Pretérito Imperfeito
31 Capitulo Trinta e Um
Notas iniciais
Capitulo trinta e um.
“Mas as verdadeiras feridas são as que estão no seu coração. Essas são difíceis de serem curadas. Uma ferida no coração é diferente de uma ferida na carne. Diferente de uma na carne, não há remédios que a curem e, há vezes, elas nunca se curam”. – Yashamaru para Gaara (Naruto Clássico — episodio 76).
~♥~♥~♥~
Três dias para o casamento de Hinata.
Desde quando fiquei sabendo do adiantamento da data, eu não me sinto confortável. Alguma coisa me perturba e me incomoda.
Há dois dias seguidos venho tento pesadelos. Vários pesadelos na mesma noite e, em todos eles, eu acabo morrendo no final.
Isso me da certo medo de ficar sozinha e um frio no estomago.
– Um beijo por seus pensamentos.
Olho para a cima, vendo Sasuke me olhando. Estou no quarto dele, eu estou deitada na cama com a cabeça em seu colo enquanto ele apoia as costas na cabeceira da cama.
– Apenas estou preocupada com o casamento de Naruto e Hinata. – Acabei falando.
– Hm... – Ele resmunga. – Não precisa se preocupar. Naruto já nos confirmou que nem ele e nem Hinata colocou o nome de Fugaku na lista e só entra na festa com o convite. Relaxe...
– Certo. – Suspirei.
~♥~♥~♥~
Ino pov’s.
– Algo errado?
Viro para trás, vendo Gaara com um rostinho preocupado. Os olhos verdes me analisando, o cabelo mais bagunçado que o normal depois de acordar.
– Não. – Respondo.
Na verdade, sim.
– Não minta para mim, anjo.
Suspirei.
Tem horas que detesto a habilidade do Gaara de analisar perfeitamente as palavras e reações das pessoas.
– Estou com um mau pressentimento. – Revelei, olhando para o chão. – Uma sensação ruim, um aperto no coração, uma coisa estranha no estomago.
– Está preocupada com alguém?
O olhei. Ele tinha a cabeça virada levemente para a direita, fazendo uma carinha fofa e séria ao mesmo tempo.
– Não sei, acho que não.
Ele sorriu levemente.
– Vem aqui. – Abriu os braços para mim.
Fui até ele, sendo recebida pelo seu abraço apertado, quente e confortável. Respirei fundo, seu cheiro me relaxando.
– Não vai acontecer nada de ruim, não se preocupe. – Sussurrou para mim.
Assenti, mas lá no fundo, por alguma razão, eu não conseguia acreditar nessas palavras.
~♥~♥~♥~
Sakura pov’s.
Terminei de enrolar a toalha no corpo e respirei fundo.
O banheiro estava cheio de vapor e me fazia sentir bem. Passei o dia conversando banalidades com Sasuke e depois resolvi vir tomar um banho.
Sai do banheiro e entrei no quarto frio, sentindo um arrepio passar pelo meu corpo. Então, senti braços me rodeando e me apertando por trás.
Olhei assustada, vendo o cabelo arrepiado de Sasuke enquanto ele apoiava a cabeça no meu ombro, cheirando meu pescoço.
– O que está fazendo? – Perguntei em um sussurro.
Ele respirou fundo.
– Hm, vim te relaxar. Você está muito tensa com essa preocupação atoa.
A malicia era palpável em sua voz e sua mão foi para onde a toalha se prendia.
– Espere, Sasuke! – Pedi.
Ele deu uma leve mordida no meu pescoço, me fazendo quase amolecer em seus braços.
– O que foi? – Sua voz rouca perto do meu ouvido me fazia querer derreter.
– Preciso te contar uma coisa.
Ele me virou de frente e voltou para a maneira que estava.
– Tem que ser agora?
Suspirei ao senti-lo morder minha orelha.
– Não, mas prefiro que seja agora do que depois.
Ele se afastou e me olhou nos olhos.
– Certo.
Respirei fundo, corando.
