Cap.08 – Teatro


Não foram nem vinte minutos até que Winry e Niki se tornassem amigos de infância. Ninguém havia chegado, mas os dois estavam na pista de dança.


- Niki...


- Hum...


- Qual é a história da Riza e do seu irmão?


- Bem... O Kaede é cinco anos mais velho, e nossa família é muito amiga da família dela, então ele a conhece desde que nasceu. Quando ela começou a sair, o general tinha receio... Ai o Niki apareceu e os dois e mais uma turma passaram a sair juntos... Pelo meu que eu já ouvi e vi, parece que o Kaede foi o primeiro... Se é que você me entende... Mas nunca deixaram de ser amigos. Ela arruma amigas para ele e vice-versa.


- Nossa...


- Querida, eu raras vezes vi ela ficar com alguém que o Kaede não gosta... Eles respeitam muito a opinião um do outro, mas não acho que isso implique em mais que amizade...


- Entendo. Mas e você, não tem namorada?


-Winry, a minha filosofia é: Enquanto eu não encontro a mulher certa, eu me divirto com as erradas.


Os dois riem.


Sentados em um puff do outro lado da sala.


- Já viraram amigos de infância, amada!


- Com certeza... E Kaede, eu sei que você não é gay, mas esse amada está pegando mal. – os dois riem –


- Riza, eu sei o que eu sou: Aquele cara que todos acham que é gay porque vive rodeado de mulheres, sendo amigo delas e que no fim, fica com as melhores.


- E modesto.


- Com toda certeza. Mas me fala como é o cara? O que ele tem que te deixou tão impressiona e disposta?


- Sinceramente?


- Com certeza.


- Eu não sei. Kaede, ele é convencido, prepotente, manhoso, preguiçoso, irritante, mulherengo...


- Riza, você está com febre? Ou será que bateu a cabeça? Ele tem tudo o que te irrita.


- Eu sei... Mas ele é tão lindo, tem tantos sonhos e garra... Apesar de tudo, é um homem admirável.


- Minha nossa, o que o amor não faz?


- Eu sei... Estou parecendo uma babaca... Mas eu não consigo evitar!


- Cara, eu quero encontrar um amor desse um dia... Mas até lá...


- Hoje não Boy, hoje você vai ser meu grude!


- Como se eu não gostasse. Riz, você é muito divertida... É ótimo festar com a sua pessoa! Fora que eu tenho que analisar esse cara.


Din Don


- Os convidados.


- Só uma coisa, amada.


- O que?


- E o sindico?


- Querido, ele é festeiro, estará aqui. Fora que só tem gente que se incomodaria a partir do sétimo andar.


- Você pensa em tudo!


- Eu sou um gênio do mal! – dá uma gargalhada –


- E louca...


Assim que abre a porta a loira da de cara com Scieska. Mas não a Scieska comum, era a Scieska pronta para matar um certo Fury de infarto!


Ela estava com uma calça jeans skiny, bata larga roxa que deixava as costas completamente descobertas, sapatos altos, cabelo preso num rabo de cavalo firme e de lentes.


- Você levou mesmo a serio quando eu disse para vir preparada.


- Exagerei? – sem graça –


- Que nada, você ta ótima. Se o Fury não babar, eu vou passar a desconfiar da masculinidade dele! – ela e Maria riram, deixando Scieska sem graça –


- Você também está ótima!


Maria estava com os cabelos channel e de franginha, short jeans, camisete branca com cinto verde, sapato contrastante e bem alto.


- A gente faz o que pode!


- Entrem e garotas... Esse aqui é o Kaede, um velho amigo. – sorri enquanto ele passa o braço em volta da cintura dela –


- Oi.


- Olá, garotas. – sorri de uma maneira que derruba multidões –


- Com quem a Winry está dançando?


- Com o Niki, o irmão do Kaede.


- Hum....


- Gente, pode ficar a vontade, o bar tem todo tipo de bebida é só pedir! Eu vou ali buscar meu celular...


- Até logo garotas...


- Loira, linda, rica, competente... Me diz, o que ela quer com o general? Tipo, ele é bonito, mas esse Kaede me parece ser muito mais legal.


- Olha, eu acho que ela só sente atração pelo general... E se ela não quiser esse Kaede, eu quero! – ri –


- Vamos falar com a Winry que dá mais lucro! – as duas rindo –


No quarto da loira...


- Você devia ser ator, sabia? Elas estão crentes que estamos juntos.


- encostado no batente da porta – Eu faço o que posso, e convenhamos baby, fazer parecer que temos um caso não é nenhum martírio...


- Idem... Fora que...


