Pretérito Imperfeito
30 Capitulo Trinta
Notas iniciais
Capitulo trinta.
“No tempo que estive fora, eu nunca pude... confiar completamente em alguém. Quando isso dura tanto tempo, você para de ver pessoas como pessoas. As vê como ameaça. Ou alvos. Quando decidir vim para casa, eu não sabia como desligar essa parte de mim. Então entrei no seu escritório. Você foi a primeira pessoa que pude ver como... Uma pessoa”. – Oliver para Felicity (Arrow).
~♥~♥~♥~
Nós íamos para o EUA hoje.
Eu estava arrumando as coisas e Sasuke estava tomando banho.
Ele ficou um amor comigo depois de me pedir em namoro. Um amor na maneira Sasuke de ser, claro. Ele não fazia o tipo extremamente romântico, mas era um fofo.
Quando fechei a mala, a porta do banheiro abriu.
Sasuke passou por ela, apenas de toalha enrolada na cintura e outra menor, enxugando o cabelo. Corei levemente.
Sasuke olhou para mim e deu seu tipo sorriso arrogante/convencido ao me ver corada. Me virei para a mala, sem graça, e ele foi para a mala dele, pegar uma roupa.
– Ops!
Levantei o olhar para ele ao ouvir esse “ops!”.
Certo Sakura, respire!
Meu rosto estava pegando fogo.
Respire, Sakura!
Sasuke estava virado para mim, o sorriso ainda no rosto e a toalha... No chão.
Me virei de costas para ele rapidamente, escondendo o rosto nas mãos.
– Sasuke! – O repreendi. – Vista alguma roupa!
Ouvi passos.
– Porque, amor? – Sussurrou em meu ouvido, seus braços passando pela minha cintura, minhas costas coladas em sua pele nua. – Assim está bom.
Ai minha santa Mikoto de bicicletinha! Dê-me forças para resistir ao seu filho!
– Seu rosto está um pouco vermelho, está tudo bem? – Disse baixinho, deixando uma mordidinha na minha orelha ao terminar de falar.
O pior era a satisfação, ironia e pirraça palpável em sua voz.
– Sasuke, por favor. – Pedi, e ele entendeu.
– Tudo bem, um beijo e eu vou vestir roupa.
Me virei de frente para ele, evitando olhar para baixo para não corar.
Juntei meus lábios aos dele, começando um beijo lento e calmo que ele fez questão de se aproveitar de mim. Apertou minha cintura, me puxando mais para ele e sua mão foi para minha nuca, tornando o beijo quente.
Levei minhas mãos para seu cabelo, o puxando para mim e ele suspirou, me apertando ainda mais nele. Quando o ar faltou, encerrei o beijo lentamente.
Ele se afastou e fixou seus olhos negros em mim, dando um sorriso de canto e carinhoso logo depois.
– Certo, vou me vestir. – Disse.
Ele me virou de costas de novo e deu um tapa na minha bunda antes de se afastar.
Suspirei.
Sasuke era tão pervertido.
~♥~♥~♥~
Quando chegamos no aeroporto do EUA, Ino e Gaara estavam nos esperando, de mãos dadas.
Enquanto Sasuke falava com Gaara, olhei para Ino com uma sobrancelha arqueada, olhando sugestivamente para a mão dela e ela me respondeu com um sorriso vencedor.
Aquela loira tarada, conseguiu fisgar do delegado!
A abracei, sendo retribuída com animação.
– Espero que sejam felizes. – Sussurrei. – Quando chegaram?
Ela se afastou, sorrindo.
– Faz algumas horas. – Respondeu. – Meu pai não pode vim, então nos pediu para vir. Ele não queria deixar o Gaara vim.
Ino riu ao contar isso.
– Tio Inoichi gostou dele? – Perguntei rindo.
Ela assentiu rindo um pouco.
– Ele é juiz, Gaara é delegado, sabe como é. – Falou.
– Ei amor, vamos. – Ouvi Sasuke chamar.
– Amor? – Ino perguntou.
Sorri sem graça.
– É, nós meio que estamos namorando de verdade agora. – Falei.
Ela sorriu maldosa.
– Sasuke, Gaara, podem ir indo na frente, tenho que falar com a Sakura. – Ela disse.
Os dois começaram a andar e eu e Ino íamos mais atrás.
– Fala ai, testuda, já rolou? – Perguntou maliciosa.
Senti meu rosto corar.
– Não. – Sussurrei.
Ela fez um bico.
– Por quê? Vai ficar torturando o coitado do Sasuke?
Ele que me tortura, Ino. – pensei.
– Não... – Suspirei. – Tenho medo da reação dele quando descobrir.
Ino me olhou.
– Quando ele descobrir que você não é mais virgem? – Perguntou como se não fosse nada.
Assenti.
– Sakura, você namorou com Sasori por três anos, o Sasuke vai entender. – Ela disse baixinho. – Gaara não ficou muito satisfeito quando soube que eu não era, mas ele nem ligou muito.
A olhei.
– Ino, você é uma pervertida, já atacou o delegado. – Falei.
Ela deu de ombros.
– Foi ele que me atacou. – A olhei desconfiada. – É sério, eu estava quieta, ele que veio caçar.
– Imagino. – Falei.
– Mas voltando ao assunto, você não vai conseguir fugir dele para sempre.
– Eu sei, mas ele já odeia o Sasori, imagina o que vai fazer quando descobrir que perdi a virgindade com ele?
– Vai fazer você implorar para ele te foder loucamente. – Ino disse como se falasse “bom dia”.
Ela gargalhou alto ao ver a cara que eu fiz e eu lhe dei um tapa.
