Pretérito Imperfeito

26 Capitulo Vinte e Seis


Notas iniciais
Boa leitura !

Capitulo vinte e seis.

“Nenhum outro clã prezou tanto o amor mais do que os Uchihas. Quando um Uchiha descobre o amor, é como se os sentimentos que eles estivessem bloqueando aflorassem. Eles despertaram algo muito amor que o poder do amor dos Senjus”. – Tobirama – Nidaime Hokage – (Naruto).

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24 de dezembro.

Eu não sabia o que apertava mais: a poltrona ou a mão do Sasuke.

Francamente, isso é patético! Ou não.

– Sakura, se acalme. É só uma tempestade e turbulência. – Sasuke resmungou.

Eu ri nervosa.

– Acalmar? Sasuke, nós estamos dentro de um avião, no meio de uma tempestade cheia de raios e tendo turbulência. Como quer que eu fique calma? Eu estou morrendo de medo.

As luzes do avião piscaram e eu abracei o Sasuke.

– Se eu morrer, diga a Ino que ela pode ficar com minhas coisas. – Falei.

Um raio cortou o céu, pertinho de nós e eu contive um grito.

– Sakura, nós já estamos quase chegando a Paris, tente se acalmar.

A voz de Sasuke estava com um ar de diversão, ele estava segurando a risada.

Desgraçado!

– Isso não tem graça. – Resmunguei.

– Tudo bem, não tem mesmo. – Ele disse depois de rir. – Pode terminar o voo abraçada a mim, se isso te acalmar.

Assenti, corando, e o apertei mais quando outro raio passou perto.

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Ino pov’s.

São exatamente 11h00min e o Gaara ainda está dormindo.

Isso não é nada normal.

Seus parceiros da delegacia o obrigaram a tirar férias, ele só volta a trabalhar em fevereiro.

Ontem ele ficou o dia todo quieto e na cama, quase não saiu e quase não comeu. Gaara sempre acorda cedo, estando trabalhando ou não.

Estava ficando preocupada.

Me levantei do sofá e me dirigi para seu quarto, batendo na porta antes de entrar.

Em cima da cama, tinha um montinho cheio de cobertas. Cheguei mais perto da cama, vendo Gaara com o rosto levemente corado, os olhos fechados e a respiração pesada.

– Gaara, você está bem? – Perguntei preocupada.

Ele abriu os olhos. Enormes olheiras roxas marcavam eles.

Gaara assentiu, mas eu não me convenci. Encostei minha mão em sua testa, dando um pulo logo em seguida.

– Meu deus, Gaara! Você está queimando de febre.

Comecei a puxar as varias cobertas de cima dele, recebendo resmungos irritados em troca, e o descobri.

– Já para o banheiro! – Ordenei. – Vai tomar um banho frio para abaixar a febre, agora.

Ele se sentou com dificuldade na cama.

– Não pode ser morno? Ta muito frio, Ino. – Reclamou como uma criança.

Segurei em sua mão, o puxando para o banheiro. Ajeitei o chuveiro para o morno mais para o lado de frio, porque ele congelaria se fosse frio mesmo e o olhei.

– O que está esperando? Ande. – Falei.

O empurrei para o box e sai do banheiro, fechando a porta.

Fui para a cozinha e revirei os armários atrás de algum remédio para a febre, mas não achei nada.

Voltei para o quarto e Gaara saia do banheiro, estava enrolado em uma toalha e se abraçava, tentando esquentar, os dentes batendo.

– Porque molhou o cabelo? – Perguntei brava.

Ele já estava doente, está nevando lá fora e ele ainda molha o cabelo?

Peguei uma outra toalha em seu guarda-roupas e o fiz sentar na cama. Me ajoelhei nela, atrás do Gaara, e comecei a passar a toalha em seu cabelo, tirando o excesso de agua.

– Não podia? – Perguntou, igualzinho uma criança.

– Não, seu bobo.

Passei a toalha pelo seu corpo, tirando a agua.

