Pretérito Imperfeito
22 Capitulo Vinte e Dois
Notas iniciais
Capitulo vinte e dois.
“Seu amigo vai morrer em uma semana, o que significa que eu quebrei uma de suas regras. Mas eu não posso ser morto. Eu sou imortal. Quem tem o poder agora, amigo?” – Niklaus Mikaelson (The Originals).
~♥~♥~♥~
Depois que Ino saiu com Gaara, o clima ficou pesado.
Temari parecia perdida, Shikamaru sem saber o que fazer e nós como plateia.
Troquei um olhar com Naruto e nos levantamos. Cutuquei Sasuke, fazendo ele se levantar também e logo Hinata nos acompanhou, entendendo.
– Então, nós já vamos. – Falei. – Foi bem encontrar vocês depois de tanto tempo.
– Tudo bem. – Shikamaru falou. – Até mais.
Nós saímos do karaokê e paramos na porta dele, olhando a rua com neve.
– Certo. – Naruto disse. – Fale para a Ino que isso foi bem estranho.
Um vento frio soprou e eu, automaticamente, me aproximei um pouco mais de Sasuke.
– Ok, eu vou ligar para ela.
Senti o braço de Sasuke passando por meus ombros e sorri levemente para ele.
– Sakura, você está livre amanha? – Hinata perguntou. – Eu queria companhia para ir olhar os vestidos de noiva.
Sorri.
– Sim, eu vou com você.
– Então vamos? – Sasuke chamou. – Está muito frio aqui fora.
Assenti e nos despedimos de Naruto e Hinata, entrando no carro logo em seguida. Enquanto Sasuke dava a partida, eu peguei meu celular e disquei o numero de Ino.
– Sakura, nos falamos depois. – Ela atendeu.
Arqueei uma sobrancelha.
– Sakura? Você só me chama assim quando o assunto é sério. Ino, está tudo bem?
– Sim. Não. Quer dizer, não sei. – Ela suspirou. – Olha Sakura, eu tenho que falar com o Gaara, te explico depois. Tchau.
Ela desligou.
Olhei para a tela do celular e depois suspirei. Espero que ela não se meta em confusão.
O carro parou. Olhei em volta e vi que estávamos em frente a uma locadora.
– Sasuke?
Ele me olhou.
– Vou virar a noite vendo filmes. – Sorriu. – E você também.
Eu também?
Ele desceu e eu o segui, indo para dentro da locadora.
– Sasuke, esqueceu que trabalhamos amanha?
Ele deu de ombros.
– Sou o dono da Petrolífera, trabalho quando eu quero. – Se virou para mim. – E amanha, eu não quero trabalhar.
– Mas eu trabalho. – Falei. – Ah droga, vou ter que cancelar com a Hinata, me esqueci do serviço.
– Você trabalha comigo, ou seja, se eu não trabalho amanha, você também não. – Falou Sasuke, pegando um filme de terror. – E é melhor cancelar mesmo, você vai ficar assistindo filme comigo o dia todo também.
Cruzei os braços e o impedi de ir pra a próxima seção.
– Quem disse? – Perguntei séria.
Ele sorriu.
– Eu disse.
Ele me deu um selinho e desviou de mim, indo para a seção de filmes de ação.
Suspirei.
Ele voltou ao normal.
~♥~♥~♥~
Ino pov’s.
Entramos no elevador, seguindo para o andar da casa do Gaara.
Durante todo o tempo da volta, ele não desviou os olhos de mim. Minhas mãos tremiam e eu estava mordendo a ponta da minha unha, completamente nervosa.
Como eu contaria para ele?
O elevador abriu e logo estávamos dentro da sala do Gaara, ele me olhando e eu andando de um lado para outro.
– Quando quiser falar, fique a vontade. – Ele disse.
Me virei para ele, em pânico.