- Com certeza... A gente se entende, mas nunca passaremos de um caso... Nossa amizade é grande demais.


- Sabe Kaede, se eu não gostasse tanto do Roy e não estivesse tão disposta a conquistá-lo... – sorri de canto – Você ia embora com inúmeros roxos no pescoço e uma bela marca de mordida no ombro.


- Você sabe como marcar um homem... Literalmente. – sorri –


- Vamos parar com essa conversa antes que os hormônios sejam mais fortes que a razão. – suspira –


- Com certeza. Vamos para sala, lá tem gente o que dificulta isso...


- Por isso que eu te adoro.


Na pista de dança...


- Onde a Riza e o seu irmão foram?


- Não se preocupe, se ela está realmente afim desse cara não vai dormir com meu irmão, ela não é desse tipo. Eles devem estar só fazendo um teatrinho para as duas que chegaram espalhar.


- E será que o nosso teatrinho está convencente?


- Se não estiver, vai ficar.


O garoto passa a dançar muito junto de Winry, e os dois passam a descer até o chão.


- E eu acho que a Winry cansou de esperar... – Scieska aponta para Maria –


- Ela não podia passar o resto da vida esperando.


A campainha toca de novo e Riza, seguida de Kaede vai abrir.


- Rapazes. Entrem... – os dois abrem espaço –


Os rapazes estavam na mesma linha. Calça social, camisa de manga longa, algumas dobradas, outras não, sapato social... Bem apresentáveis.


- A gente chegou cedo? – eles olharam para a sala quase vazia –


- Vejam da seguinte forma rapazes: Vocês não chegaram cedo, os outros é que estavam atrasados.


Todos ficaram curiosos a respeito do homem tão próximo de Riza, estavam quase colados e ela não parecia se importar nem um pouco.


- Breda, Fury, Fallman, Havoc, — ela apontava – Kaede.


- Kaede. – aponta – Breda, Fury, fallman, Havoc.


- E ai.


- Vamos dançar, baby?


- Vamos... Fiquem a vontade rapazes. Com licença.


- Vocês viram o que eu vi?


- Se você está da falando da tenente quase agarrada no cara e aceitando que ele chamasse-a de Baby... Sim.


- Eu nunca achei que veria alguém tão próximo dela sem levar um tiro...


- Pois é...


Os rapazes se dispersam pegando algumas bebidas e cumprimentando os já presentes.


- Baby? E o amada?


- Tava mesmo muito viado. Baby soa melhor.


Os dois dançavam em sincronia. A música tocada pelo DJ era animada.


Conforme o tempo foi passando, mais pessoas foram chegando. Logo já haviam pelo menos trinta e cinco pessoas na festa. E o clima estava balanceado apesar de ter algumas mulheres a mais que homens.


Na portaria...


- Kuso... A maluca vai me matar por termos atrasado tanto.


- Ninguém mandou você ficar fazendo caras e bocas na frente do espelho.


- ¬¬’


- Então quer dizer que o anão gosta de fazer caras e bocas na frente do espelho?


- Lareira... – olhar mortal –


- Chibi...


E fica aquele climinha de velho oeste.


- “O que foi que eu fiz, Kami?”


Al achava aquilo tudo a maior panaquice da terra.


- Será que os dois cowboys podem deixar para parar de se encarar como se estivéssemos em filme de faroeste?


- levanta os ombros em sinal de desprezo – Escute seu irmão chibi, ele parece saber o que diz...


- E VOCÊ ESTÁ DIZENDO QUE EU NÃO SEI?


- Eu não disse nada, mas se a carapuça serviu.


Roy começa a entrar no prédio com as mãos nos bolsos. Esse que vestia uma calça preta, camisa social preta de mangas longas dobradas até os cotovelos e com um dragão de estampa nas costas vermelho, com três botões abertos.


- Argh!


- vamos irmão.


Já Ed vestia uma camisa branca, com três botões abertas, calça jeans, all star verde camuflado e cabelo preso num rabo de cavalo rente a nuca.


Infelizmente, os dois têm que ir no mesmo elevador, e o que não faltou nos segundos dentro do confinamento foi alfinetadas. Al resolveu ignorar para não perder a paciência.


Antes de sair do elevador já escutavam a música.


Tocaram a campainha e quem atendeu foi Scieska que estava mais perto da porta.


- Olá, entrem.


Os três entraram e imediatamente procuraram suas respectivas loiras. E encontraram...


- Oh minha nossa senhora...


- Kami-sama...


- Dá para parar de babar, eu não quero morrer afogado! – alfinetou Al –


Continua...



Notas finais
Sorry pela demora e espero que gostem!
Kissus!
E comentem...