Pretty Reckless.
2 Capitulo Um.
Eu estava no auge dos meus sonhos quando ouvi o barulho irritante do meu despertador me acordar. Aquela era a terceira semana que eu tinha que chegar mais cedo à escola graças a minha adorável amiga Alice, que me inscreveu no concurso que iria eleger novas líderes de torcida. Eu não tinha cara de líder de torcida. Eu nem ao menos sabia ao fundo o que isso significava!
Quando sua mãe te disser para não ir pela cabeça dos outros, ouça-a! Eu fui ouvir a sem-neurônio da minha amiga e me ferrei! Eu estava até um pouco animada com essa coisa de líder de torcida. Antes que pense que eu gosto de estar em uma saia que deixa quase minha bunda toda pra fora, eu te explico. Os nossos treinos eram com os dos garotos do time da escola, e vendo por esse ângulo, até valia a pena alguns machucados pelo corpo.Alice era minha amiga do primário. Eu nem sempre gostei dela como pode parecer. Eu a odiava até o dia em que ela me deu um doce da vendinha do colégio. É, gente, eu me vendi! Mas era meu doce predileto, poxa. Desde então, ela é como a cutícula da minha unha, por assim dizer. Alie é completamente diferente de mim, seu corpo cheio de curvas é muito bem distribuído, enquanto seu cabelo loiro escuro é de dar inveja em qualquer um. Meu “grupinho” – como as pessoas dizem – não é dos mais comuns, além de mim e da Alice, temos Katherine e Nora.Imaginem a típica roqueira. Imaginaram? Essa é a melhor descrição para Kethy... Uma vez ela acordou tão revoltada consigo mesma que descoloriu seus cabelos negros para depois transformá-los em ruivos. Já Nors, é a mais doce de nós. A brasileira chegou no ano passado no meio do período letivo, demorou um pouco pra se enturmar, mas depois que Katherine a “salvou” de uma briga, ela realmente foi inclusa no grupo. Levantei-me ainda cambaleando, a noite anterior tinha sido cansativa apesar de eu não me lembrar de quase nada, meu corpo doía e meus olhos ardiam uma típica ressaca das festas do John. Eu só me lembrava de ter chegado na festa, mas não me lembrava do que aconteceu lá dentro e nem de como cheguei em casa, mas isso eu poderia deduzir que fora Nora.Depois de tomar banho, trocar-me e tomar café da manhã, parti em direção ao colégio que ficava há mais ou menos duas quadras dali, portanto não demorei a chegar, a escola ainda estava vazia e não passava das seis da manhã, eu já podia ouvir os gritos do técnico dos garotos e provavelmente as meninas ainda não haviam começado, já que normalmente Ashley demorava séculos para chegar. Nunca vi uma coisa assim, ainda mais para uma capitã, se você marca às seis, esteja no local às seis! Essa era uma regra que Ash provavelmente não conhecia. Como se ela conhecesse alguma! Alguns garotos corriam por ali – quadra a dentro – outros ainda estavam sentados na arquibancada. Eu nunca entendi o técnico dos garotos, ele escolhe quatro ou cinco para os treinos e os outros apenas olhavam, isso nunca faria sentindo. Nora já estava sentada em uma das arquibancadas, afastada de algumas outras meninas que fofocavam sobre a festa de ontem, passei por elas sendo cumprimentada, enquanto me aproximava de minha amiga.