Presumo

26 Explodimos um restaurante


Notas iniciais
Oiee, tres avisos ¹: Eu viajei muitoooo nesse capítulo hahhaah, o lance das pedras foi minha invenção. ²: Comentem qualquer coisa como eu pedi no capitulo anterior, de acordo com o painel, 13 pessoas me acompanham sem contar os favoritos entao pooooooorfavooor comentem qualquer coisa, nao quero ter leitores fantasmas! ³: Aproveitem o capítulo!!! Beijooos

Pov – Annabeth

Lira, Calypso e eu já estávamos cansadas por andarmos tanto em círculos. Uma vez ou outra escutávamos rugidos que logo percebemos que eram apenas nossas barrigas. Resolvemos parar em um pequeno restaurante vegetariano perto dali já que Calypso era vegetariana. O restaurante estava vazio porque não era hora do almoço. O garçom que nos atendeu era alto e muito estranho, percebi que a vestimenta que ele usava estava pequena, suas mãos eram grandes e enrugadas e eu não conseguia distinguir que cor eram seus olhos.

– Así que lo que las mujeres quieren?* — Perguntou o garçom entregando os cardápios.

As meninas pareceram não entender o que ele disse. Agradeci a minha mãe por eu ser filha dela e ter feito umas aulinhas de espanhol.

– Somos americanas. E eu vou querer um sanduíche natural, e hum, Caly e Lira?

– Eu quero um suflê. – Calypso fala.

– Vou experimentar almondegas de soja. – Disse Lira com cara de nojo.

– Então, vamos querer um sanduíche natural, um suflê e almondegas de soja. Traz uma coca também, hum, — olho a plaquinha no bolso da sua camiseta social. – Darcy.

– Sí sí. – Darcy saiu murmurando o que parecia algum xingamento á americanos.

– Super gentil. – Lira diz em deboche.

– Com certeza. – Concorda Calypso.

Ficamos jogando conversa fora por um tempo até nossos pratos chegarem. As almondegas estavam com uma cor estranha de verde ao invés de vermelho.

– Credo, que tipo de molho é esse? – Lira pergunta para o garçom Darcy.

– Um especial, para adolescentes vips! – Darcy sai de perto da mesa antes de perguntarmos como assim vips.

– Okay, agora que eu não como isso mesmo. – Lira fala.

– E eu não vou comer esse suflê, tem cara de vomito! – Calypso reclama empurrando o prato.

– E eu achei esse cara muito estranho, minha fome passou assim que ele disse “adolescentes vips”. – Digo desconfiada. – Vamos embora, no navio a gente come.

Todas concordam e nos levantamos para ir embora quando Darcy impede a passagem.

– Ah é. Desculpa. – Entrego o dinheiro pra ele. – Esquecemos.

– Nunca hable que vocês teriam que pagar em dinheiro o que pediram. – Darcy começa a gritar ahora ahora.

– Então podemos ir? – Lira fala com um sorriso simpático.

– Ir? – O chefe do restaurante aparece. – Vocês recém chegaram!

Assim que ele sai de trás da coluna de mármore eu solto um grito. Horroroso é pouco para descrever a feiura daquele cara. Sua face é enrugada e seu nariz está cortado pela metade. Sua boca é só uma linha infestada de corós andando por ela. Seus olhos, — Não! Olho – é de um vermelho aterrorizador. Ele deve ter por volta dos quatro metros. Lira que está do meu lado esquerdo começa a gritar com a imagem. Calypso começa a murmurar algo parecido com não não. Assim que o ciclope franze as sobrancelhas e da um sorriso eu reconheço ele.

Há quase onze anos atrás eu estava fugindo com Thalia, Luke e Grover. No alto da colina eu pude ouvir rugidos vindos de baixo gritando para nos renderem. Thalia disse que iria nos dar tempo e nos obrigou a continuarmos a correr para dentro do acampamento. Eu já estava quase no portão quando fiz o erro de me virar e ver a cara do ciclope que estava nos perseguindo e no momento, matando Thalia. Era exatamente igual o chefe do restaurante.

– Já estava com saudades de você Annabeth Chase! Você se tornou bastante famosa entre os ciclopes após quase matar Polifemo na ilha dele. E vejo também que você cresceu. – O ciclope solta um assobio. – Não só no tamanho, digo.

Quase vomitei na cara dele ouvindo o que disse.

