Preto E Rosa
5 Yukito, um suspiro e um "eu te amo"
Notas iniciais
– NÃO ACREDITO, A SAKURA TA DANDO UNS PEGA NO YUKITO.
Fiquei vermelha na hora, não que eu gostasse dele, mas todo mundo correu pra dentro da sala a fim de ver aquela cena, me soltei de Yukito, e nós dois caímos na risada.
– Gente eu e o Yukito não temos nada um com o outro ok?- falei voltando a me sentar.
O resto do dia passou tranquilo, conversei com Yukito na hora do intervalo e a gente combinou que quando eu soubesse tocar todas as músicas eu iria tocar as três que eu mais gostei para ele.
Na hora da saída:
– eu vou indo Sakura, você vai com sua irmã?- Yukito perguntou enquanto caminhávamos em direção a saída.
– Aya vai sair com um garoto aleatório, eu vou ir embora com meu irmão, e você vai embora sozinho?- perguntei.
– sim, vou passar na casa do meu primo e depois vou pra casa mais ou menos às oito da noite- ele disse enquanto parava na frente do portão da escola.
–ok, então até amanhã- me despedi de Yukito e fui em direção ao carro de meu irmão.
– até que enfim, você sempre se atrasa né é incrível- Gaara disse sarcástico.
– ah, Gaara foi você quem quis vir me buscar- falei entrando no carro- e aí onde nos vamos?
– visitar o túmulo da vovó- ao ouvir aquilo estremeci, sempre íamos ao túmulo da minha avó quando queríamos refletir sobre algum assunto- lá eu tenho certeza que você ira se abrir comigo.
Olhei para o lado e vi flores, que meu irmão provavelmente havia comprado para o túmulo de minha vó. Todo o caminho foi percorrido em silêncio.
Ao chegarmos lá, desci antes do meu irmão segurando as flores, parei na frente e comecei a ajeitar o vaso.
– Sakura, conte-me tudo.
Me senti completamente segura naquele local, então comecei a contar pra ele.
– quando eu fui matar aquele vampiro, aconteceram algumas coisas- falei ainda ajeitando o vaso.
– que tipo de coisa?- ele perguntou vindo ao meu lado e me ajudando a arrumar também.
Hesitei um pouco e comecei.
– ele sabia meu nome, nome completo, e quando estava morrendo ainda disse: você já está condenada Sakura Haruno.
Meu irmão ao ouvir aquelas palavras me olhou com um ar de preocupação.
– qual como era o nome desse vampiro?
– eu não lembro o nome dele, mas está anotado no papel da missão- falei olhando pra ele.
– fique tranquila, ele está morto, não vai poder fazer mal algum a você e outra Sakura, o que você tem a temer? Você é uma caçadora nobre de vampiros.
Gaara tinha razão eu estava me preocupando a toa, sorri pra ele e dei um abraço. Ficamos ali mais alguns minutos, e fomos embora ele me deixou na porta de casa e foi encontrar provavelmente algumas de suas namoradas.
Entrei na casa e minha mãe estava assistindo televisão.
– boa tarde filha, estava onde?- ela perguntou dando espaço no sofá pra mim.
– fui visitar o túmulo da vovó, junto com o Gaara- disse me sentando ao seu lado.
– eu acho linda a amizade que meus filhos têm uns com os outros- ela disse sorrindo em minha direção.
– e aí... como foi a conversa com o presidente da associação?- minha mãe pareceu não gostar muito de lembrar da conversa.
– Foi uma situação complicada- disse tomando um ar mais sério.
– por quê?- perguntei curiosa.
– Descobriram que uma vampira estava tendo um caso com um caçador- minha mãe disse meio incomodada com o assunto, e eu fiquei chocada, como podia um caçador se envolver com uma vampira?
– que nojo, como esse caçador teve coragem? Eu odeio vampiros, odeio- Disse irritada.
– Sakura, minha filha quando o assunto envolve o coração a situação é um pouco mais complicada- disse de forma serena.
– É, mas mesmo assim, ainda são vampiros... o que a associação decidiu?- perguntei curiosa.
–ou eles negavam o romance, ou seria pena de morte- minha disse tristemente.
– E o que eles decidiram fazer?- perguntei.
– os dois decidiram morrer juntos ao negar o amor que sentiam um pelo outro, mas é melhor deixar essa história pra lá.
– esta bem- disse me espreguiçando- cadê a Aya?
– um rapaz trouxe ela dez minutos antes de você chegar, agora ela deve estar tomando banho.
Fiquei conversando com minha mãe durante meia hora, e depois ouvi meu pai me chamar.
–SAKURA, VENHA NO MEU ESCRITÓRIO POR FAVOR.
Levantei e fui em direção ao escritório, quando cheguei lá meu pai estava sentando na cadeira, analisando algumas informações.
– oi pai- falei sorrindo.
– Sakura sente-se um pouco, vamos conversar- ele disse largando os papéis sobre a mesa e olhando em minha direção.
Sentei-me.
– então como você esta se saindo nas suas missões?- perguntou calmamente.
– bem, estou dando conta- me lembrei dos caninos- ahh pai aqui esta os caninos do ultimo vampiro que matei- entreguei os caninos a ele e meu pai o guardou numa espécie de caixa.
– Filha você tem tomado o sangue de vampiro, que preparamos para você?
