Pretérito Imperfeito
35 Epílogo
Notas iniciais
Epílogo.
Nunca abaixem a cabeça para ninguém. Mostre para quem um dia duvidou de você que você é mais. Você não precisa da opinião de ninguém para ser você. Não tenha medo do que dirão, não tema ninguém. Apenas saiba que, você tem uma pessoa que sempre vai te apoiar e te ajudar quando você precisar, eu estarei sempre aqui quando precisarem. Eu adoro vocês, muitão. – Thaty Lawliet.
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– Shiiiu, cuidado! – Falei para a garotinha.
Ela subia a escada aos tropeços, ansiosa para vê-lo. Eu estava subindo atrás dela, com um bolo nas mãos.
– Essa escada é muito complicada, mãe! – Resmungou.
Ela fez uma careta e eu não pude deixar de rir ao ver o quanto ela era parecida com o pai.
Logo chegamos na porta do quarto e ela se esticou toda para abrir a porta, a segurando para que eu passasse com o bolo.
Ela andou até a cama e subiu nela.
Sasuke estava coberto até a cintura, estava sem camisa e eu nunca casava de vê-lo assim.
Minha garotinha passou as mãozinhas no cabelo rebelde e um pouquinho grande dele, cutucando a bochecha dele logo em seguida.
Logo os olhos negros se abriram, focando em mim e depois para a garotinha em seu lado.
– Feliz aniversario, papai. – Ela disse tímida.
Sasuke sorriu e se sentou, a abraçando apertado logo em seguida. Ela corou, e timidamente o abraçou de volta.
– Obrigado, Sarada!
Ela se soltou dele e virou o rosto, fazendo um bico.
Era incrível como se parecia com Sasuke.
Os cabelos negros curtinhos, a franja presa por uma presilha vermelha e os olhos negros como o dele. Até mesmo as birras eram iguais.
Me sentei na cama, ao lado deles, e sorri para Sasuke.
– Feliz aniversario, querido. – Falei. – Faça um pedido.
Ele me olhou sorrindo e logo depois assoprou as velas.
– Papai, o que pediu? – Sarada perguntou curiosa.
Ele sorriu para ela.
– Não posso dizer, senão, não realiza.
Ela inflou as bochechas, brava, e eu tive que rir.
– Entregue seu presente, querida. – Falei para Sarada.
Ela pulou da cama, correndo no quarto dela e voltando com um embrulho nas mãos.
Entregou timidamente para Sasuke e o mesmo lhe deu um beijo na bochecha, a fazendo se afastar e esconder atrás de mim.
Ela era muito tímida, até mesmo com Sasuke.
Sasuke abriu o embrulho e sorriu, os olhos negros brilhando.
– Onde conseguiu isso? – Ele perguntou animado.
Era um porta-retratos e nele estava a foto que tiramos quando fomos a Paris para passar o Natal. Aquela que tiramos com a Torre Eiffel ao fundo.
– Eu gostei dela e a mamãe me deu para que eu sempre tenha vocês dois junto comigo, ai pensei em te dar ela, porque o senhor teria uma foto com a mamãe que foi eu que dei, então, nós duas estaremos sempre por perto. – Ela explicou.
Sasuke riu e bagunçou os cabelos dela.
– Obrigado, Sarada.
Bati palmas quando deixei o bolo na cômoda.
– Tudo muito bom, mas Sarada, já para o banho. Sasuke, ande logo que logo o pessoal irá chegar. – Falei.
Os dois fizeram bico.
– Já vou. – Sarada saiu, correndo para o banheiro.
– Eles tem mesmo que vir? – Sasuke perguntou.
Assenti.
– Sim, anda logo.
Ele me puxou para a cama e me beijou.
– Meu deus, que mulher mandona essa a minha. – Disse rindo.
Eu acabei rindo.
– É sério, Sasuke.
Ele suspirou.
– Tudo bem.
Se levantou, caminhando para o banheiro, fazendo o favor de se virar e me lançar uma piscadinha junto com um sorriso malicioso.
– Gatinho. – Sussurrei para ele, que apenas riu e entrou no banheiro.
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Terminei de me vestir e me olhei no espelho.
Meu cabelo estava curto, na altura dos ombros. O vestido branco com flores vermelhas me caía bem e acabei optando por uma sapatilha simples.
Haviam se passado dez anos desde que aconteceu meu sequestro.
