Pretty Little Liars: Circus
1
Capítulo 1
Prólogo
— 01 de março de 1952 —
Ravenswood
Notas iniciais
Aria Montgomery estava junto de seu noivo, Ezra Fitz, em um comércio de beira de estrada, um lugar velho e úmido pelas diversas goteiras no assoalho de madeira, Aria segurava seu vestido de baile para que não rasgasse em elevados pregos enferrujados, ao seu lado Ezra avaliava a validade dos produtos já ultrapassada.
— Talvez devamos parar com isso, — disse ele — É perigoso.
— Vinhos não me mataram, meu amor — respondeu ela analisando uma garrafa de vinho. — Aliás, o que não nos mata, apenas nos deixa mais fortes, no caso do vinho, mais bêbados.
Aria soltou uma leve risada.
— Não me refiro aos vinhos. Mas sim a isso... os encontros... a sós. — disse ele entre cortes — Seus pais nem desconfiam disso, acho que é errado. — continuou ele.
— Mas perto deles não poderíamos fazer o que gostamos. — disse o fitando.
Em questão de minutos as calsas de Ezra já se encontravam abertas, e a mão de Aria já adentrava suas peças íntimas, enquanto a outra o puxava para um beijo molhado e sufocante, a asma de Aria poderia atacar, e Ezra tinha medo disso, sua mão se movia lá dentro, fazendo seu amado perder a percepção de tempo e espaço. Sendo encostada contra a parede do comércio pode sentir a mão de Ezra apalpar seu seio enquanto à beijava como se fosse a última vez que estaria com ela. Então ele parou e se recompos, saindo dessa grande loucura carnal e quente.
— Melhor não — disse ele.
— Pensei que era de seu agrado. Bom, do meu é. — questionou ela.
— E é, isso é incrível, você é incrível. Mas aqui não. — Disse ele em aflição.
Aria entendia a forma de pensar de seu noivo, ela o amava e sabia que ele também à amava, por isso ela o conhecia e sabia que o fato de perder folêgo e ter um ataque repentino de asma era o motivo de ter parado, mas ela não questionaria, nem tentaria, ver o medo nos olhos dele em machucá-la era o que lhe fazia amar cada vez mais a ele.
Um minuto de silêncio se estabeleceu no lugar.
— Onde está Violett? — perguntou ele para poder quebrar o silêncio.
— No carro. — respondeu se escorando em uma pilha de caixotes.
— E Mike? — perguntou ele mais uma vez — Não o vejo o dia todo, nem mesmo no festival o vi.
— Deve estar dando prazer para uma garota com quem está saindo, — respondeu ela. — não a conheço, mas sei que não dará certo, ela faz parte de uma trupe de circo, vive de cidade em cidade, e ele jamais abandonaria o conforto que o sua mãe e papai lhe dão. — complementou se arrumando.
— Até ele sai escondido! — disse soltando uma risada fraca.
— Fazer o que. Ele me cobre e eu a ele.
Mais um minuto de silêncio se fez, naquele momento só existiam eles, naquele lugar, naquele momento, no final do comércio onde ninguém os via, mas aquele pequeno momento silencioso foi rompido por um som alto e um tremor notável, o trem estava perto. Nesse momento a paz de Aria se desfez, e seu coração foi tomado por tamanha aflição.
— Não pode ser! — disse nervosa em quanto caminhava em direção a porta.
— O que há de acontecer para que fique assim? — perguntou seu noivo preocupado.
— O trem! ele está vindo, mas não sei como, ele não costuma passar aqui a esse horário!
— Costuma em feriados como os de hoje. — interveu ele.
Aria por um segundo parou para pensar na situação e em como havia esquecido esse detalhe.
— Meu Deus! VIOLETT!! — gritou ela começando a correr.
— O que houve?? — perguntou aflito.
— Violett está no carro. E o carro nos trilhos, ia escondê-lo, mas não sabia onde então o coloquei lá. — explicava enquanto corria.
Ao sair do comércio velho pode ver o trem cada vez mais próximo do automóvel. Começando a correr rápido contra o tempo para que conseguisse chegar no carro, o suor frio escorrendo por sua testa, as pernas doendo por ter que correr em um salto, o coração batendo forte e rápido, ao chegar no carro não somente ele, mas também ela seriam pegos pelo trem, mas algo segurou seu vestido que a levou ao chão, ao perceber estava se levantando e sendo agarrada por Ezra, se debatendo e esmurrando o peito de Ezra para que à soltasse, mas era inútil, então o som de estrondo e estilhaços foram altos o suficiente para fazê-la virar a tempo apenas de ver o carro ser arrastado, então uma sensação forte e dolorosa de pontada percorreu seu seio direito, sua visão já turva se direcionou para o céu noturno, um céu sem estrelas aparentemente nublado, uma forte dor nas costas e cabeça foi sentida por seu pequeno corpo, e em cima de si, podia ver Ezra gritar aflito, mas sem ouvir nada, apenas ver, ao virar seu rosto para o lado onde podia ver o estrago do carro, o trem já parado, as pessoas correndo, umas em direção o carro, outras em sua direção, perto dos altos arbustos do outro lado dos trilhos, com sua visão turva pode ver um grupo de pessoas, entre eles uma garota que lembrava seu rosto quando moça, logo uma dor muito forte foi sentida como se algo fosse arrancado de seu corpo, então um preto.
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