– Eu não sou mais...
– Virgem? – Ele completou minha frase quando não consegui termina-la. – Eu já imaginava que não.
O olhei curiosa.
– Já? – O olhei confusa. – Espera, não está bravo?
Ele me olhou, arqueando uma sobrancelha.
– Eu deveria estar?
Corei.
– Pensei que ficaria ao saber que perdi a virgindade com Sasori.
Ele fechou os olhos, respirando fundo. Quando os abriu, estavam furiosos.
– Certo, não me incomodo com o fato de que não seja virgem, você é adulta, já teve namorado, natural eu pensar que não, mas o Sasori, Sakura? – Perguntou com sarcasmo. – Não tinha alguém pior?
Fiz um bico.
– Eu sabia que ia ficar com raiva. – Resmunguei.
O olhei magoada.
– Está com raiva de mim? – Perguntei.
Ele voltou a me abraçar.
– Claro que não, amor. Só não consigo suportar a ideia de Sasori tocando em você.
Suspirei, o abraçando também.
– Você não consegue suportar a ideia de ninguém além de você me tocando. – Resmunguei.
– Hm, isso é verdade. – Ele voltou a tarefa de me morder. – Tem mais alguma coisa que a impeça de ser minha?
Suspirei, sentindo-o andar para frente e me fazer ir para trás até eu esbarrar na cama e cair deitada nela, com ele por cima de mim.
– Acho que não.
Senti seu sorriso e ele soltou minha toalha, a puxando e a jogando em qualquer lugar pelo quarto.
– Que bom. – Disse antes de colar seus lábios nos meus.
Foi aprofundando o beijo no ritmo que suas mãos iam passando pelo meu corpo, fazendo questão de parar nos meus seios, os apertando.
Suspirei e mordi os lábios, reprimindo um gemido. Seus lábios foram descendo pelo meu queixo e pescoço, até chegar onde suas mãos estavam.
Logo senti sua boca em meu seio e não pude reprimir o gemido. Passei as mãos pelo seu tórax e costas despidas, o arranhando com as unhas em alguns lugares.
Ele parou e depois voltou a beijar meus lábios. Prendi a mão em seu cabelo, o puxando para mim e ele suspirou. Ele voltou a descer os lábios pelo meu pescoço, dando mordidas dessa vez, fazendo-me arrepiar.
Ele afastou minhas pernas com a sua e se encaixou no meio delas, me fazendo sentir sua ereção por cima da calça que vestia. Consegui controlar meus gemidos, dando apenas um de leve quando ele voltou a colocar meu seio na boca, mordendo e puxando entre os dentes, sua mão brincando com o outro.
– Porque está se controlando? – Sussurrou em meu ouvido, dando uma leve mordida logo depois. – Quero ouvi-la, Sakura.
Apertou meu seio com força, me fazendo gemer alto e pude sentir seu sorriso em minha pele.
– Isso. – Sussurrou.
Voltou ao que estava fazendo e, apenas dessa vez, resolvi fazer o que ele disse e deixei os gemidos escaparem por meus lábios. Levei as mãos para sua calça, a abaixando e, com a ajuda dele, a retirei, o deixando apenas de cueca.
Sasuke foi descendo os beijos por minha barriga até chegar à minha intimidade. Um gemido alto saiu por meus lábios quando senti sua língua lá.
– Sasuke – Gemi – Pare.
Aquilo era muita tortura. Ele levantou os olhos para mim e sorriu.
– Você não parece querer que eu pare.
Voltou ao que fazia, me fazendo segurar o lençol com força enquanto ele se divertia. Gemidos altos saiam por meus lábios e, por um momento, gemi seu nome.
– Hm, isso foi bom de ouvir. – Ele disse me olhando com um sorriso safado.
Eu estava ofegante, sentia meu rosto quente.
– Quero que faça de novo. – Falou, subindo. O nariz passando pela minha bochecha. – Chame por mim.
Ele sorriu para mim e depois me penetrou com seus dedos, me fazendo voltar a gemer. Senti sua respiração em meu ouvido enquanto ele continuava com o trabalho com os dedos.