– Pare com isso, sua pervertida.
Andei mais rápido, alcançando os meninos e segurei a mão de Sasuke, que entrelaçou nossos dedos. Ino ficou ao lado de Gaara, ainda rindo levemente.
– Ino sem vergonha. – Sussurrei para ela, que mostrou a língua para mim.
~♥~♥~♥~
31 de dezembro.
– Certo Sasuke e Gaara, cuidem dessas meninas lá. – Tio Inoichi os advertiu. – Não as percam de vista.
Sasuke e Gaara assentiram.
– E usem camisinha. – Emendou.
Corei e Gaara me acompanhou, ficando sem graça. Ino não tinha puxado o lado pervertido da mãe.
– Podem ir. – Acrescentou.
– Tem certeza que não quer ir, pai? – Ino perguntou.
Vamos passar a virada na Time Square. Tio Inoichi disse que não queria nos acompanhar.
– Tenho, não vou ficar de vela lá, podem ir. – Assegurou.
Assentimos e eu vesti um sobretudo negro. Eu estava com um vestido branco de alças finas, justo até na cintura e soltinho até metade da coxa, o cabelo cacheado com baby liss e uma maquiagem um pouco mais carregada. Calcei sapatilhas, não doeria meu pé.
Ino estava com um vestido justo no busto e decotado e soltinho até a metade das coxas, Gaara reclamou que estava um pouquinho curto demais, mas ela não ligou, aproveitou que hoje não estava muito frio para usa-lo.
– Certo, qualquer coisa nos ligue.
Eu falei e nós saímos.
~♥~♥~♥~
Faltava um minuto para a virada. Sasuke estava abraçado a mim, me protegendo de olhares e mãos bobas dos outros homens que tinham ali.
Com Ino não estava diferente, a loira chamava atenção naturalmente.
A multidão começou com a contagem regressiva e eu e Ino os acompanhamos, animadas.
Quando deu 00h00min, fogos de artificio coloriram os céus e eu e Ino nos abraçamos animadas.
– Feliz ano novo, — Gritamos uma para a outra.
Me virei para Sasuke, o abraçando bem apertado e sendo retribuída.
– Feliz ano novo, amor. – Sussurrei em seu ouvido.
Era tão bom estar com ele.
– Obrigado, feliz ano novo. – Sussurrou de volta. – Obrigado por estar comigo.
Me afastei, olhando em seus olhos.
– Sempre vou estar. – Falei alto por causa da gritaria.
Ele sorriu e encostou seus lábios nos meus levemente.
Depois que nos afastamos, assistimos a queima de fogos e aproveitamos a festa sem nenhum problema, sem nenhum incomodo.
~♥~♥~♥~
02 de janeiro.
Tio Inoichi abraçava a mim e a Ino, imaginei que ele estava chorando, mas lagrimas não faziam o tipo dele.
– Voltem de novo. – Disse quando nos soltou.
– Voltaremos, tio. – Falei.
– Fique bem, pai.
Ele se virou para Sasuke e Gaara.
– Cuidem dos meus tesouros. – Ordenou.
– Sim senhor. – Gaara e Sasuke falaram.
Nos abraçamos mais uma vez e embarcamos no avião, partindo de volta para casa.
~♥~♥~♥~
Autora pov’s.
Fugaku saia do banho quando a campainha de sua casa tocou.
Suspirou indo até a porta. Quem seria?
A abriu, dando de cara com uma linda mulher de cabelos azulados e olhos escurou e uma menina de cabelos castanho e olhos perolados.
– Sayuri, Hanabi, há quanto tempo. – Saudou ele.
A mais velha sorriu.
– Fugaku-nii, é bom revê-lo.
– O que as trazem em minha residência?
Sayuri lhe estendeu um envelope.
– Convite de casamento da minha Hinatinha. – Sorriu. – Viemos apenas entregar, já estamos de saída.
Fugaku pegou envelope.
– É? Vai ter muita gente conhecida lá? – Perguntou ele, como quem não quer nada.
Sayuri pareceu pensar.
– Acho que sim. Os padrinhos serão Sasuke e um amigo do Naruto, Gaara. Me lembro apenas deles no momento.
Sem que Sayuri percebesse, Fugaku abriu um discreto sorriso satisfeito.
– Oh, Sasuke e Sakura serão padrinhos?
– Sim. – Assentiu a mulher. – Bom, vamos indo, até mais Fugaku-nii.
– Até Sayuri, Hanabi.
As duas se foram e Fugaku fechou a porta, abrindo seu sorriso psicótico logo em seguida.
– Casamento, hein... – Resmungou consigo.
Pegou com copo e o encheu de whisky.
– Esse casamento não poderia ter vindo em hora melhor. – Fugaku bebeu o liquido e sorriu. – Te pegarei lá, flor de cerejeira.
~♥~♥~♥~
Sakura pov’s.
02 de janeiro, 20h30min, casa do Sasuke.
– Finalmente chegamos. – Falei entrando na casa.
– Já estava com saudades. – Sasuke afirmou.
Itachi apareceu literalmente do nada, me dando um susto e um abraço logo depois.
– Que bom que voltaram, senti saudades. – Ele disse.
Depois de abraçar Sasuke, ele nos mostrou um envelope.
– E olhem isso, o casamento da Hina foi adiantado.
– Sério? – Perguntei. – Quando será?
– Daqui uma semana.
Sorri animada.
Daqui uma semana, Hinata seria a Senhora Uzumaki. Eu não podia estar mais feliz pelos dois.
Porém, eu não sabia que...
No casamento de Hinata e Naruto, acabaria tudo.
Seria... O fim...
Continua...
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