Pretending

3 Starting to know each other.


O sinal tinha acabado de tocar para a saída. "Ufa, acabaram as provas." Finn suspirou aliviado, porém ele não estava tão contente assim. Essa semana havia sido muito agitada, por conta das diversas provas e simulados que tiveram ao decorrer dela. Após ter tido aquela conversa com a Rachel na sala dos atrasos, eles dois se aproximaram e quanto mais conversam, mais parecia que os dois eram melhores amigos desde sempre e ele adorava aquilo. Rachel Berry era tudo que ele experava em uma garota, ela era legal, divertida, bonita e muito inteligente por sinal.

"Ei, Finn?" perguntou o Blaine. "Você vai voltar no ônibus hoje?"

"Vou sim, cara." respondeu ele.

"Então a gente se vê lá."

"Falou."

O ônibus já estava quase saindo quando Finn entrou, ao entrar lá, foi procurar o Blaine, que disse que voltaria também de ônibus, quando olhou mais para a frente, lá estava a Rachel. Ela acenou para ele e fez um sinal para juntar-se a ela.

"Finn! Não sabia que você também pegava o ônibus." falou.

"É, quase nunca eu venho, mas essa semana eu voltei todos os dias de ônibus." respondeu Finn.

"Essa semana foi muito corrida mesmo. Prova, prova, prova e prova. Já não aguentava mais, esse final de semana vai ser o melhor." disse Rachel.

"Com certeza. Então, como você acha que se saiu nas avaliações?" perguntou ele.

"Bem... algumas eu acho que fui bem e outras acho que eu consigo passar. E você?"

De repente ele se sentiu estranho, não poderia dizer a ela que ele iria se sair mal, afinal ele não tinha estudado muito, andava tão distraído só pensando nela.

"Acho que talvez eu me saia bem." respondeu sem muita esperança.

E do nada, ficou aquele silêncio constrangedor e eles apenas se olhavam nos olhos, Finn ficava tentando adivinhar no que ela poderia estar pensando. Quando do nada, ele lembrou que ela era muito fã da banda Mcfly e que amanhã teria o show deles na cidade. Decidiu puxar assunto e arriscar:

"Você vai ao show do Mcfly amanhã?" perguntou.

"Ah, quem dera. Queria muito ir, mas não deu para comprar os ingressos e já estão esgotados." respondeu-lhe com desânimo.

"Agora que eu lembrei, o amigo do meu pai tem dois ingressos sobrando e eu tenho certeza que ele poderá nos dar! Você quer ir ao show, er... comigo?" perguntou Finn com vergonha.

"É claro que eu quero! Você faria isso por mim? Nossa, eu acho que é a melhor coisa que alguém já fez por mim. Muito obrigada mesmo." gritou Rachel de felicidade. "Mas antes, tenho que perguntar aos meus pais. Hoje à tarde mando uma mensagem no víber com minha resposta."

"Certo, então, te vejo amanhã, talvez." falou ele.

"É, muito obrigada mesmo, Finn. Isso significa muito para mim." disse Rachel, que em seguida deu um abraço bem confortante nele, que durou um pouco.

Finn estava nas nuvens, conseguir um abraço da Rachel e um sorriso na mesma hora? Isso com certeza era um presente, um ótimo presente.

"Eu desço aqui. Tchau, Finn. E obrigada, de novo." disse ela saindo, sorridente.

"Que nada, Rach." indagou ele sorrindo de volta.

Mais tarde, quando Finn estava indo ao treino de futebol, recebeu a tão aguardada mensagem de Rachel.

"Já falei com meus pais e está tudo certo para amanhã. De que horas começa o show?"

"Começa às 22:00, te pego em casa às 21:00 horas. Mal posso esperar." ele respondeu.

"Certo, eu também. Ainda não estou acreditando, Mcfly!!!!!!!!" respondeu ela.

"Pois acredite, rach. Eu e você, amanhã, no show do Mcfly, na área vip e... com um passe para ir aos bastidores e o camarim!"

"COMO ASSIM? POR QUE VOCÊ NÃO ME DISSE ANTES? AI MEU DEUS, FINN. ESTOU CHORANDO AQUI. NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO POR MIM. :')"

Mal ela sabe que ele faria de tudo por ela e que isso é apenas o começo.

