Pretérito Imperfeito
7 Capitulo Sete
Notas iniciais
Capitulo sete.
“Cuidado com a tristeza. Ela é um vício”. - Gustave Flaubert.
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– Me desculpe por te usar de isca e insinuar que não me importaria se você morresse, Sakura. E me desculpe também por jogar a culpa dessa situação para você, de todos nós, você é a que menos tem culpa. Desculpe-me por ser idiota, grosso, mal educado, insensível e egocêntrico.
Olhei sem entender o que estava acontecendo novamente para Itachi que agora sorria orgulhoso.
– E me desculpe por quase te beijar. – Sasuke completou.
Senti ate meu ultimo fio de cabelo corar e Itachi nos olhar surpreso enquanto Sasuke abria um sorriso arrogante por ter conseguido me constranger.
Ah, Sasuke filho de uma... Você me paga.
Sorri meigamente para ele e peguei o buquê. Itachi sorriu, deixando a surpresa ir embora e eu virei de frente para Sasuke.
– IDIOTA!
Bati o buquê cara dele, que deu alguns passos para trás.
– Imbecil!
Bati novamente nele.
– Acha que pode chegar aqui com um buquê e pedir desculpas que eu vou te perdoar como um cachorrinho? Você me usou, seu estúpido.
Bati o buquê pela terceira vez na cara dele e bateria de novo se ele não tivesse segurado meus braços.
– Para com isso, Sakura.
O rosto dele tinha cortes pequeninos por causa dos espinhos das rosas e o chão estava cheio de pétalas.
– Parar? Eu só vou parar depois de te matar, Sasuke. Você só faz besteira, e ainda fica me constrangendo na frente do seu irmão.
Soltei-me dos seus braços e bati novamente nele com o buquê, e depois joguei o buquê de vez nele.
– Some daqui com essas rosas. Você não tem mais nenhuma obrigação comigo, eu não sou mais sua funcionaria. – Falei irritada.
Virei-me de costas e andei até parar na frente de Itachi.
– Boa noite, Itachi-kun. – Falei amigável.
Entrei em casa e fechei a porta.
Respire fundo, Sakura. Se controle.
Não consegui evitar e soltei um grito, peguei uma almofada e comecei a bater no sofá.
– SASUKE IDIOTA, EU NÃO PRECISO DAS SUAS DESCULPAS ESFARRAPADAS, SEU INÚTIL, MOLEQUE MIMADO!
Ouvi a campainha novamente e fui até lá, ainda a almofada nas mãos, pronta para bater no Sasuke se fosse ele de novo.
– Sa-Sakura, calma. – Era o Itachi com uma expressão assustada.
Sorri carinhosa.
– Posso ajuda-lo, Itachi-kun?
– Por que você o trata assim e fica me batendo? – Sasuke perguntou saindo de trás do Itachi.
Quase rosnei de raiva.
– Porque o seu irmão não me usou e se importa com a minha segurança, ao contrario de você.
Sasuke bufou.
– Se você me deixasse explicar, não estaríamos nessa situação. – Falou.
Suspirei e abri passagem para eles.
– Entrem.
Eles entraram e apontei para o sofá, onde nos sentamos. Ficamos os três em silencio, eu e Itachi esperando pela explicação e Sasuke olhando para o além.
– Estou esperando, Sasuke!
Ele suspirou.
– Aquela hora que estávamos discutindo, o homem que estava te perseguindo acordou, se mostrasse me importar com você, Fugaku ficaria atrás de você mais do que nunca.
– Era tudo fingimento? – Perguntei surpresa.
Ele assentiu.
– Mas e se ele tivesse me parado antes de chegar na sua casa?
Sasuke virou o rosto constrangido.
– Eu teria pegado meu carro e ido o mais rápido possível para onde você estava, eu disse que não ia deixar ele te machucar.
Itachi assentiu orgulhoso.
– Esse é meu irmãozinho tolo. – Falou ele.
Suspirei.
Agora me sentia culpada por ter ficado com raiva e batido nele.
– Esperem aqui.
Sai da sala e fui para o meu quarto, peguei uma maleta de primeiros socorros e voltei para a sala.
A sala estava assim: Itachi sorrindo olhando para a porta, Sasuke com sobrancelha arqueada e olhando para a porta também e uma Ino parada olhando para os dois de boca escancarada.
– Ah, finalmente chegou, porca. Pensei que estava estuprando o delegado Sabaku. – Falei.
Ino se recompôs e fechou a porta.
