Um ano depois.

— Eu estava no colo da minha mãe, não lembro bem o que estava acontecendo, mas ela parecia estar conversando comigo, ela estava chorando, eu não sei. – Malia falava tentando se lembrar de algo.

— Não tente se esforçar muito, pode ser prejudicial. – Aria falava para ela.

— Eu lembro bem dela falando para mim “vai ficar tudo bem”. Ela me dizia chorando e eu parecia não estar entendendo nada. Na verdade eu não entendia nada, eu nem me lembro o que eu falava, eu acho que não falava nada.

— Muito bem, Malia, você foi muito bem hoje, mas por hoje é só. – Aria falou e Malia sai da sala.

Do lado de fora, Stiles esperava ansioso.

— E então? Lembrou-se de mais alguma coisa? – Stiles perguntou.

— Muito pouco, nada que possa ser utilizado. – Malia respondeu.

— Você só sabe que era a sua mãe com você no colo, chorando e dizendo que ia ficar tudo bem, não é?

— Sim... Eu não entendo porque eu não me lembro. Será que alguém retirou as minhas lembranças propositalmente?

— Acho que sim.

— Mas quem? Por quê?

— Eu não sei, mas sei quem pode nos ajudar.

Toca a campainha da casa de Santana e Emily.

— Stiles, Malia, no que posso ajudar? – Emily perguntou.

— Oi Emily, a Santana está? – Malia perguntou.

— Sim, entrem. – Emily abre a porta e eles entram. – Stiles como vai a Ellen?

— Ela está bem e você como está? – Stiles perguntou.

— Estou bem, obrigada. – Emily respondeu.

— Oi pessoal, o que os trazem aqui? – Falou Santana aparecendo com uma folheta de empanadas. – Aceitam?

— Não, obrigado. – Falou Stiles.

— Sentem-se. – Santana pediu e Malia e Stiles se sentaram. — Então... Está acontecendo alguma coisa? – Santana perguntou.

— Eu não diria que é um problema. – Malia começou falando. – É que de uns tempos pra cá eu estou meio que se lembrando de algumas coisas do meu passado, eu era pequena, estava no colo da minha mãe, ela estava chorando e me dizendo que ia ficar tudo bem e eu não falava nada, eu acho que eu estava meio que anestesiada, ou dopada, não sei, mas só consigo me lembrar disso, eu já fiz mais de sete sessões com a Aria, mas não está adiantando. – Malia falou.

— Mas a Aria é muito competente, ela sempre consegue ajudar as pessoas. – Falou Emily.

— Eu sei, não estou duvidando da capacidade dela, eu estou tentando dizer que eu acho que alguém retirou as lembranças de mim propositalmente. – Malia falou.

— Tipo magia? – Santana perguntou.

— É. Eu acho que alguém tirou essas lembranças delas a fim de que ela não lembrasse de algo que foi ruim para ela, ou que fosse prejudicial para alguém, lembrar daquilo. – Stiles falou.

— E o que você quer que eu faça? Quer que eu tente recuperar as suas lembranças? – Santana perguntou.

— É. Tem como você fazer isso? – Malia perguntou.

— Até tem, mas não vai ser nada fácil e eu não vou poder fazer isso sozinha e nem hoje, então vocês podem ir pra casa e ficar despreocupados que eu vou fazer o possível para ajudar vocês. – Santana falou.

— Mas como assim não sozinha? – Malia perguntou.

— Digamos que eu pulei essa aula, mas eu tenho a professora certa que pode com certeza me ajudar. – Santana falou.

— Então tudo bem. – Falou Malia levantando. – Muito obrigada Santana, eu tenho certeza que essas lembranças podem mudar muito a minha vida.

— Vai ficar tudo bem. – Santana falou e Malia sentiu uma forte dor de cabeça e desmaia.

— Malia! – Stiles gritou.

— Emily corre lá na cozinha e pega uma garrafa de álcool para ela cheirar. – Santana falou e Emily trás.

Santana põe um pouco de álcool na mão e coloca na frente do nariz de Malia que acorda na mesma hora.

— Ai gente, eu tive mais uma lembrança. – Malia falou.

— Oque? O que você viu agora? – Stiles perguntou.

— Eu estava numa maca de hospital, os médicos estavam me levando para algum lugar, tinha muito barulho e eu ouvia mais uma vez minha mãe chorando e ao entrar na sala eu ouvi uma voz de uma menina perguntando “ela vai ficar bem, não é mãe?” deve ser minha irmã pequena. – Malia falou.

— Você tem que ir pra casa, descanse e se mais alguma coisa acontecer você me diz. Tudo bem? – Santana pediu.

— Tudo bem. Pode deixar. – Malia falou.

— Eu a levo pra casa. – Stiles falou.

— Tudo bem. – Santana falou.

— Obrigado. – Malia falou.

— De nada. Agora vamos. – Stiles falou pegando as chaves do carro.

No caminho.

— Obrigado por tudo que você está fazendo por mim. Ajudando-me, indo comigo aos lugares, eu agradeço de coração. – Malia falou.

— Só estou fazendo o meu dever de amigo e cuidado para que você não se machuque. – Stiles falou.

— Posso te fazer uma pergunta? – Malia pediu.

— Sim. – Stiles falou.

— Você ainda é apaixonado por mim?

— Porque está perguntando isso a mim agora?

— Porque me bateu a curiosidade.

— Eu sinto que não devo te responder.

— Responde.

— Mas e se eu magoar você? – Falou Stiles estacionando o carro. Ele havia chegado à casa de Malia.

— Se eu me importasse eu não teria feito essa pergunta, mas com a pergunta que você fez agora, posso concluir que você não está mais. – Malia falou desatacando o sinto e abrindo a porta do carro.

— Malia. – Stiles falou antes de ela descer.

— O que foi? – Malia perguntou se virando e Stiles a beija – Porque fez isso?

— Porque talvez eu sinta algo por você ainda.

— Mas e a Ellen? Ela é minha amiga e eu não quero que ela pense que eu estou roubando o namorado ela.

— É mesmo, eu não posso fazer isso com ela, ela já fez muito por mim.

— Então é melhor não nos vermos para evitar que algum de nós três seja machucado.

— Eu não quero isso.

— Mas é o certo. – Malia falou saindo do carro. – Mais uma vez obrigada, por tudo.