"Não precisa se emocionar tanto, é só um presente de amigo. Eu faria de tudo para te ver feliz, acredite :)" ele parou por uns segundos e releu a mensagem. Seria essa a hora certa de contar a Rachel que ele tinha fortes sentimentos por ela? Ou seria melhor esperar até o show? Decidiu mandar a mensagem e desligar o celular. Nada poderia deixá-lo para baixo após tudo isso.

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"Que semana gratificante!" pensou Rachel. A semana de provas era para ela, a mais desafiadora e emocionante de todas, mas apesar de gostar muito da semana, tudo que ela mais queria era que ela acabasse logo, assim como todos os outros. Saiu da sala e deu um longo suspiro de alívio. Finalmente o final de semana chegou! E como a tradição, todo domingo pós prova, Rachel dava uma festa e depois aproveitava seu tempo livre vendo filmes e mais filmes.

Foi até seu armário e deixou alguns cadernos, enquanto fazia isso, conversava normalmente com a Santana, sua amiga que era líder de torcida.

Muitos achavam que ela tinha potencial para ser uma cheerleader, porém, Rachel detestava a treinadora e o esporte era cansativo demais, além de tirar uma boa parte do tempo de estudo. E isso explicava porque a maioria das líderes de torcida sempre tiravam notas baixas.

De repente, Santana lhe fez uma pergunta confusa:

"Então, Rachs, ultimamente eu tenho lhe visto conversando muito com o Finn, tá rolando algo que você está escondendo de mim?" perguntou ela.

Rachel demorou um pouco para responder e começou a pensar sobre o assunto. Realmente, eles dois vem andando muito juntos e parece que eles são melhores amigos desde... sempre. O que não é verdade, mas quando ela passava um tempo com ele, passava tão rápido os minutos, as horas. Só que ela ainda tinha no pensamento que ele era apenas um amigo.

"Hum, na verdade não. Eu gosto dele, mas só como amigo. Ele é legal, sabe?" respondeu ela, mas não muito segura de si, o que é estranho, pois Rachel Berry sempre tem segurança do que diz. Por que será que quando o assunto era Finn Hudson ela não tinha, já que, não gostava dele?

"Ah, certo." falou Santana."E ai já está planejando a festa após provas?!" continuou animada.

As festas da Rachel eram famosas, afinal, todos estavam de saco cheio com as provas, só queriam se divertir um pouco e é para isso que servem as festa dela. Diversão. Fun. Spaß. Diversión. Plezier.

Após discutirem um pouco sobre várias coisas, elas viram a hora e Rachel tinha que ir ao ônibus. Chegando lá, sentou-se em um acento vazio e colocou sua bolsa no acento ao lado, que também estava vazio. No momento em que começou a entrar gente, a pessoa por quem ela menos esperava, entrou. Finn Hudson.

Para ela e para muita gente, Finn era do tipo de cara rico. Que conseguia o que queria, quando queria. Não que ele se gabasse com isso, ele era humilde até. Porém ele com certeza era rico, quer dizer, a família dele. O pai era um cirurgião famoso e a mãe uma estilista.

"Finn!" acenou ela, com um sorriso no rosto. Estava feliz por vê-lo, apesar de ter de que abandonar seu iPod por um instante. "Não sabia que você também pegava o ônibus." falou.

"É, quase nunca eu venho, mas essa semana eu voltei todos os dias de ônibus." respondeu ele sentando no banco ao lado do dela.

"Essa semana foi muito corrida mesmo. Prova, prova, prova e prova. Já não aguentava mais, esse final de semana vai ser o melhor." disse Rachel.

"Com certeza. Então, como você acha que se saiu nas avaliações?" perguntou ele.

Rachel achou melhor não dizer que todas as provas foram facílimas e que se ela não tirar +A em todas, alguma coisa estava muito errada nas correções dos professores, Finn poderia lhe achar uma sabe-tudo e ela odiava quando alguém a julgava dessa forma.

"Bem... algumas eu acho que fui bem e outras acho que eu consigo passar. E você?"

"Acho que talvez eu me saia bem também." respondeu ele, num tom nervoso.

