Notas iniciais
**Esse capítulo contém links camuflados**

Stefan adentrou na sala de estar da casa dos Gilbert e se deparou com uma Elena chateada sendo animada por Bonnie e Caroline.

– Oi! – Ele disse inocentemente.

As três se viraram para ele, a loira lançou-o um olhar assassino e a bruxa antecipou-se.

– É melhor a gente ir... – Disse ela puxando a loira do sofá.

Ao passar pelo rapaz, fincou seus pés no chão e o alarmou cerrando os olhos, irritadiça:

– E é melhor você se explicar direitinho... – Caroline o alertou por cima de seus ombros e depois se deixou ser puxada por Bonnie novamente.

O vampiro sentou-se confuso ao lado de sua namorada, que agarrou uma almofada e se afastou um pouco dele, emburrada.

– O que aconteceu, meu amor? – Perguntou ele tentando pegar uma das mãos dela.

– Me diga você, Stefan! – Respondeu Elena esquivando-se da mão dele.

– Dizer o que? – Ele disse confuso.

– Pode começar me dizendo onde você passou a tarde toda?! – Ela bufou.

– Por que isso agora? – Stefan perguntou assustado com o repentino ciúme que nunca tinha visto em Elena. – Damon! Só pode ter sido... O que ele te falou?

– Não interessa Stefan! O que importa é que você não respondeu minha pergunta... Onde você estava e com quem? – Elena indagou irritada.

– Elena... – Stefan suspirou e conseguiu segurar uma das mãos dela antes que esta fugisse. -... Quando eu te dei algum motivo para ter ciúmes de mim?

– Nunca... – Ela respondeu ainda com uma barreira separando-os.

– Quando eu te dei motivos para agir assim?... – Ele suspirou novamente. – Quando, em todo esse tempo, eu te dei motivos para você pensar que outra garota pode se meter entre nós?

– Quem falou em outra garota?! Por que você falou em outra garota? – Elena sentiu seu sangue ferver.

Stefan pegou sua outra mão e olhou nos olhos dela.

– Porque provavelmente Damon deve ter enchido sua cabeça com qualquer tipo de veneno sobre o fato de eu querer passar um tempo com Giuliana a sós... – Ele fez uma pequena pausa e Elena pretendia se pronunciar, mas Stefan retomou a fala. -... Sim! Eu estava com Giuliana nas ruínas da antiga fazenda Salvatore. Sim! Eu a ADORO. Sim! Ela foi e é muito especial para mim. MAS... A mulher da minha vida é você. VOCÊ, Elena!

Elena sentiu um remorso imenso crescendo em seu peito e apertando-a.

– Ah! Stefan... – Elena o abraçou. – Me perdoe! É que eu me sinto ameaçada com a presença dela.

– Não sinta. Não precisa. – Ele envolveu os braços ao redor dela.

– Mas não dá para negar o efeito que ela esta causando no Damon, e tenho medo do que pode acontecer com você... Não sei como lidar com essa situação. – Elena estava tão emocionada que por pouco seria capaz de chorar ao desabafar seus temores a Stefan.

– Eu compreendo... Mas Damon é Damon e eu sou eu! – Ele disse a apertando quase como uma repreensão.

– Eu sei... Mas... – Elena foi interrompida por Stefan.

– Mas nada! Você e Eu, para sempre! – Disse ele a afastando de si e olhando-a novamente nos olhos.

– Para sempre! – Elena ecoou a voz de Stefan e o puxou para um beijo.

Os dois ficaram ali por uns instantes, enquanto Bonnie e Caroline que estavam no cômodo ao lado, xeretando mesmo a conversa, sorriam como duas amigas corujas, felizes.

[...]

– Giuliana? – Damon batia na porta do quarto dela. A verdade era que estava inquieto e estranhamente ansioso para vê-la outra vez, não a via desde quando ela tinha saído com Stefan.

– Pode entrar, está aberta! – Damon escutou a voz dela abafada do outro lado da porta.

Ele adentrou no aposento e foi surpreendido com a cena que estava diante de seus olhos. Giuliana estava sentada na cama com um amontoado de papéis.

– Para quê tudo isso? – Ele indagou em frente à cama, não tinha nenhum espaço onde ele pudesse sentar.

Ela agarrou algumas folhas e as ergueu ao ar.

– Vai ser com isso que eu vou ser a Senhorita de Mystic Falls de 2011! – Disse euforicamente confiante.

Damon catou algumas para descobrir do que se tratavam e também para poder se sentar.

– São... Músicas?! – Ele notou.

– Claro Sherlock! Eu cantarei nesse Encontro... – Disse Giuliana perante a pequena observação dele.

– Pensei que você pintaria como em 1863... – Ele disse sentando-se na cama.

– Não! Isso seria entediante para os espectadores... Eu tenho estudado os costumes das pessoas desse século, elas valorizam muito o imediato e surpreendente, e sejamos sinceros, pintar um quadro não seria nada imediato e muito menos surpreendente! – Ela disse.