– Me desculpe, Gaara! Eu não devia ter te tirado de perto dela assim, principalmente porque são vinte e três anos sem se ver, mas eu não podia deixar você descobrir assim, eu mesma fiquei chocada quando liguei os pontos. Por favor, não fique com raiva de mim, eu...
– Calma. – Ele disse, me interrompendo.
Ele veio até mim, me segurou pelos braços e olhou dentro dos meus olhos.
– Eu não vou ficar com raiva de você, não se preocupe. Agora, me fale o que aconteceu.
Olhei em seus olhos verdes e me senti perdida.
– Você é incrivelmente lindo.
Gaara riu e eu não pude deixar de corar.
– Desculpe, estou nervosa. – Falei sem graça.
– Certo, voltando. O que aconteceu? – Perguntou, ainda com um sorriso pequeno.
Respirei fundo.
– Primeiramente me desculpe. Eu fiquei preocupada com você, com o modo que iria reagir, por isso te puxei de lá. – Falei apressada.
Ele sorriu carinhosamente.
– Obrigado por se preocupar comigo, mesmo que eu não saiba o porquê, mas me diga, porque saímos daquele jeito?
Suspirei.
– Quando te contaram que sua família tinha morrido, eles falaram os nomes para você? – Perguntei.
Ele me soltou e segurou minha mão, sentando no sofá e me fazendo sentar também.
– Sim, me falaram o nome de todos eles.
O olhei apreensiva.
– Você se lembra do nome da sua irmã?
Ele me olhou confuso.
– Sabaku No Temari, por quê?
Passei a mão pelo cabelo, nervosa.
– Aquele era o Shikamaru, meu amigo de infância. A mulher que estava com ele e falou seu nome, é noiva dele. – Falei, o olhando. – Ela passou os últimos oito meses na Europa. Antes dela ir, Shikamaru me contou um pouco da historia dela. Ela perdeu toda a família em um incêndio, ela foi a única sobrevivente.
Gaara se afastou um pouco, parecendo entender o que eu queria dizer.
– O nome dela é Sabaku No Temari. Eu não percebi a ligação entre vocês porque eu não me lembrei, tinha muito tempo que não a via.
Gaara se levantou do sofá, completamente perdido.
– Gaara, me desculpe. – Falei me levantando. – Eu devia ter deixado você conversar com ela, mas eu não podia deixar você descobrir que tem uma irmã no meio de um karaokê.
Ele me olhou, a expressão completamente confusa.
– Eu... Eu tenho uma irmã?
Eu assenti e ele respirou fundo, virando de costas e passando as mãos pelo cabelo.
– Eu tinha uma irmã todo esse tempo e não sabia?
A voz dele estava furiosa.
– Desculpe. – Falei, abaixando a cabeça. – Se eu tivesse percebido logo...
Senti os braços dele ao redor de mim, me abraçando.
– Não é sua culpa, eu não estou bravo com você. – Ele sussurrou. – Eu apenas não sei como agir. Eu sempre fui sozinho, descobrir que minha estava viva esse tempo todo é... Confuso.
O abracei de volta.
– Posso falar com Shikamaru e marcar um encontro para vocês, se você quiser.
– Não. – Ele disse, me soltando. – Eu não quero falar com ela, não agora.
O olhei confusa.
– Eu preciso de tempo. – Ele continuou. – Sabe, aceitar o fato de que tenho uma irmã.
Assenti.
– Como você quiser.
Ele me olhou.
– Você... Você pode ir comigo quando eu for vê-la?
Sorri carinhosa para ele.
– É claro, não vou te deixar sozinho nessa.
Ele me abraçou de novo.
– Obrigado.
Passei a mão por seu cabelo.
– Estarei com você sempre que precisar.
E eu não estava mentindo.
Não o deixaria sozinho nunca mais.
~♥~♥~♥~
Sakura pov’s.
Entramos em casa cheios de sacolas. Eu não, o Sasuke.