"Ah, não." pensou Rachel. Esse seria aquele momento onde um silêncio muito chato iria chegar e os dois passariam segundos se encarando. Ela odiava quando isso acontecia, porque nesses momentos, geralmente, as pessoas observavam o seu ponto fraco, as suas inseguranças e medos normais. Porém, com Finn era confortante. O jeito que ele lhe olhava, a fazia se sentir segura e trêmula ao mesmo tempo. Com certeza, era uma sensação diferente de todas as outras. Então de repente, ele lhe pergunta uma coisa para quebrar o gelo:

"Você vai ao show do Mcfly amanhã?" perguntou.

"Ah, quem dera. Queria muito ir, mas não deu para comprar os ingressos e já estão esgotados." respondeu-lhe com desânimo.

"Agora que eu lembrei, o amigo do meu pai tem dois ingressos sobrando e eu tenho certeza que ele poderá nos dar! Você quer ir ao show, er... comigo?" perguntou Finn com vergonha.

"COMO ASSIM SE EU QUERO IR AO SHOW DO MCFLY?????????????????????? ÓBVIO QUE EU QUERO NÉ, SEU IDIOTA." ela pensou, eufórica.

"É claro que eu quero! Você faria isso por mim? Nossa, eu acho que é a melhor coisa que alguém já fez por mim. Muito obrigada mesmo." gritou Rachel de felicidade. "Mas antes, tenho que perguntar aos meus pais. Hoje à tarde mando uma mensagem no víber com minha resposta."

"Certo, então, te vejo amanhã, talvez." falou ele.

"É, muito obrigada mesmo, Finn. Isso significa muito para mim." disse Rachel, de tanta felicidade, ela decidiu lhe dar um abraço, que no começo parecia de amigo, mas após alguns segundos se tornou um abraço calmo e quente.

Quando notara, o ônibus havia parado no seu ponto de saída.

"Eu desço aqui. Tchau, Finn. E obrigada, de novo." disse ela saindo, sorridente.

"Que nada, Rach." indagou ele sorrindo de volta.

Ao chegar em casa, ela foi direto a cozinha, explicar para os pais sobre a fascinante conversa que ela acabara de ter e perguntar se ela poderia ir amanhã ao show.

"Claro que não, Rachel! Eu nem conheço os pais desse garoto e você é muito nova para ter encontros." disse seu pai.

"Mas, pai... nem será um encontro. CARAMBA É O MCFLY! Pai, por favor. Pensa um pouco com a mamãe, eu realmente preciso ir nesse show, é a minha banda preferida." falou ela.

"Querida, nós dois estaremos viajando amanhã e só voltaremos de manha, não dá certo." respondeu a mãe.

"Mas como assim? Por que não dá certo? O Kurt vai estar aqui, eu saio para o show, volto e pronto. Não tem dificuldade." disse ela.

"A resposta é NÃO." dizeram os dois, ao mesmo tempo.

Rachel fez o que qualquer pré adolescente revoltada faria, se trancou no quarto começou a chorar e se recusou a comer. Ela estava furiosa e por isso decidiu fazer uma das coisas mais rebeldes que ela já tinha feito. Avisou ao Finn que iria para o show mesmo assim e já tinha feito um plano para fugir de casa amanhã.

Primeiro ela pensou em contar ao irmão, mas ele não iria compreender. A família Berry, era muito certinha e cheia de regras. O seus pais eram muito durões e seu irmão era um robô, um gênio. Ele estava no terceiro ano do ensino médio e já fora aceito na universidade de Harvard , iria se mudar no final do semestre.

Quando a noite chegou, Rachel ainda não sabia o que faria e passou a madrugada em claro pensando se realmente valia a pena, quando se deu conta de uma coisa: Com certeza valeria. Hoje ela iria ver o Mcfly ao vivo e ninguém poderia tirar isso dela. NINGUÉM.



Notas finais
Gostaram? O próximo capítulo talvez demore um pouco para ser feito por conta das provas que eu vou ter. Eles dois estão acabando e eu estou apenas começando LKSDFGL~RLKGHKL triste isso. DIFERENTE DE GLEE, O KURT FOI ACEITO NA FACULDADE. QUE TAL SE INSPIRAR NA MINHA FANFIC, RYAN MURPHY? (hahaha.)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.