Enquanto o Concurso da Miss Mystic Falls procura beldades que se envolvam em questões sociais e importantes na comunidade da cidade, o Encontro das Senhoritas é mais fútil e superficial, busca por jovens bonitas, talentosas e refinadas, apenas.

– Nossa! Você conseguiu traçar um perfil humano dessa época em apenas duas semanas nela. – Ele concluiu.

– Imagine o que eu faria em dois meses! – Giuliana falou e deu uma breve risada. – Mas devo confessar, tive ajuda... Laiana, que tinha ficado encarregada da minha desenvoltura e linguajar, me entregou esse Ipod, segundo ela pertence a Juliana, para que eu possa me acostumar às gírias dessa época... Foi dele que veio a ideia de cantar...

– Okay... E como você conseguiu todo esse material musical? – Ele perguntou remexendo novamente nas folhas.

– Laiana imprimiu para mim... – Ela respondeu.

– É. Já deu para perceber que ela é uma boa samaritana, que nunca quer nada em troca... – Damon pensou alto.

– O que? – Indagou Giuliana sem entender.

– Nada não... – Damon disse, em seguida ela deu de ombros, então ele voltou a vasculhar as folhas. – Espera aí... Não são músicas aleatórias, são duetos!

A garota olhou para ele com uma cara de criança pega no flagra.

– São... – Ela disse depois sorriu maliciosa.

– E quem é que vai cantar com você? – Damon interrogou temendo a própria pergunta.

– Quem você acha? – Ela perguntou retoricamente, encarando-o.

– AH! NÃO! NÃO! NÃO!... E NÃO! – Ele esbravejou.

– Ah... Por que não? Não é como se nunca tivesse feito isso antes! – Ela tentava convencê-lo.

– Definitivamente NÃO! Eu cantei UMA vez com você! Num Natal! E acho que até hoje não me recuperei das brincadeiras e pirraças do George Lockwood! – Damon negava-se.

– Por favor! Você nem canta mal! – Giuliana argumentava.

Damon bufou.

– É óbvio que eu não canto mal! Eu sou bom em tudo que eu faço, mas não é por isso que eu vou sair por aí fazendo uma turnê mundial! Pode tirar seu my little poney da chuva... – Ele continuava impassível.

– Por favorzinho! – Giuliana implorou e fez aquela cara inconsolável de cachorro sem dono.

– Nem adianta! – Ele disse e ela desfez a cara.

– Por favor, Damon! Não negue um pedido de uma pobre alma! Faça isso pela última vez! – Ela aparentava tristeza com a negação dele.

– Ah tá! Você planeja conseguir tudo o que quiser de mim e do Stefan com esse papinho de “última vez porque vou embora dentro de um mês”? – Damon indagou retoricamente, mas ela respondeu desfazendo a cara de tristeza e voltando a sorrir.

– Anhãm! – Ela expeliu sorridente.

– Minha resposta continua sendo N-Ã-O! – Damon soletrou. – Além do mais eu não poderia, porque o “talento” que deve ser mostrado durante o Encontro deve ser apenas o da concorrente, lembra?

– Droga! Tinha esquecido isso... Dessa vez você escapou! – Giuliana o olhou com um ar de vingança iminente.

Damon se levantou.

– Eu vou ir para o Grill, vou encontrar um amigo, o Alaric, você quer ir?

– Eu? Sair com você e encontrar pessoas desconhecidas? – Giuliana indagava.

– Se não quiser ir, tudo bem... – Disse Damon dando de ombros.

– Não! Eu quero ir! É o que eu mais quero... Vamos! – A garota o arrastou quarto a fora.

[...]

Giuliana passou pela porta principal do Mystic Grill e ficou maravilhada com o lugar. Estava sendo guiada pela mão de Damon que a segurava.

O lugar, as pessoas, era tudo tão novo. Cada detalhe não escapava de sua visão aguçada, ela foi obrigada a assistir vários filmes, sabia o nome de cada coisa e sabia o que as pessoas estavam fazendo lá, e principalmente, sabia como deveria se comportar, mas era tão emocionante a aventura de estar vendo tudo em 3D.

Enquanto era puxada para o balcão por Damon, notou um casal excluído num canto, eles estavam se beijando, de uma maneira que Giuliana nunca tinha visto antes, parecia que o garoto ia devorar a garota. Ela virou seu rosto, mas não pode evitar a vermelhidão que surgiu em suas bochechas.

Os dois estavam quase chegando ao balcão, mas foram interceptados por uma mulher, Damon ficou receoso com como Giuliana reagiria perante a então desconhecida.

– Como vai Juliana? Damon... – A mulher cumprimentou-o com seu nome e um olhar saliente.

– Muito bem, obrigada. E como vai a Sra., Sra. Lockwood? – Disse Giuliana.

