Pretérito Imperfeito
1 Capítulo I - Haunted
Notas iniciais
– Oh Meu Deus! Giuliana! – Exclamou Damon.
– Sim, sou eu! – Disse a garota da cama confusa. – Como vocês trouxeram-me aqui? Vocês salvaram-me daquela casa? Katherine... Katherine é um monstro! Eles existem! Ela é um demônio da noite! – Repetiu Giuliana ao ter pequenos flashbacks.
– Sim, ela era... – Disse Stefan tentando acalentar a garota confusa.
Damon chocado entrou em um silêncio paralisante.
– Eu não estou entendendo nada, na verdade estou boiando... – Disse Caroline.
Stefan resolveu situá-la.
– De alguma forma essa é a nossa prima Giuliana Salvatore e não Juliana Gilbert... – Disse ele.
– Claro que sou eu! Quem és Juliana? – A garota dizia. – Por que vocês estão vestidos dessa forma burlesca? – Disse ela olhando para a vestimenta dos rapazes. – Por que você está quase nua? – Perguntou Giuliana olhando para Caroline que vestia uma calça jeans e uma bata amarela. – Oh Meu Deus! Por que eu estou quase nua? – Ela disse notando a roupa que vestia, eram uma bermuda e uma regata rosa.
Giuliana não perdeu tempo e em uma fração de segundos cobriu-se até o pescoço com a colcha que envolvia a cama de Damon.
– O que vocês fizeram comigo? – Perguntou ela mais confusa do que nunca.
– Giuliana... – Stefan ia começar a tentar explicar alguma coisa para ela, afinal ninguém tinha entendido direito o porquê dela estar falando com eles através do corpo de sua doppelganger.
– Estamos em 2011, por isso você está vestida assim... – Damon finalmente se pronunciou quase cruelmente querendo causar um choque.
– 2011? Não! Impossível! Hoje é 07 de janeiro de 1864! Não é?! – Ela disse olhando para Stefan esperando uma resposta afirmativa, não entendia porque Damon estava brincando dessa forma estranha.
Mas Stefan lhe forneceu um aceno negativo, consentindo com o que Damon dizia.
A garota encheu seus olhos de lágrimas.
– Não é possível! – Giuliana tinha um gênio parecido com o de Damon, não se permitia chorar na frente dos outros, mas dessa vez não conseguiu conter. – Então vocês não me salvaram?
Damon sentou ao lado dela na cama. Em todo o tempo ele não queria se lembrar dela, queria ignorar os sentimentos e a dor causada pela perda dessa garota, mas como evitar relembrar tudo isso enquanto ela está bem na frente dele?
– Se pudéssemos ter feito alguma coisa teríamos feito! – Disse ele amavelmente segurando a mão da garota.
– O que isso significa? – Perguntou Giuliana levantando seus olhos cheios de lágrima para Damon.
– Que infelizmente você faleceu em 07 de janeiro de 1864... – Disse Stefan.
A garota puxou Damon pela mão que a segurava e começou a chorar abraçada nele. Ficou ali por uns instantes naquele momento comovente, Damon hesitante começou a afagar os cabelos dela enquanto ela soluçava nos braços dele.
Giuliana se afogava em lágrimas e em pensamentos confusos, quando de repente se desvencilhou do abraço fraternal de Damon sem pressa.
– E por que estou aqui agora? Deveras, meu corpo estaria totalmente deteriorado! – Disse ela.
– Acredito que deve ter sido obra de alguma bruxa. – Concluiu Stefan, ele sempre é o cérebro do grupo.
– Bruxa? Elas existem? – Perguntou a menina espantada.
– Não só bruxas, como outros seres mitológicos como doppelgangers... Sabe o que é um doppelganger, não é? – Disse Damon.
– Não me taxe de ignorante! Estudei a cultura alemã no colégio! Sei bem o que é uma cópia... Mas o que isso tem a ver com minha história? – Indagou Giuliana.
– Tudo! Justamente tudo! Esse corpo que agora você está ‘dentro’ não é seu, você está enterrada no antigo cemitério de Mystic Falls. – Disse Stefan.
– Eu tenho uma cópia? – Disse ela retoricamente.
– E o nome dela é Juliana! É bom ter você por perto, por muito tempo eu quis isso, aposto que o Stefan também quis, mas você tem que ir embora e ela têm que voltar! – Damon voltou com seu tom rude e cruel, mas a garota estava envolvida demais novamente em pensamentos que embaralhavam sua mente, para notar o comentário dele, nem sequer ela escutou.
Giuliana resolveu botar para fora o último pensamento.
– Se faz tanto tempo assim, 147 anos, por que vocês estão vivos? – Perguntou ela.
Stefan, Damon e Caroline, que não participava da conversa, entreolharam-se o que não deu muita segurança a garota enrolada na cama.
– Katherine... – Stefan ia dizer quando foi interrompido pela garota.
– Katherine? O quê? Vocês a conheceram? – Dizia ela adivinhando mentalmente, mas não querendo acreditar no que Stefan estava prestes a dizer.
– Por favor! – Damon disse com impaciência. – O drama maior não é esse! O grande problema é o fato de ela dormir Juliana e acordar Giuliana! Isso está errado!...
– Damon! – Stefan repreendeu o irmão para não assustar mais a garota.
– Por favor, você também Stefan! Estamos inseridos nessa conversa sem finalidade! Temos que encontrar uma forma de trazer Juliana de volta ao invés de tentar inserir a Garota-‘De volta para o futuro’ no século XXI! – Damon expelia besteiras.
– É, mas não precisa ser tão grosso! – Disse Caroline defendendo a Giuliana confusa no meio da conversação.
– Das asneiras de meu primo eu consigo lidar! – Disse Giuliana demonstrando o seu temperamento. – Mas será que algum de vocês pode dizer-me por que os dois não estão em uma sepultura?
– Você quer saber? – Disse Damon com um olhar doentio se aproximando da garota. – Pois eu irei te contar... Katherine nos transformou em vampiros! Isso mesmo vampiros! E essa loirinha insolente que você está vendo também foi transformada por ela! Satisfeita?

Giuliana começou a ofegar e soltou um grito abafado junto com algumas lágrimas:
– NÃO! – Disse ela se levantando da cama e andando de costas, se afastando de Damon. — Não pode ser!
– Não é tão ruim, tem pequenos benefícios! – Stefan tentava explicar-se quando a garota esbarrou-se nele. Ele a segurou para que ela não caísse.
– Solte-me! Solte-me seu monstro! – Ela berrava.
Stefan a soltou e ela saiu correndo. Giuliana não sabia onde estava e nem tinha noção para onde iria fugir então se trancou no banheiro do corredor. Arrombar a porta seria fácil para um vampiro, mas a única coisa que ela sabia sobre o mundo sobrenatural era que vampiros sugavam sangue e conseguiam obrigar pessoas a fazerem o que eles quiserem com um olhar capaz de compelir.
Uma coisa é fato, Giuliana tem muito a aprender e ainda tem muito a ensinar.
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