Pretty Boy
1 Pretty Boy
Notas iniciais
Samuel John Miller não vê sua família há cinco anos. Isso mesmo, cinco anos. Por quê? Uma reposta muito simples, ele os deixou há cinco anos. Se tem arrependimentos? Claro, claro que os tem, mas esses são tremendamente ofuscados no exato momento em que vê Ted. Oh, Ted. Seu garoto bonito. Ele tem sido um menino tão bonzinho, definitivamente merece uma recompensa mais tarde, Sam lembrou-se.
Ele vivia uma vida normal, bela esposa, três filhos, um cachorro... tudo nos eixos, mas também tudo chato. As coisas mudaram no momento em que conheceu seu novo secretário, Theodore Miguel Porter, o twink mais lindo que Samuel já viu na vida.
Ted tinha um rosto angelical e uma bunda redonda que não deveriam ser permitidos existir num planeta tão mundano quanto a terra, tamanha a perfeição. Cabelos loiros cacheados, olhos tão azuis quanto o céu e uma pele tão lisa e branca quanto porcelana. Certamente era um anjo enviado para lhe salvar de sua monótona vida.
A primeira vez que traiu sua esposa, Mary, com Ted foi no Natal, isso mesmo, o Natal. Eles haviam ficado trabalhando até tarde para fechar um importante negócio com uma multinacional chinesa. Divertia Samuel pensar na ironia dos fatos, uma data tão especial e pura para boa parte das pessoas no mundo, ser palco de algo que vai contra todos os ensinamentos daquele que todos comemoram o nascimento.
Depois disso a coisa só piorou. Pode parecer clichê, mas Sam acabou se apaixonando. Ele se viu amando seu sugar baby mais que tudo nesse mundo, e foi por seu querido Ted que deixou sua família sem pensar duas vezes. Bye, bye honey.
Desde então nunca mais teve nenhum contato com Mary, ou Hannah, James e Cecilia. Nem ele procurou saber, nem eles os procuraram. Sinceramente, tudo que Sam se importa é seu menino, e nada mais.
Falando nele, Ted acabou de entrar no quarto que compartilhavam. Vestia apenas uma boxer preta, completamente em contraste com a pele pálida. É muito tentador para ser de verdade, Sam pensou, indo em direção ao pequeno, a diferença de altura entre eles é gritante, o que torna tudo mais divertido, era o que o moreno achava. Como mágica, todos os pensamentos pareceram sumir de sua cabeça, esse era o efeito Ted, como ele gosta de chamar. Samuel não poderia pedir coisa melhor.
– Você vai ser bom para o seu papai? — perguntou, agarrando a cintura do loiro.
– Always, daddy.
Ele realmente não poderia.
Fale com o autor