Pretérito Imperfeito
2 Capítulo II - Gimme Dat Bass
Notas iniciais
Stefan do lado de fora do banheiro insistia que a garota saísse de lá, ela nem sequer conhecia um banheiro.
– Por favor, Giuliana, saí! Pelo menos para conversarmos! – Implorava ele da porta.
– Não! Vocês são monstros! Eu não vou sair daqui! – Giuliana continuava imparcial do outro lado.
Enquanto isso Caroline estava sentada no sofá e Damon tipicamente se servia de uma dose dupla de seu whisky.
– Você não vai fazer nada para tirar ela de lá? – Perguntou Caroline incrédula na aparente tranquilidade do vampiro.
– Eu já falei para o Stefan botar a porta a baixo, mas ele gosta de fingir que é civilizado! – Disse Damon concentrado em seu drinque. – E porque “Katherine 2” e “Lorde Voldmort” não chegam logo? Eu quero a minha menina comigo ainda esta noite, não no Halloween que vem! Será que a “Nimbus 2000” da Bonnie deu defeito ou ela está esperando “Dumbledore” “aparatar” ela pessoalmente?
Caroline riu brevemente do estado de negação que Damon se encontrava fazia piada até do oxigênio que respirava.
– O que é? – Ele perguntou amargamente mudando repentinamente seu humor.
– Você está mesmo nervoso com tudo isso, não é?! – Disse a loira.
– Não Caroline! Estou aceitando bem o fato de o meu primeiro amor ter praticamente ‘possuído’ o corpo da mulher da minha vida, e a propósito vai chover amanhã? – Disse Damon cheio de ironias e sarcasmos.
Caroline se sentiu um pouco culpada por ter rido.
– Você ama mesmo a Juliana não é?! – Disse a loira.
– Quer mesmo que eu responda essa pergunta? – Damon disse.
A vampira balançou a cabeça liberando o Salvatore da resposta.
– Oi gente! – Disse Nanda toda serelepe passando pela porta principal da casa. – Ué?! Por que vocês estão com essa cara de baiacu inflado?
– Eu não estou com paciência para explicar nada a ninguém... – Disse Damon se levantando. – Vou ver se consigo tirar a prima-margarina do banheiro já que Stefan é um incompetente!
Damon saiu e deixou as duas loiras sozinhas.
A Forbes encarou a Salazar de uma forma um pouco amedrontada, procurava não fazer muito contado visual.
– Vai me contar ou não? – Indagou Fernanda.
– É melhor você sentar... – Disse Caroline.
...
– Ela não quer sair de forma alguma! Eu sei que ela vai te escutar, ela sempre escuta você! – Disse Stefan falando para Damon que apareceu no corredor.
– Mimada birrenta! – Resmungou Damon.
A voz da garota de dentro respondeu de lá:
– Eu ouvi! – Berrou Giuliana.
– Era para ouvir mesmo! Para de palhaçada e sai logo desse banheiro! – Damon bateu na porta.
– Eu já disse que não irei abrir! Vocês são monstros!... – Giuliana fez uma pequena pausa. — O que é banheiro? – Ela perguntou.
– Olhe para trás! – Damon sabia que ela estava concentrada na porta e nem notara o que estava ao seu redor. – Vê o que parece ser uma cadeira de porcelana? Um disco sustentado por uma barra de metal na parede? E o que parece ser um vaso com um buraco no fundo em cima de uma mesa cheia de gavetas?
– Vejo... – Respondeu ela.
– Privada. Chuveiro. Pia. Um banheiro! Agora saí! – Disse Damon já sem paciência.
– Não vou abrir! – Ela repetiu apesar de observar confusa em volta, tentando imaginar o que as pessoas faziam nesse tal de banheiro. A privada tinha uma espécie de boca e no fundo um buraco coberto de água, era realmente assustador.
– Você se lembra daquele dia que você montou no cavalo desgovernado? – Disse Damon.
– Lembro... – Disse a menina.
– Eu salvei você! Eu e o Stefan guardamos segredo para que você não fosse levada de volta para a Itália... – Disse ele.
– Sim e o que isso tens a ver com o agora? – Perguntou ela.
– Stefan quis se casar com você e eu... Eu... Confesso que me meti no caminho! – Exclamou Damon.
– Eu sabia! – Disse Stefan. – Só podia ser você o motivo dela terminar o noivado comigo!
– Ah... Qual é Stefan?! Águas passadas! Agora você tem a Eleninha... – Damon ia dizendo quando foi interrompido pela voz de Giuliana.
– Será que as mariquinhas podem parar de discutir! Eu quero terminar a linha de raciocínio que Damon estava querendo levar-me...
Damon fez uma careta para Stefan vitorioso.
– Onde eu parei? Sim! Eu me meti... Todas essas coisas e tudo que nós três já vivemos são provas de que nós nos importamos com você e muito! Nós nunca seríamos capazes de machucar alguém que amamos! Apesar de sermos ‘monstros’ como você não cansa de berrar, nunca mesmo feriríamos você! Está a salvo conosco! – Disse Damon quase a convencendo. – Pode sair! Confie na gente!
A garota fez um silêncio e depois o quebrou.
– Eu confio em vocês, mas não confio nessa moça que também é vampira! – Disse Giuliana.
– Caroline? Inofensiva exceto para os esquilos, mas isso é culpa do Stefan! – Replicou Damon.
– Não adianta, não confio nela, nem conheço, não vou sair! – Ela continuou irredutível.
Damon bufou impaciência e em seguida teve uma ideia.
– Quer me ver obrigar ela a sair?! – Sussurrou ele para Stefan, que pareceu não entender o que o irmão pretendia fazer. – Okay, nós vamos te deixar em paz, mas antes você tem que fazer uma coisa para mim! Eu me esqueci de dar a descarga do banheiro.
– Dar o que? – Perguntou Giuliana sem entender nada
Stefan arregalou seus olhos para Damon.
– Nã...! – Ia dizer o Salvatore mais novo.
– Shh! Fica quieto Stefan! – Disse o Salvatore mais velho com cara de riso se afastando da porta. – Dar a descarga! Não tem uma cordinha pendurada do lado de uma caixa em cima da privada?
– Tem... – Respondeu a garota.
– Puxa ela até o fim e a gente te deixa em paz “sozinha” aí “trancada”! – Damon deu ênfase nas últimas palavras.
Giuliana foi até a privada e puxou a tal cordinha, em seguida o líquido de dentro do trono foi sugado em forma de redemoinho à medida que água surgia das laterais inexplicavelmente e um barulho horrendo assustador vinha do ressinto. A garota entrou em pânico com medo, envolvida ainda no lençol de Damon abriu a porta e apavorada agarrou o primo que viu pela frente.
Damon caiu em gargalhadas quase chorou de tanto rir enquanto Giuliana estava agarrada em Stefan. O barulho cessou e a garota soltou o primo, irritada ela começou a bronquear o vampiro engraçadinho:
– Demônio da noite ou não, você não tem o direito de caçoar de minha pessoa, Damon Salvatore! – Disse a garota encarando o primo que parava de rir.
– Pelo menos eu te tirei de lá de dentro... – Damon lançou um olhar esnobe de vitória.
– Sério! Você não precisa ter medo de ninguém, muito menos da Caroline, vamos proteger você! – Disse Stefan.
A garota enrolada no lençol lançou um olhar terno e simpático para Stefan e depois fechou a cara ao voltar seu olhar para Damon.
– Você pagará por essa! – Disse a garota com o ego ferido.
Como diria o bonequinho esquisito de jogos mortais: Que os jogos comecem!

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