Presos no armário.
1 Capítulo único.
Flashback
Esse cara passou dou limites da vida! Como ele pode fazer a Trish chorar? Ninguém pode fazer minha melhor amiga chorar. Só por alegria, ou um filme triste
–Ei, você! Onde pensa que está indo? -Me aproximo.
–Pra casa? -Ele responde sorrindo.
–Como ousa sorrir depois de rejeitar a minha amiga?
–Amiga... Ah, a Trish? É que não gosto dela como ela gosta de mim, apenas disse isso.
–M-mas, ela é bonita e tem peitos grandes! Ela estava chorando agora pouco, sabia?
–Não me importo se ela é bonita ou não. Já tenho alguém por quem estou apaixonado.
–Seu gay!!! -Por puro impulso, empurro ele.
Só não tinha percebido a escada... Ele saiu rolando como um tatu bola.
–Desculpa! Juro que não foi de propósito.
–Eu vou te... -Ele não aguenta falar, e grita.
Logo a enfermeira da escola chegou, e o levou...
Flashback Off
–Tudo bem, foi tudo culpa minha, mas não era a intensão. Agora estamos presos e você me faz sentir mais culpada! -Eu grito, fazendo drama.
–Não falei nada desde que a porta se trancou ''misteriosamente'' Por que está lembrando disso? Assassina.
–Mas fica me chamando de assassina! E você está vivinho da Silva. E só tem 16 anos, tem muito tempo pra seu braço ficar bom, né? -Sorrio.
–Você é realmente irritante! Quando te vi pela primeira vez não parecia ser assim.
–Pela primeira vez? -Pergunto, confusa.
–Esquece.
–Não, não, não! Quando me viu pela primeira vez?
–Na verdade desde o começo do ano eu reparava em você, pensando que seria uma garota doce e sensível como as outras...
–Não gosto de ser como ás outras. Elas fazem isso pra chamar atenção dos meninos, e eu prefiro comer bastante sem precisar impressionar ninguém. Principalmente bolinhos.
–Você pode ser um pouco fofa... -Ele me encara, e eu faço careta.
–Nem um pouco feminina. -Ele dá risada.
–A Trish está namorando o Dez agora, não precisa mais de você, hum! -Faço bico.
–Sorte do garoto.
–Então você gosta dela agora?!
–Não. Mas ela tem peitos.
–E oque tem haver?
–Você não entende, já que não tem. -Ele sorri.
–M-mas! Ter peito grande não é nenhuma vantagem. Pesa, não dá pra correr que balança, e algumas roupas não cabem por causa disso.
–Er... Deve ser difícil... Você não tem esse problema, né? -Ele continua a provocar.
–É! Seus amigos tem bastante bunda, já você não vejo nada.
–E por que você repara nisso?
Aish! Minhas bochechas ficaram vermelhas.
–Por que repara nos meus peitos?!
Ele fica em silêncio.
–... Não sei. -Ele continua a me encarar, ah, seu olhos... Que perdição.
–Para de me olhar! Isso é vergonhoso.
–Você não é tão masculina assim. Se não quer impressionar os meninos, por que usa maquiagem?
–M-mas eu não uso!
–E por que suas bochechas estão vermelhas? -Ele sorri.
–Idiota!!!!!!!!! -Por puro impulso (De novo) Bato em seu rosto.
–Ai!!!
–Não doeu nada em mim. Que gay, esse gritinho.
–Você não sabe o risco que corre chamando os outros de gay.
–Que risco? Se você se aproximar, te dou uma voadora.
(...)
Conversávamos e ele fazia palhaçadas, estava frio e ninguém tinha abrido o armário da escola ainda.
O velho falou pela janela que ia pedir ajuda, mas nada.
–Espera, aquilo é um cobertor? -Ele aponta para cima.
–Sim! Vou pegar!!!
Peguei o cobertor, e como não tinha percebido isso antes?
–Mas só tem um, e é tão pequeno.
–Divide comigo então.
–Oque?!
–É necessidade, Assassina. -Ele está falando sério.
–Tudo bem! Mas só por enquanto, depois fico só pra mim.
–Nossa, donzela.
Ficamos em um canto da sala, estávamos cobertos por esse cobertor, o cheiro dele é tão bom...
Estava com vontade de encostar em seu ombro, mas claro que não o faria. Ele encostou a mão em minha cabeça, e arrastou até seu colo.
–O-o...
–Vamos revezar, pode dormir.
–Não estou com sono. -Levanto.
Ficamos alguns minutos em silêncio. Eu precisava quebrá-lo.
–E-ei...
Automaticamente, ele me beijou. O frio logo ficou quente, e aquela sensação foi estranha, mas boa.
Talvez boa demais.
Oque diabos estou fazendo com esse loiro metido?!
Ele me abraçou, e deitamos. Ele tem um cheiro tão bom!
–É verdade... Você até que tem peitos. -Ele sorri.
–... Idiota.
Eu resolvi arrombar a porta, estava realmente muito frio. Ele levantou, e me ajudou.
Parecia cena de filme, nós estávamos empurrando aquela porta pra tentar sair de lá, estava frio, e tinha câmera lenta também. Até que eu resolvi dar um chute, e o velhote de antes abriu.
Eu cai de cara no chão.
-A-ALLY?! -Austin me balança.
-Oi?
Ele começa a gargalhar.
-É bom né? Cair? -Ele estende sua mão, e eu levanto.
-E-estou bem! Olhe. Posso até pular.

Nos encaramos por uns segundos, depois de perceber que a Trish e o Dez estavam com um olhares maliciosos.
Depois daquele dia...
Talvez eu não o odeie tanto assim.
Fale com o autor