Havia esquecido de mencionar essa detalhe, nós caçadores de vampiros como já disse temos ryuti(força espiritual, parecida com o chakra), esse ryuti é um poder que é aprimorado com o sangue dos vampiros, o que faz os caçadores serem obrigados a beber o sangue dessa raça nojenta, e isso infelizmente me inclui.
– pai, eu não preciso beber isso para conseguir completar minhas missões- disse tentando convencê-lo, ele pareceu ficar completamente irritado mais se controlou.
– Sakura, acho que a gente já conversou a respeito desse assunto não é?- disse sério- dessa vez eu vou deixar passar, mas a partir de amanhã, você vai voltar a tomar ouviu mocinha?
Fiquei com uma cara emburrada e meu pai interpretou aquilo como um sim e continuou a falar.
– Bem, mudando de assunto, hoje a noite eu tenho uma missão para você, passe aqui depois de você tomar banho que eu vou te dar as ordens ok?
– sim pai- disse me levantando- bom trabalho.
Sai do escritório de meu pai e fui a caminho do quarto de Aya, queria mostrar a ele a pasta que ganhei de Yukito.
– Aya posso entrar?- disse enquanto batia na porta.
– entre- abri a porta e ela estava sentada em sua cama lendo seus mangás, sorri um pouco ao ver aquela cena pois aqueles mangás eu havia dado de presente e ela adorava muito.
– para variar um pouco você esta lendo mangás- disse rindo e me sentando na sua cama- cansou dos animes?
– jamais, mas estava com saudades de ler um pouco- disse colocando os mangás do lado da cama- e aí o que foi?
– vim te mostrar, a pasta de música que o Yukito, me deu- falei sorrindo- ele disse que quando eu aprender tocar todas as músicas é pra tocar pra ele as três que eu mais gostei.
Minha irmã abriu um sorrisinho e comentou.
– Eu acho que o Yukito é caidinho por você.
Ao ouvir aquilo dei uma risada de canto.
– É nada irmã, bem eu vou tomar um banho- disse enquanto caminhava até o banheiro.
– se prepare porque aquele mico eu ainda não esqueci ele- sorri para minha irmã e fui tomar um banho, descansei um pouco e acabei adormecendo, quando acordei vi que já eram sete e meia da noite, fui correndo para o escritório de meu pai, eu precisava fazer a missão, quando cheguei lá tinha um recado na mesa:
Sakura, minha querida, eu e seu pai fomos até a casa do Kakashi, sua irmã saiu com um rapaz e seu irmão ainda não chegou, bem a sua missão está dentro da pasta preta, boa sorte, beijos mamãe.
Peguei a pasta preta e comecei a ler.
Faye Soltse, vampira comum, extremamente perigosa, ataca perto da academia Felix, normalmente as oito horas da noite, prova da morte: os caninos.
Ao ler aquilo gelei, academia Felix era perto da casa do Yukito, e oito horas da noite é o horário que ele chegaria em sua casa hoje, decidi que não iria mais perder tempo, corri em direção ao local, como era meio longe peguei a moto de meu irmão(ps: ele vai me matar e eu odeio motos, na verdade tenho medo) e corri o mais rápido que pude, ao chegar lá procurei pela presença daquela vampira até que a senti em um beco.
Me aproximei com passos largos, e quando cheguei lá vi uma das piores cenas de minha vida: ela estava atacando Yukito, sugando seu sangue, não pensei duas vezes e a ataquei, mas ela conseguiu se esquivar soltando Yukito no chão que lutava para se manter acordado. Ela se distanciou um pouco de onde ele estava e começou a mostrar uma risada cínica.
–Sakura Haruno- Gelei ao ouvir meu nome- se você tivesse se apressado talvez seu namorado estivesse vivo- ele não era meu namorado, porém aquele não era o momento para se discutir sobre esse assunto.
– você esta condenada- disse enquanto puxava meu colar, concentrando ryuti e a transformando na sua forma original: a Katana.
– nossa que linda a sua arma deix..- ela não teve tempo pra responder, era uma vampira comum e um simples ataque já a derrubou.
Abaixei e peguei a faca envenenada.
– nunca mais você vai machucar ninguém- e arranquei seus caninos, ela logo se desintegrou e corri em direção a Yukito que estava no chão.
Ao me aproximar via que ele tinha muito dificuldade para respirar, havia perdido muito sangue, lágrimas caíram de meus olhos.
– força Yukito, você vai sair dessa- sua cabeça estava em meu colo e minhas lágrimas acertava seu rosto.
Ele ergueu a mão de forma a acariciar meu rosto e falou com muita dificuldade.
– você. Veio. Me. Salvar.- falava e fazia expressão de que estava com dor, muita dor.
– Calma Yukito- eu sabia que não havia nada que eu podia fazer, ele havia perdido muito sangue e isso me deixou em desespero- por favor, não morra.
Ele sorriu pra mim, e segurou minha mão.
–Prometa. Uma. Coisa. – ele falava com dificuldade.
– o que você quiser- nesse momento mais lágrimas vieram.
– quando. Aprender. A. tocar. Vai. Vir. Tocar. Pra. Mim. No. Meu túmulo.
Balancei a cabeça positivamente, e então ele disse suas últimas palavras.
– Sakura Haruno, eu te amo- nesse momento ele parou de respirar.
Estava chocada ele havia acabado de se declarar, e no momento em que seus olhos perderam o brilho eu comecei a gritar e a soluçar, chorei como nunca havia chorado antes, prometi a ele que tocaria e chorei mais ainda até que uma voz soou atrás de mim.
– O que esta acontecendo?
Continua...
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