– Desculpe, não sabia. – Falou com manha.

– O que está sentindo? – Perguntei terminando de seca-lo. – Veste uma roupa quente.

– Dor de cabeça e dor de garganta.

Sai do quarto para ele se vestir e aproveitei para vestir uma roupa também. Teria que ir a farmácia.

A porta do meu quarto abriu e Gaara passou por ela, completamente vestido.

– Ino, eu to ficando tonto.

Corri ate ele e o ajudei a sentar na cama, conferindo sua temperatura de novo.

Estava subindo.

Droga! Eu não podia deixa-lo assim para ir na farmácia. Será que o porteiro iria lá para mim? Era apenas a duas quadras daqui.

– Gaara, fique deitado aqui, já volto. – Falei, o ajudando a deitar.

Corri até a cozinha e peguei o interfone.

Espero que ele vá lá para mim.

~♥~♥~♥~

Sakura pov’s.

– Viu, Sakura, eu disse que não precisava ter medo.

Sasuke disse isso assim que nós saímos do avião em Paris.

Eu nunca mais quero andar de avião na minha vida.

Nós já estávamos no hotel, vindo para cá, vimos a Torre Eiffel e Sasuke disse que voltaríamos durante a noite de Natal para vê-la.

Dessa vez, o hotel era cinco estrelas.

Reclamei com Sasuke até falar chega. O que ele tinha contra os hotéis comuns e baratos? Tsc...

Sasuke estava “na sala” e eu no quarto. Deixei a roupa que ia usar em cima da cama para não amassar e fui até Sasuke.

– Vem, vamos sair para comer. Estou com fome. – Ele disse.

Peguei minha bolsa e o segui para fora.

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Ino pov’s.

Eu corria o mais depressa possível naquele meio de neve segurando a sacola da farmácia.

O porteiro não estava, eu tive que vir.

Estava nevando muito e minhas roupas já começavam a acumular neve no cabelo.

Entrei correndo no prédio, fazendo o favor de escorregar e cair de bunda. Entrei no elevador e apertei o botão do andar de Gaara, batendo o pé impaciente.

Quando ele parou, sai correndo de novo, entrando de uma vez na casa.

– Gaara? – Chamei.

Tranquei a porta e corri para o quarto, o encontrando sentado na cama. Ele sorriu para mim.

– Yume, você voltou. – Disse animado.

Yume? Quem diabos é Yume?

– Mas espera. – Ele voltou a dizer, fazendo cara de confuso. – Você não era uma gata?

O olhei abismada.

– Está delirando. – Falei sozinha.

Corri até ele, começando a tirar suas roupas para um outro banho.

– Pare, Yume. Você está gelada e gatos não tem que ficar mexendo na gente. – Ele resmungou. – Vou chamar a Ino para brigar com você.

Se ele não estivesse tão doente, eu teria rido.

O deixei apenas de cueca e o puxei para o banheiro, colocando o chuveiro no frio e o empurrando para lá.

Ele resmungou um “muito fria” quando a agua caiu e eu aproveitei para tirar a blusa frio molhada.

Senti uma mão me puxando e logo a agua extremamente fria me molhando.

– O que está fazendo, Gaara?

Ele estava me abraçando, deixando nós dois debaixo do chuveiro.

– Agora você está quente. – Ele disse com inocência. – Posso sair daqui? Está muito frio.

Ele estava agindo e falando como uma criança, provavelmente pela febre forte.

– Não, fique mais um pouco.

Alguns minutos depois, o tirei do chuveiro e o sequei. O deixei trocar de cueca sozinho e depois entrei no quarto para ajuda-lo a vestir uma calça de moletom.

Ele deitou na minha cama e eu o cobri com um lençol fino.

– Mas Ino, tá frio. Quero a coberta. – Reclamou.

Pelo menos, ele me reconhece.

Peguei a sacola da farmácia e tirei uma dipirona de lá.

– Aqui Gaara, beba.

Ele fez muita manha e negou muito, mas acabou bebendo o remédio.

