu?

– Depende do ponto de vista. – Juliana disse roubando outra cereja do balcão e saindo.

Não! Ela não estava flertando com aquele cara novo, mas a tentativa de sedução aumenta o ego de qualquer mulher, por mais magoada e revoltada com a vida que a garota possa estar.

Mas tente explicar essa sensação de exaltação do ego feminino para o Damon que assistia e ouvia toda a cena de um canto bem escondido e reservado do Grill com uma cara bem enigmática. Em seguida, ele se retirou do ressinto.

A menina chegou a sua mesa e foi logo escutando provocações.

– Olha só! Quem já está paquerando novamente, eu pensei que você iria começar a hibernar de tanto que não saía daquele quarto, mas vejamos a saliência da garota... – Caroline provocava.

– Hey! Não é nada disso o que vocês estão pensando... – Juliana sentou-se e encarou os olhos pervertidos das amigas.

– Ah, não?! – Disse Elena — Então me explica o porquê dele continuar olhando para cá.

Juliana olhou disfarçadamente para frente além da cabeça de Bonnie e pode ver que Jonathan a olhava por cima dos ombros.

Notando o olhar dela, ele sorriu também por cima dos ombros. A garota se encolheu para se esconder através de Bonnie.

– Dá pra gente ir embora... – Ela encolhia mais e ficava vermelha. – Acho que ele quer meu corpo nu...

– E você não fez nada por isso? – Bonnie indagou.

– A gente viu você dando corda para ele! – Caroline a acusou.

– Eu não tava dando corda para ele! Tá bom, talvez só um pedacinho de barbante, mas ele tava tentando me seduzir de uma maneira que meu ego estava aumentando... – Juliana confessou já quase embaixo da mesa.

Caroline pegou a amiga pelos braços e a fez sentar corretamente.

– Você vai ter que colher os frutos que ajudou a plantar! – Disse a loira.

Juliana voltava a tentar encolher, mas foi interrompida por Caroline.

– Ele é um gato, para de drama!

– Sim, ele é bonito, mas isso não significa nada. Eu não quero me envolver com ninguém, por causa de Você-Sabe-Quem... – Juliana se livrava dos braços de Caroline que a impediam de escorregar pela cadeira.

– Porque você o ama. – Concluiu Elena, entendendo o motivo da irmã não querer nada com Jonathan.

– Não! – Juliana negou a linha de raciocínio da meia-irmã. – Porque eu o ODEIO.

– Odeia nada! Eu sou expert em odiar Damon; até eu sei que você o ama. – Disse Bonnie.

– Não fale esse nome perto de mim!... E não o amo nada! Pelo menos não mais! Amá-lo é passado. – Disse Juliana se erguendo e virando a cara de Bonnie como uma criança birrenta.

– Ah tá! Não o ama, certo? — Disse Elena. – Então por que o trata como aquele que não deve ser mencionado? Se o odiasse de verdade não teria problema em dizer o nome dele, sabe aquele ditado? Tenha os amigos perto e os inimigos mais ainda...?

– Chega desse assunto, okay? – Disse Juliana e as meninas só cederam porque pensaram ver um brilho de lágrimas surgir nos olhos dela.

– Tudo bem... Mas acabei de perceber que você precisa urgentemente de uma intervenção das amigas, vamos sair daqui agora mesmo e fazer uma festa de pijamas! – Disse Caroline animadíssima.

Juliana não ficou tão animada quanto às outras, ela sabia que as amigas iam obrigá-la a conversar e chorar por Damon, de um jeito ou de outro ela iria dormir com os olhos inchados e não teria escapatória dessa vez.

Então, que venha a festa de pijama.

Notas finais
Até o próximo!