Preto e Branco Colorido

4 Virando a página


Notas iniciais
Gente, por favor não sejamos um leitor fantasma!! Comentem Please!!

Percy tomou um banho, e deitou em sua cama recapitulando o dia que acabara de ter. Mesmo sendo um psicólogo, controlar aquele turbilhão de emoções era complicado, tudo parecia embaçado, ou acabara de se passar anos em vinte e quatro horas.

Ele sentia como se tivesse uma pessoa ao lado dele, mas ao mesmo tempo estava sozinho. Era confuso, mas era assim que ele se sentia. Acabou pegando no sono pensando em com colocaria a vida nos eixos.

O som do despertador ecoou pelo quarto, Percy abriu os olhos gradativamente em uma tentativa falha de se adaptar a claridade. Olhou às horas, e percebeu que eram oito da manhã, horário o qual estava habituado a levantar todos os dias, mas logo quando apertou o botão e silenciou aquele barulho ensurdecedor, percebeu o quanto era gratificante ser um imigrante ilegal sem emprego na América, era que poderia dormi até meio-dia.

Ele não diria que acordou, mas ressuscitou de um sono que aparentemente foi mais longo que o normal. Depois de fazer sua higiene matinal, em parte reforçada por um banho gelado, e se dirigiu à cozinha onde despejou cereal em uma tigela qualquer.

Ele estava se sentindo tão sozinho. Ele percebeu nesse momento que Rachel não apareceria na sua porta, com um lindo sorriso perguntando como foi seu dia. Foram esses pensamentos que provavelmente tudo seria pior do que ele pensava que o fizeram sentar no chão perto da bancada da cozinha, abraçar as próprias pernas e começar a chorar, chorar feito uma criança que perdeu o seu doce.

Quando Percy estava apenas soluçando, e as lágrimas não se faziam mais presentes, ele ficou mais duas horas sentado naquele chão- Que parecia extremamente acolhedor- E depois levantou, e foi até a janela. Ficou observando e percebeu que em Nova York sempre parecia ser outono ou inverno, o que dava um toque melancólico a sua limitada vida.

Depois de percebe que talvez fosse um pouco mais saudável sair um pouco, ao menos para tentar espairecer, mesmo que isso se mostrasse impossível, ele pegou uma jaqueta para evitar um resfriado e saiu nas ruas da cidade que nunca dorme.

Ele passou na frente de uma livraria, onde havia uma folha de papel grudada na parede do lado esquerdo que tinha o seguinte comunicado em tinta preta; “Estamos contratando”

Por mais que ele parecesse um louco encarando aquele papel por mais de dez minutos, ele estava pensando consigo mesmo. Conseguir um emprego em seu ramo seria complicado, e ele tinha que conseguir dinheiro de uma forma viável, e sem ter que pedir aos seus pais- Seria vergonhoso se esse fosse o caso- Então viu que não estava na circunstância mais adequada para escolher o emprego a dedo, então pegou uma das pontas do papel que não estava grudada a parede, e a puxou deixando alguns pedaços ainda grudados na parede.

Quando entrou na livraria, ele notou que ela parecia meio... Escura. Qualquer ser que se mostrasse disposto a ler alguma coisa ali, estava de parabéns. Depois de algum tempo procurando por alguém entre as enormes prateleiras cheias de livros em desordem, o que dificultava a busca por qualquer titulo.

–Posso ajudar?- Falou uma voz masculina, fazendo Percy virar-se em um sobressalto. Ele Percebeu que era um garoto aparentemente mais jovem de cabelos mais negros que os dele, e uma pele pálida fazendo-o parecer um fantasma, ou apenas parte daquele lugar.

–Eu vi que vocês estão contratando- Falou ele erguendo o papel.

–Sim, você tem algum interesse?- Perguntou ele levantando a sobrancelha esquerda, em um sinal de duvida.

–Sim, mas eu não trouxe... –Percy ia dizer que não tinha documento algum, ou coisa que confirmasse tal interesse, mas foi cortado pelo garoto mais jovem.

–Não precisa de nada, ok? Apenas preciso saber quando você pode começar- Falou ele na lata.

–Não vai haver teste psíquico?- Perguntou Percy, que como resposta recebeu uma seca risada do garoto.

–Você é algum louco?- Perguntou ele, que recebeu como resposta de Percy silêncio. Ele não estava a fim de falar de suas condições mentais com um estranho.

–É, ninguém em sã consciência iria trabalhar aqui- Falou o garoto.

–Você acabou de chamar a sí mesmo de louco?- Perguntou Percy.

–Sou filho do dono daqui, é diferente. Mas, então, você quer o emprego ou não?

–Posso começar agora?- Perguntou Percy para surpresa do garoto.

–Se você quiser- Falou ele indiferente.

Percy realmente queria manter a cabeça ocupada, pensar de forma racional o tempo todo não estava ajudando. Estava levando algumas caixas com livros para organizar em uma prateleira, quando escutou a porta se abrir.

–Tem alguém aqui?- Perguntou uma voz melodiosa, que Percy conhecia.

–Posso ajudar?- Perguntou ele fitando Annabeth, que se surpreendeu ao vê-lo.

–Percy, você por aqui?

–Consegui esse emprego hoje, já é um progresso.

–Sim- Foi então que Percy reparou melhor nela, estava com os cabelos caindo sobre os ombros, jeans, camiseta branca e All Star. Parecia uma estudante ao invés de uma arquiteta.

–Você pode me ajudar a achar esse livro?- Falou ela entregando um papel para Percy.

“A Arte de projetar”

Tinha escrito em uma letra cursiva no pequeno pedaço de papel.

–Esse não parece o tipo de lugar o qual você frequenta- Falou Percy correndo os olhos pela prateleira mais próxima.

–E não frequento, na verdade essa foi minha última opção, já que andei metade de Nova York e não achei esse livro.

–Não estou encontrando aqui, se você esperar um minuto eu vou ali e já volto.

–Tudo bem.

Depois de se apresentarem formalmente, Nico mostrou onde ficavam todas as coisas e lugares da livraria, e nesse momento Percy se dirigia ao deposito. Quando chegou lá, se sentiu um pouco sufocado pela grande quantidade de poeira que se concentrava em um único metro quadrado.

Havia muitos livros nos chão, e muitos em caixas que tomavam conta do local deixando tudo apertado.

Percy estava quase desistindo de procurar o livro, quando avistou em um canto perto de uma caixa um livro de capa preta, e letras em branco de um autor japonês. Graça aos Deuses ele acabara de achar o livro.

–Não acredito que você achou?!- Falou ela quando viu Percy com o livro na mão, e um sorriso vitorioso.

–Quanto?- Perguntou ela.

–Nada, esse livro estava jogado lá dentro, e não vou fazer você pagar por ele.

–Nossa! Que cavalheirismo- Falou ela sorrindo.

–Só estou sendo justo.

–Está perto de acabar seu horário?

–Vinte minutos, por quê?

–Porque temos que comemorar seu novo emprego – Falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

–Sendo assim, acho que posso sair mais cedo.

Notas finais
Escutem às notas iniciais!!!!