– Agora durma, ok? – Falei.

Ele assentiu e abraçou um travesseiro, dormindo logo em seguida.

Suspirei.

Nunca pensei que passaria por isso com Gaara.

Aproveitei que ele tinha dormido para tomar um longo banho quente e vestir roupas secas, senão, a gripada seria eu.

Depois, fui para a cozinha e fiz um escaldado. Meu pai sempre fazia quando eu ou a Sakura estávamos doentes.

Coloquei em um prato e fui para o quarto. Quando entrei, ele estava acordado.

– Está melhor? – Perguntei.

Ele se sentou e assentiu. Deixei o prato na cômoda e tirei o termômetro que tinha colocado nele antes de ir para a cozinha.

Me permiti sorrir aliviada quando vi 37º. A temperatura estava quase normal, estava apenas febril.

Guardei o termômetro e lhe dei o prato, me sentando na cama, ao seu lado.

– Coma, vai te fazer bem. – Falei.

Ele começou a comer, depois me olhou levemente corado.

– Desculpe te dar trabalho. – Falou envergonhado.

Eu ri levemente.

– Tudo bem, mocinho manhoso. – Falei.

Ele voltou a comer imediatamente, envergonhado.

Quando terminou, conferi sua temperatura de novo, vendo que já estava normal.

– Trouxe remédio para dor de garganta também, beba um depois, ok? – Falei enquanto deixava o prato na cômoda.

Ele assentiu e ficou me olhando. Não resisti a apertar suas bochechas, ele era muito fofo e lindo.

– Pare, Ino.

Resmungou corado, enquanto eu falava que ele era um fofo.

– Não vai se arrumar? – Ele perguntou. – É noite de Natal, não devia comemorar?

Neguei com a cabeça, me sentando ao lado dele.

– Não, prefiro ficar aqui e garantir que sua febre não volte.

Ele me olhou com culpa nos olhos.

– Não quero estragar sua noite. Pode ir, eu ficarei bem.

Neguei novamente.

– Está tudo bem. Não me importo de perder a noite de Natal cuidando de você.

Ele suspirou e assentiu.

– Mas não me culpe se eu ficar doente depois. – Acrescentei.

– Por quê?

Encostei meus lábios nos seus, começando um beijo lento do qual ele me correspondeu timidamente.

O que posso fazer? Eu não seria eu se não tirasse uma casquinha dele.

Me afastei e sorri ao vê-lo completamente corado.

– Você é tão fofo. – Falei e ri, o vendo corar mais.

– Pare com isso, Ino. – Resmungou, tentando esconder o rosto.

O analisei, o fazendo olhar curioso para mim. Depois, sorri atentada.

– Vou morder suas bochechas se ficar nessa fofura toda. – Falei tentando morde-lo. – Vem aqui Gaara, vou te morder.

– Pare, Ino. Está me deixando constrangido.

E assim passamos a noite de Natal, eu tentando deixar Gaara mais constrangido, ele envergonhado e dentro de mim a preocupação da febre voltar.

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Sakura pov’s.

Ouvi batidas na porta.

– Está pronta, Sakura? – Sasuke perguntou.

– Sim, já estou indo.

Terminei de ajeitar minha roupa e peguei minhas coisas, abrindo a porta logo em seguida.

Sasuke me analisou e depois deu um sorriso satisfeito, do qual não fez questão de esconder.

– Bom, então vamos aproveitar nosso Natal! – Falei.

Continua....

Notas finais
Capitulo mais focado no GaaIno para que vocês tenham ideia de como foi o Natal deles. No próximo, irei focar muito mais no SasuSaku, mostrando o Natal deles, okaay? :D O que acharam do Gaara dodói? E a Ino se aproveitando dele no final ? Haha, Ino é sempre Ino kkkk Tentarei fazer o meu melhor no próximo para que fique a altura de um SasuSaku bom kkk Até lá.. PS: DESCULPEM OS ERROS, NÃO REVISEI O CAPITULO !