- Posso saber aonde está essa cabecinha? – Perguntei, sentando-me ao seu lado.Nors se assustou um pouco, desviando a atenção da quadra para mim. Sorri pra ela. - Em lugar algum. – Ela riu. – Como foi sua pós-festa? - Completamente cheia de ressaca. – Sorri, amargamente. – Queria saber o que diabos eu fiz pra ter essa dor de cabeça dos infernos! - Não se lembra de nada, ? - Nada. – Ri. – Foi você quem me levou pra casa, né? – Ela assentiu, sorridente. - Você ‘tava acabada, amiga. – Ela riu alto. - Ah, não me lembre disso! – Cobri os olhos, dramaticamente. – E a sua? Aproveitou a primeira festa que sua mãe te liberou pra ir? Seu sorriso murchou e ela voltou a olhar para o campo, perdida em pensamentos. Na verdade, perdida em Dougie Poynter que apontava para a bola a sua frente freneticamente, enquanto puxava os cabelos loiros e bufava tão alto que acho que até Mike que estava afastado embaixo de uma árvore seria capaz de ouvir. - O que aconteceu, Nors? Ela deu de ombros. - Nada de importante. - Hey, — cutuquei-a – pode me dizer. Somos amigas, não? Ela suspirou, parecendo criar coragem pra me dizer algo, mexeu os dedos freneticamente e mirou em seus pés. - Elemebeijou. - Oi? - O Dougie. Ele me beijou. Na festa. – Dessa vez ela falou devagar, corando levemente, com um olhar triste. - Mas… Isso é ótimo, não é?! – Entusiasmei-me. Nora sempre teve uma paixão por Dougie, da qual só eu, Alie e Kethy sabíamos, ela preferia manter aquilo só entre a gente para poupar mais perturbações, se é que me entende. Dougie não é o cara mais certo do colégio. Ele tem uma bandinha que a gente chama carinhosamente de “McLosers” e é um dos garotos mais desejados dali. - É… Era pra ser bom, . - E por que não é? - Porque eu não cumpri o que prometi a mim mesma quando o vi. Eu me tornei só mais uma. – Ela suspirou, tristonha. Abracei-a de lado. Não sabia o que dizer. Nora havia prometido a nós e a si mesma que não se tornaria mais uma na lista imensa de Dougie Poynter. Mas era de se esperar que na primeira oportunidade ela acabaria com essa promessa, afinal é meio difícil negar algo a quem você ama, eu que o diga. Nesse momento, as meninas chegaram já trocadas, prontas para começar, quando me dei conta que ainda não estava pronta. Pedi licença às garotas – sob os murmúrios indignados de Ash – e beijei a testa de Nors, indo em direção ao nosso “trocador”.
Nunca compreendi porque as líderes de torcida tinham que usar aquelas merdas tão curtas! Era para os rapazes terem fantasias eróticas com elas? Porque, cá entre nós, era difícil eu ficar sexy naquela… Coisa. A saia ficava na altura das minhas coxas, em cores azul, branca e vermelha. O top – é, eu o chamava assim – não tampava nem os meus seios direito, quanto mais minha barriga. Prendi meu cabelo negro em um rabo de cavalo mal feito e parti de volta para a quadra. Na verdade, ‘tava tudo calmo demais. Ouvi a voz irritante de Thomas atrás de mim. Thomas, pra você que está se perguntando, é verdadeiramente a cruz que eu carrego permanentemente. A gente teve um namoro que não durou duas semanas, graças ao John, que me abriu os olhos. Tom era um idiota! Sorte que vi aquilo a tempo. - Belas pernas. – Comentou, maliciosamente. Já era mania ele me atormentar toda manhã. Parecia que seu hobby era me encher! - Pena que elas não são suas, não? – Perguntei, ironicamente, virando-me para trás. Sabe aquele velho ditado “ignore o ignorante”? Eu tentei segui-lo a pedido de Katherine, mas não durou mais de uma semana. Eu simplesmente não aguentava ouvir as provocações dele sem retrucar. - Não são mais minhas, foi o que você quis dizer, não, querida? - Não enche, Tom. Virei-me, andando em direção à quadra, onde algumas garotas já se arriscavam a fazer algumas coreografias. E é nesse momento que eu queria ser surda ou não conseguir ouvir à distância. Porque o maldito vento trouxe a voz irritantemente irônica de Thomas para perto. - Belo traseiro, aliás. Dei-lhe o dedo do meio, sem me dar ao trabalho de me virar para trás, mas ainda assim, capaz de ouvir sua risada escandalosa. Eu realmente merecia o paraíso por aturá-lo há tanto tempo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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