Namorei com Sasuke por dois anos e então nos casamos. Foi uma cerimonia simples, apenas para os mais próximos e alguns conhecidos da empresa de Sasuke, mas foi lindo. Inoichi me acompanhou até o altar e chorou mais do que Ino.
Dois anos depois, eu fiquei gravida. Uchiha Sarada tem seis anos e é a cara do Sasuke, parece que nem precisou de mim para fazê-la.
Sarada se tornou a alegria da casa, apenas de seu jeito tímido e marrento como de Sasuke. É orgulhosa e mandona como ele, tem o gênio difícil dos Uchihas.
Eu estava trabalhando em um hospital conceituado, a dona dele era Tsunade, uma parente de Naruto. Ela havia me dado o dia de folga para aproveitar o aniversario de Sasuke e eu agradeci por isso.
Porque, assim como Sasuke fez um dia e fazia quase todas as vezes, Sarada implicava por eu passar muito tempo no hospital e pouco em casa.
Sai do quarto e desci, vendo Sarada na sala, completamente vestida.
Assim como Sasuke, Sarada era completamente dedicada nas coisas, aprendia rápido e não gostava de pedir ajuda para ninguém.
Logo a campainha tocou e os primeiros convidados chegaram.
Sarada ficou perto da mesa do bolo e depois foi para a cozinha, ver o que Hana fazia para o almoço que seria comemorado o aniversario de Sasuke.
Ino, Gaara e Yukio me cumprimentaram.
– Cadê a Sarada? – Ino perguntou.
Seu cabelo estava ainda maior, a franja caía por um dos olhos. Com o passar dos anos, ela ficara ainda mais bonita.
– Na cozinha.
– Vou ir ver ela. Vem com a mamãe, Yukio?
O pequeno ruivo assentiu. O cabelo vermelho como o de Gaara e os olhos enormes de Ino. Yukio tinha sete anos e era tímido como o pai.
Ele veio até mim e se esticou, me fazendo abaixar, e deu um beijo estalado na minha bochecha.
– Oi, madrinha. – Falou timidamente.
Ele seria a cópia de Gaara quando fosse mais velho.
– Oi querido. – Falei.
Ele saiu com Ino e eu dei um abraço em Gaara.
– Como vai? – Perguntei.
Ele sorriu levemente.
– Bem.
Sasuke desceu a escada e cumprimentou Gaara, que lhe desejou parabéns.
Gaara havia ficado muito bonito com o passar dos anos. O cabelo dele estava mais rebelde e bagunçado, as feições mais envelhecidas lhe dava um ar mais maduro e responsável, o que combinava com ele.
Ino voltou da cozinha com Sarada e Yukio no exato momento que Naruto e Hinata passaram pela porta.
Sarada fechou a cara automaticamente ao ver o herdeiro Uzumaki e esse lhe sorriu sapeca.
– Oi Sarada. – Ele disse.
Sarada virou a cara.
– Olá Boruto.
O pequeno garoto de 8anos era a cópia de Naruto assim como Sarada era de Sasuke. Ele e Sarada viviam se desentendendo, assim como os pais.
Abracei Hinata, que segurava a pequena Himawari, de dois anos, no colo.
– Oi Hina. Que bom que vieram. – Falei.
Ela riu.
– Naruto e Boruto dariam um troço se não viessem.
Olhei para eles. Naruto falava com Sasuke enquanto Boruto atentava Sarada.
– Imagino. – Acabei rindo.
Eles ficaram na mesa, junto com Ino e Gaara e logo a casa foi recebida por novos convidados.
Itachi, Aki e Yui.
Yui tinha nove anos, tinha os cabelos prata como a mãe e os olhos tão negros quanto os de Itachi e era tão agitada quanto Boruto. O passatempo preferido dela era constranger Yukio, e imaginei que esses acabariam como Ino e Gaara.
– E ai, cunhada? Tendo muito trabalho com Sasuke? – Itachi perguntou.
Antes que eu respondesse, ouvimos um grito pela sala.
– Tio Itachi!
Sarada correu para Itachi, que a pegou no colo rindo.
– E ai princesa do titio? Se divertindo muito?
Ela riu.
– Sim, mas é sempre melhor quando você está aqui, tio!
Itachi era a alegria de Sarada, ele a deixara mimada. Yui não se importava de dividir a atenção de Itachi com Sarada, o que era muito bom, senão, teríamos confusão.
Aki foi ajudar Hana, deixando Yui com Ino e Gaara. A pequena logo estava a atentar Yukio, que corava e se escondia nos braços de Gaara.