– Annabeth, acho que vocês poderiam trocar cartas depois ao invés de conversarem, temos que ir, o pessoal já deve estar preocupado, não é mesmo Caly? – Lira diz tentando sair de fininho.

– C... Com certeza. – Concorda Calypso.

– Nem tão rápido minhas lindinhas! Sigam-me. – O ciclope-chefe se virou deixando a mostra suas tranças estilo afro.

– Não obrigado, realmente temos que ir. – Digo me virando sendo acompanhada de Calypso e Lira.

Infelizmente, Darcy ainda esta atrapalhando nossa passagem.

– Se ustedes não me seguirem vocês vieram ao México por nada.

Olho para as meninas e percebo que o comentário dele também chamou atenção delas. Resolvemos em silencio que vamos seguir ele.

Ele dá espaço para entrarmos na cozinha o que não me deixa muito feliz. Só aumenta as possibilidades de morte numa panela mais rápidas. Olho em volta e vejo que não é exatamente uma cozinha. Os balcões de ferro estavam infestados de ervas de diversas cores. A geladeira estava aberta revelando litros e litros de vinhos. Há um grupo de poltronas cinzas encardidas no canto do cômodo.

– Fiquem a vontade em quanto eu explico minha história a vocês. Meu nome é Tropis. – Tropis gesticula para nos sentarmos nos sofás.

– Estamos bem de pé. – Falo.

– Tudo bem então meu amor. – Sua voz agora é imitação da voz de Percy. – Eu te amo.

Gelo com esse comentário. Lira e Calypso que estão um pouco quietas murmuram. Olho para trás e vejo que elas estão amarradas e amordaçadas. Como eu não percebi que isso havia acontecido?

– Agora é só você e eu Annabeth Chase. – Tropis imita a voz de Luke. – Eu vou cuidar de você.

– Para! – Grito desesperada.

Tropis solta uma risada e analisa o cômodo.

– Darcy! Cadê a pedra?

– Ta dentro da panela de pressão. Pouco provável como você disse. – Darcy responde rapidamente.

– Argh! – Tropis ruge e abre a panela de pressão revelando uma pedra redonda vermelho sangue. – É isso.

– Uma pedra? – Pergunto.

– Nem parece que você é minha filha! – Tropis diz imitando a voz da minha mãe, Atena. Isso me deixa furiosa. Eu tinha que dar um jeito de sair dali.

Olho minhas probabilidades. A única porta da cozinha era a qual eu entrei que estava sendo impedida por Darcy tendo como refém as meninas. Olho o teto discretamente e vejo panelas penduradas por fios de corda. A única coisa menos inteligente que Tropis fez foi nos desarmar e trocar as cordas por ferro. Eu ainda estava com minha adaga embainhada. Resolvo jogar conversa fora.

– Óh! Como iremos sair daqui? Não nos mate! – Tento fazer minha melhor voz de choro.

– Sinto-me feliz por demostrar medo. – Tropis diz soltando uma risada em meio corós. Nojento.

Começo andar em volta a cozinha procurando o ponto principal da corda.

– Adorei essa arquitetura. Tão diferente... Tão grunge. O Olimpo nada se compara a isso aqui...

– É mesmo? – Darcy grita animado. – Foi você que refez o Olimpo e esta elogiando o meu trabalho? Eu que fiz as cordas serem usadas como pendura panelas!

– Darcy, — me viro para ele andando em direção a porta agora que já tinha visto o ponto fraco da corda. – você tem certeza que não é um filho de Ate...

– Chega! – Tropis ruge e me faz arrepiar. – Hora do lanche Darcy.

– Tem certeza? Podemos poupar a menina loira? Eu gostei dela.

– Não! Ela vai ser minha sobremesa. – Tropis da um sorriso imitando a voz de Polifemo.

Rápido Annabeth pense. Eu tinha que atacar a adaga no lugar certo e só tinha uma chance. Revi minhas possibilidades. Um: Eu errava e acabava virando ensopado. Dois: Eu acertava no lugar errado e as centenas de panelas cairiam em cima de mim. Três: Acertava pegando o bracelete de Calypso no momento distração e cortava as cordas delas.

Tentei a três. Ataquei minha adaga no momento em que Darcy começa a caminhar levando as meninas ao centro. A faca passa voando pela cabeça de Tropis que ri.

– Acho que você errou a pontaria querida. – Imita na voz de Sally.