– Meu nome, Sakura. – Sussurrou.
Fechei os olhos quando colocou mais um dedo.
– Sasuke. – Gemi.
Ouvi um suspiro dele.
– Nunca pensei que seria tão sexy ouvir meu nome na sua boca.
Ele voltou a brincar com a língua enquanto uma de suas mãos me estimulava, brincando com meu seio. Quase gritei por ele quando atingi o orgasmo.
Ele sorriu para mim, passando a língua pelos lábios enquanto eu tentava me recuperar.
– Você é um sem vergonha, Sasuke. – Sussurrei ofegante.
Ele riu enquanto voltava para cima de mim, encostando seus lábios levemente nos meus.
– Eu sou anjo, amor. – Sussurrou.
Ele voltou a me beijar e aproveitei para retirar sua ultima peça de roupa, e ele me ajudou. Mas antes que eu pudesse fazer qualquer coisa, o senti entrar.
Bruto, completamente indelicado, duro e rápido. Meu grito foi abafado por seus lábios e ele aproveitou para morder meu lábio inferior.
– O bom de você não ser virgem é que eu posso ir com tudo. – Sussurrou.
Merda, nem tive tempo de fazer alguma coisa.
Ele começou a se movimentar, forte e rápido, me fazendo gemer e chamar seu nome alto, minhas unhas passando em suas costas.
Prendi uma das mãos em seu cabelo rebelde quando ele foi mais fundo e puxei levemente, o fazendo soltar um gemido abafado perto do meu ouvido.
– Sakura. – Ele suspira. – Você é minha.
Ele parou, me olhando.
– O que foi? – Perguntei um pouco irritada por ele ter parado.
Ele abriu o sorriso mais filho da puta de todos os tempos.
– Peça, Sakura.
O olhei surpresa.
– Quero que você me peça para continuar. – Sussurrou contra meu pescoço.
Ele se movimentou levemente para me incentivar e um gemido baixinho saiu por meus lábios.
– Sasuke, continue, por favor. – Pedi.
Isso era vergonhoso, devo admitir. Senti seu sorriso.
– Ainda não entendi, Sakura. O que você quer?
Suspirei quando ele me incentivou de novo.
– Quero que você continue o que estava fazendo, Sasuke.
Ele recomeçou, porém lentamente.
– M-mais. – Pedi.
Ele suspirou, o sorriso ainda nos lábios perfeitos.
– Mais o que, Sakura?
Gemi.
– Mais rápido, Sasuke.
Ele sorriu mais e voltou ao ritmo do inicio, me fazendo voltar a gemer alto. Continuou assim até que atingi meu limite, sendo acompanhada por ele.
Senti seu corpo caindo em cima do meu, a respiração ofegante.
Depois, ele se deitou ao meu lado, me abraçando e com um leve sorriso.
– Você é tão injusto. – Murmurei.
– Por quê?
Escondi o rosto em seu pescoço, o sentindo mexer no meu cabelo.
– Não me deixou fazer nada. – Falei contrariada.
Senti sua respiração tremida pela risadinha que ele deu.
– Sempre há a próxima vez, amor.
Bufei, fazendo um bico e ele riu de novo.
– Não está brava mesmo, não é?
Como ele não podia ver acabei sorrindo, mas não respondi e ele suspirou.
– Certo, deixo você no comando na próxima. – Disse ele. – E ainda deixo você me fazer um oral bem foda.
Senti o rosto corar e acabei rindo.
– Você está brava coisa nenhuma, né? – Ele disse, me afastando e me olhando. – Retiro o que acabei de falar, só eu que mando em tudo também.
Acabei me lembrando de uma coisa e fiquei séria. Eu devia contar para ele.
– O que foi? – Perguntou, parecendo preocupado.
É, eu vou contar para ele.
– Tenho uma coisa para te contar, mas não quero que fique bravo comigo.
Ele pareceu me analisar.
– Não vou ficar bravo.