– Mal começou e eu já quero que acabe.
Olhei para Sasuke, que estava emburrado.
– Ah, não faça essa cara, Sasuke. É seu aniversario.
Ele se virou para mim, me abraçando.
– Queria comemorar com você. – Sussurrou em meu ouvido.
– Podemos comemorar mais tarde. – Falei. – Tsunade me deu folga amanha também.
– Ótimo.
Sasuke me soltou para cumprimentar Neji, Tenten, Tenji, Shikamaru, Temari e Alluka que tinham acabado de chegar.
Eu me tornei muito amiga de Tenten e Temari durante esses anos e Shikamaru e Neji ficaram próximos de Sasuke, então, acabamos todos nos tornando ótimos amigos.
Tenji era o filho de Tenten e Neji, o mesmo tinha 10 anos. Os cabelos como da mãe e olhos perolados característicos dos Hyuuga eram sua marca registrada. Era quieto, na dele, mas era o melhor amigo de Sarada.
Alluka era a filha de Shikamaru e Temari. Tinha 6 anos e era a cópia da mãe. Adorava Gaara, não podia vê-lo que já corria para o colo do tio.
Gaara havia ficado mais próximo de Temari, os dois agiam como irmãos, mas não como melhores irmãos, ainda havia uma barreira entre eles.
O almoço foi servido e logo depois nos juntamos todos em uma mesa para conversar enquanto as crianças brincavam.
– Está tudo tão calmo. – Naruto disse. – Não temos mais preocupações desnecessárias. Gosto disso.
– Fale por você. – Gaara disse. – Aquela delegacia anda impossível, nunca vi tantos casos de assassinatos juntos.
– Concordo. – Disse Neji. – Sabe quantas pessoas tem me ligado querendo meus serviços de detetive?
Nós apenas rimos.
Hana apareceu, trazendo o bolo de Sasuke e nos chamando para cantar os parabéns.
Todos nos juntamos em volta da mesa, Sasuke me puxou para ficar junto dele e Sarada veio também, ficando no colo de Sasuke.
Cantamos parabéns e repartimos o bolo.
Depois, foi a hora das fotos.
– Se juntem mais. – Hana pediu.
Juntamos mais um pouco para caber a todos.
Todos, inclusive as crianças, estariam na foto. Todos demos enormes sorrisos e vimos o flash ser disparado, assim marcando aquela dava e a felicidade de todos nós.
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Fui para o meu quarto depois de ver que Sarada tinha dormido.
Sasuke estava de pé ao lado da cama, olhando o retrato que Sarada havia lhe dado de presente de manha.
Ele sorriu ao me ver e deixou a foto na cômoda, me abraçando logo em seguida.
– Obrigado, Sakura.
Me afastei, o olhando.
– Obrigado por quê?
Ele passou a mão em minha bochecha e a manteve ali.
– Por ficar comigo. – Disse ele. – Por nunca ter me abandonado, nunca fugido de mim por causa das armações do meu pai, por sempre ter me apoiado e, o mais importante, por ter me dado uma família linda.
Sorri.
– Eu que devia agradecê-lo. Você é tudo o que sempre quis e mais um pouco, Sasuke. eu amo você.
Ele levantou o mindinho, rindo logo em seguida.
– Para sempre?
Passei o meu dedo no dele, sorrindo também.
– Para sempre.
E então ele me beijou.
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Autora pov’s.
Ano de 2090 – Tóquio.
A garota morena largou o livro em cima da mesinha de vidro no meio da sala. Ela bocejou e se espreguiçou no sofá, já estava tarde.
– É, até que esse livro foi legal. – Falou ela.
Levantou-se do sofá, seguindo até a cozinha e pegando um copo com agua.
– Não pensei que ele terminaria assim. – Voltou a falar, indo para a sala.
Olhou a capa do livro, onde tinha a imagem de um casal, uma mulher de cabelos rosados e um homem de cabelos negros.
– Pretérito Imperfeito. – Ela leu o nome do livro em voz alta. – Irei lê-lo de novo algum dia.
– Ayu, vá dormir, está tarde. – Ouviu alguém gritar.
– Já estou indo, mãe. – Respondeu.
Foi para o seu quarto e fechou a porta ao entrar.
Na porta branca com detalhes pretos, havia um nome:
Uchiha Ayu.
~♥~♥~ Fim ~♥~♥~
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