– Eu não estava apontando pra você.

No mesmo momento, duas dezena de panelas pesadas e grandes caiu no meio da cozinha bem em cima de Tropis. Darcy correu para ajuda-lo deixando Lira e Calypso. Corro até elas cortando as fitas e cordas que a amarram com o bracelete de Calypso. Seu bracelete foi um presente de Deméter. É a transformação de uma pequena foice.

– Vamos rápido! – Grito.

– A pedra! Ares! – Lira grita e então eu me toco.

As doze pedras. Cada uma representando um deus.

Calypso pega uma faca do balcão e joga em direção ao outro lado da corda, fazendo cair mais duas dezenas de panelas pela cozinha. Tropis se levanta bravo e Lira começa atirar flechas em direção ás garrafas de vinhos e a ele. Licor verde ai de seus braços e peitoral, mas nada acontece. Eles veem em nossas direções pisando calmamente como se estivesse contando os segundos antes de nos matarem. Olho para Calypso que parece assustada.

– Caly, as ervas! O que elas são?

Calypso parece voltar a si mesmo e assenti. Ela conhece um pouco de mágica. Ela pega um punhado de ervas amarelas e assopra em direção a Darcy que esta em cima de Lira. No mesmo momento ele desmaia. Calypso tenta fazer o mesmo em Tropis, contudo nada acontece.

Tropis para abrindo uma gaveta revelando uma espada de dois metros feita de ferro estige. Ele da um sorriso.

– Mesmo que vocês passem por essa porta, não passaram pela entrada.

Calypso pega um punhado de ervas azul e um copo de água, ela mistura os dois ingredientes e joga na cara de Tropis que cambaleia um pouco para trás escorregando no vinho pelo chão, soltando a pedra redonda que rola até os pés da bancada. Corro e pego a pedra e também minha adaga que esta perto dali. Darcy começa a abrir os olhos e Tropis esta voltando ao normal.

– Vamos! – Lira grita.

Juntas corremos até a porta de saída. Vejo que Calypso pegou um pouco das ervas pretas e tenta fazer algum feitiço. Ouço rugidos atrás de nós e Tropis passa pela porta a destruindo. Ele começa jogar as mesas em nossas direções, sorte a nossa que a pontaria dele não é das melhores. Lira começa atirar flechas de pum fazendo-o tossir. Chegamos a porta e vemos que esta trancada. Tento dar um jeito mais pelo visto esta emperrada.

– Sem saída minhas crianças! – Tropis imita a voz de Quíron.

– Lira vê se o distrai. Annie tenta abrir a porta, tenho que terminar esse feitiço.

Lira começa atacar flechas seguidas de flechas em direção a Tropis. Algumas explodem mas nada de efeito. Darcy aparece atrás dele cambaleando de sono. Olho a minha volta. Pego minha adaga e começo atentar abrir a porta. Vejo uma chave pendurada no balcão bem do meu lado. Darcy. Agarro a chave abrindo a porta agradecendo por ele não ser muito inteligente.

– Vamos!

Lira é a primeira a sair agora que esta sem flechas. Calypso começa a gritar alguma coisa e joga as ervas na cara de Tropis, ela sai correndo me puxando junto com ela. Estamos quase no navio quando escuto uma explosão.

Dirijo um olhar impressionado para Calypso que fala:

– Seu sangue era feito de fogo grego. A erva preta continha veneno explosivo. Só isso.

Finalmente chegamos ao Argo II e grito para Leo que libera as escadas. Só sossego quando todas nos entramos no navio.

Jogo-me no chão respirando fundo por causa da corrida.

– Olha, eu não entrava em forma assim a meses! – Lira debocha.

– O que aconteceu? — Leo corre em direção a Calypso.

– Ah, Annabeth apenas reencontrou um velho amigo. – Calypso responde rindo.

– Acho que ele te achou bonita Annie. – Lira começa a rir.

– Credo! – Começo a rir com o comentário de Lira. – Cadê o resto do pessoal Leo?

– Ainda não voltaram. E que negocio é esse na sua mão? – Leo aponta para a pedra que só agora percebo que estava na minha mão.

– Ainda não tenho certeza. Conto pra vocês três quando todos voltarem, agora eu preciso mesmo comer algo que não seja comida vegetariana!

Notas finais
o que acharam??? Comentem!! Amo responder vocessss ☼ * o que as meninas/mulheres querem?