– Hm, aquela bagunça de pétalas de rosas lá no chão é obra sua, não é testuda?
Assenti e me sentei do lado do Sasuke.
– Ino, esses são Itachi e Sasuke Uchiha, meninos, essa é Yamanaka Ino, minha vizinha, porem dorme aqui a maioria das vezes.
– Você conhece o Gaara? – Sasuke perguntou.
O olhamos e Ino assentiu.
– Vocês são amigos? – Perguntou Ino.
Sasuke assentiu.
– Amigos de faculdade. Ele começou a faculdade muito cedo, às vezes, eu e o Naruto íamos visitar ele no orfanato.
– Orfanato? – Eu e Ino perguntamos.
Sasuke arqueou uma sobrancelha.
– Não sabiam? O Gaara é órfão.
Eu e Ino nos olhamos e depois ela sorriu.
– Bom, vou tomar um banho. Ate mais.
E saiu da sala.
Abri a maleta e comecei a fazer um curativo nos machucados nas bochechas de Sasuke, causados pelas rosas.
Ficamos os três naquele silencio constrangedor, ate que Itachi se levantou.
– Vou ligar para a Aki. – Falou e saiu.
Mais silêncio.
Terminei de fazer os curativos e depois dei um tapa leve no ombro de Sasuke.
– Pare de querer me constranger na frente do seu irmão. – Falei brava.
Ele apenas deu de ombros. O analisei bem e depois sorri.
– Você fica bem de smoking. – Falei.
Ele sorriu levemente.
– Vai voltar a trabalhar para mim? – Perguntou.
Suspirei.
– Se você parar de ser um idiota, sim.
Ele franziu o cenho.
– Tsc. – ele se levantou. – Nos vemos na empresa.
O acompanhei ate a porta.
– Vamos, nii-san.
Itachi sorriu e veio até mim, me abraçando.
– Até mais, futura irmãzinha. – Sussurrou só para mim.
Corei e me soltei dele, que começou a rir.
– Tchau. – Falei.
Eles se foram e eu entrei, vendo Ino parada na sala, me olhando com uma cara pervertida.
– Só deixo vocês casarem se eu for a madrinha. – Falou.
Revirei os olhos.
– Senta ai, me conta. Como foi o encontro?
Ela se sentiu rindo animada.
– Foi super legal. O Gaara gosta de brinquedos pesados. E advinha? Foi a primeira vez que ele foi a um parque de diversões. Não entendi porque, mas agora que o Sasuke disse isso, eu entendo o porquê dele nunca ter ido.
Sorri sacana.
– Deu umas agarradas nele, né loira safada?
Ino gargalhou.
– Não, mas eu podia ter dado. Ele me passou o numero de telefone dele.
– Que bom, Ino. Bom, agora eu vou dormir, estou cansada.
– Boa noite.
Fui para o meu quarto e me deitei.
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Autora pov’s
Dentro do carro, indo para casa, os irmãos Uchiha estavam em um dialogo tenso.
– Você sabe que cedo ou tarde, ela vai descobrir, não é? – Itachi falou sério.
Sasuke suspirou.
– Eu sei, mas se fosse por mim, ela nunca ficaria sabendo.
– Por mim também, irmãozinho, mas não podemos fugir do nosso passado, até porque ele está de volta para nos atormentar.
– Falando nisso, está chegando o aniversario de morte dela.
Foi a vez de Itachi suspirar.
– Sim, ira fazer 13 anos que estamos sem a Senhora Mikoto...
Sasuke engoliu em seco.
– Ainda se sente culpado? – Itachi perguntou.
Sasuke parou em um semáforo.
– Nada vai mudar com o passar dos anos, nii-san. É culpa minha ela ter morrido.
Itachi negou com a cabeça.
– Você sabe que não. Não foi você quem a matou, foi ele.
Sasuke bufou e pisou fundo no acelerador quando o semáforo ficou verde.
– Maldito Fugaku...
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Enquanto isso, um homem aparecia na janela do quarto de Sakura.
A mesma já dormia profundamente, portanto, não notara que estava sendo observada por aquele homem odioso.
– É rosada, parece que você é mesmo importante para o Sasuke. – Sorriu sarcasticamente. – Então, ele deverá perdê-la para sempre.
E assim passou-se mais uma noite, Sasuke e Itachi conversando se contariam sobre seu passado obscuro para Sakura, a mesma dormindo e Fugaku a observando, apenas planejando seu próximo passo para ferir nosso precioso Uchiha Sasuke!
Continua...
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