Presos no meio do caminho
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sinto muito estar oferecendo muito pouco a vocês, mas minha criatividade está voltando então espero que logo posto mais.
Eu real espero que vocês gostem já que franique é um casal muito importante pra mim que eu amo demais. Foi criado em um RPG da newgen e eu simplesmente acho eles perfeitos (obrigada debs por isso).
AVISO
se for muito sensível a gatilhos de ansiedade, cuidado!
não é nada muito gritante já que eu mesma ando com muita crise de ansiedade kkk mas preferi avisar para prevenir
Um beijo e até logo ♥
Dominique encarava os números do elevador impaciente. Se sua perna balançasse mais sairia do seu corpo, realmente a ruiva estava pior do que naquela manhã. Tinha mais dúvidas, mais perguntas e mais enjoo do que antes. Seu plano de falar com o tio Ron tinha ido pelo ralo já que nem ele poderia ajudar ela com seu futuro. “Escolha o que for te fazer feliz” “Siga seu coração” “Como se imagina daqui a 5 anos?” Isso nem ela sabia responder! Era por isso que estava ali para o inicio de conversa.
Finalmente o elevador chegou no andar e ela entrou rapidamente apertando o botão de térreo, só havia um homem ali dentro. Ela respirou fundo tentando controlar seus ânimos dentro de si, não sabia o que faria, mas ficar dentro do elevador a deixava nervosa.
—Belo dia não? — comentou o rapaz e ela olhou de canto, ele parecia nervoso — tudo bem que está chovendo, mas eu gosto de chuva sabe? O cheiro de terra molhada.
Dominique deu um aceno e voltou a encarar a porta, não entendia o porquê dele tentar puxar assunto, não era o comum de quando ia à empresa de seu tio. E mesmo que ela quisesse, não saberia ser simpática naquele momento.
— Primeiro dia?
— O que? — questiona a ruiva virando a cabeça para ele.
— Ah, já tava achando que você era surda — disse com um grande sorriso — primeiro dia trabalhando aqui? Por isso o nervosismo — ele apontou para suas mãos que arrancava rótulo da garrafa d'água — e eu nunca ter visto você por aqui
— Não — respondeu somente. Talvez o tom tenha sido grosso além do que deveria, pois o homem se calou.
Faltava ainda metade dos andares quando houve um grande baque no elevador. A chuva estava forte lá fora, o vento principalmente, e acabou acontecendo a pior coisa que pode ocorrer com uma pessoa ansiosa como Dominique, o elevador parou. Ela começou apertar os botões desesperada para falar com alguém, não podia ficar presa assim e parecia não conseguir respirar.
—Ei — chama o homem que ela não conhecia, os olhos dele eram profundos e podia ver que ele estava preocupado, mas por que? Ele nem a conhece — vai ficar tudo bem, deve ter sido uma queda de energia.
— Eu.. Eu na- ela gaguejava e sentia suas mãos trêmulas e suadas.
— Vamos respirar, ok? — ele esticou as mãos e a ruiva recuou por um momento, mas o sorriso dele trazia conforto para ela — segura a minha mão, ajuda — Dominique pegou nas mãos do desconhecido e ele apertou forte. O toque foi como um choque nela, a garota que estava se sentindo mole achou firmeza naquelas mãos que apertavam as suas — respira comigo tá? — e assim ela fez, 6 vezes até que soltou um sorriso — uau.
— O que? — pergunta a ruiva confusa com o olhar dele, um olhar de certa admiração.
— Seu sorriso… — e as bochechas do homem coraram na hora e ele soltou as mãos dela — você está melhor?
— Sim, obrigada por isso — ela encostou na parede gelada do elevador, era confortante o choque com seu corpo quente.
— Não foi nada e alias, sou Frank.
— Dominique
— É um prazer conhecê-la, Dominique — ele olha para o ambiente — é claro que preferia te conhecer em outro lugar.
— Outro lugar? — ela pergunta confusa
— Sim, tipo um chá- Frank morde o lábio, sempre teve a mania de falar sem pensar. Na hora que Domi iria respondê-lo o autofalante do elevador funciona e a voz de um homem ecoa.
— Frank? Tá tudo bem por aí?
— Sim, Dave, foi só o susto mesmo — responde ele perto do painel — Quanto tempo até sairmos?
— Sem previsão, bro — a respiração de Dominique voltou a acelerar. Sem previsão significava que ela estava presa no meio do caminho, igual na vida dela só que dessa vez o controle não estava nas mãos dela — Quem está com você?
— O nome dela é Dominique.
— DOMINIQUE? — a voz de um outro homem que Frank não conhecia agora ecoa, mas Domi sabia bem quem era — TIRA A MINHA AFILHADA DE LÁ AGORA!
— Calma tio uon uon — Domi conseguiu falar tranquila, tio Rony já era desesperado pelos dois — tá tudo bem por aqui.
— EU VOU TE TIRAR DAÍ LOGO, FOGUINHO, PROMETO! — e o interruptor ficou em silêncio, pelo menos a menção do apelido a fez ela sorrir.
— Então visitar um familiar — comenta Frank depois de alguns segundos em silêncio.
— O que?
— O motivo de ter vindo aqui — ele se sentou no chão e ela o acompanhou, mas não tão próxima a ele.
— Ah, sim — ela se ajeitou no chão — precisava de uma ajuda, mas nem ele pode me ajudar.
— Ajuda? Com o que? — Domi ficou desconfortável novamente e Frank percebeu — podemos falar sobre outra coisa se quiser.
— Prefiro — ela sorriu em agradecimento.
— Bom… então se você fosse um aparelho eletrodoméstico qual seria? — Domi riu surpresa. Percebeu naquele momento que Frank era a pessoa certa para se estar presa em um elevador.
Fale com o autor