Levantei o dedo mindinho.
– Promete?
Ele riu e passou seu mindinho no meu.
– Prometo.
Respirei fundo.
– Lembra-se do dia do aniversario de morte da sua mãe? – Perguntei. – Então, aquele foto que te mostrei de nós dois não veio sozinha.
– Não? – Perguntou e, lá no fundo, notei uma pontada de divertimento em sua voz.
– Não. Veio com uma caixa cheia de fotos. – Mordi o lábio, nervosa. – Fotos de você com a Mikoto.
Ele sorriu, levemente arrogante.
– Estava me perguntando quando me contaria isso. – Ele disse.
O olhei confusa.
– Você já sabia da caixa?
Ele se levantou – corei com a visão dele nu – e foi até a cômoda, tirando de lá uma foto dele com a Mikoto.
Voltou para a cama e me entregou a foto. Nela estava o próprio ainda criança, devia ter uns dois aninhos, no colo de Mikoto, que sorria lindamente para a foto.
– Vire-a. – Sasuke disse.
A virei, vendo a inconfundível letra de Fugaku.
“Espero que tenha gostado do meu presente.
Aquelas fotos estavam guardadas e eu não as queria mais, tenho certeza que você saberá o que fazer com elas.
Eu realmente sinto muito, Sasuke. Eu amava Mikoto, nunca duvide disso.
Espero que aproveite esse dia.
Fugaku.
P.S.: se não sabe do que estou falando, pergunte a flor de cerejeira. Ela com certeza saberá onde as fotos estão”.
Olhei para Sasuke, culpada.
– Eu não queria que se magoasse mais, por isso as escondi. – Falei.
Ele assentiu.
– Eu sei. Eu ia perguntar por elas, afinal, eu as quero, mas imaginei que teria um bom motivo para você as esconder de mim, então esperei você falar.
– Você quer as fotos? – Perguntei confusa.
Ele suspirou.
– Sakura, é a minha mãe. – Ele sorriu levemente. – Você não iria querer uma lembrança de sua mãe se pudesse ter?
Pensei por um momento e, sim. Eu iria querer alguma coisa que me lembrasse dela.
– Depois as trago para você. – Falei.
Ele acariciou meu rosto.
– Obrigado. – Sussurrou e eu o olhei. – Por querer cuidar de mim.
Sorri.
– Eu sempre vou cuidar de você, Sasuke.
~♥~♥~♥~
Três dias depois.
Eu andava de um lado para o outro, ouvindo meu salto fazendo barulho contra o chão.
Meu longo cabelo estava cacheado de baby liss, caindo lindamente pelas minhas costas nuas pelo decote do vestido preto e longo que eu vestia.
Sasuke me olhava feio toda hora, minha agitação o incomodando enquanto ele prendia a gravata borboleta.
Me olhei no espelho mais uma vez.
Cabelo cacheado, franja lisa jogada de lado, maquiagem pesada destacando meus olhos verdes, vestido preto e longo com decote nas costas e no busto, caindo solto da cintura até os pés, onde estava uma sandália prata de salto alto.
Meu estomago gelou e recomecei a andar pelo quarto.
Senti um puxão e bati contra Sasuke, que já havia terminado de vestir seu smoking e agora me olhava irritado.
– Será que da para sossegar? Que coisa! – Reclamou.
O olhei magoada.
– Promete que vai ficar bem se algo acontecer?
Ele segurou meu rosto com as duas mãos e encostou seus lábios nos meus com certa brutalidade.
– Pela ultima vez, nada vai acontecer com você. – Sussurrou.
“Não é isso que minha intuição diz, Sasuke” – pensei.
Suspirei.
– Certo. – Acabei concordando.
– Então vamos. – Segurou minha mão, me puxando para fora do quarto. – Naruto deve estar parindo mil e um veados em cima daquele altar.
Não consegui rir de sua piada, estava nervosa demais para rir.
E assim, sem saber de nada, partimos para o casamento de Naruto e Hinata.
Continua...
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