Depois de locar sete filmes, três de terror e quatro de ação, ele inventou de comprar um monte de besteiras para comer vendo filme.
Itachi já tinha ido embora com Aki, então estávamos apenas nós, já que Hana tinha ido também.
Avisei a Sasuke que ia subir e trocar de roupa e ele assentiu.
Entrei no quarto e procurei um pijama. A casa estava quente, então frio não era problema. Achei um comportado e o vesti, enrolando um pouquinho no quarto.
Quando desci, a sala estava cheia de almofadas no chão e tinha um enorme colchão, também cheio de almofadas, onde Sasuke estava sentado.
Uma enorme vasilha cheia de Doritos, pipoca aos montes, refrigerantes e vários doces para mim, já que Sasuke não gosta de doces.
– Ia começar sem você, anda logo. – Ele disse.
Ele tinha trocado de roupa, vestia apenas uma calça de moletom e eu corei.
– Sou mesmo obrigada a virar a noite assistindo filmes com você? – Perguntei me sentando ao lado dele.
Ele colocou a vasilha de Doritos entre nós e deu play no filme.
– Sim.
The Maze Runner: Correr ou Morrer.
– Pelo menos o personagem principal é um gato. – Comentei como quer não quer nada.
Sasuke pausou o filme.
– Vai ver o filme ou ficar secando os atores? – Perguntou bravo.
– Tenho culpa se o Dylan O’brien é um pecado? – Falei.
Prendi a risada com a cara que ele fez.
– Sasuke Uchiha está do seu lado, tem coisa mais bonita para olhar. – Resmungou.
Sorri.
– Claro, senhor Uchiha. Vou ficar o filme inteiro babando por você.
Ele me lançou um olhar e sorriso maliciosos.
– Você já baba por mim todos os dias, Sakura.
O olhei indignada.
– Que calunia, Sasuke. Eu nem olho para você.
Sasuke tirou a vasilha do meio e me puxou para perto dele.
– Nem olha? Quer mesmo que eu liste todas as vezes que já te peguei me admirando?
Ele estava muito perto, muito, muito perto e aquele sorrisinho não ajudava em nada.
– Neste exato momento, você está caidinha por mim. – Sussurrou.
Engoli em seco, tentando me concentrar.
– Engano seu. – Falei, agradecendo por minha voz sair firme.
– Ah é?
Ele roçou os lábios nos meus e eu temi pela minha sanidade.
– Admita, Sakura. Está louca para que eu te beije.
Os lábios dele passavam nos meus quando ele falava e eu quase pedi para que ele me beijasse.
– Vamos ver o filme? – Pedi.
Senti sua respiração tremer com a risadinha que ele deu.
– Isso está mais interessante, não acha?
Ele não ia parar enquanto eu não pedisse para ele me beijar, eu sabia disso.
– Sasuke, se afaste um pouco, por favor.
Ele me apertou mais em seus braços.
– Mas assim está bom, Sakura.
Ele beijou o canto dos meus lábios e me esforcei para me concentrar em qualquer coisa que não fosse ele.
Eu acabei suspirando e ele aproveitou para morder meu lábio, me fazendo desistir.
– Sasuke, me beije, por favor.
Senti seu sorriso crescendo e meu rosto corando. Me senti uma vaca por não resistir a ele.
– Mas eu não estava enganado, Sakura?
Ele queria me deixar louca, só pode...
– Sasuke...
Seus lábios me calaram, me beijando lentamente, me fazendo o desejar mais. O correspondi, sentindo seus braços me apertando contra si e sua língua invadindo minha boca.
Passei a mão em seu cabelo, o puxando mais para mim e o senti suspirar. Quando o ar faltou, ele se afastou lentamente, o sorrisinho vencedor me fazendo querer mata-lo.
– Viu, eu tinha razão. – Ele disse, a voz rouca me fazendo suspirar.
Maldito Uchiha Sasuke, ainda ia me enlouquecer.
Continua..
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