– Bem, obrigada. Então, preparada para semana que vem? – Perguntou Carol.

– Ah sim, me preparando muito, vai ser uma disputa acirrada! – Disse Giuliana.

– Nem tanto, você é a mais promissora, e a minha favorita. Não conte para as outras concorrentes! – Confessou Carol.

– A Sra. é muito gentil. Não se preocupe minha boca é um túmulo! – Retrucou Giuliana. Damon apenas observava toda a conversa, espantado com a desenvoltura da prima, estava conseguindo imitar corretamente Juliana, por um instante ele não tinha certeza de qual das duas estava ali.

Carol suspirou.

– É uma pena que não sou eu quem decide a ganhadora desse Encontro, pois se fosse saiba que o título já seria seu! – Disse a prefeita.

– Ora, Sra. Lockwood! Isso acabaria com toda a graça de vencer as outras perdedoras, quer dizer! Concorrentes... – Giuliana falou e agora Damon tinha certeza que era ela mesma falando.

Carol riu junto com Giuliana.

– Você é uma figura, sabia Juliana?! Só consigo nutrir cada vez mais simpatia por você... Bem, agora tenho que ir, o dever me chama, até mais! – A prefeita se despediu.

– Até. – Giuliana sorriu agradecida.

Quando Carol estava bem longe, Damon resolveu indagar.

– COMO você sabia quem era ela?

– Ah sim... Semana passada, Bonnie foi lá em casa e chegou com um monte de fotografias para me explicar quem era quem, pelo menos quem são as pessoas que Juliana conhece na cidade... Explicou-me tudo mesmo! – Ela respondeu a indagação.

– Ah. – Disse ele.

– Alguns eu esqueci, mas outras pessoas são bem marcantes! Ela por exemplo, Carol Lockwood, viúva, prefeita, sonha em encaminhar o único filho na carreira política da família e tem esperanças de que ele se case com Juliana, pois uma aliança de um Salvatore com um Lockwood seria de grande proveito para a futura carreira política do filho. – Giuliana disse avaliando as expressões de Damon, de longe ela parecia se divertir contando isso a ele.

– Essa última parte eu não sabia! – Ele parecia espantado, depois cerrou os olhos. – Quem iria adorar saber disso é a Barbie.

– Quem? – Giuliana perguntou confusa.

– Caroline... – Ele explicou, mas ela não entendeu a associação, “o que era uma Barbie?”.

– Olha lá o Ric! – Damon puxou Giuliana até o balcão.

– Essa deve ser a famosa Giuliana! – Disse Alaric estendendo a mão para cumprimentá-la.

– A própria. – Ela estendeu a mão pegando a dele, Giuliana esperava que Alaric beijasse sua mão, mas ele apenas a chacoalhou, ela deu de ombros.

Damon ficou uns instantes conversando com Alaric, e Giuliana assistia o ritual dos dois bebendo e conversando, começou a ficar entediada e varrendo o ambiente com os olhos novamente notou que uma bandinha iria começar a tocar numa espécie de palco. Ficou extasiada encarando-os até que Damon a trouxe de volta para a realidade.

– Sabe, lembrei de uma coisa... – Disse ele.

– O que? – Giuliana virou-se para encará-lo.

– Você pode cantar, mas você está no corpo de Juliana e ela não canta! Você está usando as cordas vocais dela. – Damon revelou seu pensamento.

– Ah! Eu já pensei nisso e pesquisei no Google! – Giuliana retrucou.

– Nossa! Está mesmo inserida no século XXI... O que você pesquisou? – Ele questionou.

– Eu descobri que qualquer um pode cantar basta treinar seu ouvido para expelir o tom e a nota adequada. E bem, modéstia a parte meu ouvido já era treinado... – A garota se explicou. – Tive aulas de canto desde os sete anos, mereço um crédito Damon!

– Duvido que isso vá funcionar, já ouvi Juliana cantando, e digamos que não é muito agradável para ser feito em público! — Disse Damon.

– Então só nos restar fazer um teste... – Giuliana saiu da companhia de Damon e Alaric partindo em direção a cantora da banda que ainda não começara seu número.

Giuliana a abordou, Damon e Alaric assistiam curiosos.

– Oh não! Ela não vai fazer isso! – Damon falou enquanto a cantora balançava positivamente a cabeça para a prima dele.

Alaric continuava calado, apenas assistindo.

Giuliana sentou numa cadeira em cima do palco, frente a frente com o microfone. A cantora, por sua vez, sentou-se ao lado da Salvatore e pegou um violão. Começou a dedilhar e à medida que Giuliana cantava ganhava a atenção de todos no Grill.

Depois que terminou sua performance, o Mystic Grill em peso estava aplaudindo-a. Damon estava boquiaberto, após agradecer os aplausos, Giuliana foi na direção dele.

– É, não estou cantando tão bem, mas vai dar para o gasto! – Ela disse e piscou para ele.

Notas finais
Até o próximo!